quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:22

Salmo 119:22 – “Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois tenho guardado os teus testemunhos.”. Os filhos de Deus, mesmo manifestando uma conduta de obediência para com os mandamentos divinos, sofrerão em sua jornada as dores e o incômodo que são peculiares ao opróbrio [condição daquele que é zombado, envergonhado ou reprovado] e ao desprezo que, por vezes, os discípulos de Cristo suportam por se dedicarem avidamente à Palavra de Deus. Seu olhar, no entanto, não pode afastar-se do foco espiritual de sua existência: manterem-se em conexão espiritual com Deus! Pertence-lhes, portanto, o direito de, com ousadia e fé, clamarem ao Senhor que lhes retire o opróbrio e a vergonha.
A. M. Cunha

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:21

Salmo 119:21 – “Increpaste os soberbos, os malditos, que se desviam dos teus mandamentos.”. O Salmo 119 inicia-se com uma gloriosa afirmação: Bem-aventurados são aqueles que andam na lei do Senhor e guardam as suas prescrições [Salmo 119:1-2]. Agora, porém, no versículo 21, ecoa a vibrante afirmação de que aqueles que se desviam dos mandamentos divinos são considerados soberbos e malditos. É perigosa, portanto, a postura daqueles que se desviam dos mandamentos divinos, pois, conforme Deuteronômio 27:26, “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo.” [Deuteronômio 27:26]. A expressão “Increpaste os soberbos, os malditos” anuncia que Deus repreende asperamente os que se desviam dos Seus mandamentos. Este é, literalmente, o sentido do vocábulo “increpaste”: repreender asperamente! Como se pode observar, Deus, movido por santo amor e inigualável misericórdia, e considerando que a soberba e a maldição são implacáveis malefícios para a alma humana, repreende asperamente os que se desviam dos Seus mandamentos. Seu propósito, como sempre, é trazer o homem de volta para Si!
A. M. Cunha

domingo, 6 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:20

Salmo 119:20 – “Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.”. O salmista não apenas deseja os juízos divinos, mas incessantemente anela por eles. O vocábulo “consumida” vem do hebraico garac [גרס], cujo significado sugere: ser esmagado, ser quebrado. Esta porção sugere que o salmista está sob a influência de um desejo tão profundo pela Palavra de Deus, que nada lhe desperta profunda atenção como as maravilhas contidas nos mandamentos divinos! A oração contida no versículo anterior, “não escondas de mim os teus mandamentos”, parece encontrar sua razão de ser no desejo por conhecer os mandamentos divinos aqui revelados! A alma humana, em sua condição natural, acha-se mais inclinada a satisfazer-se com os desejos terrenos do que com os prazeres inerentes ao Reino dos Céus. O salmista, no entanto, declara neste versículo que sua alma, ao contrário de sua inclinação natural, foi tomada pelo contínuo desejo de conhecer os mandamentos divinos, e com tal intensidade, que não lhe restaram mais forças para inclinar-se aos deleites terrenos.

A. M. Cunha

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:19

Salmo 119:19 – “Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.”. A condição de peregrino, aqui destacada pelo salmista, revela que ele não percebe a si mesmo como sendo vocacionado a ter residência fixa nesta terra! Além de não possuir tal vocação, o salmista reconhece que não possui qualquer habilidade para, por si só, descobrir os mandamentos divinos. Ao clamar “não escondas de mim os teus mandamentos”, o salmista, ciente de que não possui  residência fixa neste lado da eternidade, está reconhecendo que, sem a Palavra de Deus, jamais conseguirá viver nesta terra com espiritualidade significativa.

A. M. Cunha

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:18

Salmo 119:18 – “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.”. A Lei do Senhor não é um conjunto de regras do tipo “pode e não pode”, Ela está repleta de maravilhas! O salmista, no entanto, reconhece que, a menos que o Senhor lhe desvende os olhos, tais maravilhas permanecerão inacessíveis diante de suas habilidades meramente naturais. Por mais vibrante que seja a luz natural ela é incapaz de dissipar as densas trevas que obscurecem a percepção espiritual do homem em sua natural condição. É a invisível mão do Espírito Santo que conduz o homem a contemplar as maravilhas da Lei do Senhor!

A. M. Cunha

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

TERCEIRA SEÇÃO – SALMO 119:17

Salmo 119:17 – “Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra.”O salmista, ao se utilizar da expressão “Sê generoso para com o teu servo”, reconhece que precisa do favor de Deus, pois somente assim poderá viver e obedecer à Palavra de Deus. Observe que o salmista considera o dever de observar a Palavra de Deus como um grandioso propósito da vida. Assim, ele não deseja viver, apenas por viver, mas sua alma anela por viver para obedecer à Palavra de Deus! Feliz é a alma que contempla em sua existência a necessidade de viver para obedecer. E não apenas obedecer a um comando qualquer, mas aos imutáveis comandos da Palavra de Deus! O salmista reconhece que é a generosidade do Senhor que fará com que ele viva e observe a Palavra de Deus. Em outras palavras, o salmista estava afirmando que enquanto ele vivesse, sua dedicação seria concentrada em observar os mandamentos divinos.
A. M. Cunha

SEGUNDA SEÇÃO – SALMO 119:16

Salmo 119:16 – “Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra.”. À semelhança do versículo anterior, o salmista anuncia que sua alma encontra-se envolta com dois outros desejos: [1] ter prazer nos decretos divinos, e [2] não se esquecer da Palavra de Deus. Em outras palavras o salmista deseja alegrar-se e não se esquecer dos mandamentos do Senhor: alegrar-se e lembrar-se! Num ambiente caracterizado por alegrias decorrentes dos “prazeres da carne” [hedonista, portanto], o salmista manifesta uma contracultura, por meio da qual o seu prazer estará focado nos decretos divinos, por isso ele diz “Terei prazer nos teus decretos”! Num ambiente caracterizado por atividades mentais concentradas naquilo que somente aproveita ao homem [hedonista, portanto], o salmista manifesta uma contracultura, por meio da qual sua mente estará focada na Palavra de Deus, por isso ele diz: “não me esquecerei da tua palavra”!

A. M. Cunha