domingo, 9 de março de 2014

VIDA ETERNA

A Bíblia, em Romanos 3:23, nos dá conta de que todos os homens são pecadores e que por causa disto, não podem desfrutar da glória de Deus. De acordo com Romanos 6:23, o pecado tem como consequência a morte, inclusive no sentido espiritual. Isto significa que o homem está condenado a viver para sempre sem a presença de Deus.
Existe, no entanto, uma boa notícia: O homem pode receber a vida eterna em Cristo Jesus. Esta vida eterna é um dom gratuito que pode ser recebido pela fé. Em resumo, a vida eterna se contrapõe à morte que é provocada pelo pecado.
A Vida Eterna é um ponto muito importante na história da vida humana. Esta vida é o que a Bíblia chama de “Vida Abundante”. A vida eterna significa paz agora, com Jesus Cristo em nosso coração e significa viver com Jesus até mesmo depois que morrermos, ou seja, viveremos com Cristo na eternidade.
A vida eterna está profundamente ligada com a pessoa de Jesus, por vários motivos, dentre se pode destacar:

a)     Se ouvirmos atentamente o que Jesus tem a nos dizer nós saímos do império da morte e passamos para o império da vida;

b)    Se recebermos Jesus em nosso coração, reconhecendo-o como nosso Senhor e Salvador, passamos a ter a vida eterna.


Então, fica muito claro perceber que a Vida Eterna está totalmente vinculada à pessoa de Cristo.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO

A Escritura é cuidadosa ao discorrer sobre a santificação. Não há dúvidas de que a santificação é a vontade de Deus (I Tessalonicenses 4:3). Mas não somente isso, antes de ser um ato humano, a santificação é um ato divino em nossas vidas; por isso a Escritura afirma: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo” (I Tessalonicenses 5:23).
Ademais, o envolvimento pleno da santificação em nossas vidas não significa apenas que a nossa pessoa está plenamente dedicada a Deus, mas que a pessoa de Cristo está exercendo o Seu soberano domínio sobre a nossa pessoa; por isso se diz que “Cristo Jesus (...) se nos tornou, da parte de Deus, (...) santificação” (I Coríntios 1:30). Assim, a santificação é, também, uma pessoa, Cristo Jesus.
Não se pode esquecer, porém, que a santificação é um chamamento. Deus não apenas opera a nossa santificação, mas Ele também nos chama para ela (I Tessalonicenses 4:7). Em sua perspectiva humana, a santificação é algo que devemos buscar. Essa busca tem um propósito: Ver o Senhor, pois sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).
Em decorrência, concluímos resumidamente que a santificação é um ato-pessoa de Deus, ou seja, um ato divino que introduz na vida humana a pessoa de Jesus numa perspectiva de soberano domínio sobre a vida humana, de modo a despertar a pessoa humana para a busca da pessoa divina.
Expresso o meu desejo com as seguintes palavras: Quando eu for chamado pelo Pai Celestial para a eternidade, seja pela morte ou pelo arrebatamento da igreja, que o Senhor me encontre como um fiel discípulo. Que, diante da santidade de Deus, a minha voz, conquanto tímida face à majestade divina, faça ecoar com gratidão o reconhecimento de que o céu, embora seja minha morada, não é mérito meu, mas mérito exclusivo da graça de Jesus Cristo!

Versículos Bíblicos utilizados:
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Tessalonicenses 5:23)

“Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” (I Coríntios 1:30-31)

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;” (I Tessalonicenses 4:3)

“porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” (I Tessalonicenses 4:7)

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hebreus 12:14)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DA ANGÚSTIA HUMANA

A angústia, por vezes, enclausura a alma numa lamentável condição onde a única voz que se ouve é: “a minha alma recusa consolar-se” (Salmo 77:2). No entanto, ainda que milagrosamente, a angústia não detém o poder de impedir que façamos a coisa necessária para o momento, qual seja: procurar o Senhor (Salmo 77:2) e erguer incansavelmente as mãos em fervente clamor Àquele que é o Senhor do livramento (Salmo 77:2). A angústia não retira do angustiado a possibilidade de clamar a Deus, bem como não é capaz de deter o poderoso braço do Senhor que, com Seu inesgotável poder, livra das tribulações o angustiado que clama (Salmo 107:6, 13, 19 e 28).

O servo de Deus, porém, não pode esquecer-se de que, mesmo na angústia, é possível desfrutar consolo mediante a vivificação da Palavra de Deus (Salmo 119:50). Mesmo na angústia, o servo de Deus pode clamar, certo de que o Senhor o ouve (Salmo 120:1), pois o seu clamor é capaz de penetrar os ouvidos de Deus (Salmo 18:6). A voz do que clama detém o poder de percorrer as mais profundas distâncias até emanar o seu eco no templo de Deus (Salmo 18:6).

A angústia não é ocasião apenas para sofrimento, dissabores e traumas. Muitos podem até fazer da angústia uma porta para a mágoa, o ódio e o rancor. Notem, contudo, como Deus é maravilhoso, pois a angústia pode ser considerada como uma maternidade, uma ocasião onde o milagre do nascimento pode acontecer! A angústia é um estado de gravidez, a partir do qual é possível constatar o nascimento de alguém que será tido como um verdadeiro “irmão” (Provérbios 17:17)! Isso é maravilhoso, pois o tempo de angústia não é apenas um tempo de angústia, mas uma ocasião para a expansão de nossa família, pois, por intermédio dela, é possível ganhar mais “um irmão”!

Textos que fundamentaram esta exposição:

“No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.” (Salmo 77:2)

“O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica.” (Salmo 119:50)

“Na minha angústia, clamo ao Senhor, e ele me ouve.” (Salmo 120:1)

“Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.” (Salmo 18:6)

“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” (Provérbios 17:17)

“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações.” (Salmo 107:6)

“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações.” (Salmo 107:13)

“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações.” (Salmo 107:19)

“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações.” (Salmo 107:28)
A. M. Cunha

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DO TRABALHO


Esboço da mensagem pregada pelo autor na Igreja Presbiteriana da Alvorada (SHC/N SQ 410 Área Especial s/nº - Brasília/DF), por ocasião da “Semana com Propósitos”, realizada no período de 8 a 14 de dezembro de 2013. A proposta desta semana é promover a análise de como nossos propósitos devem ser firmados para a glória de Deus em quaisquer aspectos da vida, tais como: vida pessoal, vida familiar, vida espiritual, vida profissional, vida ministerial, vida financeira e os relacionamentos.

“Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.”
Provérbios 16:3

Não nos é suficiente identificar propósitos. Devemos consagrá-los ao Senhor! Devo, inicialmente, destacar a existência de uma perigosa dicotomia: O sagrado e o Secular. Qual a consequência, ainda que sutil, que este tipo de pensamento pode ocasionar?

1.  Isso pode nos conduzir a compreender a vida espiritual como sendo unicamente possível de ser vivida no ambiente de uma comunidade espiritual;
2.  Isso pode nos conduzir a compreender que os demais aspectos de nossa vida (familiar, profissional, emocional, etc.) podem ser vividos sem qualquer submissão às verdades da Escritura.

Entretanto, o fim desta dicotomia está explícito nas Escrituras; senão, vejamos:

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
I Coríntios 10:31

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”
Colossenses 3:17

A vida espiritual deve permear todos os aspectos de nossa vida, devendo ser compreendida como sendo “nossa vida”, e não como sendo “um dos aspectos” de nossa vida. Muitos cristãos tendem a fazer uma separação entre vida secular e vida espiritual. Como vimos, a Escritura declara o fim desta dicotomia. Quais as implicações se eliminarmos esta dicotomia?

1.   Tudo o que exercemos na vida terá um valor sublime, pois passará a estar integrado com a vida espiritual, tendo, por conseguinte, o propósito de glorificar a Deus;
2.  Tudo o que era visto na perspectiva do comum passará a ser visto na perspectiva do sagrado;
3.  Todo trabalhador passará a ser visto como um mordomo que serve a Deus.
Já abordamos que a nossa vida espiritual não deve ser vista como um apêndice de nossa vida. A partir do momento que nos rendemos ao senhorio de Cristo, temos uma “nova vida”, cujo desenvolvimento está sujeito às leis que regem o Reino de Deus.

Minha tarefa nesta ocasião é apresentar-vos, ainda que de forma inicial, um pequeno vislumbre da vida profissional sob o enfoque bíblico, de modo que possamos glorificar a Deus. O cristão precisa ter a consciência de que o seu trabalho não pode estar dominado pelos seguintes males: vício de trabalhar, trabalho escravizador, primazia da competitividade, culto do sucesso, materialismo, e culto da pessoa autorrealizada.

Assim sendo, quero abordar apenas dois aspectos do que poderíamos chamar de “A Teologia Bíblica do Trabalho”, de modo que lhes apresentarei apenas um vislumbre deste tema tão amplo e maravilhoso:

I – O trabalho não é uma consequência da queda do homem.
II – O trabalho é uma oportunidade para o despertamento da generosidade.

I – O TRABALHO NÃO É UMA CONSEQUÊNCIA DA QUEDA DO HOMEM.

Inicialmente, a narrativa da criação é uma narrativa do trabalho divino. Alguns verbos descrevem este trabalho: criou (Gn 1:1), pairava (Gn 1:2), disse (Gn 1:3), viu (Gn 1:4), chamou (Gn 1:5), colocou (Gn 1:17), façamos (Gn 1:26) e abençoou (Gn 1:28). Um pouco mais adiante, a narrativa da criação converte-se numa narrativa do trabalho humano; senão, vejamos:

“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.”
Gênesis 2:15

O verbo “cultivar” relaciona-se com a cooperação humana na produção da vida, ao passo que o verbo “guardar”, relaciona-se com a cooperação humana na preservação da vida. Esta era a perspectiva inicial de Deus com relação ao trabalho, ou seja, uma atividade voltada para o cultivo e a preservação da vida.

II – O TRABALHO É UMA OPORTUNIDADE PARA O DESPERTAMENTO DA GENEROSIDADE.

O trabalho deve ser compreendido como uma atividade que se destina a criar oportunidade para a generosidade. Caso venhamos a trabalhar pautados na inclinação de nossa natureza caída, o egoísmo característico desta natureza caída, nos conduzirá a trabalharmos com os olhos fixos no “eu”, de modo a fazer com que valorizemos o que temos e o que conquistamos pelo trabalho.
A Escritura, por outro lado, desconectando-nos do egoísmo, evidencia que um dos objetivos que Deus intenta alcançar em nossa vida por intermédio do trabalho é que sejamos generosos.

“Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.”
Efésios 4:28

“Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.”
II Coríntios 9:10-11

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus Mais bem-aventurado é dar que receber.”
Atos 20:35

A generosidade tratará com a nossa inclinação egoísta, de modo que aquilo que conquistamos e adquirimos pelo trabalho seja visto como um recurso disponível para a prática da generosidade, desconectando-nos do “eu” e promovendo nossa conexão com o outro.


Que o Espírito de Deus nos auxilie na compreensão destas duas importantes vertentes da Teologia Bíblica do Trabalho. O trabalho não é uma consequência da queda do homem, mas antes, uma atividade voltada para o cultivo e a preservação da vida, um ato de cooperação com Deus na condução dos rumos desta vida. Além disso, o trabalho é uma atividade voltada para o despertamento da generosidade em nosso viver, de modo que possamos militar contra a velha natureza que nos impõe uma vida egoísta.