sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 11

O viver de Cristo – Cristo, um agente da adoração

POR ONDE ANDAVA, CRISTO PROMOVIA A ADORAÇÃO

Cristo jamais esteve na arquibancada da vida, Sua missão lhe concedia a dádiva de estar no palco da vida, promovendo-a por onde passava! O ritmo da Sua vida, sem dúvida, estava fortemente marcado por Sua missão, pois o Seu desejo era satisfazer a necessidade da humanidade, de tal forma que o homem pudesse ver restabelecida a sua comunhão com Deus! Uma das mais fortes expressões do estilo de vida de Cristo quando esteve entre nós, foi a PROMOÇÃO DA ADORAÇÃO. Por onde passava, Cristo fazia com que a adoração encontrasse um ambiente propício para ser praticada. Vejamos algumas passagens bíblicas que expressam essa realidade:

 

·        Quando nasceu, Jesus foi adorado pelos pastores que O viram ainda deitado na manjedoura. O texto de Lucas 2:20 afirma o seguinte: “Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado”.

·        Quando ainda era uma criança, com aproximadamente 2 anos de idade, Jesus promoveu a adoração na vida dos magos que vieram do oriente para vê-Lo – Mateus 2:11 afirma o seguinte sobre os magos do oriente: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram;”.

·        Certa ocasião Jesus curou um paralítico em Cafarnaum. Uma das consequências foi a adoração a Deus por parte das pessoas que haviam presenciado aquele milagre – O texto de Marcos 2:12 afirma o seguinte: “Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!”.

·        Quando Jesus ressuscitou o filho de uma viúva, na cidade de Naim, a adoração a Deus foi promovida naquela cidade – Lucas 7:16 descreve que “Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós;”.

·        Quando andou sobre as ondas do mar e acalmou a tempestade, Jesus proporcionou a adoração na vida dos Seus discípulos – O texto de Mateus 14:33 aborda o seguinte: “E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”.

·        Quando Jesus ressuscitou de entre os mortos, algumas pessoas o adoraram – Mateus 28:9 diz o seguinte: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.”. No mesmo sentido, o texto de Mateus 28:17, apresenta a seguinte narração: “E, quando o viram, o adoraram;”.

·        Além de todas essas referências, não podemos esquecer que Jesus ensinou a maneira correta de adorar – “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24.

 

A PROMOÇÃO DÁ ADORAÇÃO DEPENDE DO MODO COMO VIVEMOS

O texto de Mateus 5:16 é significativo quanto ao modo como devemos viver. Esse texto diz o seguinte: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”. Este é o modo de viver que promove a adoração! São as nossas atitudes, as nossas ações, as nossas obras e o resplandecer de nossa luz que promoverá a adoração a Deus.

Já ouvimos que nossa humanização, assim como a humanização de Jesus, deve compreender algumas etapas: nascer, crescer, viver e morrer. Em todas estas etapas, Cristo é o nosso modelo! Viver é promover a vida, é deixar de ser mero expectador e passar a ser um promotor da vida! Quando promovemos a vida, a nossa luz resplandece diante dos homens e Deus é glorificado! PENSE NISSO: AS AÇÕES DE CRISTO PROMOVERAM A ADORAÇÃO. O MESMO DEVE ACONTECER COM AS NOSSAS AÇÕES! Que as pessoas que estão a nossa volta glorifiquem a Deus quando contemplarem as nossas ações!

O MODO COMO CRISTO VIVEU: Como vimos nas lições anteriores, o modo como Cristo viveu foi marcado pelo poder de Deus: O Seu nascimento, Suas obras, Sua ressurreição e o Seu ensino, tudo era marcado pelo Poder de Deus! Havia poder em cada uma das atividades realizadas por Jesus! Este modo de viver, cheio do poder de Deus foi responsável pela promoção da adoração! Busquemos, então, o poder de Deus! Busquemos uma vida cheia desse poder! Vivendo assim, as pessoas que estão ao nosso redor serão conduzidas à adoração! A nossa vida fará com que estas pessoas sintam desejo de olhar para Deus e adorá-lO.

A. M. Cunha


domingo, 12 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 10

Viver, um aspecto relevante da humanização – O viver de Cristo

 

Como vimos, o processo de humanização de Cristo seguiu quatro etapas: nascer, crescer, viver e morrer. Nas lições anteriores comentamos resumidamente sobre as duas primeiras etapas: nascer e crescer. Chegamos a mais uma etapa: O VIVER DE CRISTO. Nessa etapa, não há espaço para sermos meros expectadores da vida. Viver significa ser um partícipe da vida, ser alguém que faz o que é necessário fazer para que a vida seja efetivamente desfrutada. Este é, portanto, um estágio muito importante! Não podemos nos esquecer de que o termo “humanização” tem sido utilizado por nós para designar um conjunto consciente de ações cujo propósito é satisfazer a necessidade da humanidade, que é ter a sua comunhão com Deus restaurada! Por isso, não podemos ser meros expectadores na vida cristã; ao contrário, devemos ser atores, pessoas que praticam o que é necessário praticar para que a vida seja desfrutada em toda a sua potencialidade.

A CONSCIÊNCIA DE VIDA EM JESUS

Quando olhamos para Jesus, percebemos que Ele tinha plena consciência de vida. O Novo Testamento começa dizendo que a vida estava nEle, conforme lemos em João 1:4. O texto de João 10:10, revela que Jesus sabia o motivo pelo qual veio ao mundo, qual seja, para que tivéssemos vida. Em João 10:11 vemos que Jesus dá a Sua vida pelas ovelhas. Um pouco mais adiante Jesus diz que Ele é a vida – João 14:6. Portanto, todos esses textos bíblicos anunciam que Jesus era a vida e, portanto, a vida estava Nele. Jesus, contudo, não sabia apenas o que Ele possuía e o que Ele era, Ele compreendia perfeitamente a Sua missão e como Ele a realizaria, ou seja, Ele desejava que nós também tivéssemos vida, bem como, Ele sabia como faria isso acontecer: Ele daria a Sua vida por nós! A essa maravilhosa percepção de Jesus acerca de Si mesmo, nós chamamos de Consciência de Vida em Jesus!

NÓS PODEMOS TER A CONSCIÊNCIA DE VIDA

Como visto acima, Jesus deu a Sua vida pelas ovelhas e Ele mesmo é a vida. Então, fica fácil percebermos que Jesus deu a Si mesmo pelas ovelhas! É por isso que o apóstolo João nos diz que aquele que tem o Filho tem a vida – I João 5:12. O apóstolo Paulo confirma esse entendimento do apóstolo João com as seguintes palavras: “para mim, o viver é Cristo,” – Filipenses 1:21.

Um dos aspectos mais importantes da humanização é a consciência de vida. Eu e você precisamos estar conscientes de que temos vida e que esta vida é Cristo. Uma vez que somos seguidores de Cristo, a consciência de vida que possuímos deve estar alinhada com a Consciência de Vida de Jesus Cristo! Tudo o que Jesus fez, Ele o fez para que nós pudéssemos ter a Vida que Ele nos estava oferecendo. Como Jesus tornou isso possível? Ele deu a Si mesmo por nós! Está mais do que na hora de deixarmos a arquibancada da vida e entrarmos no palco, para darmos a nossa contribuição no brilhante espetáculo da vida, pois a humanidade também está sedenta para receber a vida que Cristo tem a oferecer!

O modo como Jesus viveu demonstrou que Ele foi um promotor da vida! Em todos os aspectos do Seu viver, Ele jamais se esqueceu de que a Sua missão era restabelecer a comunhão do homem com Deus! Jesus viveu com profundidade Sua vida espiritual, deixando-nos um valioso exemplo de como devemos viver! Nos próximos episódios, ainda que resumidamente, abordaremos alguns dos aspectos da prática espiritual de Cristo. Veremos que Ele foi um agente da adoração, da oração, da palavra, da comunhão, da salvação e da cura.

A. M. Cunha


domingo, 5 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 9

Servindo melhor a Deus com um crescimento espiritual equilibrado

 

A Bíblia demonstra que Jesus cresceu em graça diante de Deus – este é o crescimento a que denominamos de crescimento espiritual. Este aspecto do crescimento de Cristo revela o quanto Ele valorizava Sua comunhão com o Pai Celestial, pois Ele estava no Pai e o Pai estava nEle. Ele mesmo afirmou o seguinte: “Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim” [João 14:11]. Em Sua condição humana, Jesus decidiu crescer espiritual. É nosso dever tomarmos a mesma decisão!

O apóstolo Paulo, em sua Carta aos Efésios, afirmou o seguinte: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,” [Efésios 4:15]. É importante notar que, para “crescer em tudo”, será necessário seguir a verdade. Seguir é uma ação, uma atitude prática, é um agir constante. Por isso se diz “seguindo a verdade”. Assim, aqueles que são apenas expectadores na vida espiritual não alcançarão o crescimento. É preciso ser um agente, manter-se atuante, tornar-se um praticante. Jamais devemos nos esquecer que esta atitude prática é que nos fará crescer, em todas as dimensões, inclusive espiritualmente.

Ressaltamos que não existe uma regra mágica para que alcancemos o crescimento espiritual. Contudo, existe um caminho a seguir. Há uma jornada diante de nós. Qual é este caminho? A resposta está em Mateus 6:33 – BUSCAR O REINO DE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR. É importante perceber que a busca do Reino de Deus implica fazer a Sua vontade. Portanto, fazer a vontade de Deus assume um papel fundamental para o nosso crescimento espiritual. Sabendo que Cristo é o nosso modelo, devemos saber como Ele lidou com a vontade de Deus, se quisermos experimentar um constante crescimento espiritual. Vejamos três momentos significativos nos quais Jesus lidou com a vontade de Deus:

·        Aos doze anos de idade, Jesus já sabia o Seu lugar e quem era o Seu verdadeiro Pai. Observemos o que Ele disse aos Seus pais terrenos quando O estavam procurando em Jerusalém: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” [Lucas 2:49]. De acordo com este texto, podemos compreender que Jesus estava consciente de que Sua vida seria governada pela Vontade do Pai Celestial. Pense nisso: Uma vida governada pela vontade do Pai Celestial – não deixe que estas palavras escapem de seu coração;

 

·        Com aproximadamente trinta anos de idade, Jesus continuava com o mesmo objetivo: Ser governado pela vontade do Pai Celestial. Jesus disse certa vez: “não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.” [João 5:30]. Noutra ocasião, Ele falou: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” [João 6:38]. Portanto, podemos afirmar: Jesus continuava tendo Sua vida governada pela vontade do Pai! O Reino do Pai era uma prioridade para Ele;

 

·        Quando Jesus enfrentou um momento de extrema aflição em Sua vida – a angústia do Getsêmani, Ele não mudou o Seu comportamento para com a da vontade de Deus, pelo contrário, Ele decidiu continuar submisso a ela. Nessa ocasião, enquanto estava orando ao Pai Celestial, Ele disse o seguinte ao Seu Bondoso Pai: “não se faça a minha vontade, e sim a tua.” [Lucas 22:42].

 

A forma como Jesus se comportou para com a vontade do Pai Celestial, foi decisiva para o Seu crescimento espiritual! Ele buscou em primeiro lugar o Reino de Deus quando decidiu viver segundo a vontade do Pai.

Esta é a jornada que temos diante de nós: Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus! Isto não é uma regra mágica! Isto é uma decisão fundamental! Quando tomamos tal decisão, com um coração disposto a continuar firme, mesmo diante das mais difíceis circunstâncias, experimentaremos um constante e duradouro crescimento espiritual!

Gostaria de incentivá-lo a se lembrar que tudo o que estamos vendo nesta série de lições, têm como tema central o que nós chamamos de a humanização de Cristo. Já abordamos o fato de que, para que essa humanização se completasse, Jesus precisou nascer, crescer, viver e morrer. Até o presente momento, nós já estudamos o nascimento e o crescimento. Quanto ao crescimento, abordamos que as Escrituras apontam que Jesus cresceu em quatro dimensões: física, intelectual, social e espiritual. A partir da próxima lição, os nossos olhos estarão voltados para o modo como Jesus viveu. O modo como Jesus viveu deve ser o modelo para o nosso viver. Sem esse viver nossa humanização jamais suprirá a necessidade dos homens.

A. M. Cunha


domingo, 29 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 8

Servindo melhor a Deus com um crescimento social equilibrado

 

Quando esteve fisicamente entre nós, Jesus experimentou um maravilhoso e exemplar crescimento em quatro dimensões: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual!

A obra de Cristo proporcionaria a restauração da comunhão do homem com Deus e do homem com o seu semelhante! Portanto, numa certa medida, podemos perceber que a obra de Cristo foi eminentemente relacional.

Jesus havia proferido as seguintes palavras: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” [Mateus 22:37-39]. A natural consequência do amor é a construção e a manutenção de relacionamentos. É importante observar que Jesus não apenas falava de amor, Ele construía e mantinha os relacionamentos que naturalmente decorriam do amor.

Jesus vivenciou significativos relacionamentos com Deus [“Amarás o Senhor, teu Deus”] e com o próximo [“Amarás o teu próximo”].

Ele possuía um profundo relacionamento com o Pai Celestial: Jesus procurava estar em comunhão com o Pai, por meio da oração, e, em tudo o que Ele fazia e falava, Ele desejava honrar o Pai Celestial.

Além deste importantíssimo relacionamento com o Pai Celestial, Jesus também experimentou relacionamentos com as pessoas, e isto, por si só, já era uma forte evidência de que Ele experimentou um equilibrado crescimento social! Nestes relacionamentos com o próximo, Jesus era intencional e profundamente altruísta, pois Ele não construía relacionamentos com o propósito de receber algo em troca, porém, o Seu propósito era dar-se a Si mesmo ao próximo, objetivando tornar a vida do outro uma vida melhor!

O relacionamento de Jesus com as pessoas possuía duas importantes vertentes: instrução e transformação. A instrução decorria do intencional ensino que ele proporcionava quando estava vivenciado os Seus relacionamentos com o próximo. A transformação, por seu turno, era consequência dos milagres que Ele realizava em favor das pessoas!

Jesus, portanto, em Seu crescimento social, tocava a vida das pessoas fornecendo-lhes instrução e transformação! Ele foi intencionalmente estratégico em Seu crescimento social em relação aos Seus discípulos, pois, quando os escolheu, Jesus conviveu com eles algum tempo, preparando-os para que eles também construíssem relacionamentos com outras pessoas, sendo, desta forma Seus representantes nesta terra!

Noutras palavras, os discípulos de Jesus também devem ter um equilibrado crescimento social! E, igualmente como se deu com Jesus, o crescimento social dos discípulos de Cristo também deve possuir duas vertentes: instrução e transformação!

A. M. Cunha


domingo, 22 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 7

Servindo melhor a Deus com um crescimento intelectual equilibrado

O crescimento de Jesus foi algo muito significativo na narrativa bíblica. Como já falamos, a Bíblia esclarece que Ele cresceu em quatro dimensões: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual! Isso significa que Jesus cresceu na integralidade do Seu ser. Não podemos nos esquecer que a missão Dele era satisfazer a necessidade do homem, que, como já destacamos, foi a de restaurar a comunhão dos homens com Deus. Sua humanização tinha este objetivo, e para alcançá-lo, Ele precisava crescer em todas as dimensões do Seu ser. Tudo o que Cristo fez tinha este glorioso objetivo!

ALGUMAS ORIENTAÇÕES ACERCA DO CRESCIMENTO INTELECTUAL

I – O CRESCIMENTO INTELECTUAL É ALGO QUE DEVE SER BUSCADO: O texto de Provérbios 3:13 diz que o homem que acha sabedoria e adquire conhecimento é feliz! A Bíblia afirma que aquele que busca, encontra – Mateus 7:7. Eis a razão por que afirmamos que o crescimento intelectual deve ser buscado, pois não é algo que adquirimos sem esforço ou busca de nossa parte. É importante que tenhamos alguns hábitos de busca pelo crescimento intelectual, tais como: Leitura sadia; praticar a concentração e a reflexão; forçar a mente com atividades de crescimento intelectual, levar os estudos a sério, participar de diálogos construtivos, entre outras atividades dessa natureza.

Quando olhamos a vida de Jesus, podemos perceber que Ele buscou o crescimento intelectual. Por exemplo, de acordo com Lucas 2:46, em certa ocasião, Ele esteve assentado no meio dos doutores, no templo de Jerusalém, ouvindo-os e interrogando-os. Essa narrativa bíblica fica mais extraordinária quando descobrimos que Jesus, nessa ocasião, estava com apenas 12 anos de idade, conforme Lucas 2:42. Outra ocasião que revela a busca de Jesus pelo crescimento intelectual foi a tentação no deserto. De acordo com Lucas 4:1-13, Jesus enfrentou a tentação citando vários textos bíblicos que haviam sido memorizados por Ele. Se Ele possuía aqueles textos bíblicos memorizados, isto significava que Ele havia desenvolvido o hábito de ler e estudar as Escrituras. A revelação bíblica é, portanto, muito esclarecedora: Jesus havia buscado o conhecimento que Ele manifestava no seu dia a dia. Ele é o nosso exemplo, portanto, devemos segui-lo!

II – NÃO PODEMOS NOS APOIAR EM NOSSA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA: Jamais podemos nos esquecer que o crescimento intelectual de Jesus tinha o objetivo de satisfazer a necessidade do homem. Jesus, portanto, não buscava satisfazer a Si mesmo. É importante que chamemos a atenção para a seguinte realidade: Um dos maiores obstáculos para a construção do crescimento intelectual é o preconceito. Que preconceito é este? Muitos acham que o conhecimento intelectual está em oposição a uma vida espiritual de qualidade! Esse preconceito existe porque muitas pessoas que adquiriram o conhecimento intelectual, lamentavelmente tornaram-se arrogantes e orgulhosas, e muitas vezes, afastaram-se de Deus! Mas com Cristo não foi assim, Ele teve um intenso crescimento intelectual e, ao mesmo tempo, continuou mantendo uma comunhão intensa, profunda e insubstituível com o Pai Celestial. Jesus não se tornou arrogante nem orgulhoso. É perfeitamente possível experimentar um crescimento intelectual equilibrado, sem que nos tornemos orgulhosos ou arrogantes. Busquemos, pois o crescimento intelectual!

III – O CRESCIMENTO INTELECTUAL DEVE SER USADO PARA EDIFICAÇÃO DAS PESSOAS: Cristo cresceu intelectualmente e usou o Seu crescimento para trazer edificação para as pessoas! Ele jamais ofendia as pessoas com seu elevado conhecimento. Em tudo Ele buscava edificar e ajudar as pessoas. Devemos fazer o mesmo! Nós nascemos com uma missão: Satisfazer a necessidade da humanidade, para promover a restauração da sua comunhão com Deus! Por isso, ao crescermos intelectualmente devemos ter este objetivo em mente. Muitas vezes os homens usam o seu conhecimento para a destruição: Eles constroem bombas, armas, fabricam doenças biológicas, entre tantas outras coisas terríveis. Mas nós, que somos filhos da luz, devemos usar o nosso conhecimento para a edificação daqueles que estão a nossa volta. Cresçamos em tudo, inclusive intelectualmente, com a finalidade de servir melhor a Deus e ao próximo!

A. M. Cunha


domingo, 15 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 6

Servindo melhor a Deus com um crescimento físico equilibrado

 

O texto de Lucas 2:52, como já foi visto ao longo desta série, demonstra que Jesus cresceu em quatro dimensões, a saber: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual! O nosso Senhor Jesus Cristo cresceu na dimensão física. Existe um questionamento que precisamos responder: Por que Cristo precisava crescer fisicamente? Uma das possíveis respostas é a seguinte: Ele precisaria de um corpo fisicamente resistente e saudável para servir melhor a Deus!

A narrativa bíblica evidencia que Cristo possuía uma incrível resistência física. Podemos confirmar isso considerando a forma como Jesus conseguia suportar as longas horas de exposição ao sol para ensinar os seus seguidores, bem como, observando como Ele suportou o sofrimento decorrente das torturas a que foi submetido, desde sua condenação até o momento da Sua morte. Concluímos, portanto, que quanto melhor estivesse a saúdo do corpo físico de Jesus, mais intenso seria o serviço que Ele prestaria ao Pai Celestial!

Tal como nosso Senhor Jesus, nós também devemos ter um corpo fisicamente resistente e saudável para que possamos servir melhor a Deus. Por isso, é necessário que cuidemos adequadamente do nosso corpo. Paulo nos diz que “tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens. [...] A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;”Colossenses 3:23-24.

 

GOSTARIA DE CONVIDAR VOCÊ A REFLETIR UM POUCO NOS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS:

(Tudo isso é uma forma que o ajudará a cuidar melhor de seu corpo)

 

1)      Como está o seu repouso noturno? Sabemos o que acontece quando não desfrutamos de uma boa noite de sono: sentimo-nos mais estressados, emocionalmente exaustos e mais irritados do que o normal. Quando dormimos, ocasião em que não realizamos nenhum trabalho consciente, Deus miraculosamente recompõe as nossas energias, restaura o vigor das nossas células e promove uma verdadeira renovação cerebral. O sono é, sem dúvida, uma dádiva de Deus! Nossa melhor resposta para esta dádiva divina não poderia ser outra, a saber, organizarmos nossa agenda diária e as nossas prioridades para que tenhamos uma boa noite de sono!

2)      Você tem praticado exercícios físicos com regularidade? Para o cristão, a prática do exercício físico não pode ter por fundamento a exclusiva obtenção de uma boa estética, como tem sido pregado nesta era de supervalorização do corpo. A prática de exercícios físicos é uma atitude importantíssima para termos uma saúde equilibrada, e, por consequência, obteremos uma melhor qualidade de vida para servirmos a Deus com excelência!

3)      Você pratica a reeducação alimentar? Quando abordamos a necessidade de uma reeducação alimentar, partimos do pressuposto de que a nossa alimentação merece reparos. Tal afirmação está absolutamente correta. É por isso que precisamos eliminar hábitos alimentares que sejam nocivos para a saúde, substituindo-os por novos hábitos que estejam voltados para uma alimentação mais saudável.

4)      Você tem dedicado algum tempo para a prática de atividades que o ajudem a reduzir o stress do dia a dia? Sua qualidade de vida será muito melhor se você começar a viver assim. Algo que poderá ajudar muito é desenvolver o hábito de enxergar as coisas belas que existem na vida, mesmo que estejamos enfrentando situações problemáticas que nos causam angústia? Quando estamos focados apenas nos problemas, contribuímos para que estes mesmos problemas pareçam mais pesadas do que realmente são. Contudo, quando buscamos olhar para as coisas belas que a vida oferece, adquirimos mais força para enfrentarmos os problemas e isso contribui para a diminuição do stress em nossa vida.

Todas estas condutas poderão ajudar você a manter a saúde de seu corpo físico. Acredite, sua saúde melhorará muito se você praticar estas condutas! Assim, você proporcionará as condições adequadas para servir melhor a Deus com o seu corpo físico! Tudo isso será muito útil para nós, pois, como nos diz o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 6:19, o nosso corpo é santuário do Espírito Santo!

A. M. Cunha


domingo, 8 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 5

Quem nasceu de novo é encorajado a crescer

Nesta série de lições, quando estamos estudando os aspectos práticos da vida cristã, nós já tivemos oportunidade de perceber que, se desejamos produzir mudanças na vida das pessoas que estão ao nosso redor, será necessário sair de nosso mundo particular, com o propósito de interagir com a vida cotidiana das pessoas com as quais interagimos. Como visto, nós denominamos este conjunto de ações de humanização. Para que possamos, de fato, promover mudanças na vida dos outros, é imperioso que experimentemos mudanças em nossas próprias vidas. Como vimos, Cristo fez isso: para mudar a nossa vida Ele mudou a dEle! Em outras palavras, Ele vivenciou o que estamos denominando de humanização. O objetivo de Cristo em Sua humanização era satisfazer a necessidade da humanidade de ter restaurada a sua comunhão com Deus. Para concluir Seu processo de humanização, Cristo percorreu algumas etapas, a saber: nascer, crescer, viver e morrer.

A humanização de Cristo, como vimos, começou por Seu nascimento, e isso foi uma obra do Espírito, conforme já vimos em Mateus 1:20. Igualmente, a nossa humanização, que começa com o novo nascimento, é também uma obra do Espírito Santo, e nós já vimos isso em João 3:3-6. Portanto, é notória a importância da obra do Espírito Santo no processo de humanização, tanto a humanização de Cristo como a nossa humanização!

A segunda etapa do processo de humanização de Cristo foi o Seu crescimento. Para concluir Seu processo de humanização, além de nascer, Cristo, que havia assumido a condição humana, também experimentou o crescimento! Eis o questionamento que se põe diante de nós: Como se deu, então, o crescimento de Cristo?

O texto de Lucas 2:52 é revelador e aponta, de modo didático e resumido, como se deu o crescimento de Cristo! O citado texto das Escrituras afirma o seguinte: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. À luz desse precioso texto, Jesus cresceu em quatro dimensões: física, intelectual, social e espiritual.

A expressão: “E crescia Jesus em sabedoria”, corresponde ao crescimento intelectual; a expressão: “E crescia Jesus [...] em estatura”, corresponde ao crescimento físico; a expressão: “E crescia Jesus em [...] graça, diante de Deus”, corresponde ao crescimento espiritual e, por fim, a expressão “E crescia Jesus em [...] graça, diante [...] dos homens”, corresponde ao crescimento social.

Como já havíamos afirmado, o processo de humanização de Cristo é o paradigma para a nossa humanização. Nesse processo, Cristo, ao assumir a condição humana, precisou nascer e, como afirmamos, nós também experimentamos um nascimento espiritual, denominado de “novo nascimento”. Quando tal nascimento ocorreu conosco, nós recebemos a vida de Deus e esta vida nos impulsiona ao crescimento!

Uma vez que o texto de Lucas 2:52 demonstra que Cristo cresceu e, uma vez que Ele é o nosso paradigma, então podemos afirmar que nós somos vocacionados para o crescimento! E quanto a isto, ousamos dizer que o crescimento nos dará a estatura necessária para a complementação de nossa humanização. A vida divina que possuímos há de nos impulsionar ao crescimento!

Nos próximos episódios dessa série abordaremos as quatro dimensões do crescimento de Cristo e as implicações desse crescimento para o nosso viver diário, pois, como afirmamos, o crescimento de Cristo é o paradigma para o nosso crescimento!

A. M. Cunha