quarta-feira, 25 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [8]


“Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.”
Jonas 2.10

Como poderia o homem desenvolver uma conexão com Deus? A oração, seguramente, é uma das formas de promover esta conexão! Ah! A oração possui seus mistérios! Por ela, não raro, falamos com o Senhor acerca das angústias que sufocam nossa existência [“Na minha angústia clamei ao Senhor” – Jonas 2.2], ou da esperança que surge em nosso coração [“todavia tornarei a ver o teu santo templo” – Jonas 2.4 e “eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento” – Jonas 2.9]! Ah! A oração possui seus mistérios! Quando oramos esperamos ouvir a voz divina! Por vezes, porém, a voz divina é proferida noutra direção e não diretamente a nós, muito embora diga respeito a nós! Em resposta à oração de Jonas, Deus não lhe falou diretamente, mas Sua voz ecoou em direção ao peixe, por isso se diz: “Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.” – Jonas 2.10. Sim, a oração possui seus mistérios!

A. M. Cunha

domingo, 22 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [7]

“Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus [...]”
Jonas 2:1-2

Você já se ateve às palavras da oração que o profeta Jonas proferiu quando estava no ventre do peixe? Dedique um pouco do seu tempo para conferir as seguintes referências bíblicas: Salmo 120.1; Salmo 42.6; Salmo 88.6-7; Salmo 31.22; Salmo 69.1; Salmo 31.6; Salmo 142.1; Salmo 77.10-11; Salmo 50.14; Salmo 3.8. Conclui-se, portanto, que Jonas em sua oração incorporou muito do que estava escrito no livro dos Salmos! As palavras empregadas por Jonas em sua oração não eram exclusivamente suas, mas eram as próprias palavras de Deus! Quanto da Palavra de Deus temos incorporado em nossas orações?

A. M. Cunha

A NECESSÁRIA METAMORFOSE NA PREGAÇÃO DA IGREJA

Muitas vozes ecoam neste mundo: [1] No meio musical existem vozes cantadas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes cantadas, precisam ouvir! [2] No meio político existem vozes politizadas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes politizadas, precisam ouvir! [3] No meio intelectual existem vozes culturais! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes culturais, precisam ouvir! Enfim, o mundo está repleto de vozes terrenas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes terrenas, precisam ouvir!
Isto só será possível se a igreja experimentar uma metamorfose na sua pregação! É tempo de a igreja abraçar um ciclo de transformação em sua pregação para que a fé produzida naqueles que são vozes cantadas, vozes politizadas e vozes culturais não se baseie na sabedoria humana, mas no poder de Deus!

A. M. Cunha

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”

I Coríntios 2:4-5

sábado, 21 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [6]

“Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus,”
Jonas 2.1

Você notou que não há um registro sequer de uma oração feita pelo profeta Jonas em todo o capítulo primeiro? De acordo com Jonas 1.5, os marinheiros clamavam, cada um ao seu deus. O texto de Jonas 1.6 mostra que o mestre do navio disse a Jonas: “Levanta-te, invoca o teu deus”. Por fim, de acordo Jonas 1.14, a Bíblia registra que todos, exceto Jonas, clamaram ao Senhor, dizendo: “Ah! Senhor! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve”. Assim, concluímos que “o ventre do peixe” foi a circunstância divinamente arquitetada para despertar a oração nos lábios do profeta Jonas. Que não esperemos pelo “ventre do peixe” para começarmos a orar! Que nossos lábios sussurrem voluntárias e espontâneas orações ao Deus de nossa vida!

A. M. Cunha

sexta-feira, 20 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [5]


“E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.”
Jonas 1.15

Por vezes, a cena final de determinados filmes ocorre quando o personagem principal é levantado como símbolo de uma vitória triunfal. Mas este não foi o caso de Jonas! A tripulação daquele navio o levantou, não porque ele fosse o vencedor, mas porque nele estava a causa da iminente derrota daquela embarcação. Mal sabiam que ao levantar de Jonas não estariam escrevendo o capítulo final daquela narrativa! O que parecia ser o fim de um profeta, na verdade era o começo de um novo ciclo em sua existência. Aquela embarcação, tão logo o “fugitivo profeta” fosse lançado ao mar, receberia por troféu a quietude das águas naquele bravio mar. Jonas aprenderia que, mesmo enquanto fugia, a mão do Senhor o estava guiando. O salmista já dissera: “Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.” [Salmo 139.10] O que, ainda que por um breve instante, aparenta ser a nossa destruição, pode, na verdade, ser o início de uma etapa extremamente vitoriosa em nossa existência!

A. M. Cunha

quinta-feira, 19 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [4]

“Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono. E o mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.”
Jonas 1:5, 6

Jonas, continuando sua trajetória de descida, encontra-se agora no porão do navio. Este não será seu último estágio, pois o “ventre do peixe” ainda o aguardava. A natureza, por ordem divina, já foi movimentada para ajudar o projeta a “encontrar-se” com o Deus de quem fugia. Agora é o “mestre do navio” que se une à “perseguição divina”. Mesmo não sendo profeta, o mestre do navio é divinamente convocado para, como profeta, fazer reverberar a voz divina nos ouvidos do projeta Jonas, ao afirmar: “Levanta-te, clama ao teu Deus”! É ato de graça sublime quando Deus levanta um “não-profeta” para despertar os Seus profetas!

A. M. Cunha

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [3]

“Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.”
Jonas 1:4


Você alguma vez já se despertou angustiado por ter tido um sonho no qual estava fugindo de alguém? Nesse sonho, você tinha a sensação de que, por mais que tentasse, não conseguia fugir? Se isso já aconteceu com você, muito provavelmente o seu despertar do sonho foi um alívio! O profeta Jonas adotou uma postura de “tentar” fugir da presença do Senhor. Assim como naqueles sonhos onde fuga é impossível, Jonas encontrou-se com a realidade de que não era possível fugir da presença do Senhor. O texto bíblico diz: “Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento” [Jonas 1.4]. A partir dali, Jonas vivenciaria a história na qual Deus seria o seu voraz perseguidor! Fugir da presença do Senhor? Seria possível? O salmista já nos apresentava esta impossibilidade em forma de pergunta: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” [Salmo 139.7]. Sim, Jonas não conseguiria fugir! Sua história, por fim, nos mostraria que Deus nutria um imenso amor por Seu profeta para resgatá-lo, tanto quanto nutria um grande amor por Nínive para perdoá-la!

A. M. Cunha