domingo, 9 de dezembro de 2018

DÉCIMA NONA SEÇÃO – SALMO 119:147


Salmo 119:147 – “Antecipo-me ao alvorecer do dia e clamo; na tua palavra, espero confiante.” Antes que o sol surgisse no horizonte, irradiando sua luz matinal, o salmista já se antecipava ao alvorecer para clamar. Antes mesmo que a luz natural surgisse, antes mesmo que o sol mostrasse todo o seu fulgor, antes mesmo que o dia sepultasse a noite com a sua luz, o salmista já se achava iluminado pela íntima luz da oração matinal! Seus olhos, postos na Palavra de Deus, permitiam que o seu coração fosse inundado pela esperança! Eis a graça matinal que espera os que confiam na Palavra de Deus!

O Deus a quem o salmista clamava não se achava distante ou sonolento nas primeiras horas da alvorada! Ele sempre esteve e sempre estará disponível, oferecendo acolhida matinal aos que O buscam confiantemente! O fato é que, antes mesmo de a luz do sol começar a irradiar o seu brilho matinal, o coração do salmista, durante suas orações matinais, já se achava iluminado pela íntima, intensa e gloriosa luz da Palavra de Deus! Eis a razão porque ele afirmava: “na tua palavra, espero confiante”.
A. M. Cunha

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 11


O texto de Mateus 11:1 afirma que [...] tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles”. De acordo esse texto, Jesus não apenas exercia a tarefa de instruir Seus discípulos, mas Ele também se dedicava pessoalmente à obra da evangelização: pregando nas cidades.

Alguns afirmam o seguinte, quanto à obra da evangelização: “Ovelha gera ovelha!”. Por trás desta afirmação pode existir uma perigosa insinuação, no sentido de que a tarefa de realizar a obra da evangelização é uma exclusividade das ovelhas, pois os “pastores” têm “apenas” a responsabilidade de instruírem o rebanho, preparando-o para a obra do ministério.

O que aqueles que são chamados à obra do pastoreio têm, na verdade, é o encargo adicional de instruir o rebanho para a obra do ministério, uma vez que a tarefa da evangelização lhes é inerente, pois eles, conquanto sejam pastores, ainda continuam a ser discípulos de Jesus, portanto, continuam sendo ovelhas. O que se lhes acrescenta como encargo adicional, portanto, é a tarefa de instruírem o rebanho de Deus, sem que com isso lhes seja suprimida a tarefa pessoal da evangelização!

Jesus, sabendo disso, não limitava Sua tarefa a instruir os Seus discípulos, tornando-os capazes de exercerem o seu ministério pessoal: Ele pessoalmente pregava o evangelho do Reino de Deus! Consequentemente, Jesus poderia dizer como Gideão: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” [Juízes 7:17]. Por agir assim, Ele tinha autoridade para proferir as seguintes palavras para o Seu rebanho: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” [Mateus 11:28-29].
A. M. Cunha

JUSTIFICAÇÃO: PECADO PERDOADO, JUSTIÇA ATRIBUÍDA


“[1] Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; [2] por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. [3] E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança”
Romanos 5:1-3

A Bíblia afirma que “Não há justo, nem um sequer” [Romanos 3:10]. Isto ocorre porque “todos pecaram e carecem da glória de Deus” [Romanos 3:23]. Uma vez que “o salário do pecado é a morte”, o homem estaria irremediavelmente perdido, caso nada tivesse acontecido para modificar essa situação.

Nesse contexto, o que significa estar perdido? Conforme Isaías 59:2, significa estar separado de Deus, assim como ocorre entre nações que estão em guerra. A única coisa que modifica a separação provocada pelo pecado é a justificação; por isso se diz: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” [Romanos 5:1]. Estar justificado equivale a dizer que os pecados de uma pessoa foram perdoados, mediante a fé, e a justiça de Cristo foi colocada sobre este mesmo indivíduo [2 Coríntios 5:21].

A natural consequência da justificação é a paz com Deus! Paz aqui não seria apenas a ausência da guerra, mas também a absoluta e definitiva ausência da devastação e destruição decorrentes da guerra. Uma nação, pode até desfrutar da paz no pós-guerra, mas ainda assim pode estar enfrentando um lamentável estado de devastação e destruição provocado pela guerra.

Ser justificado por Deus, portanto, equivale a viver num pós-guerra sem que as sequelas da devastação e da destruição decorrentes da guerra continuem a existir, pois, “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” [2 Coríntios 5:17].
A. M. Cunha

PESSOAS QUE CLAMAM FAZEM JESUS PARAR


“[32] Então, parando Jesus, chamou-os e perguntou: Que quereis que eu vos faça? [33] Responderam: Senhor, que se nos abram os olhos. [34] Condoído, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista e o foram seguindo”
Mateus 20:32-34

Jesus estava saindo da expressão da cidade de Jericó. Ele não estava sozinho quando isto aconteceu, mas “uma grande multidão o acompanhava” [Mateus 20:29]. O texto bíblico é claro ao afirmar que “Jesus passava” [Mateus 20:30]. Isto significa que não era seu propósito inicial parar. Mas alguma coisa fez Jesus parar, pois o texto também declara: “Então, parando Jesus” [Mateus 20:32]! Que extraordinário! Uau! Pessoas que clamam fazem Jesus parar! Ouça a maravilhosa reverberação da porção bíblica: “[...] dois cegos, assentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, clamaram”. Deixe-me repetir: Pessoas que clamam fazem Jesus parar! E quando isso acontece, nossos olhos se abrem!
A. M. Cunha