quinta-feira, 30 de março de 2017

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:83

Salmo 119:83 – “Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos.” O Salmista, sufocado por angústias e sofrimentos, contempla sua vida como “um odre na fumaça”. Esta figura literária é o retrato da vida cotidiana dos peregrinos, os quais se utilizavam de odres para levarem água e vinho em suas peregrinações. Porém, a expressão “odre na fumaça” era muito utilizada para descrever um odre que já estava prestes a ser descartado pelo peregrino. Muito embora tal descrição fosse um reflexo de sua aflição, o salmista declara que se mantinha fiel aos mandamentos divinos. Esta declaração de fidelidade demonstra que os sofrimentos e as angústias suportados pelo salmista não arranharam em nada a sua fidelidade para com a Palavra de Deus, de modo que ele jamais se esquecia dos mandamentos do Senhor!
A. M. Cunha

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:82

Salmo 119:82 – “Esmorecem os meus olhos de tanto esperar por tua promessa, enquanto digo: quando me haverás de consolar?” Neste versículo, a angustiante expectativa do salmista é transformada numa vibrante oração: “quando me haverás de consolar?”. O salmista espera o livramento de Deus, mesmo quando seus olhos acham-se esmorecidos de tanto esperar. Mas esta não é uma espera inativa, acomodada, sem comprometimento ou inoperante, pois ele clama ao Senhor enquanto espera por Seu livramento! Nenhum clamor ficará sem resposta, pois a Bíblia afirma que “Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração. [Salmo 66.19]. Mesmo quando o favor de Deus para conosco pareça muito demorado, não podemos nos descuidar da oração, pois ela é um dos mecanismos pelos quais o Reino de Deus vem e Sua vontade se estabelece na terra assim como no céu [Mateus 6.10]
A. M. Cunha

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:81

Salmo 119:81 – “Desfalece-me a alma, aguardando a tua salvação; porém espero na tua palavra.” Os versículos de 81 a 88 do Salmo 119 são uma autêntica declaração da fidelidade do salmista que, mesmo enfrentando uma sufocante perseguição e um angustiante sofrimento, aguardava fielmente o livramento do Senhor! No versículo 81, o salmista realiza uma dupla declaração: [1] Em primeiro lugar, ele abre o seu coração para afirmar que sua alma está desfalecendo de tanto aguardar o livramento de Deus; [2] Em segundo lugar, mesmo achando-se em estado de desfalecimento, ele anuncia que se mantém firme, esperando na Palavra do Senhor!
A. M. Cunha

terça-feira, 28 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:80

Salmo 119:80 – “Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos, para que eu não seja envergonhado.” O salmista reconhece a importância de ter um coração profundamente submisso aos mandamentos do Senhor e está consciente da vergonha que está reservada para aqueles cujo coração não se mantém fiel à Palavra de Deus. O homem não possui mérito algum quando obedece aos mandamentos divinos. Deus, e somente Deus, pode tornar o coração humano irrepreensível e apto para obedecer à Sua Palavra! Exatamente por entender isso é que o salmista clamou: “Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos”. Clamemos como o salmista!
A. M. Cunha

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:79

Salmo 119:79 – “Voltem-se para mim os que te temem e os que conhecem os teus testemunhos.” Ser alvo da atenção daqueles que temem ao Senhor e conhecem a Palavra de Deus é uma singular experiência, por proporcionar um ambiente de extrema comunhão espiritual. Tal experiência é, na verdade, um encontro poderoso, pois, o Senhor estará presente “onde estiverem dois ou três reunidos” em Seu nome; [Mateus 18.20]. O salmista está plenamente convencido dos incontáveis benefícios espirituais que obterá caso mantenha comunhão com aqueles que temem ao Senhor e conhecem a Palavra de Deus. E é exatamente a partir desta convicção que o salmista clama pelo desejo de ter comunhão com eles. Nossas orações, por vezes, serão provocadas por nossas convicções espirituais.
A. M. Cunha

sábado, 18 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:78

Salmo 119:78 – “Envergonhados sejam os soberbos por me haverem oprimido injustamente; eu, porém, meditarei nos teus preceitos.” Por vezes, sentimo-nos oprimidos como consequência de nossos atos irrefletidos. Porém, noutras ocasiões, a opressão tem sua origem nas cruéis ações de pessoas soberbas que intentam nos destruir severamente. Se formos fracos, a maldade dos soberbos poderá nos derrubar, destruir ou mesmo nos lançar para longe dos caminhos do Senhor. Contudo, se formos fortes em Deus, e pela força de Deus, nos dedicarmos, com intensidade ainda maior, à Palavra do Senhor, nossos inimigos serão envergonhados, pois a sua conduta maldosa não nos afastará dos caminhos do Senhor! A expressão “meditarei nos teus preceitos” revela uma profunda e intensa dedicação do salmista à Palavra de Deus. Quem medita na Palavra de Deus ama o Senhor e tem um senso de urgência em obedecer aos Seus mandamentos. Quem age assim, está próximo da Palavra de Deus, está trilhando os caminhos do Senhor! Não está longe, nem destruído, nem derrubado, mas em pé, vitorioso e triunfante!
A. M. Cunha

quinta-feira, 16 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:77

Salmo 119:77 – “Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer.” O que teria instigado o salmista a suplicar pelas “ternas misericórdias” do Senhor? Muito provavelmente as cruéis angústias que o envolviam! A expressão “para que eu viva” pode ser um indicativo de que ele estava à beira da morte. Ao afirmar “pois a tua lei é o meu deleite” o salmista parece demonstrar que as cruéis angústias que o envolviam não tiveram a força necessária para impedi-lo de clamar ao Senhor! O conteúdo do clamor do salmista revela que as misericórdias do Senhor são suficientemente poderosas para preservar-lhe a vida! O profeta Jeremias expressa sua compreensão quanto ao poder das misericórdias do Senhor, com as seguintes palavras: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;” [Lamentações 3.22]. É extremamente gratificante e libertador ter a companhia das misericórdias do Senhor em tempos de angústia!
A. M. Cunha