terça-feira, 6 de setembro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [12]

“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores ...”
Mateus 6:12

A expressão “assim como” deve conduzir-nos a uma veemente reflexão. Jesus, ao ensinar aos filhos como orar, lança-os diante de uma singular petição por perdão. É digno de nota o fato de que, nesta oração, a súplica por perdão é condicional. O divino mestre condiciona o perdão suplicado à existência do perdão concedido. Havendo no coração do discípulo um estoque de concessão de perdão, igualmente haverá um estoque para recepção de perdão. Visto de outra forma, não havendo no coração do discípulo um estoque de perdão concedido, a súplica por perdão será, na verdade, uma súplica condenação.
A. M. Cunha

terça-feira, 30 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [11]


“ ... o pão nosso de cada dia dá-nos hoje ...” [Mateus 6:11]

A necessidade de pão deve ser objeto de súplicas. Duas observações, no entanto, devem ser apontadas aqui: [1] a súplica pelo pão deve ser para a necessidade imediata, e não para necessidades futuras; [2] a súplica pelo pão não deve ser realizada em prol de um só dos filhos de Deus. Novamente a coletividade é chamada a orar em harmonia, por isso se diz “o pão nosso”! Isto significa que o que possui pão como resposta de suas orações ao Pai Celestial, deve ter o seu coração inclinado a compartilhá-lo com o próximo!


A. M. Cunha

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [10]

“ ... faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu ...” [Mateus 6:10]


Novamente há uma confissão aqui, desta vez quanto à realidade de que a vontade de Deus não está sendo realizada nesta terra. Se por um lado os ímpios não praticam a vontade de Deus, por outro, os filhos de Deus são desafiados a serem um exemplo de conduta cristã que voluntariamente observa a vontade de Deus. Por que Deus condicionou a realização da Sua vontade à oração dos filhos? Não podemos saber ao certo a razão para isso, mas o texto indica que a realização da vontade divina está misteriosamente vinculada à oração! Considerando que Deus conferiu à oração dos Seus filhos essa tão singular importância, como deve ser o nosso compromisso com a prática da oração? 
A. M. Cunha

sábado, 27 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [9]

“ ... venha o teu reino ...” [Mateus 6:10]

Este pedido é uma impetuosa confissão de que o reino de Deus ainda não é uma realidade nesta terra. Esta súplica pelo reino de Deus deve ser um profundo desejo dos “filhos” que oram. Se de um lado, este pedido revela que o reino ainda não é uma realidade, de outro, este pedido demonstra que a vinda do reino de Deus é uma possibilidade. Aqueles que suplicam pela vinda do reino devem fazê-lo tão intensamente quanto mais percebam sua inexistência nesta terra. O filho de Deus deve desejar a vinda do reino, pois a sua natureza não lhe permitirá encontrar satisfação, a menos que o reino seja uma realidade!
A. M. Cunha

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A MALIGNA OMISSÃO

Quando Jesus foi batizado, a voz paterna fez-se ecoar dos céus para anunciar: “Este é o meu Filho amado” [Mateus 3:17]! Quão doce e maravilhosa foi a declaração de que Jesus era, não apenas o Filho, mas o Filho amado de Deus Pai! Contudo, quando da tentação por Ele suportada no deserto, o maligno opositor de Jesus referiu-se ao fato de que Ele era Filho de Deus, porém, ardilosa e intencionalmente, deixou de mencionar que Jesus era “o Filho amado” de Deus Pai! Seu opositor disse: “Se és Filho de Deus”, e não, “Se és Filho amado de Deus” [Mateus 4:3 e 6]. Você já havia observado este detalhe? Não é exatamente esta a omissão, maligna por sinal, que atualmente se repete na vida dos muitos filhos de Deus espalhados pelo mundo? Quantos destes filhos já bradaram sua voz fazendo ecoar a seguinte pergunta: “Deus, Tu me amas?” O Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, no entanto, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada quando o diabo, fazendo uso de uma astuciosa, maligna e destrutiva omissão, decidiu tentá-lo no deserto! Em seu coração, porém, ainda ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”! Digo a todos os Filhos de Deus: jamais se esqueçam do amor do Pai por vocês! Não há nada que vocês pratiquem que fará com que o Pai os ame menos do que Ele já os ama hoje! De igual modo, não há nada que vocês pratiquem que fará com o que Pai os ame mais do que Ele já os ama hoje! Vocês não são e jamais serão dignos do amor do Pai, mas Ele, mesmo assim, os ama e sempre amará! Deixe que estas palavras inundem o seu coração para sempre: “Você é um filho amado de Deus”!

A. M. Cunha


MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [8]

“ ... santificado seja o teu nome ...” [Mateus 6:9]

O vocábulo “santificado”, não significa que o nome de Deus tenha necessidade de que rituais sejam praticados para conferir-lhe santidade. Não, absolutamente! O sentido aqui é para o fato de que os filhos de Deus devem honrar o nome do Pai, conferindo-lhe a primazia que lhe é devida. A honra devida ao nome do Pai para ser verdadeiramente construída em nossa vida requer, não apenas nossas palavras, mas uma profunda harmonia entre o que falamos e o que praticamos!


A. M. Cunha

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [7]

“ ... que estás nos céus ...” [Mateus 6:9]

O Pai Celestial está nos céus! Quão doces são estas palavras, pois revelam quão elevado é o Deus Eterno! Ele reveste-se a Si mesmo de caráter real, sendo, portanto, detentor de toda a majestade celestial. Apesar de toda esta glória, os súditos do Reino de Deus não estão privados de manterem comunhão com o Supremo Rei Celestial! Por intermédio da oração, muito embora Deus esteja nos céus, os Seus filhos, que estão na terra, podem com Ele construir um significativo diálogo! Pela oração a alma encontra fôlego para existir e desfruta da dádiva de ser beijada pelo criador do universo!

A. M. Cunha