domingo, 5 de julho de 2020

A LUA REFLETE A LUZ DO SOL


[14] Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. [15] E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez. [16] Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.
Gênesis 1:14-16
  
A imagem desta postagem foi tirada às 22 horas e 9 minutos, do dia 5 de julho de 2020. O reflexo que se vê no piso da minha sala é resultado da luz refletida pela lua. Hoje ela está forte, tão forte que se tornou possível ver, ao fundo, o azul do céu, muito embora seja noite. Esta imagem me fez pensar no ato criador de Deus que está registrado no livro de Gênesis.

O Deus que disse “Haja luz” é o Deus que afugenta as trevas! No Seu ato criador, o Onipotente Deus também disse: “Haja luzeiros no firmamento dos céus”. Em Sua voz, eloquente e criadora, Deus proclamou o propósito desses luzeiros: “sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos [...] para alumiar a terra”.

Um desses luzeiros é a Lua. Sabemos que ela não tem luz própria. Ela, no entanto, não se envergonha disso, pois o seu prazer está em refletir a luz do Sol, o outro maior, superior e detentor de luz própria! O fato de a Lua não ter luz, em nada desqualifica a narrativa bíblica, pois o vocábulo hebraico מָאוֹר [ma’ôr], literalmente significa luz, luminária; fazendo, portanto, menção a um corpo luminoso, brilhante, que emite ou espalha luz, ou em que há luz ou é cheio de luz.

O Sol e a Lua, “os dois grandes luzeiros”, são corpos luminosos, um deles, o Sol, é um corpo em que há luz própria, o outro, a Lua, é um corpo cheio de luz, não de luz própria, mas da luz do Sol.

Minha sala foi invadida pela luz refletida da Lua. Portanto, a luz que eu via em minha sala, embora não fosse a luz da lua, era a luz por ela refletida. Por um milagre da Física, a Lua desenhou, no piso da minha sala, a luz do Sol! Esta, sem dúvida, é uma grande figura da igreja. Ela, assim como a Lua, não possui luz própria. A luz que ela reflete é a luz de Cristo! Assim como a Lua tem a missão de “alumiar a terra”, assim também a igreja, por possuir idêntica missão, deve pintar o solo da existência humana com a luz do Outro Maior, a luz de Cristo!

Os tempos em que vivemos são, sem dúvida, tempos de densas trevas. Que a igreja, corajosa e fielmente, cumpra a sua missão entre os homens, sendo capaz de pintar o solo da existência humana com a Luz de Cristo e, milagrosamente, seja igualmente capaz de mostrar para a humanidade que, apesar das trevas em que vivemos, o céu ainda é azul, muito embora as trevas não nos permitam ver a beleza desta cor!
A. M. Cunha

domingo, 21 de junho de 2020

A TRILOGIA DOS SALMOS 22, 23 e 24

Os Salmos 22, 23 e 24 formam uma esplêndida trilogia, pois constituem uma linda peça literária e litúrgica, profundamente conectadas por um personagem que lhes é comum. O Senhor Jesus é o personagem que permeia cada um destes Salmos. Vejamos três importantes expressões que colhemos de cada um destes Salmos: Do Salmo 22 colhemos a expressão: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?”! O Salmo 23, por outro lado, fornece-nos a expressão: “O Senhor é o meu pastor”! E, por fim, o Salmo 24 mostra-nos a exuberância da seguinte expressão: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”!
A partir de cada uma destas expressões, as Escrituras nos fornecem três importantes perspectivas a respeito do Senhor Jesus: O Salmo 22 retrata a Sua morte, o Salmo 23, evidencia o Seu pastoreio e no Salmo 24 temos o majestoso anúncio do Seu reinado!
Gloriosos princípios podem ser colhidos destas três porções da Escritura. Em primeiro lugar, Jesus, Aquele que gloriosa e soberanamente reinará, é o mesmo que, por ter experimentado a morte das mortes, conquistou o direito de apascentar com excelência! Em segundo lugar, Jesus, Aquele que realiza o pastoreio mais excelente e eficaz, é o mesmo que sabia que a Sua condição de Rei dos Reis não o impediria de provar o Seu amor por todos os homens, experimentando a morte das mortes na cruz do Calvário! E em terceiro lugar, Jesus, Aquele que morreu da morte das mortes, é o mesmo que faz do Seu pastoreio o meio pelo qual os homens podem compreender e experimentar a realidade de que Ele é o Rei dos Reis.
Arisvaldo Marinho Cunha
A. M. Cunha