quarta-feira, 26 de maio de 2010

O SENHOR CONSERVA EM PAZ


Existem algumas perguntas que nos ajudam na aplicação da Palavra ao nosso coração. Devemos sempre ter em mente que o que é mais importante não é o quanto dominamos as Escrituras, mas o quanto Ela nos domina. Este é um significativo ponto de partida para o estudante das Escrituras. Façamos, então, uso destas perguntas para analisarmos o texto de Isaías 26:3. Que tenhamos um bom desfrute.

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.”

Isaías 26:3

1) O que o texto fala sobre Deus? O texto nos revela que o Senhor é o doador da paz, e não somente isto. Ele é o preservador da paz. A paz que o Senhor nos dá é maravilhosa. Primeiramente, porque Ele é o “príncipe da paz” (Isaías 9:6). Em outras palavras, Ele é o que se assenta no trono da Paz. O próprio Senhor é a Paz (Juízes 6:24). A paz não é um sentimento. A paz é uma pessoa. A paz é o próprio Senhor. Quando entendemos isto, uma nova revelação nos é cedida pelo Senhor quando lemos a Palavra de João 14:27, que diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Qual é a revelação? O Senhor se dá a si mesmo a nós! Oh! Esta é uma gloriosa revelação. Por isso Paulo podia dizer: “Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20).
2) Qual é a vontade de Deus expressa no texto? O que devo fazer? A vontade de Deus revelada é que cada membro do Corpo de Cristo deve confiar no Senhor. A confiança é o solidificar de nossa paz. Quanto mais confiamos no Senhor, mais Ele efetuará a conservação de si mesmo (Nossa Paz) em nós. Quando permanecemos no Senhor, na verdade, estamos confiando profundamente nEle. Fazendo assim, Cristo é posto como nosso fundamento (I Coríntios 3:11) e não haverá o que nos possa abalar, pois seremos “como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Salmo 125:1).
3) Quais são as promessas de Deus para mim, minha família e Igreja? A grande promessa contida no texto é que o Senhor (e não nós) conservará a Paz em nossa vida. A Paz é o próprio Senhor! Ele mesmo realiza a conservação de sua pessoa em nós. Muitos são os cristãos que lutam para conservar o Senhor em sua vida: fazem muitos rituais, seguem a várias regras. No entanto, a Palavra nos diz que devemos confiar no Senhor e levar os pensamentos cativos à mente de Cristo. Note que o texto diz: “cuja mente está firme em ti”. Este é o melhor "cativeiro" para os nossos pensamentos. Nossa mente e nossos pensamentos devem estar cativos no Senhor (II Coríntios 10:5). Quando fazemos isto, assumimos uma atitude de dependência do Senhor. Essa disposição de nossa vida, faz com que o Senhor se conserve a si mesmo em nós. Não há esforço nosso, há, tão somente, dependência do Senhor. O trabalhar é dEle. Glória ao Senhor Jesus Cristo!
4) Quais são os pecados apontados? O texto revela o pecado da independência. Quantas vezes achamos que nossa mente e nossos pensamentos são superiores e não precisamos do Senhor? É por isso que não temos Paz! O Senhor não se conserva a si mesmo na vida daqueles que são independentes dEle. Sem o Senhor não existe paz, pois Ele é a nossa Paz! O Senhor abomina a independência. Ele nos fez seus filhos para que pudéssemos experimentar uma vida de total dependência dEle.
5) Há um exemplo de vida a ser seguir? O único exemplo a seguir é o exemplo de Cristo. Cristo é a Paz. Ele se deu a si mesmo por nós para que fôssemos constituídos Casa de Deus, morada do Eterno. Este deve ser o nosso modo de vida: Devemos viver para os nossos irmãos, dar a nossa vida por eles, objetivando a geração de Cristo na vida deles. Juntos, devidamente ajustados e vivendo desta maneira estaremos construindo o Edifício de Deus.
6) Quais são as atitudes que devo mudar ou assumir em minha vida? Devo abominar a independência. Sempre que desejar fazer alguma coisa sem o Senhor, devo suplicar Sua ajuda. Tudo o que eu fizer, deve ser feito para o Senhor. Ergue-se em minha vida um grande referencial de vida: “Dependência ou morte”. Que a minha oração seja: “Senhor! Dependo de Ti. Sou pote de barro, vazio e sem conteúdo. Encha-me de Ti mesmo e seja o meu conteúdo! Em nome de Jesus, amém!”
Em Cristo e por seus interesses.

Ir. Arisvaldo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A HISTÓRIA DO BOM SAMARITANO


PENSANDO NA HISTÓRIA DO BOM SAMARITANO

“Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.” Lucas 10:30-37

Havia um homem que descia de Jerusalém seguindo para Jericó. Jerusalém simboliza o centro da vontade de Deus e Jericó simboliza o mundo. Aquele homem que descia é uma representação de todos nós. Esta passagem é um alerta, para que não desçamos do “centro da vontade de Deus”. Quais são as profundas lições que aprendemos nesta preciosa passagem?

I – QUANDO SAIMOS DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS ENCONTRAMOS A DESTRUIÇÃO

O versículo 30 possui uma clara advertência. Assim que saiu de Jerusalém com destino a Jericó, aquele homem “caiu” em mãos de salteadores. O ladrão vem para roubar, matar e destruir (João 10.10a). Estejamos atentos sempre que a alegria da salvação estiver desaparecendo de nossa vida. Estejamos atentos, sempre que feridas estiverem surgindo em nosso coração. Este é um sinal de alerta! Isto pode significar que estamos descendo do centro da vontade de Deus. Vigiemos nosso coração.

II – OS RELIGIOSOS NÃO TÊM NADA A OFERECER PARA AQUELES QUE SAEM DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS

Após ser atacado pelos salteadores, aquele homem foi abandonado pela religião. O sacerdote e o levita – representantes da religião judaica – abandonaram o homem à sua própria sorte. As ofertas religiosas do mundo são assim. Cartomantes, búzios, horóscopo, videntes, nada disto poderá saciar o sedento coração do homem que sai do centro da vontade de Deus.

III – CRISTO, O BOM SAMARITANO, É A MELHOR RESPOSTA PARA AQUELE QUE SAI DO CENTRO DA VONTADE DE DEUS

Sempre que saímos do centro da vontade de Deus nos encontramos com o mundo (salteadores) e com a religiosidade (sacerdote e levita). Nada disso poderá suprir o sedento coração. Nossa vida não está fadada a terminar no versículo 32. Existe um versículo 33 na vida de cada pessoa. Cristo, o bom samaritano, surgirá como único caminho de vida. Quando o samaritano vem, Ele não apenas vê, mas Ele se compadece (versículo 33). Oh! Maravilhoso! E não apenas isso, Ele se aproxima, cuida das feridas e providencia uma hospedaria para que sejamos cuidados. Esta hospedaria é um símbolo da igreja. Cristo nos conduz à Sua igreja. A igreja recebe a seguinte ordem: “Cuida deste homem” (versículo 35). O bom samaritano, Cristo, vive hoje por intermédio de Sua igreja. Aqui também temos um desafio: cuidar de todos os nossos irmãos!

Amados irmãos, guardemos o precioso conteúdo desta história em nosso coração.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A TRANSFIGURAÇÃO


Stephen Kaung dizia[1] que “quando nos aproximamos da Palavra de Deus, por um lado, devemos ler, estudar, e conhecer seu conteúdo. Este conhecimento é importante. No entanto, se isso é tudo que obtemos da Bíblia, então estamos perdendo a verdadeira razão pela qual a Bíblia foi dada ao homem. A Palavra de Deus nos foi dada como uma revelação – a revelação de Cristo Jesus. E, por essa razão, tem que ser recebida como revelação. (...) é necessário que vejamos Cristo Jesus. Se não vemos Cristo, e tudo o que vemos são histórias ou se não vemos Cristo, mas apenas ensinamentos, então estamos perdendo o verdadeiro propósito para o qual a Palavra de Deus foi dada. Por isso, ao nos aproximarmos da Palavra de Deus, devemos pedir ao Senhor que nos dê o espírito de sabedoria e revelação para que possamos conhecê-lo verdadeiramente.”

Roy Hession[2], igualmente, apresenta a importância de vermos ao Senhor Jesus quando afirma que “cada aspecto da experiência cristã torna-se real em nós, quando simplesmente vemos a Jesus. Ele é, ao mesmo tempo, a bênção que todos buscamos e o caminho – aliás de fácil acesso – para essa bênção. Se nos concentramos num determinado modo de fazer certas coisas, isso se transformará numa fórmula, e só nos conduzirá à escravidão. Mas o Senhor Jesus veio para tirar de nós qualquer jugo de escravidão e libertar-nos a fim de que o sirvamos na espontaneidade do Espírito. E tudo isso pela simples visão dele,”.

Ver Jesus é uma grande necessidade! Entretanto, o cristianismo tem buscado ver outras pessoas além de Jesus. Os discípulos eram assim. O texto de Mateus 17:1-8 é uma revelação muito significativa acerca deste tema[3]. Os versículos 1 e 2 são maravilhosos! O que temos? Jesus tomando alguns de seus discípulos. Oh! Isto é maravilhoso: ser tomado por Jesus! Os cristãos sonham com isto. Diz o texto que Jesus os levou em particular. Isto revela a comunhão. Um momento particular com o Senhor. Isto é algo celestial! O texto prossegue dizendo que Jesus os levou a um alto monte. A caminhada com Cristo é assim. Ele nos conduz às coisas elevadas. Com Cristo, o nosso caminhar é elevado. Esta é a experiência do primeiro versículo.

O segundo versículo nos apresenta a transfiguração de Cristo: o resplandecer de seu rosto como o sol, e o embranquecer de suas vestes como a luz. Que acontecimento maravilhoso! E tudo isto, diante deles (v. 2). No meio desta cena, aparecem Moisés e Elias – a lei e os profetas. Aos olhos de Pedro, o quadro era pleno. Então ele diz: “Senhor, bom é estarmos aqui”. Pedro, então levanta a sua voz e diz: “se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias.”

Em primeiro lugar, Pedro fala em seu próprio nome, e não em nome dos discípulos. Muitos são assim em nossos dias, falam em seu próprio nome, não consideram todos os demais membros Corpo de Cristo [Igreja] no seu falar.

Em segundo lugar, Pedro deseja dar um mesmo destaque a Cristo, a Elias (os profetas) e a Moisés (a lei). A lei e os profetas não têm o mesmo lugar de Cristo. Na verdade, a lei e os profetas apontavam para Cristo. O objetivo de ambos era revelar Jesus Cristo. Pedro não entendia isto. Por isso, a voz que veio da nuvem disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”. A voz não deixou dúvidas: Cristo é o prazer do Pai! Cristo detém o falar excelente!
Em seguida, após o pavor que tomou os discípulos, Jesus aproximou-se deles. Oh! É glorioso quando Cristo aproxima-se de nós! Após Sua aproximação, Cristo tocou nos discípulos. O Senhor busca o contato com os seus. Finalmente, o Senhor falou: “Erguei-vos e não temais!”. Um milagre aconteceu no versículo oito: “eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus”.
Após a riqueza do versículo sete: a aproximação, o toque e o falar de Cristo, os discípulos viram somente a Jesus. A cura da nossa visão vem pelo aproximar do Senhor, o tocar do Senhor e o falar do Senhor.
A. M. Cunha

[1] Extraído da série: Kaung, Stephen. Vendo Cristo no Novo Testamento – v. 1. Literatura Cristã. Porto Alegre. 1993. 2ª Ed. (Traduzido do original em inglês: Seeing Christ in The New Testment).
[2] Extraído do livro: Hession, Roy. Queremos Ver a Jesus. Editora Betânia. Belo Horizonte. 1978. 3ª ed. (Traduzido do original em inglês: We Would see Jesus).

[3] O texto de Mateus 17:1-8 é, ainda, uma linda figura do reino do Filho do homem. É importante ver Mateus 16:28. Jesus diz: “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.” Seis dias depois, Jesus conduz alguns de seus discípulos a um alto monte (na Bíblia, o monte, muitas vezes, é uma figura de reino). O que é visto neste reino? Jesus, como o Senhor do Reino. Moisés, representando todos os santos que morreram em Cristo. Elias, representando todos os santos que não provarão a morte e serão transformados para o encontro com o Senhor nos ares.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

LANÇANDO JONAS AO MAR - O CAMINHO DA QUIETUDE

A Bíblia diz de si mesma: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4:12). Sabemos que a sabedoria e a graça divinas são multiformes (Jó 11.6, Efésios 3.10 e I Pedro 4.10). No propósito de Deus, a Palavra Divina também possui um caráter multiforme. Os mistérios da sabedoria e da graça divinas são descortinados na Palavra de Deus. É maravilhoso saber que a Palavra é múltipla. Assim, quando lemos o Salmo 23.1, não podemos limitar o alcance da revelação bíblica. A Bíblia não diz apenas que “O Senhor é o meu pastor”. Nesta porção temos a Palavra expressa: “O Senhor é o meu pastor”. Mas, existe a Palavra implícita. Se o Senhor é o meu pastor, isto significa que eu sou ovelha dEle. Esta é a Palavra implícita: “Eu sou ovelha do Senhor”!

Quando olhamos a narrativa bíblica da história do profeta Jonas, normalmente nos atemos ao chamado do profeta, à sua rebeldia inicial e à sua restauração. Isto é a Palavra expressa. Mas, nesta porção das Escrituras existem inúmeras expressões da Palavra implícita.

Procure lembrar-se da história deste profeta. No livro do profeta Jonas há um versículo muito interessante: “Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles.” (Jonas 1:13).

Mergulhemos na Palavra implícita. Algumas pessoas estavam enfrentado dificuldades no mar e, por mais que se esforçassem, não obtiveram qualquer alívio. Agora pense no seguinte: Quem sabe você tem remado com muito esforço, mas não tem tido sucesso para chegar num lugar seguro e o mar da vida está se tornando cada vez mais violento diante dos seus olhos. Note que, neste estágio, aquela Palavra expressa passou a ter um novo conteúdo implícito em sua vida. Alguns eruditos chamam isto de Rhema.

Quando nos deparamos com a Palavra implícita, já alcançamos algo notável em nosso contato com a Palavra de Deus. No entanto, não podemos ficar num constante estado de contemplação, como que admirando o grande passo que damos em nosso encontro com a Palavra Implícita. Até este ponto você está dominando uma importante porção da Palavra de Deus. O Senhor, no entanto, tem algo superior para nós, pois não é suficiente saber algo da Palavra, mas é imprescindível dar uma utilidade prática com aquilo que sabemos.

Então, olhando para a Palavra implícita posta diante dos seus olhos, você precisa orar a Deus e identificar qual é o “Jonas” que você precisa lançar fora. Note o que a Bíblia diz: “E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria.” (Jonas 1:15). Quando você identificar o que precisa ser lançado fora e, de fato, lançar ao mar estas coisas, a Palavra de Deus assegura que uma nova experiência virá sobre você, “a quietude do mar”.

Neste passo, você não apenas domina a Palavra, mas é dominado por ela. A Palavra implícita quer nos conduzir, não apenas à capacidade de dominar a Palavra de Deus, mas à virtude de sermos dominados por Ela. Desta forma, alcançaremos uma surpreende quietude em nosso espírito.

Nele, a serviço da Sua igreja.

A. M. Cunha

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Final


Arrebatados Do Pecado

Depois que realizamos, no poder do Espírito, a exposição de nossa vida ao conteúdo da Palavra, e nos abrimos para a revelação do pecado, e, prostrados diante do Pai, confessamos o nosso pecado, somos arrebatados do domínio do pecado, conforme Romanos 6:14  “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.”. Desta forma, somos lançados totalmente no Reino do Espírito – mergulhados na dimensão de uma vida triunfante. Este é o caminho do arrependimento. Somos o povo do Reino, por isso, não há como fugirmos deste caminho: o arrependimento que nos conduz à vida abundante. Quando somos arrebatados do pecado, seus laços de morte são desfeitos. Em termos práticos, considerando o texto que temos analisado nesta pequena série de estudos – Efésios 5:21, podemos concluir que, após estes passos, passaremos a ter uma vida cristã com uma visível marca: a sujeição aos irmãos.

Continue praticando esta pequena instrução em busca da prática da revelação bíblica em sua vida. Focalize outros textos bíblicos e siga os passos apresentados aqui, quais sejam: exposição, revelação, confissão e arrebatamento.

Que o rico conteúdo das Escrituras Divinas saltem para a sua vida com poder transformador.
Em Cristo, servindo Sua noiva.

sábado, 28 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Quatro


A Confissão Que Nos Reaproxima Do Pai


O Espírito de Deus tem uma poderosa obra a realizar em nós. O Apóstolo João nos mostra dois aspectos desta obra: 1) Convencer o mundo da justiça, do pecado e do juízo (João 16:8-11); 2) Guiar a toda a verdade (João 16:13). Como o Espírito atua em nossa vida para nos reaproximar do Pai Celestial? Ele revela a Palavra, nos concede graça para expormos a nossa vida diante das Escrituras e revela o nosso pecado. Desta forma, somos convencidos pelo Espírito de que precisamos urgentemente da confissão. A obra da confissão é o instrumento do perdão e da purificação (I João 1:9). Se o pecado nos distancia do Pai, a confissão nos reaproxima dEle. Este passo é maravilhoso! Assim, considerando o texto de Efésios 5:21, devemos nos prostrar diante do Senhor e confessar. Nosso único remédio é a confissão. É o momento de clamarmos: “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos;” Salmo 51:4. Nossa confissão nos conduzirá à purificação - “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.” Salmo 51:2.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Três

A Revelação Do Nosso Pecado
Este é um momento muito importante. Sem este passo não teremos a confissão e muito menos o arrebatamento(1). Não estamos falando em Revelação da Palavra, mas na revelação do pecado. No texto sugerido na parte dois desta série de mensagens, a Palavra revelou um padrão de vida marcado pela sujeição uns aos outros no temor de Cristo – Esta é a Revelação da Palavra. Muitos podem ler esse texto e alcançar a Revelação da Palavra, mas nunca poderão experimentar uma mudança pessoal, a menos que tenham suas vidas expostas diante da Palavra.
Quando a nossa vida é profundamente exposta à Palavra, o caminho mal é revelado (Salmo 139:23-24), ou seja, o pecado é manifestado. Devemos perceber a seriedade do momento em que alcançamos esta revelação e o pecado é desmascarado em nossa vida. O pecado faz separação entre nós e o nosso Deus (Isaías 59:1-2). Na verdade, a revelação do nosso pecado é a revelação de nossa separação. Oh! Isto deveria causar arrepios em nós! Quando a nossa vida é confrontada com o texto de Efésios 5:21, podemos ser surpreendidos com o fato de que o nosso relacionamento com os irmãos está desprovido da sujeição biblicamente recomendada. Esta constatação demonstra que há pecado em nós. Este pecado nos separa do Pai Celestial! Isto é tremendamente sério para a vida do Corpo de Cristo. Assim, o Espírito de Deus, mediante o confronto de nossa vida com a Palavra, revela o caminho mal. No entanto, nossa jornada em busca da prática da revelação bíblica não termina aqui, carecemos de penetrar no próximo passo para recuperarmos a nossa comunhão com nosso Senhor!

(1) A expressão “arrebatamento”, usada aqui, não se refere ao rapto da igreja quando da segunda vinda de Cristo, mas ao cumprimento de Romanos 6:14 na vida do cristão, quando o cristão é arrebatado do domínio do pecado. A revelação deste texto é experimentada quando conhecemos a verdade - João 8:32. Devemos conhecer a verdade objetiva e a verdade subjetiva. Verdade objetiva é a experiência da Palavra, como livro que expressa a Vida Divina e a Verdade subjetiva é a experiência de Cristo em nós (Colossenses 1:27), Cristo como a Palavra Viva, o verbo divino (João 8:32, 14:6 e 17:17).