"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1:17)
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO
A Escritura é cuidadosa ao
discorrer sobre a santificação. Não há dúvidas de que a santificação é a
vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3). Mas não somente isso, antes de ser um
ato humano, a santificação é um ato divino em nossas vidas; por isso a
Escritura afirma: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo” (I
Tessalonicenses 5:23).
Ademais, o envolvimento pleno da
santificação em nossas vidas não significa apenas que a nossa pessoa está
plenamente dedicada a Deus, mas que a pessoa de Cristo está exercendo o Seu
soberano domínio sobre a nossa pessoa; por isso se diz que “Cristo Jesus (...)
se nos tornou, da parte de Deus, (...) santificação” (I Coríntios 1:30). Assim,
a santificação é, também, uma pessoa, Cristo Jesus.
Não se pode esquecer, porém,
que a santificação é um chamamento. Deus não apenas opera a nossa santificação,
mas Ele também nos chama para ela (I Tessalonicenses 4:7). Em sua perspectiva
humana, a santificação é algo que devemos buscar. Essa busca tem um propósito:
Ver o Senhor, pois sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).
Em decorrência, concluímos resumidamente que a santificação é um ato-pessoa de Deus, ou seja, um ato
divino que introduz na vida humana a pessoa de Jesus numa perspectiva de
soberano domínio sobre a vida humana, de modo a despertar a pessoa humana para
a busca da pessoa divina.
Expresso o meu desejo com as
seguintes palavras: Quando eu for chamado pelo Pai Celestial para a eternidade,
seja pela morte ou pelo arrebatamento da igreja, que o Senhor me encontre como
um fiel discípulo. Que, diante da santidade de Deus, a minha voz,
conquanto tímida face à majestade divina, faça ecoar com gratidão o reconhecimento de que o
céu, embora seja minha morada, não é mérito meu, mas mérito exclusivo da graça de
Jesus Cristo!
Versículos Bíblicos utilizados:
“O mesmo
Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam
conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I
Tessalonicenses 5:23)
“Mas vós
sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria,
e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que
se gloria, glorie-se no Senhor.” (I Coríntios 1:30-31)
“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais
da prostituição;” (I Tessalonicenses 4:3)
“porquanto
Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” (I
Tessalonicenses 4:7)
“Segui a paz
com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hebreus 12:14)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DA ANGÚSTIA HUMANA
A angústia, por
vezes, enclausura a alma numa lamentável condição onde a única voz que se ouve
é: “a minha alma recusa consolar-se” (Salmo 77:2). No entanto, ainda que milagrosamente, a angústia não
detém o poder de impedir que façamos a coisa necessária para o momento, qual
seja: procurar o Senhor (Salmo 77:2)
e erguer incansavelmente as mãos em fervente clamor Àquele que é o Senhor do
livramento (Salmo 77:2). A angústia não retira do angustiado a possibilidade de
clamar a Deus, bem como não é capaz de deter o poderoso braço do Senhor que,
com Seu inesgotável poder, livra das tribulações o angustiado que clama (Salmo
107:6, 13, 19 e 28).
O servo de Deus, porém, não pode esquecer-se de que, mesmo na
angústia, é possível desfrutar consolo mediante a vivificação da Palavra de
Deus (Salmo 119:50). Mesmo na angústia, o servo de Deus pode clamar, certo de
que o Senhor o ouve (Salmo 120:1), pois o seu clamor é capaz de penetrar os
ouvidos de Deus (Salmo 18:6). A voz do que clama detém o poder de percorrer as
mais profundas distâncias até emanar o seu eco no templo de Deus (Salmo 18:6).
A angústia não é ocasião apenas para sofrimento, dissabores e
traumas. Muitos podem até fazer da angústia uma porta para a mágoa, o ódio e o
rancor. Notem, contudo, como Deus é maravilhoso, pois a angústia pode ser
considerada como uma maternidade, uma ocasião onde o milagre do nascimento pode
acontecer! A angústia é um estado de gravidez, a partir do qual é possível
constatar o nascimento de alguém que será tido como um verdadeiro “irmão”
(Provérbios 17:17)! Isso é maravilhoso, pois o tempo de angústia não é apenas
um tempo de angústia, mas uma ocasião para a expansão de nossa família, pois,
por intermédio dela, é possível ganhar mais “um irmão”!
Textos que fundamentaram esta
exposição:
“No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas
mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.” (Salmo
77:2)
“O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me
vivifica.” (Salmo 119:50)
“Na minha angústia, clamo ao Senhor, e ele me ouve.” (Salmo
120:1)
“Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu
Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os
ouvidos.” (Salmo 18:6)
“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.”
(Provérbios 17:17)
“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das
suas tribulações.” (Salmo 107:6)
“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das
suas tribulações.” (Salmo 107:13)
“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das
suas tribulações.” (Salmo 107:19)
“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das
suas tribulações.” (Salmo 107:28)
A. M. Cunha
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DO TRABALHO

Esboço da mensagem pregada pelo autor
na Igreja Presbiteriana da Alvorada (SHC/N SQ 410 Área Especial s/nº -
Brasília/DF), por ocasião da “Semana com Propósitos”, realizada no período
de 8 a 14 de dezembro de 2013. A proposta desta semana é promover a análise de
como nossos propósitos devem ser firmados para a glória de Deus em quaisquer
aspectos da vida, tais como: vida pessoal, vida familiar, vida espiritual, vida
profissional, vida ministerial, vida financeira e os relacionamentos.
“Consagre ao Senhor tudo o que você
faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.”
Provérbios 16:3
Não nos é suficiente identificar
propósitos. Devemos consagrá-los ao Senhor! Devo, inicialmente, destacar a
existência de uma perigosa dicotomia: O sagrado e o Secular. Qual a
consequência, ainda que sutil, que este tipo de pensamento pode ocasionar?
1. Isso pode nos conduzir a compreender a vida espiritual
como sendo unicamente possível de ser vivida no ambiente de uma comunidade
espiritual;
2. Isso pode nos conduzir a compreender que os demais
aspectos de nossa vida (familiar, profissional, emocional, etc.) podem ser
vividos sem qualquer submissão às verdades da Escritura.
Entretanto, o fim desta dicotomia está
explícito nas Escrituras; senão, vejamos:
“Portanto, quer comais, quer bebais ou
façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
I Coríntios 10:31
“E tudo o que fizerdes, seja em
palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a
Deus Pai.”
Colossenses 3:17
A vida espiritual deve permear todos os
aspectos de nossa vida, devendo ser compreendida como sendo “nossa vida”, e não
como sendo “um dos aspectos” de nossa vida. Muitos cristãos tendem a fazer uma
separação entre vida secular e vida espiritual. Como vimos, a Escritura declara
o fim desta dicotomia. Quais as implicações se eliminarmos esta dicotomia?
1. Tudo o que exercemos
na vida terá um valor sublime, pois passará a estar integrado com a vida
espiritual, tendo, por conseguinte, o propósito de glorificar a Deus;
2. Tudo o que era visto
na perspectiva do comum passará a ser visto na perspectiva do sagrado;
3. Todo trabalhador
passará a ser visto como um mordomo que serve a Deus.
Já abordamos que a nossa vida
espiritual não deve ser vista como um apêndice de nossa vida. A partir do
momento que nos rendemos ao senhorio de Cristo, temos uma “nova vida”, cujo
desenvolvimento está sujeito às leis que regem o Reino de Deus.
Minha tarefa nesta ocasião é
apresentar-vos, ainda que de forma inicial, um pequeno vislumbre da vida
profissional sob o enfoque bíblico, de modo que possamos glorificar a Deus. O
cristão precisa ter a consciência de que o seu trabalho não pode estar dominado
pelos seguintes males: vício de trabalhar, trabalho escravizador, primazia da
competitividade, culto do sucesso, materialismo, e culto da pessoa
autorrealizada.
Assim sendo, quero abordar apenas dois
aspectos do que poderíamos chamar de “A Teologia Bíblica do Trabalho”, de modo
que lhes apresentarei apenas um vislumbre deste tema tão amplo e maravilhoso:
I – O trabalho não é uma consequência
da queda do homem.
II – O trabalho é uma oportunidade para
o despertamento da generosidade.
I – O TRABALHO NÃO É UMA CONSEQUÊNCIA
DA QUEDA DO HOMEM.
Inicialmente, a narrativa da criação é
uma narrativa do trabalho divino. Alguns verbos descrevem este trabalho: criou
(Gn 1:1), pairava (Gn 1:2), disse (Gn 1:3), viu (Gn 1:4), chamou (Gn 1:5),
colocou (Gn 1:17), façamos (Gn 1:26) e abençoou (Gn 1:28). Um pouco mais
adiante, a narrativa da criação converte-se numa narrativa do trabalho humano;
senão, vejamos:
“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e
o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.”
Gênesis 2:15
O verbo “cultivar” relaciona-se com a
cooperação humana na produção da vida, ao passo que o verbo “guardar”,
relaciona-se com a cooperação humana na preservação da vida. Esta era a
perspectiva inicial de Deus com relação ao trabalho, ou seja, uma atividade
voltada para o cultivo e a preservação da vida.
II – O TRABALHO É UMA OPORTUNIDADE PARA
O DESPERTAMENTO DA GENEROSIDADE.
O trabalho deve ser compreendido como
uma atividade que se destina a criar oportunidade para a generosidade. Caso
venhamos a trabalhar pautados na inclinação de nossa natureza caída, o egoísmo
característico desta natureza caída, nos conduzirá a trabalharmos com os olhos
fixos no “eu”, de modo a fazer com que valorizemos o que temos e o que
conquistamos pelo trabalho.
A Escritura, por outro lado,
desconectando-nos do egoísmo, evidencia que um dos objetivos que Deus intenta
alcançar em nossa vida por intermédio do trabalho é que sejamos generosos.
“Aquele que furtava não furte mais;
antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com
que acudir ao necessitado.”
Efésios 4:28
“Ora, aquele que dá semente ao que
semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e
multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para
toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam
tributadas graças a Deus.”
II Coríntios 9:10-11
“Tenho-vos mostrado em tudo que,
trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e
recordar as palavras do próprio Senhor Jesus Mais bem-aventurado é dar que
receber.”
Atos 20:35
A generosidade tratará com a nossa
inclinação egoísta, de modo que aquilo que conquistamos e adquirimos pelo
trabalho seja visto como um recurso disponível para a prática da generosidade,
desconectando-nos do “eu” e promovendo nossa conexão com o outro.
Que o Espírito de Deus nos auxilie na
compreensão destas duas importantes vertentes da Teologia Bíblica do Trabalho.
O trabalho não é uma consequência da queda do homem, mas antes, uma atividade
voltada para o cultivo e a preservação da vida, um ato de cooperação com Deus
na condução dos rumos desta vida. Além disso, o trabalho é uma atividade
voltada para o despertamento da generosidade em nosso viver, de modo que
possamos militar contra a velha natureza que nos impõe uma vida egoísta.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
A GRANDE COMISSÃO
Ao ler Mateus 28.18-20; Marcos 16.15;
Lucas 24.44-48; João 20.21 e Atos 1.8 (textos que falam sobre a Grande
Comissão) percebi que a Grande Comissão pode ser assim conceituada:
A grande comissão é um
mandamento-promessa que Jesus deu aos Seus discípulos. Como mandamento, a
grande comissão consiste na ordem para que Seus discípulos percorram todo o
mundo pregando o evangelho, com a firme atitude de fazer discípulos, batizá-los
e ensiná-los a obedecer todas as coisas por Ele ordenadas. Como promessa, a
grande comissão consiste na garantia de que Jesus estará com o Seus discípulos
no cumprimento desta missão, de tal sorte que o envio deles será tal qual o Seu
envio pelo Pai e de que eles serão capacitados pelo poder do Espírito Santo
para realizá-la.
Textos bíblicos utilizados:
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes,
dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.
E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus
28:18-20)
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e
pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15
“A seguir, Jesus lhes disse: São estas
as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse
tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então,
lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim
está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no
terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de
pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Vós sois testemunhas destas
coisas. Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na
cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lucas 24:44-49)
“Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz
seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21)
“mas recebereis poder, ao descer sobre
vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8)
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