segunda-feira, 6 de abril de 2015

EXERCÍCIOS PARA A ALMA - PALAVRAS INICIAIS (1)

SÉRIE EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS
05/04/2015
Nossa capacidade de olhar possui uma posição singular em nossa existência. Os exercícios espirituais que serão propostos nesta série, terão como pano de fundo o nosso olhar. Ora olharemos para o Alto, ora nos concentraremos em olhar para dentro, ora fixaremos nosso olhar para fora e ora estimularemos olhar para baixo.

A. M. Cunha

terça-feira, 31 de março de 2015

PERDOAR NÃO É CONDUTA HIPÓCRITA

Muitos insistem em não liberar perdão. Tal postura coloca o “não-perdoador” [aquele que não perdoa] nas algemas da raiz de amargura que cruelmente perturba o seu coração! Não perdoar implica, necessariamente, em conceder vantagem a Satanás, de modo que envolva a vida daquele que não perdoa numa profunda cegueira espiritual que faz com que ele passe a ignorar os desígnios malignos [2 Coríntios 2.10-11]. O cristão que não perdoa, pode até ter nome de que está vivo, mas, está de fato morto [Apocalipse 3.1]! Alguns há que afirmam que perdoar é difícil! Ninguém disse que é fácil, porém, não é impossível! Há uma distância muito grande entre “difícil” e “impossível”. Se Deus nos ordenou perdoar, isto significa que é possível perdoar, pois Deus não nos daria uma ordem impossível de cumprirmos. É por isso que todo mandamento pode ser entendimento como “Mandamento Promessa”, o que equivale a dizer que todo mandamento possui em si uma promessa de capacitação para o seu cumprimento. Perdoar não requer de nós sentimento, mas obediência! Assim, não precisamos esperar sentir vontade de perdoar para perdoarmos, mas devemos simplesmente obedecer e, por fim, perdoar, mesmo que não sintamos vontade. Isto não é hipocrisia, como podem pensar alguns, é obediência! É, portanto, ato muito sublime! Cristãos, perdoai, porque isto é agradável a Deus!
A. M. Cunha

“A quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo; porque, de fato, o que tenho perdoado (...), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.”
II Coríntios 2:10-11

Gravura extraída de:

http://www.hurso.org.br/?link=leia_noticia&id=444

domingo, 29 de março de 2015

UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DA GRATIDÃO

“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?”
Salmo 116:12

Ao abordar o tema da gratidão, eu penso que devo conduzi-los a duas perspectivas: [1] A primeira perspectiva – Quanto à gratidão em si: As declarações contidas numa atitude de gratidão; e [2] A segunda perspectiva – Quanto à pessoa que possui um coração grato: As verdades que uma pessoa agradecida reconhece.

AS DECLARAÇÕES CONTIDAS NUMA ATITUDE DE GRATIDÃO

I – A gratidão é uma declaração no sentido de que Deus nos dá a vitória: O foco aqui é a ação de Deus em favor de uma pessoa. O poder pertence a Deus!

Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
I Coríntios 15:57

II – A gratidão é uma declaração no sentido de que Cristo nos conduz em triunfo: O foco aqui, não é apenas a ação de Deus, mas a ação praticada pela pessoa cujo coração é agradecido. Deus não age sozinho, Ele toma a mão de alguém e a conduz numa brilhante jornada para a construção, com Ele, de sua trajetória de triunfo.

Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.   
II Coríntios 2:14


III – A gratidão é uma declaração no sentido de que Deus levanta outros em nosso favor: Aqui, o foco não é apenas a ação de Deus e a ação praticada pela pessoa cujo coração é agradecido, mas a ação de outras pessoas que também são levantadas por Deus para ajudá-la a construir a sua jornada de gratidão.

13 Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, 14 suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade, 15 como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta. 16 Mas graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós;”
II Coríntios 8:13-16


AS VERDADES QUE UMA PESSOA AGRADECIDA RECONHECE

“Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?”
Salmo 116:12

À luz deste texto, podemos detectar que aquele cujo coração é agradecido reconhece, pelo menos, duas importantes verdades:

I – Ele reconhece que Deus está presente o tempo todo cuidando de sua vidaObserve a expressão: “seus benefícios para comigo”. Ele olha para a sua vida e sente o cheiro de Deus. Ele vê e diz: “Deus tocou nesta área de minha vida”. Ele olha para a sua vida e percebe a digital de Deus: “Deus colocou o Seu poder em ação, e por isso estas coisas estão acontecendo em minha vida”. Ele olha para a sua vida e contempla as pegadas de Deus: “Deus passou por aqui, é por isso que as portas estão se abrindo”.

II – Ele reconhece que possui uma dívida de amor para com Deus: Observe a expressão: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios (...)?” Ele olha para a sua vida, sente o cheiro de Deus, percebe a digital de Deus e contempla as pegadas divinas, por fim, ele conclui: Eu tenho uma dívida de amor! Sou endividado para com Deus, pois o Seu amor me algemou nos Seus laços de ternura e cuidado para comigo! Aleluia!

Cumpre-se na vida desta pessoa, e de uma forma sublime e magnífica, a palavra de Romanos 13:8, pois ele reconhece a si mesmo como alguém que está devendo para Deus o amor com que Deus o amou. Sua vida deve, portanto, ser uma retribuição ao amor divino.

“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros;
Romanos 13:8

A. M. Cunha

quarta-feira, 25 de março de 2015

ORANDO SOBRE A ORAÇÃO

J. C. Willians afirmava que orar pode ser difícil, exatamente porque “precisamos usar o nosso cérebro, e a mente é a última fortaleza do diabo. “... e vos renoveis no espírito do vosso entendimento” (Ef 4:23). Precisamos “da mente de Cristo”. Devemos usar a nossa mente na oração. Ore pela clarificação da mente na oração. Muitos oram sem qualquer ideia do que irão pedir. Não há suficiente contemplação e meditação. Se os anjos não podem entrar na presença de Deus a menos que suas faces estejam cobertas, quanto menos nós nos atrevemos ir à Sua presença com a mente despreparada? São aqueles que oram em silêncio no átrio interior que movem o mundo. Se desejamos posição elevada no reino do céu, devemos nos rebaixar diante de Deus.”


Extraído do texto “Orar sobre sua oração”, de J. C. Willians, Revista “O Vencedor”, fevereiro 2015 a maio 2015. Editora Restauração.

Link para acessar a revista "O Vencedor":
http://www.editorarestauracao.com.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=19&Itemid=12

sábado, 14 de março de 2015

UM VISLUMBRE DA CASA DE CORNÉLIO


O poder de uma reunião está Naquele que está presente: Jesus Cristo! A Bíblia diz: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. (Mateus 18:20). Esta presença é o que se pode denominar de presença em manifestação, o que significa dizer que o Senhor Jesus Cristo, que sempre está presente por ser onipresente, agora tem Sua presença tornada conhecida pelos que estão em reunião em torno do Seu nome. Estar reunido em torno do nome de Cristo é estar reunido em torno de um chamado, o chamado feito por Ele!
Vejamos a narrativa bíblica da conversão de Cornélio que ocorreu numa reunião onde estavam Pedro e a família de Cornélio. Aquela não foi uma reunião qualquer, mas uma reunião a partir de um chamado.
A Bíblia diz que Pedro, após ter tido uma visão, foi chamado para acompanhar algumas pessoas. Veja o que a Bíblia diz: “Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.” (Atos 10:19-20). Pedro discerniu tão claramente que Deus o estava chamando, a ponto de declarar o seguinte, assim que chegou a Casa de Cornélio: “por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. Pergunto, pois: por que razão me mandastes chamar? Como se pode ver, Pedro declara que estava presente naquela casa porque foi chamado.
Deus também moveu o coração de Cornélio, e o fez com tal intensidade a ponto de deixá-lo inquieto. Esta inquietação somente cessou quando ele e toda a sua família reuniram-se com Pedro. Observe suas palavras: “Portanto, sem demora, mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor. (Atos 10:33).
E o que aconteceu naquela reunião? Não quero estender-me muito, mas apenas recomendar que você leia todo o capítulo 10 do livro de Atos dos Apóstolos. Tenha, porém, especial atenção para o versículo que diz: “Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. (Atos 10:44).
Toda reunião em nome do Senhor Jesus é, e deve ser, uma reunião onde pessoas chamadas se encontram para dar e receber algo mui precioso: A presença de Deus!
A. M. Cunha


Gravura extraída de http://www.editoriallapaz.org/cornelio-recursos.html

sexta-feira, 13 de março de 2015

AS DUAS DÁDIVAS DO AMOR

O apóstolo João compreendia como poucos o efeito multiplicador do amor. De acordo com este apóstolo, conhecemos o amor, não apenas quando contemplamos o “ato de amar” na vida de alguém, mas quando percebemos que este “ato de amar” desperta na vida daquele que é amado o desejo de também praticar “atos de amar”. Tal princípio pode ser visto nas seguintes palavras do apóstolo João: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. (I João 3:16).

O amor, na teologia do apóstolo João, é manifestado a partir de duas importantes dádivas promovidas por aquele que ama, a saber, 1) dar a própria vida; e 2) dar vida.

A primeira dádiva do amor impele aquele que ama a dar “a própria vida” pelo amado, ou seja, dar a si mesmo, oferecendo, voluntaria e graciosamente, toda a energia da vida em favor daquele que é amado, mediante a prática de intensos e profundos atos de bondade. Os textos a seguir expressam este importante aspecto do amor: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (João 10:11) e “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. (João 15:13).

A segunda dádiva do amor impele aquele que ama a “dar vida ao mundo”, ou seja, dar vida àquele que não a possui. Este “dar vida ao mundo” refere-se a conceder ao mundo a aptidão para desfrutar a plenitude da vida que pertence a Deus, significando, portanto, dar a vida de outro, no caso Deus, para aquele que não a possuía. São estas as palavras do apóstolo: “Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. (João 6:33).
A. M. Cunha


Gravura extraída de http://www.semeandovida.org/2008/05/2-joao_26.html