segunda-feira, 13 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:76

Salmo 119:76 – “Venha, pois, a tua bondade consolar-me, segundo a palavra que deste ao teu servo.” Quão maravilhosa é a força consoladora da bondade do Senhor! É possível prová-la, pois o salmista diz em outra passagem: “Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.” [salmo 34.8]. A bondade do Senhor é o Seu poder em ação para com todos os que lhe são fiéis, ou seja, os que Nele se refugiam! Este versículo assegura que o Senhor já liberou Sua Palavra ao salmista, com o propósito de lhe consolar com Sua perfeita bondade!

A. M. Cunha

quinta-feira, 9 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:75

Salmo 119:75 – “Bem sei, ó Senhor, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste.” Por ser Senhor, Deus não depende de nenhum outro para ser o que é, falar o que fala, pensar o que pensa, estar onde está e fazer o que faz! Em todos estes aspectos o Senhor é fiel, continuamente fiel, mesmo quando age para afligir os Seus servos, pois quando o faz, Ele o faz em harmonia com todos os Seus mandamentos que são justos! A aflição que os servos de Deus suportam, quando provocada pela fidelidade do Senhor é corretiva, terapêutica e aperfeiçoadora! A Bíblia afirma que toda “disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” [Hebreus 12.11]. O Senhor declara que disciplina a todos quantos ama [Apocalipse 3.19]. Ao afirmar “em tua fidelidade me afligiste”, o salmista não apenas reconhecia a fidelidade do Senhor, mas também o fato de que o Senhor, por amá-lo verdadeiramente, o afligiu com o firme propósito de aperfeiçoá-lo em sua caminhada espiritual!

A. M. Cunha

sexta-feira, 3 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:74

Salmo 119:74 – “Alegraram-se os que te temem quando me viram, porque na tua palavra tenho esperado.” Uma vida de piedade é uma fonte de alegria para os que temem ao Senhor! O salmista declara que os piedosos hão de se alegrar tão logo percebam como ele tem esperado na Palavra de Deus, pois o salmista seria um testemunho verdadeiro, uma irrefutável prova de que Deus não abandona aqueles que lhe são fiéis. Os soberbos zombam da alma piedosa, mas os que temem ao Senhor alegram-se com os atos piedosos! Para que esta alegria aconteça, é altamente necessário que a alma piedosa tenha comunhão com aqueles que temem ao Senhor!

A. M. Cunha

quarta-feira, 1 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:73

Salmo 119:73 – “As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; ensina-me para que aprenda os teus mandamentos.” O salmista inicia este Salmo declarando que Deus é o seu criador. Para isso ele se utiliza de dois vocábulos para descrever o ato por meio do qual Deus o criou: “fizeram” e “afeiçoaram”. [1] O vocábulo hebraico traduzido por “fizeram” é עָשָׂה [`asah], cujo sentido é fazer, manufaturar, realizar e fabricar. [2] O vocábulo traduzido por “afeiçoaram” vem do hebraico כּוּן [kuwn], que significa ser firme, ser estável, ser ou estar estabelecido e ser fixado. Neste sentido, o salmista parece sugerir que o ato por meio do qual Deus criou o homem foi realizado em duas etapas: A primeira pode ser resumida na palavra “fazer” e a segunda, na palavra “fixar”. Isto muito se assemelha com o que está escrito em Gênesis 2.7, que nos diz: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Aqui se pode ver claramente a criação do homem em duas etapas: Primeiro, “formar o homem” e depois, “soprar nas narinas”. Somente após esta dupla ação é que surge o que se denominou de “alma vivente”. O salmista conclui este Salmo declarando que Deus é capaz de dar entendimento aos homens para que estes aprendam os Seus mandamentos. Ele parece partir da seguinte premissa: Uma vez tendo sido Deus o criador da humanidade, é Ele exatamente quem melhor a conhece. Assim, por conhecê-la tão bem, Deus é quem melhor poderá ensiná-la a andar nos Seus mandamentos!

A. M. Cunha

NONA SEÇÃO – SALMO 119:72

Salmo 119:72 – “Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.” Aquele que é dirigido pelo Espírito Santo, quando enfrenta a escola da aflição, compreenderá que a Palavra do Senhor é o seu mais valioso tesouro para enfrentar os momentos de angústia! Assim como a palavra do homem tem sua origem no coração humano, “porque a boca fala do que está cheio o coração” [Lucas 6.45], de igual modo, a Palavra de Deus tem Sua origem no coração de Deus! E é exatamente Sua origem que determina o valor da Palavra de Deus! Aquilo que é tido pelos homens como valioso, como por exemplo, “milhares de ouro ou de prata”, não pode sequer ser comparado com o inestimável valor da Palavra de Deus! O homem que, em espírito e em verdade, tem acesso à Palavra de Deus, tem igualmente acesso ao próprio coração divino!
A. M. Cunha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

NONA SEÇÃO – SALMO 119:71

Salmo 119:71 – “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.” Mais uma vez o salmista atesta o valor da escola da aflição. Sem dúvida, não é agradável frequentar essa escola, mas o salmista demonstra que, uma vez estando nela matriculado, é possível aproveitar suas lições com o propósito de ajustar o nosso coração à Lei do Senhor! Alguns há que percebem a aflição apenas como mensageira de tempos de angústia. Este versículo, porém, demonstra o caráter pedagógico da aflição, apresentando-a como uma escola capaz de conduzir a alma piedosa a valiosos caminhos que lhe permitam aprender os preciosos ensinamentos da Palavra de Deus!
A. M. Cunha

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NONA SEÇÃO – SALMO 119:70

Salmo 119:70 – “Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei.” Os soberbos, apresentados no versículo 69 como aqueles que haviam forjado mentiras contra o salmista, agora são descritos como tendo o coração insensível. Por vezes, o temor, o arrependimento ou mesmo o remorso pode refrear condutas que ocasionem danos ao próximo. O que esperar, porém, de alguém, cujo coração está insensível a qualquer tipo de freio? É possível ter uma noção de quanta maldade pode ser produzida por aquele cujo coração está insensível! O salmista, no entanto, revela que o seu coração está dominado por uma profunda sensibilidade espiritual, por isso ele se compraz na Lei do Senhor!
A. M. Cunha