sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [2]

“Portanto” [v. 9]
O ensinamento de Jesus sobre a oração começa com a palavra “portanto”. Esta palavra é uma conjunção, sendo, desta forma, um elemento que realiza a conexão entre duas ideias. No texto analisado, esta conjunção conecta a narrativa de Mateus 6.5-8 [explicações sobre como se deve orar] com a narrativa de Mateus 6.9-13 [A oração dos filhos]. Em Mateus 6.5, Jesus adverte para o fato de que quem ora não deve fazê-lo com o propósito de ser visto pelos homens. Em Mateus 6.6, Ele ordena a prática da oração em secreto, que nada mais é do que um reforço à ideia de não orar para ser visto pelos homens. Isto não significa, porém, que não se deve orar ao lado de outras pessoas. Na verdade, seja na oração em secreto, seja na oração em público, o propósito, tanto de uma quanto da outra, não pode ser o reconhecimento e a admiração das outras pessoas.

A. M. Cunha

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS

A partir de hoje apresentarei breves meditações na conhecida Oração do Pai Nosso. Inicialmente apresento o texto bíblico:

“[9] Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; [10] venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; [11] o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; [12] e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; [13] e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”
Mateus 6:9-13

Leia cuidadosamente o texto bíblico, permitindo que as palavras nele contidas sejam especialmente transformadoras para sua alma!
Que Deus nos abençoe, dando-nos uma brilhante jornada neste maravilhoso texto da Bíblia Sagrada!

A. M. Cunha

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O DUPLO ASPECTO DA COMUNHÃO

“Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?”
I Coríntios 10:16

De acordo com I Coríntios 10:16, a ceia instituída por Cristo faz alusão ao duplo aspecto da comunhão. Quando Paulo refere-se ao “cálice da benção”, ele o faz relacionando-o com a “comunhão do sangue”, ao passo que, quando menciona o “pão que partimos”, Paulo o conecta com a “comunhão do corpo de Cristo”. O foco aqui é a comunhão, porém, em seu duplo aspecto. A expressão “comunhão do corpo de Cristo” é um dos aspectos da comunhão, possuindo uma acepção horizontal, ou seja, refere-se à mútua comunhão que deve existir entre os irmãos, os muitos membros do corpo de Cristo! Por outro lado, o outro aspecto da comunhão encontra-se desenhado na expressão a “comunhão do sangue”. Este aspecto em particular possui uma acepção vertical, ou seja, refere-se à comunhão que deve existir entre o homem e Deus! De acordo com o apóstolo João, amar o irmão é a visível manifestação do amor a Deus (I João 4:20), em outras palavras, um discípulo demonstra definitivamente que ama a Deus quando em seus relacionamento existe amor para com os demais discípulos de Cristo, pois, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” (I João 4:21).

A. M. Cunha

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

É ABENÇOADO O POVO DE DEUS QUE SE REUNE

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”
Hebreus 10:25

Deixar de congregar, eis um perigoso veneno que assola o corpo de Cristo! Existem, pelo menos, duas formas de deixar de congregar:

[1] Deixar de congregar espacial: Nesta forma, a ausência é sentida quanto à presença física de determinado membro do Corpo de Cristo, de modo que tal membro deixa de estar fisicamente presente nas reuniões do Corpo de Cristo;

[2] Deixar de congregar funcional: Nesta forma, embora o membro esteja fisicamente presente, ele se comporta como se não estivesse. Diz-se funcional, pois o membro presente não exerce suas funções no Corpo de Cristo. Por esta forma, determinado membro, embora esteja fisicamente presente, não dá sinais de cooperação para com a igreja, não desempenhando suas funções nas reuniões do Corpo de Cristo.

Em ambas as formas de deixar de congregar, o Corpo de Cristo é privado dos benefícios que são peculiares à efetiva participação dos seus membros. Seja por estar ausente fisicamente ou por estar inoperante funcionalmente, o membro que não congrega priva o Corpo de Cristo dos benefícios inerentes à multiforme graça de Deus.

Uma paráfrase de Hebreus 10.25 pode ser assim resumida: Congreguemo-nos, em amor, mediante santas admoestações, tanto mais intensamente, quanto mais vemos que o Dia do Senhor se aproxima.

Lutemos, com todas as forças que possuímos, contra tudo o que pretende privar-nos dos benefícios inerentes ao fato de estarmos reunidos em nome de Jesus!

A. M. Cunha

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

DICAS DE ORAÇÃO [11]

Fôlego de Oração
Um ótimo exercício espiritual para o aprimoramento da aplicação das Escrituras à nossa vida é a prática do que se pode chamar de personalização da Bíblia. Esta prática nada mais é do que incluir o seu nome onde seja possível fazê-lo, e a partir daí, você possa apresentar diante de Deus um questionamento, uma exclamação ou uma afirmação!

Exemplos de como personalizar as Escrituras Sagradas
[1] “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” [Marcos 9:36] – Um questionamento pode surgir deste texto: Eu tenho me compadecido das multidões, porque elas estão aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor?;
[2] “Quando Jesus chegou [...] Zaqueu [...] desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.” [Lucas 19:5-6] – Uma exclamação pode aquecer o seu coração ao ler este texto: Quão maravilhoso foi o dia, Jesus, em que eu O recebi com alegria!;
[3] “Levi [...] se levantou e, deixando tudo, o seguiu.” [Lucas 5:27-28] – Ao ler este texto você pode ser impulsionado a afirmar o seguinte: Jesus, eu vou me levantar para seguir-Te com todo o meu coração.

Sempre que você personalizar a Escritura, incluindo o seu nome onde for possível fazê-lo, deixe que uma oração ecoe dos seus lábios: Uma oração que siga o fluxo do questionamento, da exclamação ou da afirmação que surgiu quando você personalizou a Escritura.

A. M. Cunha

DICAS DE ORAÇÃO [10]


Fôlego de Oração
Como vimos nas Dicas de Oração [9], é importante deixar-se conduzir em oração através da Bíblia Sagrada. Às vezes costumamos ter uma agenda de oração. Isto é muito bom! Sugiro que você inclua uma nova forma de agenda de oração em sua vida. É bem simples! Faça da leitura da Bíblia uma nova forma de agenda de oração. Em outras palavras, aprenda a responder aos impulsos de oração que a Bíblia Sagrada revela para você. Para isso, procure ler a Bíblia pausadamente, fazendo da leitura um ato de escuta, de modo que você possa ver em cada texto bíblico uma poderosa agenda de oração!

Mais exemplos de como conduzir-se em oração através da Bíblia
[1] “Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus.” [Atos 8:35] – Este texto pode despertar você para que ore no sentido de que você atue mais na evangelização de outras pessoas. O Espírito de Deus pode despertá-lo para o fato de que você deve intensificar a evangelização em sua vida espiritual;

[2] “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” [Mateus 18:21] – Este texto pode aquecer o seu coração de modo que você libere perdão a uma pessoa específica. Se o seu coração for assim aquecido, ore imediatamente a Deus liberando perdão;

[3] “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” [Gálatas 6:10] – Este texto pode impulsionar você a orar para que Deus revele uma pessoa a quem você deva prestar um auxílio específico, como, por exemplo, ajuda financeira.

Continue praticando este maravilhoso modo de deixar-se conduzir em oração através das Sagradas Escrituras.

A. M. Cunha

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DICAS DE ORAÇÃO [9]

Fôlego de Oração
Permita que Jesus o conduza em oração através da Escritura. A Bíblia é uma poderosa orientação na oração, pois as histórias e narrativas bíblicas fazem ecoar diretrizes acerca de nossas necessidades mais íntimas, nossos desejos mais profundos e nossos sentimentos mais marcantes.

Exemplos de como conduzir-se em oração através da Bíblia
[1] “Na minha angústia, clamo ao Senhor, e ele me ouve.” [Salmo 120:1] – Este texto pode despertar você para dedicar-se à oração por suas angústias;
[2] “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor.” [Salmo 122:1] – Este texto pode despertar você para dedicar-se à oração, no sentido de que você busque arrepender-se por não ter mais alegria de estar na Casa do Senhor;
[3] “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!” [Salmo 128:1] – Este texto pode despertar você para dedicar-se à oração, no sentido de que você assuma um compromisso maior com a obediência a Deus e a Seus mandamentos.


Pratique esta forma maravilhosa de deixar-se conduzir em oração através de outros textos das Sagradas Escrituras.
 A. M. Cunha