quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:119

Salmo 119:119 – “Rejeitas, como escória, todos os ímpios da terra; por isso, amo os teus testemunhos.” Os ímpios aqui mencionados, são os mesmos que, no versículo 118, se desviam dos mandamentos divinos. A revelação bíblica demonstra que aqueles que se desviam da Palavra de Deus serão por fim rejeitados por Ele. O uso da expressão “como escória” serve para qualificar a gravidade dessa rejeição. O vocábulo “escória”, por sua vez, refere-se às impurezas, inúteis e desprezíveis, que são rejeitadas no processo de purificação da prata, como é citado em Ezequiel 22.18. Conhecendo o implacável juízo divino sobre a impiedade, o salmista apega-se com amor à Palavra de Deus, utilizando-a como fonte de purificação pessoal. A mensagem é por demais clara: Não haverá rejeição em relação àquele que ama a Palavra de Deus.
A. M. Cunha

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:118

Salmo 119:118 – “Desprezas os que se desviam dos teus decretos, porque falsidade é a astúcia deles.” Qual é o veredicto das Escrituras com respeito àqueles que desprezam os mandamentos divinos? A sentença bíblica anuncia que o que eles conquistam e realizam com sua astúcia é pura falsidade. Este é o sentido da expressão “porque falsidade é a astúcia deles”. Qual não será a dilacerante frustração de quem, tendo gastado os seus dias afastando-se dos ensinamentos da Palavra de Deus, descobrir que tudo o que viveu foi a mais angustiante falsidade? Quem deliberadamente despreza a Palavra do Senhor está, na verdade, desprezando o Senhor da Palavra. Quão tenebrosa é a verdade anunciada por este precioso versículo!
A. M. Cunha

domingo, 10 de dezembro de 2017

JUNTO ÀS ÁGUAS

Há um chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo que muito me empolga. Refiro-me ao chamado de João 7.37, quando o Senhor disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. Jesus Cristo compara-se a Si mesmo com as águas que saciam o sedento! Quais são as implicações desta comparação para a nossa vida? Obtemos resposta a esta pergunta a partir de uma visão panorâmica das Escrituras acerca do que pode acontecer junto às águas:

[1] Quando Jacó abençoava os seus filhos com a profecia de Gênesis 49, ele destinou a José as seguintes palavras: “José é um ramo [...] junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro”. Nesta profecia José é descrito como estando junto às águas e a seu respeito se diz que seus ramos se estendem sobre o muro. O muro, por mais alto que fosse, não poderia impedir o avanço dos ramos de José.
Princípio Espiritual: Os obstáculos serão superados por aquele que está junto às águas;

[2] O Salmo 1 fala sobre aqueles que temem ao Senhor e sobre os ímpios. Os que temem ao Senhor são descritos “como árvore plantada junto a corrente de águas” [Salmo 1.3]. De acordo com este Salmo, aquele que teme ao Senhor “não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” [Salmo 1.1].
Princípio Espiritual: Aquele que está junto às águas não se deixa influenciar pelo mundo.

[3] O profeta Jeremias compara “o homem que confia no Senhor” “como a árvore plantada junto às águas” [Jeremias 17.7-8]. Prosseguindo em sua palavra profética, Jeremias afirma que aquele que teme ao Senhor “não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.” [Jeremias 17.8]. O calor excessivo interfere negativamente no processo de frutificação, mas não quanto àquela árvore que está plantada junto às águas.
Princípio Espiritual: Aquele que está junto às águas é capaz de frutificar mesmo nas condições mais adversas.

É maravilhoso perceber o que acontece junto às águas! No entanto, existe uma pergunta adicional que precisa ser respondida: Como poderá o homem manter-se junto às águas? O salmista, descrevendo seu relacionamento com o Senhor, anuncia o seguinte: “O Senhor [...] leva-me para junto das águas” [Salmo 23.1-2]. Esta é uma extraordinária revelação, pois o Senhor é quem nos conduz para perto de Si mesmo! E é junto Dele que superamos os obstáculos da vida, não nos deixamos ser influenciados pelo mundo e, por fim, frutificamos ainda que estejamos enfrentando condições adversas. Louvado seja o Senhor!
A. M. Cunha

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:117

Salmo 119:117 – “Sustenta-me, e serei salvo e sempre atentarei para os teus decretos.” O desejo por se manter fiel e perseverante nos caminhos do Senhor tem sido uma constante súplica do salmista ao longo deste maravilhoso capítulo do livro dos Salmos. Neste versículo, ele compreende claramente que sua salvação está diretamente vinculada com a sustentação espiritual que o Senhor mesmo lhe concede. É como se o salmista dissesse: “Minha salvação depende do Senhor”. No entanto, ele não se mantém omisso quanto à tarefa de observar com fidelidade os mandamentos divinos ao longo de sua jornada espiritual. Tendo isto em mente ele afirma: “sempre atentarei para os teus decretos”.

A. M. Cunha

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:116

Salmo 119:116 – “Ampara-me, segundo a tua promessa, para que eu viva; não permitas que a minha esperança me envergonhe.” Uma maravilhosa demonstração de dependência espiritual pode ser percebida neste versículo, pois o salmista reconhece, não apenas que o seu amparo depende da promessa de Deus, mas que é somente por esta promessa que ele poderá viver. Ele não confia na força do seu braço para manter-se vivo em sua jornada espiritual, pois ele entendia que a promessa de Deus era como uma ancora para a sua alma. O salmista encontra esperança para o seu coração lançando-se avidamente nos braços da imutável promessa de Deus!

A. M. Cunha

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:115

Salmo 119:115 – “Apartai-vos de mim, malfeitores; quero guardar os mandamentos do meu Deus.” O salmista desejava manter-se focado em obedecer aos mandamentos do Senhor. Tudo o que pudesse tirar-lhe esse foco deveria ser retirado de sua vida. Sabendo que os malfeitores poderiam conduzi-lo à desobediência, ele percebia que não poderia manter comunhão com suas atitudes, seus caminhos e seus conselhos. Esta é a razão porque suas palavras, “Apartai-vos de mim”, soam como uma enérgica ordem para que os malfeitores o deixassem. O que o salmista faz aqui é, na verdade, deixar bem claro que o seu estilo de vida não lhe permite andar “no conselho dos ímpios”, deter-se “no caminho dos pecadores”, e nem se assentar “na roda dos escarnecedores” [Salmo 1.1], pois “o seu prazer está na lei do Senhor” [Salmo 1.2].

A. M. Cunha

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:114

Salmo 119:114 – “Tu és o meu refúgio e o meu escudo; na tua palavra, eu espero.” Nossa comunhão com a Palavra abrirá nosso entendimento espiritual para percebermos que o Senhor é nosso refúgio e nosso escudo! É por isso que o salmista afirmou: “na tua palavra, eu espero”. Dois vocábulos merecem destaque neste versículo: refúgio e escudo. Conquanto ambos se refiram à proteção, há uma singular distinção entre eles, a saber: [1] O refúgio sempre será maior do que aquele que por ele é protegido. O refugiado nada faz para proteger-se além de manter-se dentro do refúgio; [2] O escudo, por outro lado, requer que aquele que por ele é protegido o manuseie para, enfim, obter a proteção por ele oferecida. Para o salmista, Deus é, a um só tempo, Aquele que, como um refúgio, o protege desde que ele, tão somente, se mantenha em Deus, bem como, Deus é Aquele que, como um escudo, igualmente o protege, desde que ele pratique conscientes ações de proteção, assim como um soldado manuseia o escudo que o protege.
A. M. Cunha