quinta-feira, 26 de maio de 2016

O OUTRO MANDAMENTO SEMELHANTE

"Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."
Mateus 22:36-40

"O segundo, semelhante a este, é". Com estas palavras Jesus prosseguiu seu discurso sobre o grande mandamento. O primeiro é descrito por Ele nas seguintes palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.".
Observemos que o Senhor Jesus nos diz que existe um segundo mandamento, porém, semelhante a este! Uma inquietante pergunta surge: O que pode se comparar com amar a Deus? O que pode haver semelhante a este tão sublime mandamento? O Senhor Jesus nos responde: "O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.".
De acordo com as palavras do Senhor, amar o próximo é uma das mais expressivas evidências do amor a Deus. O apóstolo João já havia afirmado: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." [I João 4:20].
O mandamento divino do amor deve ser considerando numa dupla perspectiva: [1] A perspectiva vertical, canaliza o amor para Aquele que é superior, assim, o “outro a ser amado”, sublime e excelso, é contemplado em toda a Sua soberania e majestade! Esta perspectiva é caracterizada pelo amor a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento! [2] A segunda perspectiva é horizontal, espraiando-se para aquele que é igual, assim, o “outro a ser amado”, é contemplado como o igual a ser amado, em nada superior ou inferior, simplesmente igual. Esta perspectiva é caracterizada pelo amor ao “outro igual a ser amado”, na mesma dimensão com que o “outro que ama” ama a si mesmo!

A. M. Cunha

quarta-feira, 25 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [8]


“Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.”
Jonas 2.10

Como poderia o homem desenvolver uma conexão com Deus? A oração, seguramente, é uma das formas de promover esta conexão! Ah! A oração possui seus mistérios! Por ela, não raro, falamos com o Senhor acerca das angústias que sufocam nossa existência [“Na minha angústia clamei ao Senhor” – Jonas 2.2], ou da esperança que surge em nosso coração [“todavia tornarei a ver o teu santo templo” – Jonas 2.4 e “eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento” – Jonas 2.9]! Ah! A oração possui seus mistérios! Quando oramos esperamos ouvir a voz divina! Por vezes, porém, a voz divina é proferida noutra direção e não diretamente a nós, muito embora diga respeito a nós! Em resposta à oração de Jonas, Deus não lhe falou diretamente, mas Sua voz ecoou em direção ao peixe, por isso se diz: “Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.” – Jonas 2.10. Sim, a oração possui seus mistérios!

A. M. Cunha

domingo, 22 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [7]

“Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus [...]”
Jonas 2:1-2

Você já se ateve às palavras da oração que o profeta Jonas proferiu quando estava no ventre do peixe? Dedique um pouco do seu tempo para conferir as seguintes referências bíblicas: Salmo 120.1; Salmo 42.6; Salmo 88.6-7; Salmo 31.22; Salmo 69.1; Salmo 31.6; Salmo 142.1; Salmo 77.10-11; Salmo 50.14; Salmo 3.8. Conclui-se, portanto, que Jonas em sua oração incorporou muito do que estava escrito no livro dos Salmos! As palavras empregadas por Jonas em sua oração não eram exclusivamente suas, mas eram as próprias palavras de Deus! Quanto da Palavra de Deus temos incorporado em nossas orações?

A. M. Cunha

A NECESSÁRIA METAMORFOSE NA PREGAÇÃO DA IGREJA

Muitas vozes ecoam neste mundo: [1] No meio musical existem vozes cantadas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes cantadas, precisam ouvir! [2] No meio político existem vozes politizadas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes politizadas, precisam ouvir! [3] No meio intelectual existem vozes culturais! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes culturais, precisam ouvir! Enfim, o mundo está repleto de vozes terrenas! É tempo de a igreja tornar-se a voz celeste que estes, que são vozes terrenas, precisam ouvir!
Isto só será possível se a igreja experimentar uma metamorfose na sua pregação! É tempo de a igreja abraçar um ciclo de transformação em sua pregação para que a fé produzida naqueles que são vozes cantadas, vozes politizadas e vozes culturais não se baseie na sabedoria humana, mas no poder de Deus!

A. M. Cunha

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”

I Coríntios 2:4-5

sábado, 21 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [6]

“Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus,”
Jonas 2.1

Você notou que não há um registro sequer de uma oração feita pelo profeta Jonas em todo o capítulo primeiro? De acordo com Jonas 1.5, os marinheiros clamavam, cada um ao seu deus. O texto de Jonas 1.6 mostra que o mestre do navio disse a Jonas: “Levanta-te, invoca o teu deus”. Por fim, de acordo Jonas 1.14, a Bíblia registra que todos, exceto Jonas, clamaram ao Senhor, dizendo: “Ah! Senhor! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve”. Assim, concluímos que “o ventre do peixe” foi a circunstância divinamente arquitetada para despertar a oração nos lábios do profeta Jonas. Que não esperemos pelo “ventre do peixe” para começarmos a orar! Que nossos lábios sussurrem voluntárias e espontâneas orações ao Deus de nossa vida!

A. M. Cunha

sexta-feira, 20 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [5]


“E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.”
Jonas 1.15

Por vezes, a cena final de determinados filmes ocorre quando o personagem principal é levantado como símbolo de uma vitória triunfal. Mas este não foi o caso de Jonas! A tripulação daquele navio o levantou, não porque ele fosse o vencedor, mas porque nele estava a causa da iminente derrota daquela embarcação. Mal sabiam que ao levantar de Jonas não estariam escrevendo o capítulo final daquela narrativa! O que parecia ser o fim de um profeta, na verdade era o começo de um novo ciclo em sua existência. Aquela embarcação, tão logo o “fugitivo profeta” fosse lançado ao mar, receberia por troféu a quietude das águas naquele bravio mar. Jonas aprenderia que, mesmo enquanto fugia, a mão do Senhor o estava guiando. O salmista já dissera: “Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.” [Salmo 139.10] O que, ainda que por um breve instante, aparenta ser a nossa destruição, pode, na verdade, ser o início de uma etapa extremamente vitoriosa em nossa existência!

A. M. Cunha

quinta-feira, 19 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [4]

“Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono. E o mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.”
Jonas 1:5, 6

Jonas, continuando sua trajetória de descida, encontra-se agora no porão do navio. Este não será seu último estágio, pois o “ventre do peixe” ainda o aguardava. A natureza, por ordem divina, já foi movimentada para ajudar o projeta a “encontrar-se” com o Deus de quem fugia. Agora é o “mestre do navio” que se une à “perseguição divina”. Mesmo não sendo profeta, o mestre do navio é divinamente convocado para, como profeta, fazer reverberar a voz divina nos ouvidos do projeta Jonas, ao afirmar: “Levanta-te, clama ao teu Deus”! É ato de graça sublime quando Deus levanta um “não-profeta” para despertar os Seus profetas!

A. M. Cunha