terça-feira, 24 de dezembro de 2019

O NASCIMENTO DE JESUS SEMPRE FOI UMA INICIATIVA DIVINA

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”
Mateus 1:18

A grande obra do nascimento de Cristo, não pode ser percebida, tão somente, como um evento histórico. É certo que sua historicidade garante a veracidade da narrativa bíblica. Mas obtemos ganho ainda mais extraordinário quando percebemos as lições espirituais que podemos extrair destas narrativas. O que descobrimos neste texto é que toda obra relativa ao nascimento de Cristo foi uma iniciativa divina, por isso se diz: “achou-se grávida pelo Espírito Santo”.
A. M. Cunha

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A VINDA DO SENHOR E TRÊS ADVERTÊNCIAS PARA A IGREJA

No texto de Mateus 25:1-13, que narra a parábola das dez virgens, Jesus apresenta três importantes advertências para a igreja. O versículo 1 é, por assim dizer, o sonho de igreja que todo pastor gostaria de possuir, pois neste versículo, todos os integrantes daquela parábola, tomam a suas lâmpadas e saem ao encontro do noivo!

No entanto, o diagnóstico daquela comunidade começa a se abrir diante de nossos olhos a partir do versículo 2. Ali haviam cinco virgens néscias e cinco, prudentes. O que se diz das virgens néscias no versículo 1 é que elas tomaram as suas lâmpadas. O versículo 3, no entanto, aponta para o fato de que elas foram descuidadas quanto ao azeite.

Outro aspecto do diagnóstico daquela comunidade está descrito no versículo 5. Lá se diz que todas, inclusive as virgens prudentes, “[...] foram todas tomadas de sono e adormeceram”. No entanto, é por demais óbvio que o peso das advertências recaiu mais intensamente sobre as virgens néscias.

Passemos, então, às advertências proferidas por Jesus. Considerando que o pano de fundo da parábola é a volta de Jesus, as advertências serão listadas considerando este aspecto escatológico:

[1] O Senhor vem, portanto, mantenham comunhão com o Espírito Santo – versículo 3: Não é de agora que os intérpretes consideram o azeite como símbolo do Espírito Santo. O fato de não terem levado azeite, revela que as virgens néscias foram descuidadas quanto a este componente indispensável ao fiel funcionamento das lâmpadas. Analogamente, os servos de Deus devem manter comunhão com o Espírito Santo, tanto mais quando se aproxima o dia em que o Senhor voltará;

[2] O Senhor vem, portanto, sejam perseverantes na fé – versículo 5: O sono, conquanto seja importante componente para a restauração do vigor físico, foi empregado nesta parábola para descrever o desleixo das dez virgens que foram descuidadas quanto ao dever de esperar diligentemente o noivo. O sono é um estado de vulnerabilidade. Analogamente, o sono, no sentido espiritual, é um estado de vulnerabilidade espiritual. O apóstolo Paulo faz veemente advertência: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos” [Efésios 5:14];

[3] O Senhor vem, portanto, não deixem para compartilhar suas necessidades tarde demais – versículo 8: Uma das maiores dádivas da vida cristã é a liberdade que temos para compartilhar nossas necessidades. Por sermos “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” [Romanos 12:5], temos liberdade para suplicarmos a ajuda dos membros do Corpo de Cristo tão logo as necessidades assolem a nossa vida. O problema com a virgens néscias é que elas deixaram para suplicar ajuda tarde demais, pois não havia azeite suficiente para as lâmpadas de todas as virgens, bem como não tinham tempo suficiente para conseguirem um pouco mais de azeite.

Observemos cuidadosamente as advertências de Cristo ao Seu povo: Em todo tempo, comunhão com o Espírito Santo, na demora, perseverança diligente e na necessidade, súplica imediata.
A. M. Cunha

domingo, 22 de dezembro de 2019

A PRÁTICA DA REVELAÇÃO BÍBLICA - LIBERTAÇÃO


Libertos do pecado

Depois que realizamos, no poder do Espírito Santo, a exposição de nossa vida ao conteúdo da Palavra, e nos abrimos para a revelação do pecado, e, prostrados diante do Pai, confessamos o caminho mau, somos, por fim, libertados do domínio do pecado, conforme Romanos 6:14. Desta forma, somos lançados totalmente no Reino do Espírito, mergulhados na dimensão de uma vida triunfante. Esse é o caminho do arrependimento! Somos o povo do Reino, por isso, não há como fugirmos desse caminho: o arrependimento que nos conduz à vida abundante. Quando somos libertados do pecado, seus laços de morte são desfeitos. Em termos práticos, e considerando o texto de Efésios 5:21, após esses passos, passaremos a ter uma vida cristã com uma visível marca: a sujeição aos irmãos.
A. M. Cunha

A PRÁTICA DA REVELAÇÃO BÍBLICA - CONFISSÃO


A confissão que nos reaproxima do Pai Celestial

O Espírito de Deus tem uma poderosa obra a realizar em nós. O Apóstolo João nos mostra dois aspectos desta obra: [1] Convencer o mundo da justiça, do pecado e do juízo [João 16:8-11]; [2] Guiar a toda a verdade [João 16:13]. Como o Espírito atua em nossa vida para nos reaproximar do Pai Celestial? Ele revela a Palavra, concede-nos graça para expormos nossa vida diante das Escrituras e revelará o nosso pecado. Dessa forma, seremos convencidos pelo Espírito Santo de que precisamos urgentemente da confissão. A obra da confissão é o instrumento do perdão e da purificação [I João 1:9]. Se o pecado nos distancia do Pai, a confissão nos reaproxima dEle. Esse passo é maravilhoso! Assim, considerando o texto de Efésios 5:21, devemos nos prostrar diante do Senhor e confessar o pecado revelado. Nosso único remédio é a confissão. É o momento de clamarmos: “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos” [Salmo 51:4]. Nossa confissão nos conduzirá à purificação - “Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado” [Salmo 51:2]. É extraordinário o benefício da confissão! A Escritura nos diz que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” [I João 1:9].
A. M. Cunha

A PRÁTICA DA REVELAÇÃO BÍBLICA - REVELAÇÃO


A revelação do nosso pecado

Este é um momento muito importante. Sem esse passo não praticaremos a confissão e muito menos experimentaremos a libertação. Não estamos falando de Revelação da Palavra, mas da “revelação do pecado”. No texto sugerido, a Palavra revelou um padrão de vida marcado pela sujeição uns aos outros no temor de Cristo [Esta é a Revelação da Palavra, é o Seu conteúdo]. Muitos podem ler esse texto e alcançar a Revelação da Palavra, mas nunca experimentarão uma mudança pessoal, a menos que tenham suas vidas expostas ao texto bíblico. Quando a nossa vida é profundamente exposta à Palavra de Deus, o “caminho mau” é revelado [Salmo 139:23-24], ou seja, o pecado é revelado. Quando alcançamos essa revelação e o pecado é desmascarado em nossa vida, devemos perceber a seriedade desse momento. O pecado faz separação entre nós e o nosso Deus [Isaías 59:1-2]. Na verdade, a revelação do nosso pecado é a revelação da nossa separação. Oh! Isto deveria causar arrepios em nós! Diante do texto de Efésios 5:21, confrontando-o com nossa vida, podemos detectar que o nosso relacionamento com os irmãos está desprovido da sujeição biblicamente recomendada. Essa constatação demonstra que há pecado em nós, e esse pecado nos separa do Pai Celestial! Isso é tremendamente sério para a vida do Corpo de Cristo. Assim, o Espírito de Deus, mediante o confronto de nossa vida com a Palavra de Deus, revelará o caminho mau que temos praticado. Nessa etapa estamos tomando conhecimento de nosso pecado, ou, como temos afirmado, estamos nos tornando conscientes de nossa separação. Tal constatação deve encher-nos de temor, pois, se estamos separados, carecemos urgentemente de recuperarmos nossa comunhão com o Senhor! E será esta consciência que despertará em nós a necessidade de desenvolvermos uma maior comunhão com o Senhor. O Temor diante do pecado revelado poderá nos impulsionar para mergulharmos numa maior intimidade com o Senhor, pois, como nos diz a Palavra de Deus, a “intimidade do Senhor é para os que o temem” [Salmo 25:14].
A. M. Cunha