terça-feira, 25 de setembro de 2018

EXORTAR, CONSOLAR E ADMOESTAR PARA A GLÓRIA DE DEUS


“E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.”
1 Tessalonicenses 2:12

O texto de 1 Tessalonicenses 2:12 faz uso de três importantes palavras: Exortamos, consolamos e admoestamos. Estes três vocábulos, como adequadamente compreendidos, promovem um vigoroso ensinamento para a vida espiritual dos filhos de Deus.

O vocábulo grego παρακαλεω [parakaleo], traduzido como “exortação”, tem o sentido de chamar alguém para o lado daquele que chama, com o propósito de encorajá-lo a fazer algo que pode e precisa ser feito.

O vocábulo grego παραμυθεομαι [paramutheomai], traduzido como “consolar”, tem o sentido de falar algo a alguém, estando ao seu lado, com o propósito de acalmá-lo, oferecendo alívio em tempos de aflição, sofrimento ou tribulação.

O vocábulo grego μαρτυρεω [martureo], traduzido como “admoestar”, tem o sentido instruir alguém, para adverti-lo, a partir de experiências pessoais ou daquilo que obteve por iluminação divina, a interromper o que está fazendo e não deveria continuar a ser feito.

O foco de cada um destes vocábulos, exortar, consolar e admoestar, é fazer com que aqueles que recebem a exortação, o consolo e a admoestação ,vivam por modo digno de Deus, glorificando-o em tudo o que fazem ou deixam de fazer! Quem exorta, consola ou admoesta, deve fazê-lo cheio de amor e com o propósito de ver Deus sendo glorificado!
A. M. Cunha

OS VERDADEIROS DISCÍPULOS REPRODUZEM A OBRA DE CRISTO

“porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.”
1 Tessalonicenses 1:5


Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, não apenas por meio de Sua Palavra da verdade, mas também por meio da operação da Sua graça. A Bíblia diz que Ele “habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” [João 1:14]. Ao fazer uso do vocábulo “verdade”, João referia-se à Palavra. Ao mencionar o vocábulo “graça”, ele fazia referência ao poder de Deus em ação. Este foi o modo como Jesus propagou o Evangelho, fazendo uso da Palavra e do Poder.

Como seguidores de Cristo, devemos agir tal qual o Nosso Divino Mestre agiu! Foi exatamente isso o que os apóstolos fizeram quando evangelizaram Tessalônica. Eis o que afirma o texto bíblico: O “evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo” [1 Tessalonicenses 1:5].

A semelhança é total com o modo como Cristo apresentou o Evangelho. Pode-se, portanto, afirmar que os apóstolos chegaram em Tessalônica cheios de “graça” e de “verdade”!

O mundo será verdadeiramente alimentado quando a igreja, tal qual Cristo, apresentar o verdadeiro Evangelho, cujos nutrientes centrais são: graça e verdade! Tanta a graça quanto a verdade apontam para Cristo, pois Ele foi e é “cheio de graça e de verdade”!

A graça é Cristo! A verdade é Cristo! Cristo é o tema central do evangelho, que se achegou a nós como nossa vida, nossa luz, nossa graça e nossa verdade! Sigamos, pois, os Seus passos!

A. M. Cunha

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O CHAMADO DE ABRAÃO É TAMBÉM NOSSO CHAMADO


“Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;”
Gênesis 12:1


Observe a narrativa de Gênesis 12:1. Esta é a clássica passagem bíblica do chamado de Abrão. Este chamamento possui uma dupla ordem: “sair de” e “ir para”. Este não é apenas o chamado de Abrão, mas é nosso chamado também, pois há uma “terra” da qual somos convocados a “sair”, a terra onde os homens são “egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” [2 Timóteo 3:2-4].

No entanto, tão importante quanto “sair de” é cumprir a parte de nosso chamado que nos ordena “ir para”, pois há uma “terra” que devemos perseguir com todas as nossas forças. Mesmo nunca tendo estado lá, misteriosamente Deus nos faz sentir saudades dessa “terra celestial”!

Então, com perseverança em nosso coração, devemos continuamente “ir para” esta “outra terra”! Envolvamo-nos, portanto, nesse contínuo “ir para”, com o firme propósito de nos movermos entusiasticamente para esta “pátria futura”!

É confortante saber que estamos “deixando uma terra” para “chegarmos noutra”, porém superior”! Nessa “outra terra”, superior e celestial, todas as nossas lágrimas serão enxugadas, a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram [Apocalipse 21:4]. Nela nunca mais haverá qualquer maldição, pois nela estará o trono de Deus e do Cordeiro para sempre [Apocalipse 22:3-5]!
A. M. Cunha

domingo, 23 de setembro de 2018

JESUS É O DÍNAMO QUE CONFERE EFICÁCIA À INTERCESSÃO

O início da primeira carta do Paulo aos tessalonicenses aborda o tema das orações que o apóstolo constantemente fazia em favor deles. Observe o que o texto bíblico diz:

“[2] Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, [3] recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”
1 Tessalonicenses 1:2-3

O texto aborda o tema da oração intercessória. Nesse modo de orar, o apóstolo descreve que ele executava duas importantes práticas, as quais podem ser resumidas nos seguintes vocábulos: “Mencionar” e “Recordar”.

Acerca do primeiro vocábulo o texto diz: “mencionando-vos em nossas orações”. O vocábulo grego traduzido como mencionar, ποιεω [poieo], tem o sentido de “produzir, construir, formar, modelar, ser o autor ou a causa de algo”. Quando o apóstolo Paulo mencionava os tessalonicenses em suas orações, ele estava convicto de que o Espírito Santo, por suas orações, liberaria o Seu poder para construir algo na vida deles, tudo com o propósito de formá-los e modelá-los de acordo com a vontade de Deus para as suas vidas.

Acerca do segundo vocábulo o texto diz: “recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”. O vocábulo grego traduzido como recordar, μνημονευω [mnemoneuo], tem o sentido de “lembrar, trazer a mente, manter na memória, guardar na mente”. Enquanto orava pelos tessalonicenses, o apóstolo Paulo, a partir das lembranças de suas experiências pessoais com eles, buscava manter firmes as suas memórias acerca de algumas das seguintes virtudes dos tessalonicenses:

[1] A fé, que, segundo o apóstolo, era operosa, ou seja, foi uma fé efetivamente praticada no viver dos cristãos tessalonicenses. Pode-se dizer, portanto, que a fé dos tessalonicenses era capaz de produzir efetiva interferência espiritual em suas vidas e nas vidas daqueles que estavam a sua volta. Em outras palavras, a fé vivenciada pelos tessalonicenses era capaz de atrair atos sobrenaturais de Deus em todas as esferas de seus relacionamentos;

[2] O amor, que, segundo o apóstolo, era abnegado, ou seja, era capaz de impulsionar os tessalonicenses a demonstrá-lo em todas as esferas de seus relacionamentos. Era, portanto, um amor, não de palavra, mas de fato e de verdade [1 João 3:18]. Se a fé operosa atraía atos divinos e sobrenaturais nos relacionamentos, o amor abnegado evidenciava atos humanos caracterizados por afetuosas manifestações de cuidado e acolhimento em todas as esferas de seus relacionamentos; e

[3] A esperança que, segundo o apóstolo, era firme, ou seja, era perseverante, mantendo-se inabalável até mesmo quando enfrentava as mais acirradas provações e os mais intensos sofrimentos.

A conclusão do apóstolo com relação às virtudes da fé, do amor e da esperança na vida dos tessalonicenses é magnífica. Segundo o apóstolo, a fé somente poderia ser operosa, o amor abnegado e a esperança firme se tais virtudes estivessem “em nosso Senhor Jesus Cristo”. Tais virtudes não poderiam estar alicerçadas nos méritos humanos, pois o dínamo que lhes conferia poder e eficácia é o próprio Senhor Jesus Cristo!
A. M. Cunha

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A PEDRA FOI REMOVIDA ANTES DO MILAGRE ACONTECER


O episódio da ressurreição de Lázaro marca a narrativa de um realinhamento temporal que aconteceu na vida de Marta com respeito à sua fé. Observe o que ela, num primeiro momento, afirmou para Jesus: “Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão” [João 11:21]. Não é difícil notar que essa frase sugere que Marta estava com os seus olhos voltados para o passado. Em outras palavras, Marta havia depositado sua fé no passado. Ontem era o único tempo em que Jesus, aos olhos de Marta, poderia ter realizado algum milagre com respeito à vida de Lázaro.

Prosseguindo Seu diálogo com Marta, Jesus afirmou: “Teu irmão há de ressurgir” [João 11:23]. Marta, porém, respondeu: “Eu sei [...] que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” [João 11:24]. Não é igualmente difícil perceber que os olhos de Marta estavam voltados para o futuro, para a crença na ressurreição que ocorrerá no futuro. Amanhã será o tempo em que Jesus, aos olhos de Marta, poderá realizar a gloriosa ressurreição dos que morreram, inclusive do seu irmão, Lázaro.

O momento presente parecia ser irrelevante para Marta. Para ela, esse momento seria apenas o momento de chorar e lamentar a morte do seu irmão. Quanto à fé, ela estava oscilante entre o passado e o futuro. O momento presente, porém, não lhe parecia propício para o exercício da fé, pois aos seus olhos a situação de Lázaro lhe parecia definitiva.
O tempo parecia ecoar uma música cruel e a surdez da sua fé era insuportável, a ponto de sepultar qualquer sopro de esperança. Marta não conseguia dançar alegremente entre o tempo e a fé, pois ela não era capaz de ouvir a melodia que emanava da presença do Mestre divino que estava ao seu lado. Sua dúvida, porém, começaria a ser firmemente demovida ante o poder da voz do divino mestre: “Tirai a pedra” [João 11:39].

A dúvida, porém, respondeu: “já cheira mal”! A incredulidade soltou o seu último suspiro: “já é de quatro dias”! Elas, porém, não resistiriam ao poder do divino mestre que perguntou: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” [João 11:40].

A pedra foi removida antes do milagre acontecer, porque a fé não espera ver para crer, ela crê ainda que o impossível seja a realidade do momento presente. É o autor da vida que está diante da morte! Ela não terá a menor condição de lhe oferecer qualquer resistência!

Ao que estivera morto bastou-lhe a palavra: “Lázaro, vem para fora!” [João 11:43]. E ele saiu! O milagre estava feito! Não ontem e nem no futuro, mas hoje!
A. M. Cunha

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:135

Salmo 119:135 – “Faze resplandecer o rosto sobre o teu servo e ensina-me os teus decretos.” O salmista invoca para si um dos elementos da bênção com que o sacerdote Arão e seus filhos abençoavam os filhos de Israel. Este modelo abençoador está registrado em Números 6:24-26, que registra o seguinte: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”. A expressão “resplandecer o rosto” é equivalente a “resplandecer a luz divina”. A luz somente pode brilhar e exercer todo o potencial de sua influência sobre aquilo ou o que está próximo. Esse clamor do salmista evidencia o seu desejo pela presença de Deus. Sua alma anelava por comunhão com Deus, pois ele sabia que somente estando próximo a Deus é que a luz divina resplandeceria sobre si. Uma vez iluminado pela divina luz, sua alma estaria aberta para a Palavra de Deus. É por isso que ele clama: “ensina-me os teus decretos”. Eis aqui um homem, cuja alma estava sedenta, não apenas pela Palavra de Deus, mas também pelo Deus da Palavra!

A. M. Cunha

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O ARREPENDIMENTO APROXIMA QUEM ESTÁ LONGE


“Certo homem tinha dois filhos”, é assim que se inicia a conhecida parábola do Filho Pródigo. O título “filho pródigo” tem o efeito de nos fazer ficar focados em apenas um dos filhos, “o mais moço”. Os olhos do texto bíblico, porém, estavam focados nos dois filhos: no “mais moço” e no “mais velho”.

Do mais moço se diz que ele, após ter recebido sua parte da herança, “ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante” e, após ter gastado tudo e começado a passar necessidade, voltou novamente para a casa do pai.

Do mais velho se diz que ele, após mais um dia de atividade no campo, retornou para a casa do pai. Deparou-se, no entanto, com a notícia de que o seu irmão havia retornado e sido muito bem recebido pelo pai. Contudo, o seu coração não tinha espaço para a compaixão paterna, por isso “Ele se indignou e não queria entrar”.

O mais moço, arrependido, após retornar de uma terra distante, desejava entrar novamente na casa do pai. O mais velho, indignado, após retornar do campo, não desejava entrar na casa do pai.

O que se percebe da narrativa acerca desses dois filhos? O mais moço estava longe, mas o arrependimento o aproximou. O mais velho estava perto, mas sua indignação o distanciou! Ambos necessitavam de arrependimento: O mais moço porque havia estado longe e o mais velho porque havia se indignado! Para ambos, somente o arrependimento poderia aproximá-los novamente!

A. M. Cunha