sexta-feira, 3 de junho de 2016

ROMPENDO O CICLO DE INFLUÊNCIA DAS TREVAS


“E [...] Deus [...] fez separação entre a luz e as trevas.”
Gênesis 1:4

A narrativa inicial do Gênesis demonstrava que “havia trevas sobre a face do abismo” [Gênesis 1:2]. Mas Deus, o perfeito obreiro, produziu a luz com Sua Palavra e, tendo-a visto, declarou-lhe sua bondade. Quando Deus faz separação entre a luz e as trevas, Ele, na verdade, estava fixando um limite para as trevas. Por isso o apóstolo João afirma: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” [João 1:5]. A luz é o limite das trevas! Isto significa dizer que Deus concedeu à luz um especial poder para romper com o ciclo de influência das trevas!
Quando Jesus afirmou a Seus discípulos, “Vós sois a luz do mundo” [Mateus 5:14], Ele, na verdade, estava dizendo: Eu lhes concedi o especial poder para romperem com o ciclo de influência das trevas! Assim, sempre que nos deparamos com a expressão bíblica, “Vós sois a luz do mundo”, devemos compreender que não estamos diante de um texto que unicamente desperta nossa admiração, mas diante de um texto que nos impulsiona a exercer o poder que nos foi conferido: O poder de rompermos com o ciclo de influência das trevas!

A. M. Cunha

quinta-feira, 2 de junho de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [11]


“Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor.”
Jonas 3.5

“Os ninivitas creram em Deus”! Que frase! Este deve ser o desfecho de nossa pregação! Sempre que ouvirem uma pregação, as pessoas devem ser motivadas em sua alma a crer em Deus e não no pregador! Jonas fez com que suas palavras fossem percebidas pelos ninivitas como a singular, profunda e específica Palavra de Deus! Quem poderia imaginar que uma pregação sobre o juízo de Deus pudesse produzir fé em corações endurecidos? O apóstolo Paulo afirmou que “a fé vem pela pregação” [Romanos 10.17]! Os ninivitas são a prova disto, pois eles “creram em Deus”! No entanto, não nos esqueçamos de que a pregação do profeta Jonas havia sido inundada pela atmosfera de oração!

A. M. Cunha

domingo, 29 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [10]

“Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo.”
Jonas 3.2

Jonas, o profeta que tendo sido comissionado por Deus tornou-se fugitivo, aprendeu a orar quando esteve no angustiante ambiente das entranhas do grande peixe. Não há registro de que ele tenha orado durante toda a narrativa do capítulo primeiro. O capítulo dois, por outro lado, é uma extasiante narrativa da oração daquele profeta! E que oração! Magnífica oração! No entanto, por melhor que Jonas tivesse orado, ele não foi desincumbido de sua missão inicial. O mesmo comissionamento contido em Jonas 1.2 é reproduzido em Jonas 3.2. Por melhor que venhamos a orar, isto não implicará em sermos dispensados da missão que nos foi dada pelo Senhor! Na verdade, a oração não muda a Vontade de Deus, ela dobra a nossa vontade para conduzir-nos aos caminhos da obediência!

A. M. Cunha

sábado, 28 de maio de 2016

UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

“E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.”
Atos 13:22

“Davi, um homem segundo o coração de Deus”, esta tem sido uma frase muito divulgada. No entanto, quando se aborda o seu significado, não raro olhamos, tão somente, para o coração do homem! Investiga-se o coração de Davi com a intenção de obter discernimento sobre como se pode ser um homem segundo o coração de Deus. Não, não é para o coração de Davi que devemos olhar, pois o referencial aqui, não é o coração humano, mas o “coração de Deus”! É para o coração divino que devemos olhar! O coração do homem, quando olhado de perto e por dentro, pode embotar nossa percepção espiritual, pois “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.” [Marcos 7.21-22]. A Escritura Sagrada, porém, ao fazer referência a “um homem segundo o coração de Deus”, convida-nos a olharmos para o coração de Deus. Olhemos, pois, para o divino coração, pois ele é o fiel paradigma que pode reger o modo como devemos viver!

A. M. Cunha

quinta-feira, 26 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [9]


“Veio a palavra do Senhor, segunda vez, a Jonas,”
Jonas 3.1

Em Jonas 1:1 temos o seguinte registro: “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai”. Porém, Jonas fugiu de sua responsabilidade espiritual. Em todo o capítulo 1, não vemos Jonas orar, nem mesmo uma vez sequer. Agora, em Jonas 3.1, encontramos o seguinte registro: “Veio a palavra do Senhor, segunda vez, a Jonas”. Agora, porém, as coisas estão um pouco diferentes! Esta ordem divina veio após Jonas passar todo o capítulo 2 em oração! A equação parece ser bem simples: [1] Na primeira vez, a Palavra de Deus veio, mas não havia oração; a consequência foi que Jonas tornou-se um desobediente fugitivo. Agora, no entanto, as coisas são um pouco diferentes; pois quando a Palavra de Deus veio pela segunda vez; o ambiente espiritual, no entanto, achava-se sob a influência da oração! A consequência da combinação deste ambiente de oração com a Palavra de Deus foi a obediência incondicional do profeta Jonas. Observemos o que nos diz a Palavra de Deus: “Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor.” [Jonas 3.3]. Entre os muitos poderes que lhe são inerentes, a oração desperta e impulsiona a alma humana para os caminhos da obediência! Quanto mais oramos, mais nos tornamos obedientes!

A. M. Cunha

O OUTRO MANDAMENTO SEMELHANTE

"Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."
Mateus 22:36-40

"O segundo, semelhante a este, é". Com estas palavras Jesus prosseguiu seu discurso sobre o grande mandamento. O primeiro é descrito por Ele nas seguintes palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.".
Observemos que o Senhor Jesus nos diz que existe um segundo mandamento, porém, semelhante a este! Uma inquietante pergunta surge: O que pode se comparar com amar a Deus? O que pode haver semelhante a este tão sublime mandamento? O Senhor Jesus nos responde: "O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.".
De acordo com as palavras do Senhor, amar o próximo é uma das mais expressivas evidências do amor a Deus. O apóstolo João já havia afirmado: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." [I João 4:20].
O mandamento divino do amor deve ser considerando numa dupla perspectiva: [1] A perspectiva vertical, canaliza o amor para Aquele que é superior, assim, o “outro a ser amado”, sublime e excelso, é contemplado em toda a Sua soberania e majestade! Esta perspectiva é caracterizada pelo amor a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento! [2] A segunda perspectiva é horizontal, espraiando-se para aquele que é igual, assim, o “outro a ser amado”, é contemplado como o igual a ser amado, em nada superior ou inferior, simplesmente igual. Esta perspectiva é caracterizada pelo amor ao “outro igual a ser amado”, na mesma dimensão com que o “outro que ama” ama a si mesmo!

A. M. Cunha

quarta-feira, 25 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [8]


“Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.”
Jonas 2.10

Como poderia o homem desenvolver uma conexão com Deus? A oração, seguramente, é uma das formas de promover esta conexão! Ah! A oração possui seus mistérios! Por ela, não raro, falamos com o Senhor acerca das angústias que sufocam nossa existência [“Na minha angústia clamei ao Senhor” – Jonas 2.2], ou da esperança que surge em nosso coração [“todavia tornarei a ver o teu santo templo” – Jonas 2.4 e “eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento” – Jonas 2.9]! Ah! A oração possui seus mistérios! Quando oramos esperamos ouvir a voz divina! Por vezes, porém, a voz divina é proferida noutra direção e não diretamente a nós, muito embora diga respeito a nós! Em resposta à oração de Jonas, Deus não lhe falou diretamente, mas Sua voz ecoou em direção ao peixe, por isso se diz: “Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.” – Jonas 2.10. Sim, a oração possui seus mistérios!

A. M. Cunha