Dizem que somente conhecemos a
paternidade quando nos tornamos pais. Este conhecimento é nobre, porém muito
limitado. Permitam-me ir um pouco além: O adequado conhecimento da paternidade
surge quando compreendemos a paternidade divina. Deus é supremo Pai – O
Pai de pais. Portanto, é nEle que devemos nos espelhar para experimentarmos o
verdadeiro padrão de paternidade. Assim, uma boa paternidade tem origem em Deus e aponta para Ele. Deus é, portanto, a fonte e o
destino último da paternidade. A verdadeira paternidade humana é aquela que apresenta
Deus aos filhos e os filhos a Deus.
Experimentem a paternidade divina,
desfrutem-na intensamente e, a partir dela, assumam um novo modelo para
exercerem a paternidade humana!
O texto de Gênesis 1:1-3 nos fornece uma maravilhosa narrativa acerca da criação de Deus. Dessa narrativa podemos extrair preciosas lições acerca da
paternidade divina. Num certo sentido, podemos dizer que Deus é pai de toda a
criação. Desse texto inicial das Escrituras, podemos perceber que o “modelo
paterno é Deus”.
“No princípio, criou Deus os céus e a
terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do
abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz;
e houve luz.”
Com o ato divino de criação aprendemos três lições que podem ser aplicadas à paternidade:
1. Estabelecer uma ordem de prioridades (v. 1): “os céus e a terra”. Em Sua obra de criação, Deus estabeleceu uma prioridade: primeiro “os céus”, depois a “terra”. Esta prioridade se manteve ao longo da Escritura como podemos observar em Mateus 6:33 que nos diz: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça”. Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para possa estabelecer aquilo que é espiritual como prioridade na prática da paternidade terrena. Todo pai deve viver priorizando aquilo que é espiritual e deve ensinar os seus filhos da viverem tendo aquilo que é espiritual como prioridade em suas vidas.
2. Perseverar apesar das circunstâncias
(v. 2): “A terra, porém, estava sem forma
e vazia; havia trevas ...”. Deus tinha diante de Si uma terra que estava sem
forma e vazia e havia abundância de trevas. Este quadro, por si só, já é
suficiente para provocar a vontade de desistir. A terra sem forma e vazia e a abundância de trevas podem ser vistas como um grandioso obstáculo para o ato criador de Deus. Contudo, este estado de coisas não interrompeu o ato criador de Deus. Na verdade, o Espírito de Deus, apesar de uma terra sem forma e vazia e da abundância de trevas, repousou sobre a face das
águas, e fez daquele estado de coisas uma rica oportunidade para manifestar o Seu poder criador! Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para, apesar das
circunstâncias, superar as adversidades para que o exercício da paternidade não seja interrompido.
3. Entender que a criação é um ato da
palavra (v. 3): “Disse Deus: Haja luz; e houve
luz.” Deus nos ensina que é fundamental identificar a Sua Palavra como Palavra
detentora de poder criador. Foi a partir de Sua Palavra que Deus criou o
universo, conforme lemos em Hebreus 11:3.
Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para entender que somente a
Palavra de Deus detém poder criador. Assim, o pai terreno deve saturar a sua
alma com a Palavra de Deus, de modo que os seus filhos e a vindoura geração
receba o ensino sobre “os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas
que fez.” Salmo 78:4.
O Pai Celestial é, portanto, modelo e referência de paternidade!
Em Cristo!
A. M.
Cunha
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