terça-feira, 24 de agosto de 2010

UMA DESCOBERTA SOBRE A ORAÇÃO


“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”
Mateus 6.9-13

Recentemente descobri algo maravilhoso acerca da oração. Em Mateus 6.9-13 vemos o maravilhoso ensino de Jesus sobre a oração. É o que eu denomino de oração dos filhos. Muitos a chamam de oração do Pai Nosso. Prefiro chamá-la de oração dos filhos. Aquela oração é um resumo da vida de Cristo.
Veja como isso é maravilhoso!

Santificado seja o teu nome!
Jesus viveu sempre santificando o nome do Pai. Em tudo Ele santificou o nome do Pai. Ele viveu um modo de vida tão parecido com a vida do Pai que chegou a dizer: “Quem me vê a mim vê o Pai.” (João 14.9). Ele também disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Em tudo Jesus santificou o nome do Pai. Ele o honrou tanto que chegou a dizer: “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer o Filho também semelhantemente o faz.” (João 5.19). Jesus disse que as obras que Ele fazia eram realizadas em nome do Pai: “As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito.” (João 10.25). Vejam como Jesus honrava ao Pai! Ele disse: “Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” (João 10.29). Em todas as coisas Jesus santificou o nome do Pai. Esta oração é a história da vida de Jesus!

Seja feita a Tua vontade.
Oh! Cristo fez a vontade do Pai! Suas palavras e seus feitos honraram a vontade do Pai. Ele disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (João 4.34). Ele se sujeitou à vontade do Pai, por isso Ele disse: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” (Mateus 26.42). Qual o critério que Ele usou para identificar alguém como seu irmão? Foi o critério de fazer a vontade do Pai. Vejam suas palavras: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão” (Mateus 12.50). Jesus assim descreveu a vontade do Pai: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna” (João 6.40). Em todas as coisas Jesus honrou a vontade do Pai e procurou torná-la real no mundo dos homens. Esta oração é um resumo da Sua preciosa vida!

Venha o Teu reino.
Sua mensagem começou anunciando que o Reino estava próximo e por isso os homens precisavam de arrependimento (Mateus 4.17). Vejam suas palavras: “sabei que está próximo o reino de Deus.” (Lucas 21.31). Quanto à forma de entrar no reino de Deus Jesus deixou a seguinte recomendação: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3). Muitos esperavam o reino de Deus com aparência física, mas Jesus disse: “Não vem o reino de Deus com visível aparência.” (Lucas 17.20). Ele mesmo explicou o porquê: “Porque o reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17.21). A mensagem que seus discípulos deveriam pregar era o reino de Deus. Jesus disse: “Também os enviou a pregar o reino de Deus.” (Lucas 9.2). Oh! Jesus preocupou-se com a vinda do Reino de Deus! Esta oração é um resumo da vida de Cristo!

Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
Jesus, durante toda a sua vida, perdoou. Ao paralítico em Cafarnaum que foi carregado por quatro amigos, Jesus disse: “Filho, os teus pecados estão perdoados.” (Marcos 2.5). À mulher que ungiu os seus pés Jesus disse: “Perdoados são os teus pecados .”(Lucas 7.48). Quanto ao relacionamento entre os irmãos Ele falou: “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.” (Lucas 17.3). Até mesmo na cruz, no esgotar de Suas forças, Ele liberou uma palavra de perdão, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23.34). Oh! Jesus viveu Sua vida perdoando. Esta oração é um resumo da vida de Jesus!

Então, cheguei a uma conclusão: Oração não é apenas um diálogo com Deus. A oração é uma história de vida.
Senhor, que minha vida seja uma oração a Ti! Sempre e sempre!

O caminho do crescimento passa por três pontos:
a) Conhecer Cristo! É preciso nascer de novo;
b) Conhecer a Palavra de Deus! É preciso mergulhar no conhecimento da Palavra de Deus, pois Ela é nosso referencial de vida cristã;
c) Conhecer a Igreja! Devemos conhecer a igreja. Conhecer o seu funcionamento, conhecer a sua vida, conhecer o seu dinamismo. Precisamos conhecer a igreja.

Que o Senhor abençoe o seu povo.

Em Cristo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

LÁZARO SALTA PARA A VIDA

“Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.” (João 11:44)

É impressionante como o milagre da ressurreição de Lázaro não se limitou a ser uma ação praticada apenas por Jesus. Foi necessária a participação de outras pessoas. Antes do milagre, a participação foi exigida por Cristo com os seguintes dizeres: “Tirai a pedra” (João 11.39). Depois do milagre, Jesus exigiu outra participação quando disse: “Desatai-o e deixai-o ir.” (João 11.44). Entre as duas participações o milagre aconteceu! O Senhor reparte conosco a distribuição do seu poder! É maravilhoso perceber que participamos com Cristo na realização dos seus milagres! Podemos chamar esta participação de “A Vida Prática da Igreja”. Devemos notar duas coisas muito importantes que aconteceram em decorrência de cada participação exigida. Quando a pedra foi retirada, o Senhor clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” (João 11.43). Isto significa que nossa participação antes do milagre é uma preparação para a Palavra de Cristo. Quando nos aproximamos das pessoas (nossos amigos e familiares) – com oração, humildade, compreensão e amor –, realizamos uma importante obra que criará um ambiente próprio para a liberação da Palavra aos corações. O que devemos praticar nesta primeira participação? Devemos oferecer o evangelho de Deus e a nossa própria vida (I Tessalonicenses 2.8). Desta forma, o caminho do milagre começa a se abrir! No entanto, nossa tarefa não termina aí. Depois do milagre, nosso Senhor nos ordena algo significativo, pois Ele nos diz: “Desatai-o e deixai-o ir.”. Em nossa primeira participação o nosso serviço prepara o coração das pessoas para o milagre. Mas em nossa segunda participação, o nosso serviço capacita as pessoas para que elas possam desfrutar a vida cristã e servir outras pessoas. O que devemos praticar nesta segunda participação? Devemos transformar estas pessoas em discípulos de Cristo, ensinando-as a guardar todas as coisas que Cristo nos ordenou (Mateus 28.19-20). Na primeira participação, a vida flui de nós e transforma as pessoas; na segunda participação, as pessoas começam a repartir a vida que receberam para transformar a vida dos outros. É o grande ciclo da vida da igreja. Esta é a “vida prática da igreja”! Ela somente acontece quando nos tornamos praticantes daquilo que recebemos de Cristo – quando praticamos o que a Palavra de Deus diz. O grande milagre se revela nas palavras do evangelista João: “Saiu aquele que estivera morto”. Sirvamos a Deus com um coração firme, e preparemos-nos para ver o milagre de Deus acontecer, onde muitos, à semelhança de Lázaro, saltarão para a vida.

Em Cristo,
Ari

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O SENHOR CONSERVA EM PAZ


Existem algumas perguntas que nos ajudam na aplicação da Palavra ao nosso coração. Devemos sempre ter em mente que o que é mais importante não é o quanto dominamos as Escrituras, mas o quanto Ela nos domina. Este é um significativo ponto de partida para o estudante das Escrituras. Façamos, então, uso destas perguntas para analisarmos o texto de Isaías 26:3. Que tenhamos um bom desfrute.

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.”

Isaías 26:3

1) O que o texto fala sobre Deus? O texto nos revela que o Senhor é o doador da paz, e não somente isto. Ele é o preservador da paz. A paz que o Senhor nos dá é maravilhosa. Primeiramente, porque Ele é o “príncipe da paz” (Isaías 9:6). Em outras palavras, Ele é o que se assenta no trono da Paz. O próprio Senhor é a Paz (Juízes 6:24). A paz não é um sentimento. A paz é uma pessoa. A paz é o próprio Senhor. Quando entendemos isto, uma nova revelação nos é cedida pelo Senhor quando lemos a Palavra de João 14:27, que diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Qual é a revelação? O Senhor se dá a si mesmo a nós! Oh! Esta é uma gloriosa revelação. Por isso Paulo podia dizer: “Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20).
2) Qual é a vontade de Deus expressa no texto? O que devo fazer? A vontade de Deus revelada é que cada membro do Corpo de Cristo deve confiar no Senhor. A confiança é o solidificar de nossa paz. Quanto mais confiamos no Senhor, mais Ele efetuará a conservação de si mesmo (Nossa Paz) em nós. Quando permanecemos no Senhor, na verdade, estamos confiando profundamente nEle. Fazendo assim, Cristo é posto como nosso fundamento (I Coríntios 3:11) e não haverá o que nos possa abalar, pois seremos “como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Salmo 125:1).
3) Quais são as promessas de Deus para mim, minha família e Igreja? A grande promessa contida no texto é que o Senhor (e não nós) conservará a Paz em nossa vida. A Paz é o próprio Senhor! Ele mesmo realiza a conservação de sua pessoa em nós. Muitos são os cristãos que lutam para conservar o Senhor em sua vida: fazem muitos rituais, seguem a várias regras. No entanto, a Palavra nos diz que devemos confiar no Senhor e levar os pensamentos cativos à mente de Cristo. Note que o texto diz: “cuja mente está firme em ti”. Este é o melhor "cativeiro" para os nossos pensamentos. Nossa mente e nossos pensamentos devem estar cativos no Senhor (II Coríntios 10:5). Quando fazemos isto, assumimos uma atitude de dependência do Senhor. Essa disposição de nossa vida, faz com que o Senhor se conserve a si mesmo em nós. Não há esforço nosso, há, tão somente, dependência do Senhor. O trabalhar é dEle. Glória ao Senhor Jesus Cristo!
4) Quais são os pecados apontados? O texto revela o pecado da independência. Quantas vezes achamos que nossa mente e nossos pensamentos são superiores e não precisamos do Senhor? É por isso que não temos Paz! O Senhor não se conserva a si mesmo na vida daqueles que são independentes dEle. Sem o Senhor não existe paz, pois Ele é a nossa Paz! O Senhor abomina a independência. Ele nos fez seus filhos para que pudéssemos experimentar uma vida de total dependência dEle.
5) Há um exemplo de vida a ser seguir? O único exemplo a seguir é o exemplo de Cristo. Cristo é a Paz. Ele se deu a si mesmo por nós para que fôssemos constituídos Casa de Deus, morada do Eterno. Este deve ser o nosso modo de vida: Devemos viver para os nossos irmãos, dar a nossa vida por eles, objetivando a geração de Cristo na vida deles. Juntos, devidamente ajustados e vivendo desta maneira estaremos construindo o Edifício de Deus.
6) Quais são as atitudes que devo mudar ou assumir em minha vida? Devo abominar a independência. Sempre que desejar fazer alguma coisa sem o Senhor, devo suplicar Sua ajuda. Tudo o que eu fizer, deve ser feito para o Senhor. Ergue-se em minha vida um grande referencial de vida: “Dependência ou morte”. Que a minha oração seja: “Senhor! Dependo de Ti. Sou pote de barro, vazio e sem conteúdo. Encha-me de Ti mesmo e seja o meu conteúdo! Em nome de Jesus, amém!”
Em Cristo e por seus interesses.

Ir. Arisvaldo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A HISTÓRIA DO BOM SAMARITANO


PENSANDO NA HISTÓRIA DO BOM SAMARITANO

“Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.” Lucas 10:30-37

Havia um homem que descia de Jerusalém seguindo para Jericó. Jerusalém simboliza o centro da vontade de Deus e Jericó simboliza o mundo. Aquele homem que descia é uma representação de todos nós. Esta passagem é um alerta, para que não desçamos do “centro da vontade de Deus”. Quais são as profundas lições que aprendemos nesta preciosa passagem?

I – QUANDO SAIMOS DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS ENCONTRAMOS A DESTRUIÇÃO

O versículo 30 possui uma clara advertência. Assim que saiu de Jerusalém com destino a Jericó, aquele homem “caiu” em mãos de salteadores. O ladrão vem para roubar, matar e destruir (João 10.10a). Estejamos atentos sempre que a alegria da salvação estiver desaparecendo de nossa vida. Estejamos atentos, sempre que feridas estiverem surgindo em nosso coração. Este é um sinal de alerta! Isto pode significar que estamos descendo do centro da vontade de Deus. Vigiemos nosso coração.

II – OS RELIGIOSOS NÃO TÊM NADA A OFERECER PARA AQUELES QUE SAEM DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS

Após ser atacado pelos salteadores, aquele homem foi abandonado pela religião. O sacerdote e o levita – representantes da religião judaica – abandonaram o homem à sua própria sorte. As ofertas religiosas do mundo são assim. Cartomantes, búzios, horóscopo, videntes, nada disto poderá saciar o sedento coração do homem que sai do centro da vontade de Deus.

III – CRISTO, O BOM SAMARITANO, É A MELHOR RESPOSTA PARA AQUELE QUE SAI DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS

Sempre que saímos do centro da vontade de Deus nos encontramos com o mundo (salteadores) e com a religiosidade (sacerdote e levita). Nada disso poderá suprir o sedento coração. Nossa vida não está fadada a terminar no versículo 32. Existe um versículo 33 na vida de cada pessoa. Cristo, o bom samaritano, surgirá como único caminho de vida. Quando o samaritano vem, Ele não apenas vê, mas Ele se compadece (versículo 33). Oh! Maravilhoso! E não apenas isso, Ele se aproxima, cuida das feridas e providencia uma hospedaria para que sejamos cuidados. Esta hospedaria é um símbolo da igreja. Cristo nos conduz à Sua igreja. A igreja recebe a seguinte ordem: “Cuida deste homem” (versículo 35). O bom samaritano, Cristo, vive hoje por intermédio de Sua igreja. Aqui também temos um desafio: cuidar de todos os nossos irmãos!

Amados irmãos, guardemos o precioso conteúdo desta história em nosso coração.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A TRANSFIGURAÇÃO


Stephen Kaung dizia[1] que “quando nos aproximamos da Palavra de Deus, por um lado, devemos ler, estudar, e conhecer seu conteúdo. Este conhecimento é importante. No entanto, se isso é tudo que obtemos da Bíblia, então estamos perdendo a verdadeira razão pela qual a Bíblia foi dada ao homem. A Palavra de Deus nos foi dada como uma revelação – a revelação de Cristo Jesus. E, por essa razão, tem que ser recebida como revelação. (...) é necessário que vejamos Cristo Jesus. Se não vemos Cristo, e tudo o que vemos são histórias ou se não vemos Cristo, mas apenas ensinamentos, então estamos perdendo o verdadeiro propósito para o qual a Palavra de Deus foi dada. Por isso, ao nos aproximarmos da Palavra de Deus, devemos pedir ao Senhor que nos dê o espírito de sabedoria e revelação para que possamos conhecê-lo verdadeiramente.”

Roy Hession[2], igualmente, apresenta a importância de vermos ao Senhor Jesus quando afirma que “cada aspecto da experiência cristã torna-se real em nós, quando simplesmente vemos a Jesus. Ele é, ao mesmo tempo, a bênção que todos buscamos e o caminho – aliás de fácil acesso – para essa bênção. Se nos concentramos num determinado modo de fazer certas coisas, isso se transformará numa fórmula, e só nos conduzirá à escravidão. Mas o Senhor Jesus veio para tirar de nós qualquer jugo de escravidão e libertar-nos a fim de que o sirvamos na espontaneidade do Espírito. E tudo isso pela simples visão dele,”.

Ver Jesus é uma grande necessidade! Entretanto, o cristianismo tem buscado ver outras pessoas além de Jesus. Os discípulos eram assim. O texto de Mateus 17:1-8 é uma revelação muito significativa acerca deste tema[3]. Os versículos 1 e 2 são maravilhosos! O que temos? Jesus tomando alguns de seus discípulos. Oh! Isto é maravilhoso: ser tomado por Jesus! Os cristãos sonham com isto. Diz o texto que Jesus os levou em particular. Isto revela a comunhão. Um momento particular com o Senhor. Isto é algo celestial! O texto prossegue dizendo que Jesus os levou a um alto monte. A caminhada com Cristo é assim. Ele nos conduz às coisas elevadas. Com Cristo, o nosso caminhar é elevado. Esta é a experiência do primeiro versículo.

O segundo versículo nos apresenta a transfiguração de Cristo: o resplandecer de seu rosto como o sol, e o embranquecer de suas vestes como a luz. Que acontecimento maravilhoso! E tudo isto, diante deles (v. 2). No meio desta cena, aparecem Moisés e Elias – a lei e os profetas. Aos olhos de Pedro, o quadro era pleno. Então ele diz: “Senhor, bom é estarmos aqui”. Pedro, então levanta a sua voz e diz: “se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias.”

Em primeiro lugar, Pedro fala em seu próprio nome, e não em nome dos discípulos. Muitos são assim em nossos dias, falam em seu próprio nome, não consideram todos os demais membros Corpo de Cristo [Igreja] no seu falar.

Em segundo lugar, Pedro deseja dar um mesmo destaque a Cristo, a Elias (os profetas) e a Moisés (a lei). A lei e os profetas não têm o mesmo lugar de Cristo. Na verdade, a lei e os profetas apontavam para Cristo. O objetivo de ambos era revelar Jesus Cristo. Pedro não entendia isto. Por isso, a voz que veio da nuvem disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”. A voz não deixou dúvidas: Cristo é o prazer do Pai! Cristo detém o falar excelente!
Em seguida, após o pavor que tomou os discípulos, Jesus aproximou-se deles. Oh! É glorioso quando Cristo aproxima-se de nós! Após Sua aproximação, Cristo tocou nos discípulos. O Senhor busca o contato com os seus. Finalmente, o Senhor falou: “Erguei-vos e não temais!”. Um milagre aconteceu no versículo oito: “eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus”.
Após a riqueza do versículo sete: a aproximação, o toque e o falar de Cristo, os discípulos viram somente a Jesus. A cura da nossa visão vem pelo aproximar do Senhor, o tocar do Senhor e o falar do Senhor.
A. M. Cunha

[1] Extraído da série: Kaung, Stephen. Vendo Cristo no Novo Testamento – v. 1. Literatura Cristã. Porto Alegre. 1993. 2ª Ed. (Traduzido do original em inglês: Seeing Christ in The New Testment).
[2] Extraído do livro: Hession, Roy. Queremos Ver a Jesus. Editora Betânia. Belo Horizonte. 1978. 3ª ed. (Traduzido do original em inglês: We Would see Jesus).

[3] O texto de Mateus 17:1-8 é, ainda, uma linda figura do reino do Filho do homem. É importante ver Mateus 16:28. Jesus diz: “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.” Seis dias depois, Jesus conduz alguns de seus discípulos a um alto monte (na Bíblia, o monte, muitas vezes, é uma figura de reino). O que é visto neste reino? Jesus, como o Senhor do Reino. Moisés, representando todos os santos que morreram em Cristo. Elias, representando todos os santos que não provarão a morte e serão transformados para o encontro com o Senhor nos ares.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

LANÇANDO JONAS AO MAR - O CAMINHO DA QUIETUDE

A Bíblia diz de si mesma: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4:12). Sabemos que a sabedoria e a graça divinas são multiformes (Jó 11.6, Efésios 3.10 e I Pedro 4.10). No propósito de Deus, a Palavra Divina também possui um caráter multiforme. Os mistérios da sabedoria e da graça divinas são descortinados na Palavra de Deus. É maravilhoso saber que a Palavra é múltipla. Assim, quando lemos o Salmo 23.1, não podemos limitar o alcance da revelação bíblica. A Bíblia não diz apenas que “O Senhor é o meu pastor”. Nesta porção temos a Palavra expressa: “O Senhor é o meu pastor”. Mas, existe a Palavra implícita. Se o Senhor é o meu pastor, isto significa que eu sou ovelha dEle. Esta é a Palavra implícita: “Eu sou ovelha do Senhor”!

Quando olhamos a narrativa bíblica da história do profeta Jonas, normalmente nos atemos ao chamado do profeta, à sua rebeldia inicial e à sua restauração. Isto é a Palavra expressa. Mas, nesta porção das Escrituras existem inúmeras expressões da Palavra implícita.

Procure lembrar-se da história deste profeta. No livro do profeta Jonas há um versículo muito interessante: “Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles.” (Jonas 1:13).

Mergulhemos na Palavra implícita. Algumas pessoas estavam enfrentado dificuldades no mar e, por mais que se esforçassem, não obtiveram qualquer alívio. Agora pense no seguinte: Quem sabe você tem remado com muito esforço, mas não tem tido sucesso para chegar num lugar seguro e o mar da vida está se tornando cada vez mais violento diante dos seus olhos. Note que, neste estágio, aquela Palavra expressa passou a ter um novo conteúdo implícito em sua vida. Alguns eruditos chamam isto de Rhema.

Quando nos deparamos com a Palavra implícita, já alcançamos algo notável em nosso contato com a Palavra de Deus. No entanto, não podemos ficar num constante estado de contemplação, como que admirando o grande passo que damos em nosso encontro com a Palavra Implícita. Até este ponto você está dominando uma importante porção da Palavra de Deus. O Senhor, no entanto, tem algo superior para nós, pois não é suficiente saber algo da Palavra, mas é imprescindível dar uma utilidade prática com aquilo que sabemos.

Então, olhando para a Palavra implícita posta diante dos seus olhos, você precisa orar a Deus e identificar qual é o “Jonas” que você precisa lançar fora. Note o que a Bíblia diz: “E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria.” (Jonas 1:15). Quando você identificar o que precisa ser lançado fora e, de fato, lançar ao mar estas coisas, a Palavra de Deus assegura que uma nova experiência virá sobre você, “a quietude do mar”.

Neste passo, você não apenas domina a Palavra, mas é dominado por ela. A Palavra implícita quer nos conduzir, não apenas à capacidade de dominar a Palavra de Deus, mas à virtude de sermos dominados por Ela. Desta forma, alcançaremos uma surpreende quietude em nosso espírito.

Nele, a serviço da Sua igreja.

A. M. Cunha

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Final


Arrebatados Do Pecado

Depois que realizamos, no poder do Espírito, a exposição de nossa vida ao conteúdo da Palavra, e nos abrimos para a revelação do pecado, e, prostrados diante do Pai, confessamos o nosso pecado, somos arrebatados do domínio do pecado, conforme Romanos 6:14  “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.”. Desta forma, somos lançados totalmente no Reino do Espírito – mergulhados na dimensão de uma vida triunfante. Este é o caminho do arrependimento. Somos o povo do Reino, por isso, não há como fugirmos deste caminho: o arrependimento que nos conduz à vida abundante. Quando somos arrebatados do pecado, seus laços de morte são desfeitos. Em termos práticos, considerando o texto que temos analisado nesta pequena série de estudos – Efésios 5:21, podemos concluir que, após estes passos, passaremos a ter uma vida cristã com uma visível marca: a sujeição aos irmãos.

Continue praticando esta pequena instrução em busca da prática da revelação bíblica em sua vida. Focalize outros textos bíblicos e siga os passos apresentados aqui, quais sejam: exposição, revelação, confissão e arrebatamento.

Que o rico conteúdo das Escrituras Divinas saltem para a sua vida com poder transformador.
Em Cristo, servindo Sua noiva.