domingo, 24 de dezembro de 2017

SEMENTES DO GÊNESIS [2]

“A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” [Gênesis 1.2]

Uma “terra [...] sem forma e vazia”, repleta de “trevas sobre a face do abismo”, esta foi a matéria-prima utilizada por Deus no Seu ato criador. Todo artista faz uso dos melhores materiais para realizar o seu ato criador, pois materiais de qualidade duvidável podem ser facilmente descartados. Para Deus, porém, não existem materiais descartáveis. Seu Espírito, com precisão cirúrgica, identifica as águas sobre as quais pode pairar para liberar o Seu poder criador, mesmo fazendo uso de uma “terra [...] sem forma e vazia”! O caos não possui e jamais possuirá o poder de impedir o ato criador de Deus!

Sementes do Gênesis – Abençoando minha geração: O Deus criador está pairando o Seu Espírito sobre o caos e o Seu poder criador fará surgir um novo tempo que impactará a sua biografia para sempre! Prepare-se para contemplar o Deus criador escrevendo novas páginas na história da sua vida!
A. M. Cunha
#sementesdogenesis #AMCunha

SEMENTES DO GÊNESIS [1]

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.” [Gênesis 1.1]

A narrativa bíblica de Gênesis 1.1 apresenta a seguinte ordem dos acontecimentos: “Deus criou os céus e a terra”! Primeiro são citados “os céus”, depois, “a terra”. Essa ordem prevalece como princípio espiritual para as nossas vidas, pois devemos buscar em primeiro lugar o que é espiritual! Um destaque, porém, merece ser mencionado aqui: “a terra” também foi criada por Deus tanto quanto “os céus”. Isso significa que não podemos ser descuidados pensando que muitas das nossas conquistas “terrenas” não têm o dedo divino. Deus, na verdade, é a origem de muitas dessas conquistas!

Sementes do Gênesis – Abençoando minha geração: Que Deus dê a você o firme propósito de buscar em primeiro lugar aquilo que é espiritual [“os céus”], sem ser descuidado em cooperar com Ele na conquista daquilo que é “terreno”, com o propósito de glorificá-lo em todas estas conquistas!
A. M. Cunha
#sementesdogenesis #AMCunha

SEMENTES DO GÊNESIS - INTRODUÇÃO

A expressão “bênçãos genesíacas” provoca-me muitas reflexões. Não, não se trata de um neologismo, pois a vocábulo “genesíaco” já existe! Seu uso é mais corriqueiro na genética, porém, seu significado compreende também o sentido de origem ou princípio, sendo, portanto, uma alusão a algo relativo ao Gênesis. O que quero dizer ao fazer uso da expressão “bênçãos genesíacas”? Refiro-me às bênçãos extraídas do livro de Gênesis! Tenho aprendido a ver o livro de Gênesis como o livro das sementes, pois nele estão presentes preciosas sementes, as quais são autênticos princípios bíblicos que são desenvolvidos ao longo de toda a narrativa das Escrituras Sagradas. Muitos desses princípios são maravilhosas bênçãos! Sendo assim, procurarei, nesta nova série de postagens, extrair alguns desses princípios para reproduzi-los como bênçãos para a presente geração. Meu desejo quanto a esta nova série de publicações era designá-la como “Bênçãos Genesíacas”, porém, optei por denominá-la de “Sementes do Gênesis”.
A. M. Cunha
#sementesdogenesis #AMCunha

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:120

Salmo 119:120 – “Arrepia-se-me a carne com temor de ti, e temo os teus juízos.” É digno de nota o fato de que o salmista, ao fazer uso da expressão “temor de ti”, lança mão do vocábulo hebraico פַּחַד [pachad], cujo uso mais comum no Velho Testamento assume o sentido de terror, pavor, horror e medo, como pode ser visto em Êxodo 15.16, Deuteronômio 2.25, 2 Crônicas 17.10 e 20.29, Jó 4.14 e 15.21 e Lamentações 3.47. Por outro lado, quando faz menção da expressão “temo os teus juízos”, o salmista faz uso da palavra hebraica יָרֵא [yare'], cujo sentido aplicado ao presente versículo é respeitar e reverenciar, como aparece em Levítico 19.3 e 30, Josué 4.14 e 1 Reis 3.28. Assim, na expressão “Arrepia-se-me a carne com temor de ti”, o salmista refere-se ao fato de que o juízo implacável de Deus sobre os ímpios causa-lhe terror, pavor, horror e medo, a ponto de fazer sua carne arrepiar-se. Por outro lado, ao fazer uso da expressão “temo os teus juízos”, ele está declarando que respeita e reverencia os mandamentos de Deus prestando-lhes obediência. É muito feliz a forma como a Nova Versão Transformadora apresenta este versículo: “Estremeço de medo de ti; tenho temor reverente por teus estatutos”.
A. M. Cunha

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:119

Salmo 119:119 – “Rejeitas, como escória, todos os ímpios da terra; por isso, amo os teus testemunhos.” Os ímpios aqui mencionados, são os mesmos que, no versículo 118, se desviam dos mandamentos divinos. A revelação bíblica demonstra que aqueles que se desviam da Palavra de Deus serão por fim rejeitados por Ele. O uso da expressão “como escória” serve para qualificar a gravidade dessa rejeição. O vocábulo “escória”, por sua vez, refere-se às impurezas, inúteis e desprezíveis, que são rejeitadas no processo de purificação da prata, como é citado em Ezequiel 22.18. Conhecendo o implacável juízo divino sobre a impiedade, o salmista apega-se com amor à Palavra de Deus, utilizando-a como fonte de purificação pessoal. A mensagem é por demais clara: Não haverá rejeição em relação àquele que ama a Palavra de Deus.
A. M. Cunha

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:118

Salmo 119:118 – “Desprezas os que se desviam dos teus decretos, porque falsidade é a astúcia deles.” Qual é o veredicto das Escrituras com respeito àqueles que desprezam os mandamentos divinos? A sentença bíblica anuncia que o que eles conquistam e realizam com sua astúcia é pura falsidade. Este é o sentido da expressão “porque falsidade é a astúcia deles”. Qual não será a dilacerante frustração de quem, tendo gastado os seus dias afastando-se dos ensinamentos da Palavra de Deus, descobrir que tudo o que viveu foi a mais angustiante falsidade? Quem deliberadamente despreza a Palavra do Senhor está, na verdade, desprezando o Senhor da Palavra. Quão tenebrosa é a verdade anunciada por este precioso versículo!
A. M. Cunha

domingo, 10 de dezembro de 2017

JUNTO ÀS ÁGUAS

Há um chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo que muito me empolga. Refiro-me ao chamado de João 7.37, quando o Senhor disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. Jesus Cristo compara-se a Si mesmo com as águas que saciam o sedento! Quais são as implicações desta comparação para a nossa vida? Obtemos resposta a esta pergunta a partir de uma visão panorâmica das Escrituras acerca do que pode acontecer junto às águas:

[1] Quando Jacó abençoava os seus filhos com a profecia de Gênesis 49, ele destinou a José as seguintes palavras: “José é um ramo [...] junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro”. Nesta profecia José é descrito como estando junto às águas e a seu respeito se diz que seus ramos se estendem sobre o muro. O muro, por mais alto que fosse, não poderia impedir o avanço dos ramos de José.
Princípio Espiritual: Os obstáculos serão superados por aquele que está junto às águas;

[2] O Salmo 1 fala sobre aqueles que temem ao Senhor e sobre os ímpios. Os que temem ao Senhor são descritos “como árvore plantada junto a corrente de águas” [Salmo 1.3]. De acordo com este Salmo, aquele que teme ao Senhor “não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” [Salmo 1.1].
Princípio Espiritual: Aquele que está junto às águas não se deixa influenciar pelo mundo.

[3] O profeta Jeremias compara “o homem que confia no Senhor” “como a árvore plantada junto às águas” [Jeremias 17.7-8]. Prosseguindo em sua palavra profética, Jeremias afirma que aquele que teme ao Senhor “não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.” [Jeremias 17.8]. O calor excessivo interfere negativamente no processo de frutificação, mas não quanto àquela árvore que está plantada junto às águas.
Princípio Espiritual: Aquele que está junto às águas é capaz de frutificar mesmo nas condições mais adversas.

É maravilhoso perceber o que acontece junto às águas! No entanto, existe uma pergunta adicional que precisa ser respondida: Como poderá o homem manter-se junto às águas? O salmista, descrevendo seu relacionamento com o Senhor, anuncia o seguinte: “O Senhor [...] leva-me para junto das águas” [Salmo 23.1-2]. Esta é uma extraordinária revelação, pois o Senhor é quem nos conduz para perto de Si mesmo! E é junto Dele que superamos os obstáculos da vida, não nos deixamos ser influenciados pelo mundo e, por fim, frutificamos ainda que estejamos enfrentando condições adversas. Louvado seja o Senhor!
A. M. Cunha