sexta-feira, 2 de maio de 2014

AS BÊNÇÃOS DECORRENTES DA PALAVRA “SENHOR”

Na manhã do dia 02/05/2014, enquanto meditava no Salmo 23, especificamente na palavra “Senhor”, meus olhos foram postos nas páginas abertas de minha Bíblia, as quais compreendiam os capítulos 23 a 26 do livro dos Salmos.
Pude ver as poderosas implicações que emanam da preciosa palavra “Senhor”.

Vejamos algumas destas maravilhosas implicações:

Um dia habitaremos na casa do Senhor para todo o sempre (Salmo 23:6). A ele “pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1). Ao mesmo tempo, somos confrontamos com uma inquietante pergunta: “Quem subirá ao monte do Senhor?” (Salmo 24:3). Como é maravilhoso perceber que o Senhor é quem nos concede a bênção e a justiça (Salmo 24:5)! O Senhor, forte e poderoso, ele é o Rei da Glória! (Salmos 24:8).

Que graciosa oportunidade nos oferece o Senhor, pois podemos elevar a Ele a nossa alma! (Salmo 25:1). Ele nos faz conhecer os Seus caminhos e nos ensina as Suas veredas (Salmos 25:4), pois Ele é bom e reto, na medida em que aponta o caminho da vida para os pecadores (Salmos 25:8). É exatamente por causa do nome do Senhor que as nossas iniquidades, que são grandes, podem ser perdoadas! (Salmos 25:11).

Quão grandiosa é a promessa para os que temem ao Senhor! Eles serão instruídos no caminho que devem escolher, a prosperidade repousará sobre a sua alma! (Salmos 25:12-13). O Senhor reserva Sua intimidade para os que O temem, pois a estes Eles “dará a conhecer a sua aliança.” (Salmos 25:15).

Podemos, sem temor, pedir ao Senhor que nos examine, que nos prove, que sonde o nosso coração e os pensamentos (Salmos 26:2), por uma valiosa razão: a benignidade do Senhor está perante os nossos olhos e o nosso coração está inclinado a andar na verdade do Senhor (Salmos 26:3).

O Senhor coloca em nosso coração o precioso amor por Sua habitação e pelo lugar onde a Sua glória assiste! (Salmos 26:8)! Deus mesmo firma os nossos pés em terreno plano, de modo que na congregação do povo de Deus podemos livremente bendizer ao Senhor (Salmos 26:12).

Bom desfrute a todos.


Em Cristo!

domingo, 27 de abril de 2014

UMA NOVA PASSAGEM

“Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”
I João 3:14-18

É maravilhosa a conexão que existe entre o Evangelho de João e a Primeira Carta de João. Por exemplo, o Evangelho nos fala sobre “passar da morte para a vida”, com a seguinte afirmação:

“Em verdade, em verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”
João 5:24

Existem três importantes afirmações que são feitas com relação àquele que ouve a Palavra de Jesus e crê em Deus que O enviou: 1) Tem a vida eterna; 2) Não entra em juízo; e 3) Passou da morte para a vida.

O anúncio contido nestas palavras proferidas por Jesus é esclarecedor, na medida em que se mostra revelador da realidade de que toda a humanidade encontra-se em estado de morte. A Bíblia afirma em Romanos 5:12, que  “a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Em decorrência, percebemos que o pecado foi responsável pela passagem da morte a todos os homens.

Agora, porém, o Senhor Jesus nos oferece “uma nova passagem”, desta vez, da “morte para a vida”.

O apóstolo João nos apresenta uma realidade muito prática destinada a responder à seguinte pergunta: “Como podemos saber que já passamos da morte para a vida?” O amor é erguido como um poderoso veículo para responder a esta pergunta, a partir da seguinte perspectiva: “Amar os irmãos é a segura evidência de que passamos da morte para a vida.” Por via de consequência, “aquele que não ama permanece na morte.”

O apóstolo João nos assegura que “aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (I João 4:20). Amar reclama atitudes profundamente práticas, tais como “dar nossa vida pelos irmãos.” (I João 3:16) e abrir o coração sempre que “seu irmão padecer necessidade” (I João 3:17).

Não podemos passar pelo caminho de fecharmos o nosso coração para as necessidades de nossos irmãos (sejam eles da família natural, da família espiritual ou de ambas as famílias). Fechar o coração para as necessidades de nossos irmãos é uma evidência de que o amor de Deus não permanece em nós, conforme I João 3:17.


Em decorrência disto, o apóstolo João encerra suas orientações com respeito à passagem da morte para a vida com a seguinte afirmativa: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (I João 3:18).

sábado, 26 de abril de 2014

MEU ENCONTRO COM DEUS

Pode parecer pouco, mas para os que pretendem iniciar uma dinâmica de encontro diário com Deus, recomendo que se pratique o M. E. D. Trata-se de uma importante ferramenta, desde que seja utilizada de modo contínuo, comprometido e dedicado. O objetivo pretendido é a formação do hábito de encontrar-se com Deus. Que Deus seja com você, estimulando-o a praticar o "Meu Encontro com Deus - M. E. D.".

Objetivo: Desenvolver um modelo mínimo de encontro semanal com Deus. O propósito é que, pelo menos, de segunda a sexta-feira, o discípulo tenha um encontro com Deus para ler a Bíblia e orar.

Dicas: Escolha um lugar e um horário específicos para praticar o "M. E. D.".

O que fazer: Ler e orar. Mínimo de 5 minutos para ler e 5 minutos para orar.

DIAS DA SEMANA:

Segunda: leitura e oração silenciosa;
Terça: leitura e oração em voz alta;
Quarta: leitura e oração com fundo musical;
Quinta: leitura e oração da Palavra: A particularidade desta oração é o emprego das próprias palavras da Escritura em sua oração;
Sexta: leitura e oração - escolha uma das maneiras acima.

ORIENTAÇÕES:

A leitura e a oração silenciosas ajudam o discípulo a desenvolver uma maior concentração e torna a oração uma prática mais reflexiva;

A leitura e a oração em voz alta ajudam e preparam o discípulo para perder o medo de orar e ler a Bíblia em público;

A leitura e a oração com fundo musical ajudam o discípulo a mergulhar com maior intensidade na oração e na leitura bíblica. Estes tipos de leitura e oração podem ser praticados silenciosamente ou em voz alta;

A leitura e a oração da Palavra devem ser executadas com a seguinte dinâmica: O discípulo lê a Escritura com a intenção de compreender o sentido de cada palavra e/ou da passagem como um todo, buscando promover uma aplicação em sua vida pessoal. A leitura bíblica deve ser intercalada com orações que utilizem as palavras e as conclusões extraídas da leitura do próprio texto bíblico como meio para falar com Deus. Este tipo de leitura com oração ajuda o discípulo a desenvolver uma atitude de meditação diante do texto bíblico.

A. M. Cunha

Gravura extraída de: http://obreirosuniversal.com.br/wp-content/uploads/2014/02/49_BannerEvento.jpg

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O CENTRO DA MENSAGEM CRISTÃ

A mensagem da cruz é o centro da mensagem cristã. O apóstolo Paulo define o evangelho como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Sem a obtenção da salvação já não resta escape algum, eis a razão pela qual a epístola aos Hebreus faz ecoar a seguinte pergunta: “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3). Por tais afirmativas, pode-se concluir que a cruz detém importância crucial na missão da igreja (com o perdão do trocadilho).

A ressurreição segue igual caminho. Como visto acima, a salvação possui vínculo profundo com a fé (Romanos 1:16). A Escritura diz “Quem crer [...] será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Marcos 16:16). O apóstolo Paulo nos apresenta duas importantes revelações com relação à ressurreição de Cristo: 1) sem a ressurreição a pregação e a fé são absolutamente vãs (I Coríntios 15:14); 2) sem a ressurreição ainda permanecemos nos nossos pecados (I Coríntios 15:17).

Não me parece haver outro caminho para o resgate das doutrinas da cruz e da ressurreição de Cristo, senão mediante a pregação fundamentada nas Escrituras. Não meramente mencioná-las, mas, a partir delas, extrair e expor veemente e consistentemente suas doutrinas reveladas implícita e explicitamente.

Ademais, não se pode estar limitado a meramente reproduzir os mandamentos das Escrituras, mas “apontar caminhos, construir pontes para que todo aquele que vem a Cristo tenha um seguro caminho para obedecer todas as coisas que o Senhor Jesus ordenou em Sua Palavra.

Para uma compreensão da atividade de ensino contida na Grande Comissão, recomendo a leitura do “Compreendendo a Grande Omissão”, disponível em http://arimarinho.blogspot.com.br/2014/03/compreendendo-grande-omissao.html

Em Cristo.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

UMA VOZ EMBARGADA PELA DOR PROMOVE O ENCONTRO DO FILHO COM O SERVO

A NOTÍCIA

O império dos sentimentos é algo realmente interessante. Como todos sabem, meu pai viajou a serviço do Reino de Deus para o interior do Ceará. Alguns irmãos foram com ele. Dois carros realizaram a viagem. A obra foi realizada com grande bênção. Nosso Senhor Jesus Cristo foi honrado. No entanto, no dia 20 de fevereiro de 2007, recebemos uma ligação, por volta das 20h00. É do tipo de ligação que provoca estranhas sensações. Do outro lado da linha, uma voz dizia: “aconteceu um pequeno acidente com o carro no qual seu pai estava ... mas fique tranquilo, está tudo bem ... o carro apenas capotou ...”. Subitamente, muitos pensamentos inundaram um coração fragilizado pela insegurança. Nove pessoas estavam no carro, inclusive meu pai. Nove pessoas [grave este número]. De fato, foi um acidente muito grave, porém o Senhor livrou todos da morte. Os irmãos tiveram alguns ferimentos. Dois fraturaram a clavícula, meu tio fraturou algumas costelas, meu pai [... aos 73 anos] foi jogado para fora do carro e fraturou três costelas. Estes irmãos foram atendidos no hospital de Bom Jesus do Piauí. Depois de muitas ligações, regadas com muita angústia e apreensão, conseguimos transportar pelo menos seis deles de avião para Brasília. Os demais vieram de ônibus.

 

A CHEGADA

Dia 23 de fevereiro, às 18h00. Este era o tão esperado momento. Aguardávamos meu pai e outros cinco irmãos no Aeroporto de Brasília. Era um misto de alegria e ansiedade. Daquele tipo de mistura onde uma lágrima escondida se misturava com um tímido sorriso. Era um encontro do alívio com várias indagações. Coisas do tipo: Todos estão realmente bem? Ao final de tudo, na balança do coração o sorriso parecia prevalecer. Algumas poucas piadas eram ensaiadas. De repente uma euforia tomou conta de todos. O painel do aeroporto informava que o vôo JJ4358 havia pousado [acho que o número era esse. As emoções podem ter me feito esquecer]. Por que o vidro temperado do saguão de chegada do aeroporto era tão fumê, tão escuro? Deveriam ter colocado um vidro mais claro, pensávamos! Quando fixei meu olhar numa determinada direção, pude ver meu pai sendo trazido numa cadeira de rodas. Meu tio veio na frente – com costela quebrada e tudo – só para nos dizer que meu pai estava de cadeira de rodas, por causa das fortes dores que estava sentindo [somente no dia seguinte, após uma bateria de exames, descobrimos que as dores eram provocadas por três costelas fraturadas]. Quando ele se aproximou da porta, minha mãe correu para seus braços ... Calma, não foi como aqueles encontros cinematográficos [bem que ela queria ... mas ele não podia. Já pensou nas dores? Dói só de pensar!!!].

 

A PRIMEIRA FALA DE MEU PAI

Sentado naquela cadeira, o semblante de meu pai revelava algo muito estranho: Uma mistura de euforia e dor. O rosto pálido, descorado, seus braços tomados por escoriações, um pequeno corte na testa próximo ao olho direito, seus pés, com hematomas escurecidos, estavam muito inchados, o tórax doído [depois eu pude constatar um enorme hematoma no lado esquerdo do seu tórax]. Tudo isto já é suficiente pra gente ter uma noção da dor que ele sentia. Muitos irmãos estavam reunidos no aeroporto aguardando a chegada de todos. Meu pai estava ali, no meio daquela multidão de irmãos. Talvez isso explique a mistura de euforia e dor. Quando ele começou a falar, sua voz embargada mexeu comigo. Sem dúvida, ele sentia dor simplesmente ao falar. Quando ele começou a falar, pude ver que eu não era apenas um, eu era dois [estranho de falar, estranho de escrever ... muito mais estranho de sentir].  Sim, eu era dois: filho e servo. De um lado havia um filho que, ao ouvir aquela voz embargada, aquele semblante doído, sentia vontade de chorar. Meu pai fazia força para falar!!! A dor não seria capaz de calar o grande guerreiro!!! Suas palavras seriam preciosas demais para permanecer caladas. Muitas coisas ele poderia dizer naquele momento: “Ei gente! Estou de volta!”. Quem sabe uma murmuração básica, daquelas do tipo: “Por que Deus não nos livrou deste acidente, afinal, estávamos fazendo a obra?”. Ou quem sabe, dizer para os filhos: “Como é bom ver vocês de novo!” Qualquer uma destas palavras seria preciosa! [menos a murmuração, é claro!] Mas eu pude ver a dor e a euforia. E não somente isso, além de ver, eu pude ouvir. Ouvir o que ele dizia. Que coragem! Como pode? Tantas palavras para falar, ele escolheu justamente aquelas? Meu pai tinha uma voz embargada pela dor. Mas a dor não foi capaz de fazê-lo calar!!! Ele tinha de contar!!! Alguém tinha de contar!!! Aquele acidente não foi capaz de desfazer o que Deus já havia feito!!! Meu pai abriu sua boca. Encontrou forças para quase gritar! A dor era intensa, mas o conteúdo de suas palavras era maior!!! MEU PAI DISSE: “NOVE PESSOAS FORAM SALVAS, NOVE FORAM BATIZADAS!!!” [eu não disse para você gravar esse número?]. Aquela voz mexeu comigo! A dor mexeu com o filho!!! Como filho, eu sentia vontade de chorar. Ver meu pai falando com tanta dificuldade, com tanta dor!!! Ninguém merece!!! Mas o conteúdo do que ele disse mexeu com o servo. Ao ouvir aquilo, eu sentia vontade de gritar, de pular! Será que iam entender? O servo queria pular, mas o filho queria chorar! O filho não entendia aquelas palavras, pois queria ouvir: “eu te amo”. Mas o servo entendia, pois o servo entende quando se diz: “toda a glória pertence ao Senhor”. O servo entende as palavras de Paulo aos romanos: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" [Romanos 11:33-36]. Ali, diante de todos, no silêncio de meu coração, eu pude perceber que eu era dois: filho e servo. A voz embargada do meu pai promoveu este encontro, o encontro do filho com o servo!

Quando estava no carro, indo para o hospital, meu pai não calava: “Este acidente nos levou para aquela cidade”, “no hospital, fomos tratados como reis”, “falamos de Jesus para todas as pessoas que se aproximavam de nós”, “se alguém nos trazia água, nós falávamos de Jesus”, “hoje, antes de sairmos de lá, reunimos todos os funcionários e pacientes do hospital e cantamos para eles”. Meu pai falou muito mais coisas. E tudo com aquela voz embargada!!! Você pode imaginar o que isso significa? Um homem que não tem medo da dor ... tudo para glorificar a Jesus Cristo, seu salvador, senhor e sua vida!!!

 

A MUDANÇA

Hoje termina o horário de verão. Mas não foi só o meu relógio que mudou ... algumas coisas mudaram dentro do meu coração. É simplesmente magnífico perceber o poder que uma voz embargada pela dor pode provocar. Enquanto escrevia estas palavras, meu coração foi conduzido para um poderoso momento na história dos homens. Está escrito em Lucas 23:46 – “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Como você acha que Jesus estava? Como foi que aquela voz saiu dos Seus lábios? Então, descobri que meu pai não foi o primeiro. Meu Senhor Jesus, um dia, com uma voz embargada pela dor, também falou algo que o Pai Celestial gostaria de ouvir. A dor não foi capaz de calar o Senhor Jesus Cristo ... a dor não foi capaz de calar o meu pai! Tudo porque “aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” [Romanos 8:29].

OBS: A foto demonstra o estado do veículo que capotou! 

Em Cristo!

Aprendendo com Cristo e com aqueles que, mesmo na dor, procuram imitá-lo!

A. M. Cunha