"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1:17)
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
TOMAR A CRUZ PARA SEGUIR A CRISTO
Seguir
Jesus é um extraordinário projeto de vida. Ao mencioná-lo, Jesus faz uso do
vocábulo grego θέλω [thelo], traduzido como “quer”. Este vocábulo grego significa: “querer, ter em mente, pretender, estar
resolvido ou determinado, propor-se, desejar, ter vontade de”. Por vezes,
este vocábulo é usado como sinônimo de: “gostar,
gostar de fazer algo, gostar muito de fazer, ter prazer em, ter satisfação”.
Os dois são perfeitamente cabíveis aqui, inclusive, sendo usados conjuntamente,
para descrever que se alguém se propõe seguir a Cristo, o faz porque tem prazer
e satisfação em segui-Lo.
No
entanto, o chamado de Jesus para o discipulado veio a nós com a seguinte
estrutura: [a] Desejar seguir; [b] negar a si mesmo; [c] tomar a cruz; e [d]
efetivamente seguir. Noutras palavras, a partir dos quatro elementos desta
estrutura, podemos dizer o seguinte: Todo aquele que tem o desejo de seguir a
Cristo, deve negar-se a si mesmo e tomar a sua cruz, caso deseje efetivamente
segui-Lo. Destes quatro elementos, quero ater-me ao seguinte: Tomar a cruz. O
texto literalmente diz: “tome a sua cruz”,
do grego ἀράτω τὸν σταυρὸν αὐτοῦ [aratō ton stauron autou]. Esta frase, “tome a sua cruz”, possui uma natureza singular,
única e intransferível. Desejo dedicar algumas palavras refletindo sobre o seu
significado neste texto das Escrituras.
Qual
o papel da frase “tome a sua cruz”
neste versículo? Particularmente, penso
que esta frase concede ao ato de “negar-se
a si mesmo” as qualidades de fidelidade e perseverança. Deixe-me tentar ser
um pouco mais específico. Noutras palavras, isto significa o seguinte: Quem
deseja seguir a Jesus, somente poderá efetivamente fazê-lo, se e somente se, for
fiel e perseverante na atitude de negar a si mesmo!
Quando
estas palavras foram proferidas por Jesus, a sociedade judaica estava sob o
domínio do Império Romano. Naqueles dias, a cruz era um modo de execução cruel
e doloroso. Significava que aquele que a carregava tinha diante de si uma morte
certa, cruel e inevitável. Portanto a cruz era uma representação da morte. Ao
fazer uso desta expressão, penso que Jesus pretendia dizer algo mais ou menos
assim: Caso você deseje seguir-me, você somente poderá efetivamente fazê-lo se,
e somente se, negar-se a si mesmo. Mas, negar-se a si mesmo não poderá ser
feito de qualquer maneira, você deverá ser fiel e perseverante quando estiver
negando a si mesmo, e deverá fazê-lo até o último dia da sua vida.
Seguir
a Cristo é, portanto, uma atitude para a vida toda – o mais extraordinário projeto para a
vida humana! Um condenando à morte de cruz pelo Império Romano sujeitava-se à
zombaria e ao escárnio enquanto carregava a sua cruz, que era o seu instrumento
particular de execução. A força da lei romana não lhe permitia abandonar a
cruz, Ele deveria carregá-la com “fidelidade” e “perseverança”. O discípulo de
Cristo, porém, deve carregar a sua cruz com fidelidade e perseverança, não pela
força da lei dos homens, para pelo encorajamento e capacitação que advêm da lei
do amor de Cristo!
Permita-me
construir uma reflexão adicional. O discípulo de Cristo deve carregar a sua
cruz, profundamente influenciado e capacitado pelo poder que emana da Cruz de
Cristo! A cruz que carregamos não é, nem de perto, um fragmento da Cruz de
Cristo! Mas somente poderemos carregar a nossa cruz se formos capacitados pelo
poder que emana da Cruz de Cristo! Portanto, penso que a Cruz de Cristo é o
eixo central que alinha a nossa vida para que tenhamos toda a condição
necessária e indispensável para seguirmos a Cristo, pois ela é o dínamo que
libera o poder necessário para que possamos efetivamente segui-Lo. Este poder é
o único que concederá ao homem a condição necessária e indispensável para
efetivamente seguir a Cristo.
A.
M. Cunha
sábado, 8 de fevereiro de 2020
UM CORAÇÃO ALEGRE É BOM REMÉDIO
Em
20/03/2001, enquanto mantinha comunhão com o Senhor Jesus, fui conduzido a
perceber a importância de um coração alegre. Segue abaixo um resumo desta
percepção, fundamentada em Provérbios 17:22.
1)
O que o texto está dizendo sobre Deus? O Senhor, em Sua soberania, revela a
importância da alegria do coração, bem como não deixa dúvidas acerca da autoagressão
que é provocada pelo espírito abatido. Há neste versículo uma profunda demonstração da onisciência de Deus que, em tão poucas palavras, revela os rumos que a nossa vida terá caso: vigor [o bom remédio que decorre do coração alegre] ou abatimento [a sequidão dos ossos que advém de um espírito abatido].
2)
Qual é a vontade de Deus expressa no texto? Devemos diligentemente utilizar o bálsamo do
coração alegre e rejeitar, com todas as forças, o veneno do espírito abatido.
3)
Quais são as promessas de Deus para mim, minha família e igreja? Primeiro, se
vivermos na dimensão da alegria do coração, teremos um remédio “bom” (sem
contra indicações) que desfará as enfermidades de nossa alma. Alma enferma
significa “alma dominante” e “espírito subserviente” às inclinações da alma. O
nosso espírito está em constante luta contra a alma e suas inclinações
decadentes. Quando andamos no Espírito, o Senhor libera o fruto do Espírito em
nós e uma semente germina no interior do nosso espírito, produzindo uma árvore
frutífera, cujo fruto é o Fruto do Espírito. Veja que o fruto do Espírito é
como um “poncã” [mexerica ou tangerina] que possui vários gomos. Cada gomo destrói uma
enfermidade, por exemplo: o amor desfaz o ódio, a bondade desfaz a maldade, a
fidelidade desfaz a infidelidade, etc... Quando o Espírito frutifica em nossa
vida, o gozo do Senhor é introduzido em nós e recebemos os benefícios da Sua cura. Segundo, se o nosso espírito é abatido, definhamos a ponto de secar
os nossos ossos. Os ossos são responsáveis pela sustentação do corpo. Assim,
quando guerreamos contra o abatimento de nosso espírito, estamos na verdade,
construindo uma estrutura sólida em nosso viver cristão, que contribuirá para que tenhamos uma estabilidade firme e duradoura.
4)
Quais são os pecados apontados? O abatimento de nosso espírito, esse é o
pecado. O espírito que o Senhor colocou no homem é como o cordão umbilical: é o
único canal de comunicação orgânica entre a mãe e o feto. Assim também é o
nosso espírito, ele é o único canal de comunicação entre nós e o Pai. Quando
nos comunicamos com o Pai, o fazemos pelo nosso espírito. Neste mundo, vivemos
numa espécie de vida intrauterina: somos protegidos pelo Senhor, somos alimentados pelo
Senhor, somos conduzidos pelo Senhor, onde o Senhor está, ali estamos nós –
assim, constantemente recebemos a vida do Pai. Oh! Amados, o abatimento de
nosso espírito representa a morte da função comunicativa de nosso espírito. Assim,
isto representa a falta de comunhão com o Pai. Quanto mais nos afastamos do
Pai, tanto mais deixaremos de receber a Sua vida: Estaremos sem vida! A morte
é, na sua essência, a inexistência de vida. Sem vida o império da morte é
instalado. Que o nosso espírito esteja sempre em comunhão com o Pai!
5)
Há um exemplo de vida a ser seguido? Sim! O exemplo que temos a seguir é o
próprio Senhor Jesus. O texto diz que o “o coração alegre é como o bom
remédio”. Nos dias de sua carne, o Nosso Senhor Jesus Cristo visitou muitas
pessoas, libertando-as de suas enfermidades. Jesus é o “bom remédio”! Quando nos
deixamos usar pelo Senhor, para sarar a vida de nossos irmãos, vivemos na
dimensão do coração alegre e liberamos o “bom remédio” para nós e para nossos
irmãos. Devemos viver como Jesus viveu, pois Ele esqueceu os Seus interesses e deu a Sua
vida por nós, assim, devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos, liberando,
desta forma, “o bom remédio” como sustentação da vida de nossos irmãos. Isto é
a cura dos ossos para que nossos irmãos estejam sustentados no Senhor.
6)
Quais são as atitudes que devo mudar em minha vida? Não devo permitir que o meu
espírito seja abatido. Como fazer isto? Devo nutrir comunhão com o Pai. Devo
estar reunido com os irmãos para receber e liberar “o bom remédio”, sarando, desta forma, as
enfermidades na vida dos irmãos. Desta forma, o Corpo de Cristo estará organicamente sadio e
expressará a Glória do Pai.
A. M.
Cunha
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
A ESCRAVIDÃO DOS HOMENS NÃO ESCRAVIZA A ALMA DAQUELES QUE SÃO LIBERTOS EM DEUS
“[15]
E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou:
Que procuras? [16] Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde
apascentam eles o rebanho?”
Gênesis 37:15-16
Que
procuras? Esta é uma crucial pergunta. Alguns podem responde-la anunciando que
buscam sua própria felicidade ou que anelam por um futuro melhor. Essa, no
entanto, não era a condição de José. Sua resposta revelava o que estava em seu
coração: Ele procurava os seus irmãos! Caim, quando confrontado com a pergunta:
“Onde está Abel, teu irmão?” [Gênesis
4:9], respondeu dizendo: “Não sei; acaso,
sou eu tutor de meu irmão?” [Gênesis 4:9]. A resposta de
José foi outra: “Procuro meus irmãos”
[Gênesis 37:16]! Quando José encontrou seus irmãos, eles lhe ofereceram a
escravidão como fruto desse encontro [Gênesis 37:28]. Por mais que José tenha
sido vendido como escravo, a real escravidão pairava sobre seus irmãos, cuja
mente seria cruelmente aguilhoada pela culpa. Mais adiante, porém, um novo
encontro teve lugar na história de José. Enquanto os seus irmãos, movidos pela
fome, procuravam por comida, José foi achado por eles como sendo aquele que ofereceria o tão buscado alimento. Diferentemente dos seus
irmãos que, no primeiro encontro, lhe ofereceram a escravidão, José, por outro
lado, ofereceu-lhes a liberdade, uma vida livre da fome! Suas palavras ditas
aos seus irmãos foram encorajadoras: “Agora,
pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes
vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de
vós.” [Gênesis 45:5]. José, conquanto tenha enfrentado
as agruras da escravidão, não permitiu que o seu coração se azedasse com o
injusto sofrimento que lhe foi acometido. Ao contrário, sua alma sempre livre,
que jamais fora alcançada pela escravidão dos homens, tornou-se uma fonte de liberdade,
não apenas para a sua família, mas para a sua nação! O coração de José estava
em paz, pois ele sabia que todo o mal que lhe sobreveio foi transformado em bem
pelas mãos do Deus que nunca o abandonou [Gênesis 50:20]!
A. M. Cunha
TRANSMUDANDO A MISÉRIA EM VIDA ETERNA – JOÃO 3:16
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que
deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a
vida eterna”
João 3:16
Entre as várias ações que Deus executa entre e
para com os homens, o evangelista João destacou a ação de amar. Esta divina ação
tem um destinatário, o mundo. E que não se pense que tenha havido qualquer
mérito na humanidade que a tornasse merecedora de tal ação. O amor divino foi
de uma só via; unilateral portanto, pois mesmo quando a humanidade não O estava amando, ainda assim Ele a
amou! A divina ação, que é como aqui denominamos o divino amor, foi executada com
uma intensidade tão indescritível, a ponto de ser assim qualificada: “de tal maneira”.
A divina ação não se manteve oculta, como se tivesse qualquer razão para se
envergonhar, mas, incontestavelmente, ela foi ousada, intrépida e arrojada! O ápice
de sua manifestação deu-se quando Deus graciosamente ofereceu-nos o Seu filho
unigênito, Jesus Cristo! A oferta de Cristo a nós soou-nos como uma doce e
indelével dádiva, a única capaz de estar à altura da divina ação. Ao mesmo
tempo, tal dádiva tornou-se o único escape disponível para a humanidade que se
achava imersa na miséria de sua condição espiritual. A fé na divina dádiva, ou
seja, em Cristo, descreve o evangelista, é suficientemente poderosa para
transmudar a miserável condição da humanidade em vida eterna!
A. M. Cunha
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