terça-feira, 22 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [22]

“José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui.”

Gênesis 50.25

Breve análise:
Este texto nos apresenta um terceiro olhar de José. Já vimos que ele aprendeu a olhar para além de si mesmo, com o propósito de contemplar a estado da alma daqueles que estavam a sua volta. Vimos ainda, que ele aprofundou o seu olhar, aprendendo a interpretar sua história. Mas agora, vemos José olhando para o futuro, pautado tão somente na promessa de Deus. Observemos suas palavras: “Certamente Deus vos visitará” (Gênesis 50.25).

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
Moisés, o autor do livro de Gênesis, afirma que José, confiando na promessa de Deus e, portanto, na certeza de que Deus visitaria Seu povo e os faria subir para a terra que prometeu dar a Abraão, Isaque e Jacó, fez com que os filhos de Israel prometessem que levariam seus ossos para esta Terra Prometida (Gênesis 50.24-25).

Reflexão:
José estava convicto de que os israelitas deixariam o Egito para habitarem na Terra Prometida. Tal convicção estava pautada na promessa de Deus aos patriarcas. A promessa de Deus foi a base pela qual José aprendeu a olhar para o futuro. Meu olhar para o futuro está pautado na promessa de Deus? Não posso, no entanto, confundir a promessa de Deus com meus desejos pessoais. O que desejo pode não ser a promessa de Deus para mim. Tenho a convicção de que o local onde posso discernir a promessa de Deus é a Palavra de Deus?

Oração:
Querido Deus, conduza o meu olhar para o futuro, porém, não sem antes pautá-lo em Tua promessa. Que a minha vida esteja pautada em Tua Palavra, pois nela está a Tua promessa.

A. M. Cunha

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [21]

“Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.”

Gênesis 45.5

Breve análise:
José não apenas tornou-se exímio na arte de olhar para além de si mesmo com o propósito de contemplar a estado da alma daqueles que estavam a sua volta, mas o seu olhar tornou-se ainda mais profundo, a ponto de aprender a interpretar a história. Sim, José aprendeu a interpretar a história, sua história, e nela ver a mão condutora de Deus!

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
Mesmo tendo sido alvo do ciúme de seus irmãos e das levianas acusações da mulher de Potifar, José, contemplando as circunstâncias atuais, foi capaz de identificar a mão de Deus ao longo de sua história pessoal. Os sofrimentos suportados como consequência do ciúme e das levianas acusações faziam parte de um propósito maior, pois José estava sendo usado para sustentar a vida de toda a sua família.

Reflexão:
O mundo está carente de pessoas que sejam capazes de interpretar a história anunciando, ousadamente, como a mão de Deus a está conduzindo. Estou realmente disposto a ser este intérprete? Tenho buscado em Deus a condição espiritual para ser um autêntico intérprete da história?

Oração:
Bondoso Deus, ajuda-me a ser um fiel intérprete da história, dando-me a condição de contemplar a Sua mão conduzindo-a ao encontro da Tua vontade soberana.
A. M. Cunha

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [20]

“O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu.”

Gênesis 40.23

Breve análise:
José tornou-se especialmente atento na arte de olhar para além de si, de modo que podia contemplar o estado da alma daqueles que estavam a sua volta. Esta atitude, porém, não lhe garantia que receberia a mesma atenção de outras pessoas. São fortes as palavras que registram o descuido para com ele: “O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu.” (Gênesis 40.23). Este descuido, no entanto, não foi para sempre, pois o copeiro-chefe, ainda que muito tempo depois, porém nunca tarde demais, lembrou-se de José (Gênesis 41:9-13). Desta lembrança emanaram as seguintes palavras do monarca egípcio: “Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra” (Gênesis 41:14).

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
A arte de olhar para além de si não deve ser praticada interesseiramente, mas totalmente desapegada de interesses secundários. O arquiteto da história, porém, conduzirá os acontecimentos no Seu tempo e a Seu modo. Confiemos, pois nossas vidas aos Seus cuidados e continuemos, com perseverança, olhando para além de nós mesmos!

Reflexão:
Quando me sinto esquecido pelas demais pessoas, sinto-me desencorajado e desestimulado em continuar olhando para além de mim, com o específico propósito de contemplar o estado de alma daqueles que estão a minha volta? Estou ciente de que caso eu interrompa, por este motivo, o meu olhar para além de mim mesmo, tal conduta revelará que não confio os rumos de minha vida aos cuidados de Deus?

Oração:
Amado Deus, dá-me forças e graça suficientes para jamais interromper o meu olhar para além de mim mesmo, ainda que me sinta esquecido pelos que estão à minha volta!

A. M. Cunha

SEMENTES DA PALAVRA [19]

“Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante?”

Gênesis 40.6-7

Breve análise:
José estava preso no cárcere, tanto quanto os oficiais de Faraó! Ele, no entanto, não praticava um olhar egocêntrico, focado tão somente nos seus problemas típicos do cárcere. Ele olhava para além de si, percebendo as pessoas a sua volta. Observe que a intervenção divina na vida de José, que culminaria em sua libertação do cativeiro, passou exatamente pela capacidade de José em responder ativamente a sua percepção com respeito ao semblante turbado dos oficiais de faraó. José não foi descuidado quanto à sua percepção acerca do estado de alma dos oficiais de Faraó.

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
O coração dos homens é aberto quando lançamos a pergunta certa que brota de nossa percepção com respeito ao estado de suas almas. A pergunta de José foi: "Por que tendes, hoje, triste o semblante?". Esta pergunta abriu a porta do coração dos oficiais de faraó e, ao mesmo tempo, deu vazão ao rio divino que conspirava a favor de José, servo de Deus, para libertá-lo do cárcere.

Reflexão:
Não podemos ser descuidados quanto às percepções que o Senhor nos permite ter acerca das pessoas que estão à nossa volta. À menor percepção que tenhamos com respeito ao estado de alma das pessoas, devemos ser cuidados em lançar-lhes a pergunta certa, de modo que o seu coração, por confiar em nós, compartilhe os seus segredos mais doídos.

Oração:
Deus, não apenas eu, mas as pessoas ao meu redor também sofrem. Ajuda-me a ser cuidadoso na percepção deste sofrimento para que eu possa oferecer-lhes um amoroso coração, e assim elas possam encontrar o Teu poder libertador!
A. M. Cunha

sábado, 12 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [18]

“E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus se lhe revelou quando fugia da presença de seu irmão.”
Gênesis 35.7

Breve análise:
A percepção espiritual de Jacó foi profundamente influenciada pela maturidade que ele adquiriu ao longo dos anos. Em Gênesis 28.19, quando ainda era um fugitivo amedrontado, Jacó chamou Betel à cidade de Luz, o lugar onde repousara de sua fuga. No entanto, após experimentar o caminho do amadurecimento e percebendo que não havia mais o que temer, pois Deus era com ele, e a face do seu irmão, seu antigo algoz, agora era como a face de Deus, Jacó dá um novo nome a este mesmo lugar: El-Betel. Betel significa a “casa de Deus” e El-Betel quer dizer “o Deus da casa de Deus”.

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
Quando o lugar era apenas Betel, Jacó fez um voto condicional (Gênesis 28.20-21). Era como se ele dissesse: Na casa de Deus eu imponho as condições. Quando já estava maduro, e seguia firmemente o caminho da obediência sujeitando-se à soberania de Deus, Jacó chama àquele lugar de El-Betel. Era como se ele dissesse: Na casa de Deus quem dá as ordens é Deus!

Reflexão:
Tenho servido a Deus impondo minhas condições pessoais? Estou convicto de que para caminhar com Deus devo adequar minha vida às condições fixadas por Ele?

Oração:
Amado Deus, faça-me honrar a Tua soberania vivendo de acordo com os princípios fixados por Ti para a minha vida.
A. M. Cunha

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [17]

“Levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.”
Gênesis 35.3

Breve análise:
O Jacó maduro é, sem dúvida, um Jacó obediente. Observe a ordem divina: “Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão.” (Gênesis 35.1). As tarefas de “levantar-se” e de “subir” foram compartilhadas por Jacó com sua família e todos os que com ele estavam, porém, a tarefa de “fazer um altar”, ele a assumiu para si somente. Observe suas palavras: “Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia”.

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
Existem decisões que podemos e devemos compartilhar com a família e com todos os que conosco estão. No entanto, a construção de um “altar pessoal” é uma intransferível decisão, ninguém pode fazê-la por nós e não podemos promovê-la em favor dos outros.

Reflexão:
Tenho por hábito compartilhar minhas decisões com minha família? E quanto à construção de “meu altar pessoal”, tenho assumido esta tarefa como minha somente? Tem sido comum o fato de transferi-la para que outro o faça por mim?

Oração:
Senhor meu Deus, faça-me compartilhar as decisões que podem e devem ser compartilhadas e ter como intransferível a tarefa de construir meu “altar pessoal de comunhão contigo”, pois somente a mim cabe construí-lo.
A. M. Cunha

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

SEMENTES DA PALAVRA [16]

“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou, arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram.”
Gênesis 33.4

Breve análise:
O temido encontro enfim aconteceu: Jacó encontrou-se com Esaú, seu irmão. O mesmo Esaú que queria matá-lo, por isso Jacó o temia. Jacó temia morrer, mas encontrou o abraço de seu irmão. Um choro incontido seguiu-se ao abraço e ao beijo! O ódio de Esaú foi radicalmente transformado em amor! Jacó, tendo contemplado o rosto de seu irmão, curvou-se diante do poder transformador de Deus e disse: “vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim.” (Gênesis 33.10).

Deixando-se ser lido pela Escritura Sagrada:
A obediência de Jacó fez com que ele percebesse o transformador poder de Deus, pois aquele encontro mortal transformou-se no encontro do abraço. Jacó teve condições, enfim, de ver o semblante de Deus no rosto do seu irmão.

Reflexão:
Tenho visto o semblante de Deus no rosto dos meus irmãos? Estou ciente de que é a minha obediência a Deus que me fará transpor a cegueira espiritual, de modo que eu possa ver o semblante de Deus no rosto de meu irmão?


Oração:
Querido Deus, torna-me um servo obediente. Faça-me ver o Teu semblante no rosto do meu irmão. Que ao longo de minha vida eu não tenha encontros mortais, mas encontros de abraço com os meus irmãos.


A. M. Cunha