sábado, 27 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [9]

“ ... venha o teu reino ...” [Mateus 6:10]

Este pedido é uma impetuosa confissão de que o reino de Deus ainda não é uma realidade nesta terra. Esta súplica pelo reino de Deus deve ser um profundo desejo dos “filhos” que oram. Se de um lado, este pedido revela que o reino ainda não é uma realidade, de outro, este pedido demonstra que a vinda do reino de Deus é uma possibilidade. Aqueles que suplicam pela vinda do reino devem fazê-lo tão intensamente quanto mais percebam sua inexistência nesta terra. O filho de Deus deve desejar a vinda do reino, pois a sua natureza não lhe permitirá encontrar satisfação, a menos que o reino seja uma realidade!
A. M. Cunha

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A MALIGNA OMISSÃO

Quando Jesus foi batizado, a voz paterna fez-se ecoar dos céus para anunciar: “Este é o meu Filho amado” [Mateus 3:17]! Quão doce e maravilhosa foi a declaração de que Jesus era, não apenas o Filho, mas o Filho amado de Deus Pai! Contudo, quando da tentação por Ele suportada no deserto, o maligno opositor de Jesus referiu-se ao fato de que Ele era Filho de Deus, porém, ardilosa e intencionalmente, deixou de mencionar que Jesus era “o Filho amado” de Deus Pai! Seu opositor disse: “Se és Filho de Deus”, e não, “Se és Filho amado de Deus” [Mateus 4:3 e 6]. Você já havia observado este detalhe? Não é exatamente esta a omissão, maligna por sinal, que atualmente se repete na vida dos muitos filhos de Deus espalhados pelo mundo? Quantos destes filhos já bradaram sua voz fazendo ecoar a seguinte pergunta: “Deus, Tu me amas?” O Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, no entanto, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada quando o diabo, fazendo uso de uma astuciosa, maligna e destrutiva omissão, decidiu tentá-lo no deserto! Em seu coração, porém, ainda ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”! Digo a todos os Filhos de Deus: jamais se esqueçam do amor do Pai por vocês! Não há nada que vocês pratiquem que fará com que o Pai os ame menos do que Ele já os ama hoje! De igual modo, não há nada que vocês pratiquem que fará com o que Pai os ame mais do que Ele já os ama hoje! Vocês não são e jamais serão dignos do amor do Pai, mas Ele, mesmo assim, os ama e sempre amará! Deixe que estas palavras inundem o seu coração para sempre: “Você é um filho amado de Deus”!

A. M. Cunha


MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [8]

“ ... santificado seja o teu nome ...” [Mateus 6:9]

O vocábulo “santificado”, não significa que o nome de Deus tenha necessidade de que rituais sejam praticados para conferir-lhe santidade. Não, absolutamente! O sentido aqui é para o fato de que os filhos de Deus devem honrar o nome do Pai, conferindo-lhe a primazia que lhe é devida. A honra devida ao nome do Pai para ser verdadeiramente construída em nossa vida requer, não apenas nossas palavras, mas uma profunda harmonia entre o que falamos e o que praticamos!


A. M. Cunha

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [7]

“ ... que estás nos céus ...” [Mateus 6:9]

O Pai Celestial está nos céus! Quão doces são estas palavras, pois revelam quão elevado é o Deus Eterno! Ele reveste-se a Si mesmo de caráter real, sendo, portanto, detentor de toda a majestade celestial. Apesar de toda esta glória, os súditos do Reino de Deus não estão privados de manterem comunhão com o Supremo Rei Celestial! Por intermédio da oração, muito embora Deus esteja nos céus, os Seus filhos, que estão na terra, podem com Ele construir um significativo diálogo! Pela oração a alma encontra fôlego para existir e desfruta da dádiva de ser beijada pelo criador do universo!

A. M. Cunha

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [6]

“ ... nosso ...” [Mateus 6:9]
Há, no vocábulo “nosso”, um forte enfoque à oração corporativa. Aqui se transmite a ideia de que a oração deve ser comunitária, pois o texto sugere que não é apenas um que ora, mas uma coletividade formada por muitos filhos de Deus, por isso se diz “Pai nosso”. O texto faz reverberar, ainda, o anúncio acerca da fertilidade de Deus, pois Ele, Deus, possui não um, mas muitos filhos. Os “muitos filhos de Deus” possuem uma identidade paterna que os mantém unidos, de modo que a necessidade que um deles tem de orar é a necessidade de todos. A singularidade desta oração está no fato de que não é apenas um que ora, mas a coletividade dos filhos de Deus.

A. M. Cunha

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [5]

“ ... Pai ...” [Mateus 6:9]
Que magnífico início para uma oração tão singular! Esta oração tem o seu início com o vocábulo “Pai”! Toda oração deve ter este foco: O Pai Celestial! Este vocábulo, “Pai”, pressupõe, por sua essência, uma relação de paternidade. Numa ponta desta relação existe o “Pai” e, na outra, existem os “filhos”. Não apenas filho, mas filhos, pois o “Pai” é qualificado aqui como “nosso”! Isto significa que a possibilidade de assim orar está aberta somente para aqueles que são filhos de Deus. E como nos tornamos filhos de Deus? A Escritura apresenta a seguinte resposta a esta indagação: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;” [João 1.12]. Somente numa relação pessoal com Jesus Cristo, mediante a qual o homem, pela fé, O tenha recebido como Senhor, é que este homem torna-se filho de Deus!

A. M. Cunha

domingo, 14 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [4]

“orareis assim:” [Mateus 6:9]
Observe que a oração não é uma faculdade em relação à qual o discípulo de Jesus deve recorrer somente quando desejar fazê-lo. Assim como não esperamos ter o desejo de respirar para enfim respirarmos, assim também não devemos esperar ter vontade de orar para enfim orarmos. A oração não é apenas uma importante atividade cristã, ela é vital para a manutenção da vida espiritual. No mundo natural, a ausência de respiração significa a ausência de vida. Assim também, a ausência de oração pode significar ausência de vida espiritualmente significativa.
A. M. Cunha