sábado, 6 de junho de 2026

PHILOS OU HETAIROS, QUAL É A NOSSA AMIZADE COM JESUS?

 

“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.”

Mateus 26:50


O Vocábulo grego ἑταῖρος [hetairos], é um dos vocábulos que tem sido traduzido como amigo. Ele possui os seguintes significados: camarada, companheiro, colega. Este vocábulo aparece 4 vezes no Evangelho de Mateus [11:16, 20:13, 22:13 e 26:50]. Uma dessas ocorrências dá-se na parábola dos trabalhadores na vinha. Um dos trabalhadores contratados para trabalhar na vinha, reclama com o proprietário da vinha quanto ao salário que recebeu. O proprietário, censurando sua reclamação, dirige-se a ele chamando-o de amigo [ἑταῖρος hetairos]. Outra ocorrência deste vocábulo dá-se na parábola das bodas. Nessa ocorrência, o rei da parábola encontra um frequentador da sua festa que não está fazendo uso das vestes nupciais. Este homem é duramente censurado pelo rei que a ele se dirige chamando-o de amigo [ἑταῖρος hetairos]. Nessas duas ocorrências, é fácil a percepção de que o vocábulo [ἑταῖρος hetairos], não se refere a uma amizade que pode ser considera próxima, verdadeira e íntima. Aqui, esse vocábulo faz referência mais a um companheirismo ocasional, sem quaisquer evidência de um relacionamento íntimo, próximo e verdadeiro.

Outro Vocábulo grego que é traduzido como amigo em nossas Bíblias é o vocábulo φίλος [philos]. Este vocábulo é empregado com os seguintes significados: amigo, ser amigável a alguém, desejar a ele tudo de bom, um dos amigos do noivo que em seu favor pediu a mão da noiva e prestou a ele vários serviços na realização do casamento e celebração das núpcias. Esse vocábulo ocorre 29 vezes no Novo Testamento.

Uma dessas ocorrências dá-se em João 11:11, ocasião em que Jesus refere-se a Lázaro chamando-o de amigo [φίλοςphilos]. Sem dúvida, o relacionamento de Jesus com Lázaro revelava uma amizade próxima, verdadeira e íntima. Noutra ocasião, em João 15:15, Jesus diz aos Seus discípulos o seguinte: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”. O vocábulo que Jesus faz uso aqui é [φίλοςphilos], o que, sem dúvida, denota uma amizade próxima, verdadeira e íntima. Jesus dirigiu-se aos Seus discípulos em algumas ocasiões chamando-os de amigos [φίλοςphilos]. Isso significa que os Seus discípulos, inclusive Judas, já tinham ouvido Jesus chamá-los de amigos, ou seja, philos.

Olhemos agora para o texto de Mateus 26:50. O contexto é o da traição de Jesus por um dos Seus discípulos, Judas. Após o ato traidor, Jesus dirige-se a Judas e o chama de amigo. Porém, Jesus faz uso do vocábulo hetairos. É como se Jesus dissesse para Judas: Você é meu amigo, mas não é meu amigo próximo, verdadeiro e íntimo.

Judas já havido sido chamado algumas vezes de philos, mas agora, por ocasião da traição, ele é chamado por Jesus de hetairos. Em João 15:14, Jesus diz o seguinte aos Seus discípulos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando”. Por outro lado, em João 15:15, Jesus, novamente se referindo aos Seus discípulos, afirma [...] tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”. Nossos atos de obediência para com Cristo e a abertura que oferecemos para que Cristo compartilhe conosco os Seus segredos revela que somos Seus amigos [φίλοςphilos].

Há, portanto, um poderoso e inquietante questionamento que reverbera nas recâmaras do nosso ser: Que tipo de amizade nutrimos com Jesus: philos ou hetairos?

A. M. Cunha

EU ERA UM DAQUELES TOMATES


Dia de feira é um dia cheio de desafios para mim! Quando saio para comprar legumes, verduras ou frutas, tenho que aguçar o meu senso de observação e passar a olhar cuidadosamente os pequenos detalhes. Sempre que executo estas atividades, torna-se evidente para mim quão seletivo eu sou nas minhas escolhas. Normalmente não consigo identificar quais são as melhores laranjas, se as opacas ou as lisas brilhantes! É comum não me sentir atraído pelas beterrabas amolecidas e não desejar as cenouras de aparência ruim e desagradável. Quando me aproximo da gôndola dos tomates, aí é que percebo quão seletivo eu sou. E se por acaso eu os vejo como que cheios de “tumores” ou “feridas”, como se estivessem dominados por uma aparência desagradável, quase fúnebre, concluo que aos meus olhos nenhum deles escapava, pois o meu juízo crítico é implacável!

A respeito de todos os homens, a Escritura diz, o seguinte: “Não há justo, nem um sequer” [Romanos 3:10], pois “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.[Romanos 3:12]. Concluo, portanto, que a Escritura considera todos homens, absolutamente todos, sem nenhuma exceção, como “homens tomates”!

Diante de um texto como este, eu me percebo como que estando numa gôndola de tomates. Sim, eu sou um “homem tomate”: inútil, sem justiça, absolutamente incapaz de construir minha própria salvação! Mas, pela graça, mediante a fé, fui escolhido pelo “comprador celestial”, Cristo Jesus que me amou, mesmo tendo eu sido encontrado na gôndola da maldade!

A despeito de minha natureza decadente, a escolha divina não foi despropositada. Minha escolha teve um foco celestial, tinha um propósito divino, glorioso e imaculado! O divino mestre assim o descreve: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça;” [João 15:16]. Minha escolha, portanto, tinha e tem um desígnio, um propósito, um foco imutável: Que eu vá e dê fruto que permaneça!

O “comprador celestial”, quando morreu por mim e me escolheu, amou-me com amor eterno e atraiu-me com benignidade [Jeremias 31:3]! Fico maravilhado quando me recordo que Ele fez esta escolha mesmo estando eu entre aqueles “tomates”!

Arisvaldo Marinho Cunha
A. M. Cunha

sábado, 4 de janeiro de 2025

DEVOCIONAL - UM CLAMOR POR AVIVAMENTO

DEVOCIONAL – UM CLAMOR POR AVIVAMENTO


Textos Bíblicos

1.     Mateus 21:9 – "E as multidões, tanto as que iam adiante dele como as que o seguiam, clamavam: 'Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!'"

2.     2 Crônicas 7:14 – "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."

3.     Salmos 24:9-10 – "Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da Glória."


Reflexão Contextualizada

A canção "Hosana" é um clamor que ecoa o louvor das multidões que receberam Jesus como Rei ao entrar em Jerusalém. O termo "Hosana" significa "Salva-nos, por favor," e é um grito de adoração e dependência total de Deus.

Ao declarar "Eu vejo o Rei da Glória vindo com o Seu poder," somos convidados a imaginar o retorno triunfante de Cristo e a glória que acompanhará esse dia. Assim como os pecados são perdoados e a terra canta, também somos chamados a compartilhar nossa fé e a buscar avivamento, reconhecendo que ele começa com oração sincera e transformação pessoal.

O pedido "Limpa o meu coração" reflete a necessidade de uma vida santificada e dedicada ao propósito de Deus. No mundo de hoje, onde distrações e preocupações nos afastam d’Ele, essa oração é um chamado para recalibrar nossas vidas e abrir os olhos para ver como Deus nos ama e deseja nos moldar à imagem de Cristo.


Vocábulo Bíblico: Hosana

A palavra Hosana vem do hebraico hoshia na (הושיעה נא), que significa "Salva-nos, por favor." No Novo Testamento, em Mateus 21:9, ela é usada como expressão de louvor, reconhecendo Jesus como o Messias.

A transição do clamor de socorro para uma exaltação jubilosa demonstra o reconhecimento de que Cristo é a resposta ao pedido de salvação. Ele é o Rei da Glória que vem não apenas para reinar, mas para redimir e restaurar.


Aconselhamento Espiritual

  • Examine seu coração: há algo que você precisa entregar a Deus para ser purificado?
  • Dedique tempo à oração: peça a Deus para abrir seus olhos e revelar Sua glória em sua vida.
  • Partilhe sua fé com outros: assim como o cântico menciona "um povo eleito assumindo o seu lugar," encontre formas práticas de ser luz e testemunhar do amor de Cristo.

Versículo para Decorar

2 Crônicas 7:14 – "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."


Este versículo é um lembrete poderoso de que avivamento começa com um coração humilde e arrependido diante de Deus.


Oração Final

"Senhor Jesus, Hosana nas alturas! Tu és o Rei da Glória, aquele que vem com poder e graça para nos salvar. Limpa o meu coração, abre os meus olhos para ver o Teu amor e renova em mim um espírito disposto a Te buscar e viver para Tua glória. Que eu seja um instrumento em Tuas mãos, compartilhando a Tua luz e participando do Teu avivamento. Usa-me para Teu louvor e glória. Em nome de Jesus, amém." 




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

A JANELA



A JANELA
Arisvaldo Marinho Cunha

 

 

Por esta janela,

volto através dos anos

e me vejo no passado

tudo parece agitado:

 tudo o que um dia já fomos!

Vejo as mágoas que marcaram

com espinhos e com choro na alma:

todos os fatos passaram!

 

Por esta janela

pelos anos vou sereno

e me vejo no futuro

tudo parece maduro:

tudo o que um dia seremos!

Vejo uma esperança adiante

de uma paz que um dia se alcança:

todos os fatos virão!
 

domingo, 23 de abril de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 17

Cristo, um agente da agente da comunhão

Até este momento dos nossos estudos nesta série, percorremos muitos tópicos da Palavra de Deus, analisando a humanização de Cristo como o primeiro aspecto prático da vida cristã. A vida de Cristo, nos dias em que Ele esteve fisicamente neste mundo, foi extraordinariamente maravilhosa! Ele foi, durante Sua vida, um agente da adoração, da oração, da palavra, da cura, da comunhão e da salvação. Se desejarmos efetivamente desfrutar da humanização em nosso viver cristão diário, nos moldes em que Cristo a vivenciou, devemos seguir os mesmos passos de nosso Senhor. Hoje, analisaremos Cristo como um agente da comunhão.

 
Comunhão: Um mecanismo de treinamento dos discípulos


O Senhor Jesus
sempre esteve presente na vida de Seus discípulos, pois Ele continuamente desfrutava de comunhão com eles. Jesus assumiu uma grandiosa missão: satisfazer a necessidade dos homens! Para realizar esta missão, Jesus definiu a seguinte estratégia: preparar e treinar pessoas que continuassem a Sua missão. Com este propósito em mente, Jesus escolheu algumas pessoas as quais Ele chamou de discípulos. Seu alvo era treiná-los intensamente para que eles pudessem continuar a Sua missão, que era satisfazer a necessidade dos homens. A comunhão, portanto, foi o eficiente mecanismo que Cristo usou no treinamento dos Seus discípulos!

A comunhão de Jesus com os Seus discípulos proporcionou o treinamento que era necessário para que os Seus discípulos continuassem a missão de Jesus nessa terra. Quais os benefícios que a comunhão com Jesus proporcionava para os Seus discípulos? A resposta a esta pergunta pode ser obtida nas seguintes afirmações:

·        Por intermédio da comunhão, Jesus promovia ajustes na fé dos Seus discípulos – Mateus 17:19 - 21;

·    Por intermédio da comunhão, Jesus preparava os Seus discípulos para serem enviados como pregadores do Reino de Deus – Marcos 3:13-14;

·      Por intermédio da comunhão, Jesus preparava os Seus discípulos para que eles participassem com Ele na realização de sinais e prodígios – Lucas 9:10 - 17;

·        Por intermédio da comunhão, Jesus concedia aos Seus discípulos a oportunidade de conhecê-lo mais intimamente – Lucas 9:18 - 20;

·     Por intermédio da comunhão, Jesus preparava os Seus discípulos para viverem revestidos de poder – Atos 2:1-4;


Em todas estas afirmações, podemos ver a importância que a comunhão exercia na vida espiritual dos discípulos de Jesus!

Sendo Jesus o Supremo modelo para a nossa vida espiritual e, uma vez que a nossa missão é continuar a missão dele nesta terra, será fundamental que nós, assim como Ele, nos transformemos em agentes da comunhão. Devemos, portanto, alimentar e nutrir uma profunda comunhão com outras pessoas. Porém, uma comunhão com um propósito definido, qual seja: fazer com que as pessoas reconheçam que Jesus é o único que pode efetivamente satisfazer as suas necessidades pessoais!

A. M. Cunha


domingo, 2 de abril de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 16

Cristo, um agente da cura

Estamos abordando o primeiro aspecto prático da vida cristã a humanização. O paradigma para a nossa humanização foi a humanização de Cristo que, como vimos até aqui, ocorreu em quatro etapas, a saber, o Seu nascimento, o Seu crescimento, a Sua vida e a Sua morte. No atual estágio desta série, estamos apresentando breves considerações quanto à etapa da vida, por meio da qual afirmamos que Cristo é um promotor da vida! O propósito da humanização de Cristo, como já foi abordado nesta série, tinha por objetivo satisfazer a necessidade do homem, qual seja, ter restaurada a sua comunhão com Deus!

Durante toda a sua vida terrena, Jesus foi um agente da adoração, da oração, da palavra, da cura, da comunhão e da salvação. Uma vez que Cristo é o nosso modelo, a Escritura, de acordo com Romanos 8:29, menciona que nós fomos separados por Deus para sermos transformados à imagem de Cristo. Com todo este quadro em mente, e tendo Cristo como nosso Supremo modelo, é possível concluir que é nosso dever experimentar o processo de humanização como um dos aspectos práticos da vida cristã!

O Senhor Jesus encontrou muitos enfermos durante o período em que esteve entre nós. Sempre focado em Sua humanização, Jesus, posicionando-se como uma agente de cura, exerceu o Seu ministério para com aqueles enfermos com muita compaixão! Devemos correr aos pés do nosso amado Mestre e suplicar que Ele nos conceda a graça de também sermos agentes de cura!

Demonstrando muita compaixão para com os enfermos, Jesus usou o Seu divino poder para curá-los! A grande maioria desses milagres foi pedagogicamente realizada diante dos Seus discípulos, os quais, em certo momento de suas vidas, foram posteriormente enviados por Jesus como Seus representantes nas terras judaicas. O comissionamento deles ocorreu com a seguinte ordem proferida por Jesus: [...] preguem [...] O Reino dos céus [...]
Curem [...] enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem [...] leprosos, expulsem [...] demônios” [Mateus 10:7-8]. Assim, o comissionamento dos discípulos requeria que eles atuassem como agentes da cura! Portanto, podemos afirmar que um dos estágios da nossa humanização é sermos transformados em agentes da cura, assim como Jesus!

Do texto da Grande Comissão contida em Marcos 16:15-18, podemos extrair as seguintes palavras proferidas por Jesus: [...] se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” [Marcos 16:18]. Estas palavras descrevem a nossa atuação como agentes de cura. E nunca é demais lembrar que a cura é uma demonstração de sinais e prodígios. De acordo com as Escrituras, uma das promessas que acompanham a prática da vida cristã é a ocorrência de sinais e prodígios. À luz das Escrituras podemos extrair três importantes revelações acerca da existência de sinais e prodígios na vida cristã:

 

Ø Deus usa os milagres e prodígios para confirmar a Palavra que anunciamos, conforme podemos ver em Marcos 16:20, de onde extraímos as seguintes palavras: “E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”.

 

Ø A realização de sinais e prodígios prepara o terreno para um milagre ainda maior. Constatamos isso no texto de Salmos 105:26, 27 e 37, que nos dizem o seguinte: “E lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera, por meio dos quais fez, entre eles, os seus sinais e maravilhas na terra de Cam [...] Então, fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido”. Nos versículos 26 e 27, podemos constatar que Deus, por intermédio de Moisés, trouxe para o Egito 10 pragas, as quais foram chamadas de sinais e maravilhas. Contudo, o versículo 37 menciona que, após estes sinais e maravilhas, o povo de Deus saiu do Egito, tornando-se um povo livre. Assim sendo, os sinais e prodígios preparam o terreno para um milagre ainda maior! Quando o povo de Deus atua como agente da cura, o terreno estará sendo preparado para a realização de um grandioso milagre: a salvação daqueles que estavam perdidos!

 

Como foi dito anteriormente, Durante Sua vida terrena, Jesus atuou como um agente da cura. Muitos creram em Nele como consequência dos milagres que Ele realizou! E na condição de discípulos de Jesus Cristo, é nosso dever seguirmos os Seus passos e, por Seu poder e graça, agirmos neste mundo como agentes de cura!

A. M. Cunha


domingo, 26 de março de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 15

Cristo, como um agente da Palavra, leu, memorizou e proclamou a Palavra


Jesus Cristo foi um exemplo vivo de alguém que priorizou a Palavra de Deus! Um olhar um pouco mais atento para o ministério de Jesus permitirá a identificação de, pelo menos, três importantes fatos que evidenciam o valor que Ele atribuía à Palavra de Deus.

Ø  JESUS LIA A PALAVRA DE DEUS: Ele habitualmente frequentava as Sinagogas, onde costumava ler as Escrituras. O texto de Lucas 4:16, afirma o seguinte: “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler”. De acordo com esta porção, Jesus lia habitualmente a Palavra de Deus. É quase certo que aquilo que praticamos com habitualidade seja exatamente aquilo que consideramos uma prioridade em nossas vidas! A leitura das Escrituras era, sem dúvida, uma prioridade para Jesus!

 

Ø  JESUS MEMORIZAVA A PALAVRA DE DEUS: Logo após ter sido batizado, Jesus enfrentou a tentação no deserto e saiu vitorioso ao fazer uso da Palavra de Deus. De acordo com o relato de Mateus 4:1-11, durante a tentação no deserto, Jesus, por três vezes, respondeu ao tentador com a frase “Está escrito”, seguida de uma citação bíblica adequada a cada situação. Não há registro bíblico de que Jesus estivesse portando, naquele momento, algum dos rolos da Torá, para consultá-la enquanto respondia ao tentador. Tal relato bíblico, por si só, já é uma demonstração de que Jesus havia memorizado aquelas porções das Sagradas Escrituras! A memorização das Escrituras era, sem dúvida, uma prioridade para Jesus!

 

Ø  JESUS PROMOVIA AJUSTES EM SUA VIDA PARA CUMPRIR AS ESCRITURAS: Ele viveu de acordo com os ensinamentos da Palavra de Deus. O texto de Mateus 4:12-14 é uma viva demonstração de que Ele promovia ajustes em Sua vida para adequá-la ao conteúdo da Palavra de Deus. Eis o teor das Escrituras quanto a este ponto: “Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia; e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías”. Promover ajustes na vida para adequá-la às Escrituras era, sem dúvida, uma prioridade para Jesus!

Ao ler e memorizar as Escrituras, e consequentemente, fazer os ajustes necessários em nossa vida, nós nos tornamos, assim como Cristo, agentes da Palavra de Deus! Priorizar a Palavra de Deus é, sem dúvida, uma das mais importantes escolhas que podemos fazer em nossa caminhada espiritual!

A. M. Cunha


domingo, 12 de março de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 14

Jesus, em Seu viver, foi um agente da Palavra

Já temos estudado que a humanização na vida de Cristo, com relação às necessidades humanas, seguiu três passos: A visão da necessidade, a convicção da necessidade e o suprimento da necessidade. Igualmente vimos que o suprimento da necessidade somente foi possível porque Cristo nasceu, cresceu, viveu e morreu. Desta forma, Cristo humanizou-se, sendo um promotor da vida. Em Seu viver, Ele promoveu a vida como um agente da adoração, da oração, da palavra, da comunhão, da salvação e da cura. Tudo porque Ele sabia que estes elementos – adoração, oração, palavra, comunhão, salvação e cura – eram indispensáveis elementos para o satisfação da necessidade do homem, qual seja, ter restaurada sua comunhão com Deus!

As Escrituras demonstram que Jesus foi um agente da Palavra. O grande objetivo destas lições acerca da Palavra de Deus e acerca de Jesus como agente da Palavra é demonstrar que Deus deseja que os cristãos não apenas leiam a Sua Palavra, mas igualmente sejam ávidos estudantes das Escrituras.

A partir da vida de Jesus Cristo, podemos, não somente constatar que Ele viveu à luz da Palavra de Deus, como também apontou o caminho para que nós, igualmente, pudéssemos viver à luz dos gloriosos ensinamentos das Escrituras! Eis que surge diante de nós o seguinte questionamento: Qual a importância da Bíblia na vida do cristão? Esta pergunta possui algumas importantes respostas, entre as quais destacamos as seguintes: 

Ø  A PALAVRA DE DEUS É UM INSTRUMENTO DE LIMPEZA: Encontramos no texto de João 15:3 o seguinte ensinamento proferido por Jesus: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”. De acordo com Jesus, a Palavra provoca uma limpeza especial na vida dos discípulos de Cristo;

 

Ø  A PALAVRA É UM INSTRUMENTO DE CURA: Observe cuidadosamente o texto do Salmos 107:20, que nos diz o seguinte: “Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal.”. Este texto revela a Palavra de Deus como um poderoso instrumento de cura. Dessa forma, quando você estiver precisando de cura procure estar mais próximo da Palavra de Deus – Você será curado por Ela;


Ø  A PALAVRA É UM INSTRUMENTO DE CRIAÇÃO: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” Este é o conteúdo do texto de Hebreus 11:3, que, por sinal, é muito enfático quando afirma que o universo foi criado pela Palavra de Deus! A Palavra de Deus é, portanto, um instrumento de criação. Todos nós precisamos ver o surgimento de uma nova criação dentro de nós mesmos! Se olharmos cuidadosamente para dentro de nós, identificaremos muitos aspectos que necessitam de uma nova criação. O poder de criação das Escrituras será manifestado em nossa vida sempre que estivermos próximos da Palavra de Deus;

 

Ø  A PALAVRA É A ESPADA DO ESPÍRITO: O texto de Efésios 6:17 afirma que “a espada do Espírito [...] é a palavra de Deus”. O Espírito Santo lida conosco fazendo uso de uma poderosa arma: Esta arma é a Palavra de Deus! O Espírito Santo, então, usa a Palavra de Deus para derrotar os nossos inimigos, a saber: o mundo, a carne, o diabo e, pasmem, nós mesmos! Muitas das adversidades que enfrentamos têm origem em nós mesmos!


Ø  A PALAVRA É O NOME DE CRISTO: A Bíblia Sagrada apresenta uma importante revelação acerca do nome de Jesus. Nós O conhecemos por vários nomes, tais como, Leão da tribo de Judá; Alga e Ômega; o caminho, a verdade e a vida; Água da Vida; Bom pastor, entre outros nomes. No entanto, o texto de Apocalipse 19:13 apresenta algo interessante acerca de como Jesus é conhecido: “o seu nome é Palavra de Deus”. Assim, ter um melhor relacionamento com a Palavra de Deus implicará, necessariamente, em estreitarmos o nosso relacionamento com Jesus Cristo!

A Palavra de Deus é, sem dúvida, um poderoso instrumento para o aprimoramento de nossa vida espiritual: Quanto mais a conhecemos, maior será o nosso aperfeiçoamento. Contudo, muito mais do apenas realizar Sua leitura, devemos estudá-La diligentemente!

A. M. Cunha


domingo, 5 de março de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 13

Oração – Uma importante ferramenta para a vida cristã

 

A vida de Nosso Senhor Jesus Cristo estava profundamente ligada à prática da oração. No que se refere à oração particular, Ele orava antes, durante e depois da realização de determinadas tarefas. Quanto à oração corporativa, o Senhor Jesus gostava de estar nas sinagogas e ao lado dos Seus discípulos praticando a oração corporativa. Ele não somente praticava a oração, mas ensinava os Seus discípulos os pontos elementares de uma vida de oração.

 

DESFRUTANDO DEUS E O SEU PODER

 

Toda a revelação bíblica demonstra dois importantes aspectos acerca do nosso Deus: O que Ele é e o que Ele faz.

 

Nesse sentido, a oração é uma poderosa ferramenta que nos permite desfrutar o que Deus é e o que Ele faz. Por intermédio dela podemos ter comunhão com Deus, adorá-lO, louvá-lO, contemplá-lO, exaltá-lO, ou seja, podemos desfrutar daquilo que Ele é. Igualmente, por intermédio da oração, podemos desfrutar do poder de Deus, ou seja, de tudo aquilo que Ele faz! Isto ocorre porque, quando oramos as janelas do poder de Deus são abertas para nós. Por isso, podemos experimentar a cura, a libertação, o livramento, as bênçãos de Deus e as Suas promessas!

Outro importante aspecto acerca da oração é digno de nota. Além de podermos desfrutar, pessoalmente, daquilo que Deus é e daquilo que Ele faz, por intermédio da nossa vida de oração, outras pessoas também podem ter o mesmo desfrute que nós temos: Conhecer o que Deus é e o que Ele faz! Assim, quando oramos, por exemplo, pela conversão de uma pessoa, por exemplo, estamos proporcionando meios para que esta pessoa desfrute daquilo que Deus é; quando oramos pela cura de alguém, estamos proporcionando meios para que esta pessoa desfrute daquilo que Deus faz!

 

ALGUNS REQUISITOS PARA O DESFRUTE DO PODER DE DEUS

Uma das grandes marcas do ministério de Jesus reside no fato de que Ele desfrutou do poder do Pai Celestial em sua vida. Isso tornou-se possível porque Jesus viveu em constante estado de oração. Portanto, a oração é um importante requisito para que possamos desfrutar do poder de Deus em nossas vidas! Vejamos agora outros importantes requisitos para uma vida de oração bem-sucedida, à luz das Escrituras:

 

·     ORAR DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS: Estar em harmonia com a vontade de Deus é um elemento importante para possamos, pela oração, desfrutar do poder de Deus em nossas vidas. De acordo com o texto de Tiago 4:3, não podemos pedir mal, ou seja, com o propósito de esbanjarmos em nossos prazeres. O texto de I João 5:14 revela que o desfrute do poder de Deus está condicionado a pedirmos segundo a vontade de Deus.

 

·     CONFESSAR OS PECADOS: O Salmo 66:18 afirma o seguinte: “Se eu não tivesse confessado o pecado em meu coração, o Senhor não teria ouvido”. Portanto, o pecado não confessado é um sério obstáculo para as nossas orações.

 

·     É PRECISO CRER: Se quisermos desfrutar do poder de Deus em nossas vidas, devemos crer em Deus. Jesus afirmou, de acordo com Marcos 9:23, que “Tudo é possível para aquele que crê”. Conforme Hebreus 11:6, “Quem deseja se aproximar de Deus deve crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”.

 

·     SER PERSEVERANTE: Nossas orações exigem que sejamos perseverantes. De acordo com Lucas 18:1, nós devemos “orar sempre e nunca esmorecer”.

 

A oração é uma importante ferramenta para a vida cristã, portanto, ao praticá-la, devemos orar conforme a vontade de Deus, confessar os nossos pecados, crer em Deus e ser perseverantes em sua prática.

A. M. Cunha


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÁ - EPISÓDIO 12

O viver de Cristo – Um agente da oração

 

A ORAÇÃO FOI UMA PRÁTICA NA VIDA DE CRISTO

Jesus praticou a oração durante a Sua vida. Ele não ficou na arquibancada na vida, como um mero espectador da oração. Sua vida, contudo, foi marcada por uma destemida decisão: ser um praticante da oração e não apenas um espectador. Durante o Seu ministério terreno, a vida de Cristo foi caracterizada por dois importantes aspectos da oração: A oração particular e a oração corporativa. Vejamos brevemente cada um destes aspectos da vida de Cristo:

 

Ü ORAÇÃO PARTICULAR: Jesus vivenciou uma intensa prática de oração particular. Ele sempre escolhia um lugar para orar e estar em comunhão com Seu Pai celestial! Ele orava antes de realizar uma tarefa muito especial – De acordo com Lucas 6:12 Jesus orou antes de escolher os Seus apóstolos. Ele orava durante certos momentos em Sua vida – Conforme João 11:41-42, Jesus orou durante o processo da ressurreição de Lázaro. E por fim, Jesus orava depois de realizar algumas tarefas – De acordo com o texto de Mateus 14:20-23, após a multiplicação de cinco pães e dois peixes, Jesus subiu ao monte a fim de orar sozinho. Em todas estas passagens vemos o aspecto da oração particular na vida de Jesus. Finalmente, devemos citar que Jesus ensinou os Seus discípulos a terem um momento particular de oração – O texto de Mateus 6:6 anuncia que “[...] quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai [...]”.

 

Ü ORAÇÃO CORPORATIVA: Jesus praticava a oração corporativa. Percebemos isso, quando observamos que, de acordo com Lucas 4:16, Jesus possuía o costume de estar presente nas Sinagogas, local onde as Escrituras eram lidas e ensinadas e a oração era especialmente praticada. Jesus reconheceu o Templo como um local onde o povo poderia orar livremente. Quanto a isso, o próprio Jesus afirmou “A minha casa será chamada casa de oração” [Mateus 21:13]. Certo dia os discípulos pediram que Jesus os ensinasse a orar [Lucas 11:1]. A oração ensinada por Jesus é conhecida como “Oração do Pai Nosso”. Quem sabe não seria melhor chamá-la de “a oração dos filhos”?  É possível conferir os termos desta oração em Mateus 6:9-13. Uma cuidadosa leitura dos termos desta oração permite que constatemos quão comunitária é esta oração. Expressões como “nós, nos, nosso e nossas” aparecem com abundância – Isto revela que esta é uma oração corporativa!

 

Além destes dois importantes aspectos, podemos perceber que Jesus tinha um alvo bem definido quanto à oração, fosse ela particular ou corporativa. Na verdade, o alvo vislumbrado por Jesus era duplo: PRATICAR E ENSINAR.

 

A PRÁTICA DA ORAÇÃO:

Jesus praticava a oração particular, pois entendia quão importante era a sua prática para o Seu fortalecimento pessoal e para o cumprimento de Sua missão neste mundo, que era satisfazer a necessidade do homem. Por outro lado, Jesus praticava a oração corporativa, pois entendia que por meio dela as pessoas que estavam ao Seu redor, orando juntamente com Ele, seriam fortalecidas, edificadas, confortadas e consoladas.

 

O ENSINO DA ORAÇÃO:

Quando Jesus ensinava Seus discípulos a orar, Ele não apenas demonstrava a importância deste recurso espiritual para as suas vidas, mas Ele fornecia os meios pelos quais eles poderiam praticar a oração.

Cristo é o nosso modelo, portanto, devemos seguir o Seu exemplo. Deste modo, devemos praticar a oração particular e corporativa e devemos ensinar os discípulos do Senhor a fazerem o mesmo. A oração era parte integrante da vida de Cristo. Portanto, a oração também deve integrar a nossa vida, pois em nossa viver diário nós devemos seguir os passos de Jesus!

A. M. Cunha


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 11

O viver de Cristo – Cristo, um agente da adoração

POR ONDE ANDAVA, CRISTO PROMOVIA A ADORAÇÃO

Cristo jamais esteve na arquibancada da vida, Sua missão lhe concedia a dádiva de estar no palco da vida, promovendo-a por onde passava! O ritmo da Sua vida, sem dúvida, estava fortemente marcado por Sua missão, pois o Seu desejo era satisfazer a necessidade da humanidade, de tal forma que o homem pudesse ver restabelecida a sua comunhão com Deus! Uma das mais fortes expressões do estilo de vida de Cristo quando esteve entre nós, foi a PROMOÇÃO DA ADORAÇÃO. Por onde passava, Cristo fazia com que a adoração encontrasse um ambiente propício para ser praticada. Vejamos algumas passagens bíblicas que expressam essa realidade:

 

·        Quando nasceu, Jesus foi adorado pelos pastores que O viram ainda deitado na manjedoura. O texto de Lucas 2:20 afirma o seguinte: “Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado”.

·        Quando ainda era uma criança, com aproximadamente 2 anos de idade, Jesus promoveu a adoração na vida dos magos que vieram do oriente para vê-Lo – Mateus 2:11 afirma o seguinte sobre os magos do oriente: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram;”.

·        Certa ocasião Jesus curou um paralítico em Cafarnaum. Uma das consequências foi a adoração a Deus por parte das pessoas que haviam presenciado aquele milagre – O texto de Marcos 2:12 afirma o seguinte: “Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!”.

·        Quando Jesus ressuscitou o filho de uma viúva, na cidade de Naim, a adoração a Deus foi promovida naquela cidade – Lucas 7:16 descreve que “Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós;”.

·        Quando andou sobre as ondas do mar e acalmou a tempestade, Jesus proporcionou a adoração na vida dos Seus discípulos – O texto de Mateus 14:33 aborda o seguinte: “E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”.

·        Quando Jesus ressuscitou de entre os mortos, algumas pessoas o adoraram – Mateus 28:9 diz o seguinte: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.”. No mesmo sentido, o texto de Mateus 28:17, apresenta a seguinte narração: “E, quando o viram, o adoraram;”.

·        Além de todas essas referências, não podemos esquecer que Jesus ensinou a maneira correta de adorar – “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24.

 

A PROMOÇÃO DÁ ADORAÇÃO DEPENDE DO MODO COMO VIVEMOS

O texto de Mateus 5:16 é significativo quanto ao modo como devemos viver. Esse texto diz o seguinte: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”. Este é o modo de viver que promove a adoração! São as nossas atitudes, as nossas ações, as nossas obras e o resplandecer de nossa luz que promoverá a adoração a Deus.

Já ouvimos que nossa humanização, assim como a humanização de Jesus, deve compreender algumas etapas: nascer, crescer, viver e morrer. Em todas estas etapas, Cristo é o nosso modelo! Viver é promover a vida, é deixar de ser mero expectador e passar a ser um promotor da vida! Quando promovemos a vida, a nossa luz resplandece diante dos homens e Deus é glorificado! PENSE NISSO: AS AÇÕES DE CRISTO PROMOVERAM A ADORAÇÃO. O MESMO DEVE ACONTECER COM AS NOSSAS AÇÕES! Que as pessoas que estão a nossa volta glorifiquem a Deus quando contemplarem as nossas ações!

O MODO COMO CRISTO VIVEU: Como vimos nas lições anteriores, o modo como Cristo viveu foi marcado pelo poder de Deus: O Seu nascimento, Suas obras, Sua ressurreição e o Seu ensino, tudo era marcado pelo Poder de Deus! Havia poder em cada uma das atividades realizadas por Jesus! Este modo de viver, cheio do poder de Deus foi responsável pela promoção da adoração! Busquemos, então, o poder de Deus! Busquemos uma vida cheia desse poder! Vivendo assim, as pessoas que estão ao nosso redor serão conduzidas à adoração! A nossa vida fará com que estas pessoas sintam desejo de olhar para Deus e adorá-lO.

A. M. Cunha


domingo, 12 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 10

Viver, um aspecto relevante da humanização – O viver de Cristo

 

Como vimos, o processo de humanização de Cristo seguiu quatro etapas: nascer, crescer, viver e morrer. Nas lições anteriores comentamos resumidamente sobre as duas primeiras etapas: nascer e crescer. Chegamos a mais uma etapa: O VIVER DE CRISTO. Nessa etapa, não há espaço para sermos meros expectadores da vida. Viver significa ser um partícipe da vida, ser alguém que faz o que é necessário fazer para que a vida seja efetivamente desfrutada. Este é, portanto, um estágio muito importante! Não podemos nos esquecer de que o termo “humanização” tem sido utilizado por nós para designar um conjunto consciente de ações cujo propósito é satisfazer a necessidade da humanidade, que é ter a sua comunhão com Deus restaurada! Por isso, não podemos ser meros expectadores na vida cristã; ao contrário, devemos ser atores, pessoas que praticam o que é necessário praticar para que a vida seja desfrutada em toda a sua potencialidade.

A CONSCIÊNCIA DE VIDA EM JESUS

Quando olhamos para Jesus, percebemos que Ele tinha plena consciência de vida. O Novo Testamento começa dizendo que a vida estava nEle, conforme lemos em João 1:4. O texto de João 10:10, revela que Jesus sabia o motivo pelo qual veio ao mundo, qual seja, para que tivéssemos vida. Em João 10:11 vemos que Jesus dá a Sua vida pelas ovelhas. Um pouco mais adiante Jesus diz que Ele é a vida – João 14:6. Portanto, todos esses textos bíblicos anunciam que Jesus era a vida e, portanto, a vida estava Nele. Jesus, contudo, não sabia apenas o que Ele possuía e o que Ele era, Ele compreendia perfeitamente a Sua missão e como Ele a realizaria, ou seja, Ele desejava que nós também tivéssemos vida, bem como, Ele sabia como faria isso acontecer: Ele daria a Sua vida por nós! A essa maravilhosa percepção de Jesus acerca de Si mesmo, nós chamamos de Consciência de Vida em Jesus!

NÓS PODEMOS TER A CONSCIÊNCIA DE VIDA

Como visto acima, Jesus deu a Sua vida pelas ovelhas e Ele mesmo é a vida. Então, fica fácil percebermos que Jesus deu a Si mesmo pelas ovelhas! É por isso que o apóstolo João nos diz que aquele que tem o Filho tem a vida – I João 5:12. O apóstolo Paulo confirma esse entendimento do apóstolo João com as seguintes palavras: “para mim, o viver é Cristo,” – Filipenses 1:21.

Um dos aspectos mais importantes da humanização é a consciência de vida. Eu e você precisamos estar conscientes de que temos vida e que esta vida é Cristo. Uma vez que somos seguidores de Cristo, a consciência de vida que possuímos deve estar alinhada com a Consciência de Vida de Jesus Cristo! Tudo o que Jesus fez, Ele o fez para que nós pudéssemos ter a Vida que Ele nos estava oferecendo. Como Jesus tornou isso possível? Ele deu a Si mesmo por nós! Está mais do que na hora de deixarmos a arquibancada da vida e entrarmos no palco, para darmos a nossa contribuição no brilhante espetáculo da vida, pois a humanidade também está sedenta para receber a vida que Cristo tem a oferecer!

O modo como Jesus viveu demonstrou que Ele foi um promotor da vida! Em todos os aspectos do Seu viver, Ele jamais se esqueceu de que a Sua missão era restabelecer a comunhão do homem com Deus! Jesus viveu com profundidade Sua vida espiritual, deixando-nos um valioso exemplo de como devemos viver! Nos próximos episódios, ainda que resumidamente, abordaremos alguns dos aspectos da prática espiritual de Cristo. Veremos que Ele foi um agente da adoração, da oração, da palavra, da comunhão, da salvação e da cura.

A. M. Cunha