domingo, 22 de maio de 2022

EVANGELHO SEGUNDO LUCAS - CAPÍTULO 12

O maior evento de moda do Brasil e o mais importante da América Latina é a São Paulo Fashion Week – SPFW. No entanto, a mais bela de todas as vestimentas jamais fora utilizada por qualquer modelo que tenha percorrido as passarelas da SPFW. O capítulo 12 do Evangelho Segundo Lucas afirma que “nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer” um dos lírios do campo [Lucas 12:27]. A mais bela das vestimentas que tenha tido espaço na SPFW não pode ser comparada com a mais simples das vestimentas utilizadas pelos lírios do campo. Quem disse isso não foi um dos maiores estilistas da modernidade, mas Jesus Cristo, Aquele que fia e tece os lírios nas suas mais extraordinárias vestimentas!

Não queremos com isso desmerecer a beleza das vestimentas que tenham percorrido as passarelas da SPFW, mas o que desejamos é enaltecer Aquele que, em matéria de vestimentas, foi quem primeiro confeccionou a vestimenta capaz de cobrir, a um só tempo, tanto a nudez do corpo, como a nudez da alma! É a respeito da humanidade, envergonhada de sua nudez e fugitiva por causa do pecado, que a Escritura diz: “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” [Gênesis 3:21].

Se é bela a vestimenta utilizada pelos lírios do campo, quão incomparavelmente mais bela é a vestimenta que cobre a nudez da alma humana! Salomão em toda a sua glória utilizava extraordinárias vestimentas que embelezavam sua realeza. Cristo, por outro lado, suportando a vergonha da cruz e movido por um imensurável amor pela humanidade, despiu-se de Si mesmo, de toda Sua glória e majestade, para então, e somente então, cobrir, com as vestimentas do Seu infinito amor, a nudez que a alma humana suportava desde que voluntariamente mergulhou nas nefastas águas do pecado!

A. M. Cunha


domingo, 15 de maio de 2022

EVANGELHO SEGUNDO LUCAS - CAPÍTULO 11

Todo discípulo de Jesus é uma pessoa vocacionada ao aprendizado da oração. Feliz é aquele que suplanta os obstáculos que surgem no caminho de todo discípulo que deseja aprender a orar! Felizes os discípulos que, uma vez conscientes de que sua biografia existencial precisa trilhar os caminhos da oração, procuram diligentemente por alguém que os ensine a praticá-la!

O capítulo 11 do Evangelho Segundo Lucas mostra-nos uma pessoa que, tendo sido anonimamente descrita como um dos seguidores de Jesus, abriu os seus lábios para clamar, não apenas para si, mas em favor de todos os seguidores de Cristo que o acompanhavam, dizendo: “Senhor, ensina-nos a orar” [Lucas 11:1].

O aprendiz da oração necessita de uma inspiração, de um mentor que lhe desperte qual o melhor caminho a ser percorrido na maravilhosa jornada desse importantíssimo aprendizado. Com aquele discípulo de Cristo não foi diferente, pois o seu desejo de aprender a orar foi despertado, muito provavelmente, após ter presenciado Jesus praticando a oração. Isto pode ser confirmado com o que está escrito no texto de Lucas 11:1, que nos diz o seguinte: “estava Jesus orando em certo lugar”. Muito possivelmente, essa não foi a única vez que aquele discípulo viu Jesus orando!

Qual teria sido a oração que Jesus praticou naquele momento que, por seu singular conteúdo, despertou naquele discípulo o desejo de fazer aquele oportuno pedido: Senhor, ensina-nos a orar? Que palavras Jesus usou naquela oração? Que súplicas Ele apresentou ao Pai? Não sabemos ao certo! Contudo, existe algo que podemos concluir: O convívio de Jesus com os Seus discípulos foi o elemento catalizador que despertou neles o desejo de aprender a praticar a oração!

Oremos persistentemente para que sejamos exímios praticantes da oração e para que sigamos os passos do divino mestre e nos tornemos em catalizadores, que despertam nos outros o desejo de aprender a orar de forma mais verdadeira, significativa e relevante!

A. M. Cunha


segunda-feira, 9 de maio de 2022

EVANGELHO SEGUNDO LUCAS - CAPÍTULO 10

O capítulo 10 do Evangelho Segundo Lucas reserva-nos a extraordinária narrativa conhecida como “A Parábola do Bom Samaritano”, contada por Jesus como forma de ilustrar o mandamento “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” [Lucas 10:27]. Portanto, a essência desta parábola é demonstrar o verdadeiro amor fraternal!

O texto desta magnífica parábola está contido em Lucas 10:29-37, onde somos apresentados à seguinte narrativa: Um certo viajante foi violentamente agredido por salteadores que o deixaram quase morto numa estrada. Jesus narra que algumas pessoas viram o viajante em seu deplorável estado; porém, nada fizeram para ajudá-lo! Logo em seguida, Jesus introduz outro personagem à parábola, um “Certo samaritano”. Ele era anônimo e permaneceu anônimo durante toda a narrativa, tão anônimo quanto o viajante desta parábola. Sua postura, contudo, foi diferente! O texto torna evidente que o samaritano viu aquele viajante em seu deplorável estado e, diferentemente das outras pessoas, “compadeceu-se dele” [Lucas 10:33]. O vocábulo grego traduzido como compadecer-se é σπλαγχνίζομαι [splagchnizomai], que literalmente significa “ser movido pelas entranhas”.  Esta expressão era muito usada para descrever as afeições humanas, pois era senso comum naquela época que a sede do amor e da piedade estava nas nossas entranhas.

A parábola, portanto, apresenta duas classes de pessoas: Os que não se compadecem e os que se compadecem. Aqueles, lamentavelmente, são maioria. No caso da parábola, foram duas pessoas que não demonstraram nenhuma compaixão para com o necessitado viajante; ao passo que apenas uma compadeceu-se daquele viajante. O texto parece sugerir, portanto, que a prática do amor fraternal não é algo natural para a maioria das pessoas! Foi por isso que Jesus, logo no início da parábola, tornou evidente o fracasso humano para demonstrar o verdadeiro amor fraternal, especialmente quando aquele que deve ser amado é um desconhecido, uma pessoa que não possui nenhum vínculo de afinidade com aquele que é chamado a amar!

Não podemos nos esquecer de um importante detalhe desta parábola: Jesus a contou para responder à seguinte pergunta feita por um mestre da lei: “Quem é o meu próximo?” [Lucas 10:29]. A essência desta parábola é demonstrar o verdadeiro amor fraternal! É por isso que podemos afirmar que, no contexto desta parábola, nós somos chamados a praticar o amor fraternal para com os necessitados, mesmo que não os conheçamos, mesmo que não tenhamos qualquer vínculo de afinidade com eles!

A parábola tem o seu início com a seguinte pergunta: “Quem é o meu próximo?”. No corpo da parábola Jesus gentilmente demonstra que o nosso próximo é todo aquele que deve ser alcançado com a nossa misericórdia! E o final desta parábola apresenta um desafiador convite: “Vai e procede tu de igual modo.” [Lucas 10:37]. Somos, portanto, desafiados a fazer como aquele anônimo samaritano: Devemos estar o mais próximo que pudermos para ajudar os necessitados e ser o mais anônimo que pudermos para não atrairmos atenção para as nossas próprias ações, por melhores que sejam e por mais bem-intencionadas que sejam!

A. M. Cunha


segunda-feira, 2 de maio de 2022

EVANGELHO SEGUNDO LUCAS - CAPÍTULO 9

Os cristãos devem ser diligentemente cuidadosos com sua vida espiritual, de modo que os momentos de oração não se tornem uma rara prática em sua vida diária. Jesus era extremamente cuidadoso com a prática da oração. Ele a realizada, não apenas em Sua vida particular, mas mediante encontros coletivos com os Seus discípulos! O capítulo 9 do Evangelho Segundo Lucas apresenta uma breve narrativa de um desses momentos coletivos de oração [Lucas 9:18-22].

Esta porção das Escrituras tem início com a seguinte narrativa: “Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou” [Lucas 9:18]. Sem dúvida, estamos numa das muitas reuniões de oração que Jesus promovia com os Seus discípulos, pois o texto afirma que Jesus estava orando à parte e os Seus discípulos estavam presentes.

É notável perceber que nesses momentos de oração coletiva, Jesus não apenas praticava o diálogo com o Pai Celestial, mas conscientemente proporcionava o amadurecimento dos Seus discípulos fazendo-lhes questionamentos específicos e direcionados, com o propósito de conscientizá-los a respeito de duas importantes habilidades: [a] Em primeiro lugar, os discípulos de Jesus foram questionados acerca de suas habilidades para estabelecerem relacionamentos significativos com o próximo. A pergunta, “Quem dizem as multidões que sou eu?” [Lucas 9:18], tem a muito a dizer quanto a isso! Esta pergunta é especialmente reveladora neste sentido, pois aqueles discípulos somente estariam habilitados a respondê-la caso eles mesmos já tivessem estabelecido algum nível de relacionamento com o próximo. [b] Em segundo lugar, eles foram questionados quanto às suas habilidades para investigarem cuidadosamente suas convicções pessoais acerca da pessoa de Jesus. O texto de Lucas 9:20 contém a seguinte pergunta: “Mas vós [...] quem dizeis que eu sou?”. Esta pergunta é muito propícia para averiguar como os discípulos estavam avaliando as suas próprias convicções acerca de quem era Jesus. De fato, aqueles discípulos somente estariam aptos a respondê-la adequadamente caso já tivessem colocado em prática tal habilidade.

A igreja, que é a agência de Deus neste mundo, uma vez tendo sido chamada para seguir o exemplo do Divino Mestre, deve inspirar os seus membros a estabelecerem relacionamentos de qualidade com o próximo e a aprofundarem suas convicções pessoais acerca de Jesus Cristo!

A. M. Cunha


segunda-feira, 12 de julho de 2021

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO
























 

EVANGELHO DE JOÃO - CAPÍTULO 16

É extremamente necessário que nos aproximemos da verdade, que Cristo seja glorificado em todos os aspectos de nossa vida e que tenhamos a mesma percepção que Deus tem em relação ao pecado, à justiça e ao juízo.

Estes, sem dúvida, são três importantes princípios para a vida cristã. Porém, tão necessário quanto nos aproximarmos da verdade, glorificarmos a Cristo em nossa vida e termos a mesma percepção que Deus possui acerca do pecado, da justiça e do juízo, é entendermos que não existe em nós, e a partir de nós, nenhuma habilidade natural que nos capacite ou habilite para isso.

Se interrompêssemos nossa narrativa aqui, ou seja, com a conclusão de que não existe em nós, e a partir de nós, nenhuma habilidade natural que nos capacite a nos aproximarmos da verdade, glorificarmos a Cristo em nossa vida e termos a mesma percepção que Deus possui acerca do pecado, da justiça e do juízo, isto, sem dúvida, faria com que nos sentíssemos desapontados, desiludidos e sem esperança!

O Senhor Jesus, porém, faz brotar uma firme esperança quando afirma o seguinte: “Quando ele vier” [João 16:8]! Mais adiante Jesus também afirma o seguinte: “quando vier, porém, o Espírito da verdade” [João 16:13]! Estas duas afirmações são poderosas e carregam uma inabalável esperança para nós! Jesus, em outras palavras, está dizendo: Não se sintam desapontados, desiludidos ou sem esperança, pois eu lhes anuncio uma grande mensagem: O Espírito Santo, o Consolador, virá para fazer por vocês o que vocês não podem fazer! Alinhado a estas palavras de Jesus, o apóstolo Paulo anunciou a primazia da obra do Espírito Santo em nossa vida com as seguintes palavras: “o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” [Romanos 8:26]! Deus seja louvado, pois, embora sejamos fracos, o Espírito Santo é o auxílio que necessitamos em todos os aspectos de nossa fraqueza!

Sem dúvida, é maravilhoso saber que Jesus apresentou diante de nós um glorioso caminho, ou melhor, Ele apresentou para nós a Pessoa responsável por fazer com que nos aproximemos da verdade, glorifiquemos a Cristo em nossa vida e tenhamos a mesma percepção que Deus possui acerca do pecado, da justiça e do juízo! Essa pessoa, sem dúvida, é o Espírito Santo, que, inclusive já havia sido apresentado a nós no capítulo 14 do Evangelho Segundo João. E no capítulo 16 deste Evangelho, Jesus, não apenas anuncia a pessoa do Espírito Santo, mas apresenta a Sua obra para conosco.

De acordo com o capítulo 16 do Evangelho Segundo João, a missão do Espírito Santo possui três importantes perspectivas: A primeira delas dá-se quanto ao convencimento [João 16.8-11]; a segunda, quanto à verdade [João 16.13] e a terceira, quanto à pessoa de Cristo [João 16.14].

[1] Sua missão quanto ao convencimento é assim descrita por Jesus: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” [João 16.8-9]. Em sua obra de convencimento, o Espírito Santo fará com que tenhamos a mesma percepção que Deus possui acerca do pecado, da justiça e do juízo;

[2] Sua missão quanto à verdade possui a seguinte configuração: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” [João 16.13]. Em sua obra quanto à verdade, o Espírito Santo fará com que nos aproximemos dela;

[3] Sua missão quanto à pessoa de Cristo é assim descrita por Jesus: “Ele me [Jesus] glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” [João 16.14]. Em Sua obra quanto à pessoa de Cristo, o Espírito Santo fará com que glorifiquemos a Cristo em todos os aspectos de nossa vida.

Nessa linha de argumentação, é possível afirmar que a obra do Espírito Santo fará com que, em primeiro lugar, nos aproximemos da verdade, porque Ele nos conduzirá a toda verdade; em segundo lugar, Ele fará com que em tudo Cristo seja glorificado em nossa vida, porque essa será a mensagem que Ele nos há de anunciar; e, por fim, Ele, por meio de um poderoso convencimento, dobrará a nossa vontade para que tenhamos a mesma percepção que Deus tem em relação ao pecado, à justiça e ao juízo.

Percebemos, portanto, que o Espírito Santo é quem nos capacita e habilita a nos aproximarmos da verdade, a glorificarmos a Cristo em todos os aspectos da nossa vida e a termos a mesma percepção que Deus tem em relação ao pecado, à justiça e ao juízo. O Espírito Santo é o Consolador que nos foi prometido por Jesus. Guardemos firmes a promessa de que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” [Romanos 8:14]. É somente pelo Espírito, no Espírito e sob a influência do Espírito que desfrutaremos a vida que o Senhor Jesus desenhou para nós!

A. M. Cunha