domingo, 22 de dezembro de 2019

A PRÁTICA DA REVELAÇÃO BÍBLICA - EXPOSIÇÃO


A Exposição de nossa vida à Palavra de Deus

A nossa vida deve ser exposta ao conteúdo revelado da Palavra de Deus. Diante do conteúdo bíblico que lemos, devemos ter uma mente livre para as lembranças de nossas práticas recentes ou remotas. Assim, quando nos deparamos, por exemplo, com o texto de Efésios 5:21, devemos realizar a exposição de nossa vida ao texto. O texto nos diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”. Após a leitura do texto, é importante criarmos um momento de exposição de nossa vida [o confronto de nossas atitudes diante da revelação bíblica]. Alguns pontos podem nos ajudar na execução dessa tarefa: [1] Devemos nos lembrar dos acontecimentos recentes de nossa vida; [2] À medida que nos lembramos destes acontecimentos, será muito útil formular alguns questionamentos, tais como: Minha reação diante dessa situação foi uma evidência de que pratiquei a sujeição bíblica? Quais sentimentos surgiram em minha vida diante desses acontecimentos? Esses sentimentos influenciaram a maneira como reagi aos fatos? Quais são as pessoas em relação às quais tenho maior dificuldade para praticar a sujeição bíblica? Consigo ver algum motivo para isso?
Esse é exemplo de como podemos expor a nossa vida a diante de um determinado texto bíblico. Podemos fazer isso com quaisquer textos bíblicos, formulando essas ou outras perguntas, conforme a orientação do Espírito de Deus em nossas vidas.
A. M. Cunha

A PRÁTICA DA REVELAÇÃO BÍBLICA - APRESENTAÇÃO

A Bíblia está repleta de revelações espirituais. Qualquer revelação bíblica não pode ser uma percepção meramente teórica, pois a prática é o complemento das revelações bíblicas. Assim sendo, cada um é responsável pela prática daquilo que é revelado. Quando praticamos a revelação experimentamos a restauração de nossa vida.

O que é necessário para a prática das revelações bíblicas
Existem alguns passos que são fundamentais para que a revelação bíblica seja praticada: A questão da exposição, da revelação, da confissão e da libertação.

O vocábulo “libertação” está associada ao cumprimento de João 8:32 na vida do cristão, quando o cristão é libertado pelo conhecimento da verdade. De acordo com este texto, quando conhecemos a verdade. O cristão deve, portanto, conhecer a verdade objetiva e a verdade subjetiva. A verdade objetiva é o contato com o conteúdo da Palavra por meio de uma clara compreensão do que está escrito. A verdade subjetiva, por outro lado, é a experiência ou aplicação pessoal e intransferível daquilo que está escrito às experiências concretas da vida. É o que se pode denominar de Cristo em nós [Colossenses 1:27], ocasião em que Cristo, como a Palavra Viva, o verbo divino, exerce o Seu soberano poder em nossa história pessoal [Jo 8:32, 14:6 e 17:17].

Como membros da comunidade do Reino, devemos sempre trilhar o caminho do arrependimento. Por isso, é importante que tenhamos o hábito de expor a nossa vida diante das Escrituras. Esta exposição, sob a influência do Espírito de Deus em nossas vidas, revelará o nosso pecado, nos convencerá dele e, mediante a confissão, nos libertará das suas mãos. Estes quatro passos [Exposição, Revelação, Confissão e Libertação] produzirão em nós um maior conhecimento de nosso Senhor. A observação destes passos permitirá que alcancemos a liberdade necessária para a prática da vida cristã autêntica.
A. M. Cunha

PERTENCE A CRISTO, E UNICAMENTE A ELE, O MÉRITO DA MATURIDADE ESPIRITUAL QUE POSSUÍMOS


 
Que melhor parceiro para o nosso coração poderíamos ter além do Senhor? Nessa divina parceria, o Senhor, pessoal, diligente e intimamente, conduz o nosso coração não apenas a amá-Lo, mas ao próprio amor de Deus e a sermos constantes em Cristo. O Senhor deseja conduzir o âmago de nossas vidas ao centro estável da vida Espiritual: Cristo!

Por mais que sejamos diligentes e cuidadosamente atentos para com a saúde espiritual de nosso coração, se formos honestos e acuradamente bíblicos, compreenderemos que nada em nós foi capaz de conduzir-nos ao amor de Deus e à constância em Cristo. Ao final, humildemente descobriremos que foi o próprio Senhor que conduziu o nosso coração! O profeta Isaías já nos havia alertado quanto a isso ao afirmar: “para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso” [Isaías 41:20].
A. M. Cunha

LÍDERES DILIGENTES COM O REBANHO CONSTROEM PONTES PARA A ESTABILIDADE ESPIRITUAL


O zelo dos apóstolos pelas ovelhas do rebanho do Senhor pode ser notado na expressão “mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor” [1 Tessalonicenses 3:5].

Os apóstolos, portanto, pretendiam obter informações acerca do estado da fé dos cristãos tessalonicenses. O regresso de Timóteo trouxe boas notícias, muito além das suas expectativas, as quais apontavam para uma fé estável, um amor visível e prático, bem como, para as agradáveis lembranças que os tessalonicenses nutriam para com os apóstolos, a ponto de terem o intenso desejo de vê-los novamente!

Os apóstolos exerciam uma atividade pastoral muito amorosa para com os tessalonicenses, pois eles, não apenas procuravam conhecer o estado espiritual deles, como também eram extremamente cuidadosos em sua atividade pastoral para com eles. Eles praticavam, portanto, o que está escrito em Provérbios 27:23, que nos diz: “Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos”. Duas importantes palavras aplicáveis à prática pastoral são apresentadas neste versículo: “conhecer” e “cuidar”.

Não queremos, porém, ser descuidados quanto ao que ora afirmamos, pois não desconhecemos o fato de que o norte hermenêutico de Provérbios 27:23, parece ser Provérbios 27:24, onde se diz: “porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração”. Em outras palavras, o que se aborda nestes versículos tem como pano de fundo as riquezas no sentido material.

Porém, o próprio Senhor nos disse: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?” [Marcos 8:36-37]. A alma humana, por conseguinte, foi qualificada por Nosso Senhor como uma riqueza em escala superior às riquezas materiais.

Portanto, em que pese o norte hermenêutico acima apontado, por ser a alma humana uma riqueza com dimensões superiores à riqueza material, não nos pareceu ser desarrazoado aplicar Provérbios 27:23 à prática pastoral.

Os apóstolos, portanto, cumpriram Provérbios 27:23, pois procuraram conhecer o estado espiritual das ovelhas em Tessalônica e desempenharam para com eles uma atividade pastoral especialmente cuidadosa!

Líderes que são diligentemente cuidadosos com o rebanho de Cristo, estando atentos para com o seu estado espiritual, são líderes que constroem pontes para que o rebanho tenha uma fé estável, um amor visível e prático e tenham boas lembranças a respeito de sua liderança espiritual!
A. M. Cunha

UM ENSINO ESPIRITUAL CONSISTENTE CONCEDE ESTABILIDADE ESPIRITUAL


“[2] e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos, [3] a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto; [4] pois, quando ainda estávamos convosco, predissemos que íamos ser afligidos, o que, de fato, aconteceu e é do vosso conhecimento.”
1 Tessalonicenses 3:2-4

O apóstolo Paulo e seus colaboradores estavam muito desejosos de novamente visitar os cristãos em Tessalônica. Embora não tivessem tido uma oportunidade para vê-los novamente, enviaram o irmão Timóteo com o propósito de promover um consistente ensino espiritual entre aqueles irmãos.

Esse ensino cristão veio como um poderoso recurso que Deus estava disponibilizando aos irmãos em Tessalônica. Por ter realizado um ensinamento fundamentado nas Escrituras, a atuação de Timóteo entre os tessalonicenses proporcionou um grande benefício a sua fé, confirmou o modo como deveriam viver como cristãos e promoveu uma exortação bíblica entre eles.

Esse maravilhoso ensinamento fez com que aqueles irmãos adquirissem uma estabilidade espiritual tão singular e profunda, a ponto de fazer com que eles não mais se sentissem inquietados com as tribulações suportadas pelo povo de Deus e, especialmente, por sua liderança espiritual.
A. M. Cunha