quinta-feira, 19 de abril de 2012

COISAS BOAS E COISAS MÁS

O universo interior dos pensamentos e indagações de muitos cristãos tem sido exaustivamente dedicado à angustiante tentativa de descobrir por que coisas boas ou coisas ruins acontecem. Esta não é a melhor forma de exercitarmos tão grandioso universo que Deus colocou em nosso interior. O homem não conseguirá compreender a razão para tais acontecimentos. Caso o cristão insista nesta inócua tarefa, caminhará velozmente para longe de um foco muito superior. Nas palavras de Agostinho de Hipona, o foco superior é aquele quais permite "procurar as coisas boas que caracterizam o homem bom e manter distância das coisas ruins que caracterizam os homens maus."

Extraído e adaptado do livro de James Bryam Smith, "O maravilhoso e bom Deus".

terça-feira, 17 de abril de 2012

RETABERNACULAÇÃO


João 1:14 nos diz que “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade”. O verbo “habitou” vem de uma palavra grega cujo sentido literal é tabernacular. Cristo, nos dias de Sua carne, habitou entre nós, ou seja, tabernaculou. A presente era, também denominada de era do Espírito, é caracterizada pela seguinte perspectiva bíblica: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” (João 14: 23). Assim, o Pai e o Filho, na unção do Espírito Santo fazem morada em nós. Isto quer dizer que temos uma nova habitação, ou seja, é a segunda habitação. A primeira foi Cristo no Seu corpo físico. A segunda é a trindade na igreja, ou seja, em nós. Sendo uma nova habitação, ou seja, um novo tabernáculo ... temos uma “retabernaculação”. No entanto, qual é a essência disso? Na primeira tabernaculação, o Verbo fez-se carne. Ou seja, a Palavra de Deus foi expressa em Cristo, sendo ele mesmo a Palavra! Mas agora, o desejo de Deus é que esta mesma Palavra habite em nós pelo Espírito. É uma nova tabernaculação da Palavra de Deus, desta vez, em nós! Porém, esta Palavra precisa ser verdadeiramente incorporada no viver diário dos cristãos. A retabernaculação é uma chamada de Deus para que os cristãos vivam a vida cristã em todos os lugares. Não é apenas um viver no templo, mas é fazer de nossa vida um templo vivo, diário, que vividamente expressa cristo no lar, no trabalho, nas ruas, em todos os lugares. O Senhor Jesus Cristo viveu mais intensamente a vida cristã nas casas, nas ruas e nos desertos do que nos templos e sinagogas. As narrativas dEle no templo e nas sinagogas são pequenas se comparadas com as Suas narrativas nas ruas, nas casas e nos desertos, etc. Não podemos restringir a vida cristã às nossas reuniões no templo. Esta vida precisa ser expandida para todos os lugares! Isto é urgente! Isto é a renovação da chamada divina para nós! A redescoberta da “retabernaculação”!

A. M. Cunha

sábado, 14 de abril de 2012

LUZ E TREVAS


Que súplica maravilhosa está registrada em II Samuel 22:29 – “Tu, Senhor, és a minha lâmpada; o Senhor derrama luz nas minhas trevas.”! Trevas e Luz, desde o início o Senhor fez esta separação. Diz-nos a Palavra de Deus: “E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.” [Gênesis 1:4]. Notemos que quem fez a separação foi Deus e não o homem, pois “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto;” [Jeremias 17:9]. O homem não pode, por sua própria força, realizar esta separação, pois, como poderia o homem confiar no seu próprio coração para separar a luz das trevas? Mas nós temos uma saída gloriosa: A Palavra de Deus! A Bíblia afirma o seguinte: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” [Salmos 119:105]. No entanto, a grande pergunta que devemos fazer é a seguinte: Com que frequência temos lido a Palavra de Deus? Se não temos lido a Palavra, isto significa que temos pouca luz. E sem a luz, estamos entregues às trevas, ainda que pensemos que andamos na luz. Como está a nossa comunhão com as pessoas? Ela está se rompendo? Vejamos mais esta recomendação da Palavra de Deus: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros.” [I João 1:7]. Se a nossa comunhão com as pessoas está se rompendo, isto pode ser um indício de que estamos perigosamente vivendo nas trevas. Se constatarmos que as trevas chegaram em nossa vida, precisamos clamar: “Senhor, derrama luz nas minhas trevas.”. Clamemos irmãos, aguardando com esperança a doce voz de nosso Deus ecoar, dizendo: Haja luz! E a luz surgirá! [Gênesis 1:3].
A. M. Cunha

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O PARALÍTICO DE BETESDA

Lendo João 5:1-9, compreendi, dentre outras, a seguinte lição: O Senhor está disponível às suas percepções. Nada passa ao largo do seu terno olhar. Seu coração compassivo condoeu-se da duradoura situação do paralítico. Mathew Henry nos adverte quanto à dureza de nosso coração que murmura quando sofremos por um breve momento (embora tenhamos longos e duradouros dias de saúde), enquanto outros, mais nobres do que nós, suportam o sofrimento por um longo período, os quais dariam muito para terem um breve e momentâneo dia de saúde.

Diante d
a pergunta de Jesus, o paralítico responde: "Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque quando a água é agitada, pois enquanto eu vou desce outro antes de mim." Note que ele não expressou diretamente o seu desejo de ser curado. No entanto, não se pode dizer que ele não respondeu à pergunta de Jesus, pois quando ele diz: "enquanto eu vou" ele expressa seu desejo, não com palavras, mas com atitudes!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

SOBRE A NOSSA PURIFICAÇÃO

Todos aqueles que se rendem a Cristo como Senhor tornam-se filhos de Deus. O evangelho de João possui um versículo que revela esta verdade.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”

João 1:12

O apóstolo João, em sua primeira carta, no capítulo três, nos apresenta especiais verdades sobre a vida espiritual, nos seguintes termos:

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.”

I João 3:1-3

O texto nos diz que somos filhos de Deus e o mundo não nos conhece, exatamente por isso. Quando olhamos a nossa vida, percebemos que o mundo realmente não nos conhece: O mundo não compreende nossas prioridades, não entende porque nos dedicamos tanto a Deus, em servi-lo, adorá-lo, a ter comunhão com os muitos filhos de Deus. Sim, o mundo não compreende estas coisas. O mundo não consegue entender o porquê de insistimos tanto em nossa luta contra o pecado, o porquê de nos privarmos dos chamados “prazeres deste mundo”. Somente quem tem a natureza divina pode compreender estas coisas.

O apóstolo João fala ainda de uma esperança muito maravilhosa: Ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sim, um dia, quando estivermos diante de Deus nós compreenderemos e seremos o que haveremos de ser. Algo glorioso Deus tem para nós.

Mas João nos diz mais ainda. Ele nos diz que “todo o que nele tem esta esperança” passa por um processo de purificação intencional. Sim, olhamos não apenas para o tempo presente, mas para a eternidade. Por isso, lutamos contra nossa carne, nossas inclinações humanas e renunciamos todas as coisas que nos afastam de Deus, pois, aquilo que nos afasta de Deus neste tempo presente, poderá afastar-nos dEle no tempo eterno.

Como penetramos nesta purificação? Vivendo e praticando alguns pilares na vida cristã:

1) Leitura, estudo e memorização da Palavra de Deus;
2) Oração, jejum e adoração;
3) Comunhão com outros irmãos – neste aspecto, a leitura, o estudo e a memorização da Palavra de Deus são compartilhados com outros irmãos. O mesmo acontece com a oração, o jejum e a adoração.

Estas coisas, intencionalmente praticadas fornecerão as ferramentas necessárias para a nossa purificação. Não nos esqueçamos: “a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança”.

Um grande abraço.

terça-feira, 24 de maio de 2011

UM MODELO DE VIDA CRISTA

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Colossenses 3:12-17

Quando Paulo nos diz que devemos nos revestir de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, ele está dizendo o seguinte: pratiquem, com profunda afeição, a misericórdia, a bondade, a humildade, a mansidão e a longanimidade. Faríamos muito bem se meditássemos no significado destas palavras. Faríamos melhor se experimentássemos em nosso viver diário o que estas palavras significam. O caminho para a prática destas verdades passa, necessariamente, pelas seguintes atitudes: suportar uns aos outros e perdoar mutuamente. Todas estas coisas devem estar debaixo do governo do amor. Paulo recomenda que a paz de Cristo deve ser o árbitro em nosso coração. Todas estas coisas, porém, somente fluirão com liberdade se a Palavra de Cristo habitar ricamente em “nosso” coração. Destaquei a expressão “nosso” para deixar claro que se trata de uma habitação corporativa, ou seja, a comunidade cristã deve ter a prática de fazer habitar a Palavra de Cristo em seu viver. Não pode ser uma tarefa de um ou de apenas alguns membros do Corpo de Cristo, mas deve ser uma tarefa corporativa. Ao final, nossas atitudes devem ser executadas em nome do Senhor Jesus e para Sua exclusiva glória!

A. M. Cunha

UMA ORAÇÃO DE PAULO

“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11

Que conteúdo elevado desta oração! Oh! Que nosso amor aumente. Na verdade, este amor originariamente não é nosso! Ele foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado! (Romanos 5:5) Recebemos o Espírito e o amor! Temos tudo! Graças a Deus. Paulo nos estimula ao amor aumentado em pleno conhecimento. Lembrei-me das Palavras do apóstolo João que nos diz: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade: (I João 3:18). Carecemos amar experimentalmente e com ampla percepção. Esta é a excelência no amor com os olhos fixos no Dia de Cristo. Como é elevado o conteúdo desta oração! Caminhemos para uma vida cheia do fruto de justiça! Mas não nos esqueçamos: O fruto de justiça que praticamos, não é decorrente de nossos esforços e de nossa diligência, esta justiça decorre de Jesus Cristo, e para a glória de Deus. Que maravilhosa porção da Palavra!

A. M. Cunha