"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1:17)
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
O APONTADOR CELESTIAL
domingo, 9 de agosto de 2020
JESUS, O VERDADEIRO CAMINHO
“Fiel é a palavra e digna de toda
aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores [...]”
I Timóteo 1:15
O homem moderno enveredou-se numa jornada de autoconhecimento, afastando-se de Deus e, por vezes, contra Deus, tanto quanto lhe foi permitido percorrer, o que promoveu o surgimento de uma via paralela, porém oposta, ao caminho da redenção. Em decorrência dessa nefasta jornada, o homem acabou por conceber uma percepção de Deus como um ser inacessível e, por vezes, inexistente. Essa nova jornada é radicalmente oposta ao caminho da história da redenção percorrido por Deus. Pela história da redenção, Deus vem ao mundo dos homens para resgatá-los e com eles relacionar-se. Pela via paralela, por outro lado, os homens reservaram para Deus, ou um lugar exclusivo no “andar de cima”, onde jamais poderiam se relacionar com Ele, ou um lugar no “espaço inexistente”, onde a ideia da existência de Deus não passa de um devaneio. Concluo afirmando que o homem deve, urgente e definitivamente, retornar para o caminho da história da redenção sob pena de, caso se mantenha resoluto em sua jornada pela via paralela, quedar-se irremediavelmente sem esperança quanto a sua vida espiritual.
A. M. Cunha
sexta-feira, 31 de julho de 2020
OBEDIÊNCIA: A MARCA DA BIOGRAFIA DE NOÉ
“Noé fez tudo exatamente como Deus lhe havia ordenado.”
Gênesis
6:22
Nova Versão Transformadora
Resumir, numa breve frase, a biografia de alguém não é tarefa fácil para nós. Principalmente porque, por vezes, a fotografia mental que temos a respeito de alguém pode estar sob a influência de nossas momentâneas sensações. Se, por exemplo, nossa sensação atual a respeito de alguém está sob a influência de um descontentamento qualquer, muito provavelmente a visão que temos sobre a biografia dessa pessoa poderá estar significativamente manchada. Deus, no entanto, não é assim. Ele não pode ser atingido por sensações negativas que manchem a biografia de ninguém, ainda que por míseras fagulhas de sensações desagradáveis! Por ser divino, de eternidade a eternidade, sua visão quanto à nossa biografia é única, indelével e imutável.
A frase “Noé fez tudo exatamente como Deus lhe havia ordenado” [Gênesis
6:22], sem dúvida, é um valioso resumo da biografia de Noé! Ele, portanto, era
um homem de obediência! Nesse particular, é impressionante o poder de síntese
que a Escritura possui para descrever a biografia desse personagem. Noé foi, de
fato, um homem marcado pela obediência, pois grande parte de sua existência esteve
profundamente dedicada à obediência com relação à seguinte ordem divina: “Faze uma arca” [Gênesis 6:14]. Tal arca
tornou-se uma grandiosa proteção para a sua família nos dias em que o dilúvio
alcançou a humanidade. Desse valioso aspecto de sua biografia, é possível
extrair a seguinte lição: Nossos atos de obediência constroem ambientes de proteção,
não apenas para nós mesmos, mas para a nossa família!
A.
M. Cunha
MÚTUA ADMOESTAÇÃO
“E certo estou, meus irmãos, sim, eu
mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o
conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.”
Adicionar legenda
Romanos 15.14
A Escritura claramente prescreve a necessidade de que os membros do Corpo de Cristo pratiquem o que se pode chamar de mútua admoestação. O critério eleito pela Escritura para esta aptidão é o seguinte: o discípulo de Cristo, apto para admoestar, deve ser “possuído de bondade” e “cheio de todo conhecimento”.
Assim, o paradigma para uma efetiva
admoestação é uma vida cheia de bondade e de conhecimento. Não se deve promover
admoestação se o coração não estiver motivado pela bondade, bem como, não se
deve promovê-la além do conhecimento obtido. Afirma-se isso por uma dupla
razão: [1] Em primeiro lugar, a admoestação sem bondade promoverá o surgimento
de feridas e rupturas na comunhão cristã. [2] Em segundo lugar, por sua vez, a
admoestação jamais será eficaz se for promovida sem o devido conhecimento.
Quanto ao conhecimento, como
paradigma para uma efetiva admoestação, nunca é demais lembrar que a Escritura
apresenta a busca do conhecimento de Deus como uma atividade contínua do
discípulo de Cristo [Colossenses 1.10], pois tal busca é uma expressão da
vontade de Deus, pois Ele deseja que todos os homens “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” [I Timóteo 2.4]. A
Escritura ordena, portanto, que cresçamos no conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo [II Pedro 3.18]. Assim, a ausência de conhecimento não
pode servir de desculpa para não promover a admoestação bíblica, pois o
discípulo de Cristo é chamado a crescer no conhecimento e, à medida que cresce,
ele aprimorará sua atividade admoestadora. Portanto, o cristão não pode ser
relapso na busca do conhecimento, caso contrário, não adquirirá a aptidão para
admoestar e prejudicará profundamente o Corpo de Cristo, que é a igreja. O apóstolo
aplicava em sua vida o paradigma da admoestação; senão vejamos: [1] Ele
promovia sua admoestação a partir do conhecimento que obteve ao longo de sua
jornada espiritual. É isto o que entendemos da leitura de Romanos 15.18, que
nos diz o seguinte: “não ousarei
discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu
intermédio”; e [2] Ele, por outro lado, promovia sua admoestação a partir
de um coração cheio de bondade. É o vemos em Romanos 15.1, quando ele afirma
que “nós que somos fortes devemos
suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.” O que é
isto, senão a expressão de um coração cheio de bondade?
Por fim, devemos alertar que o
paradigma da admoestação não deve ser observado apenas por aquele que admoesta,
mas também por aquele que recebe a admoestação. Desta forma, a recusa em
receber uma admoestação pode revelar a existência de um duplo problema na vida
do discípulo de Cristo: [1] Ausência do domínio da bondade; e [2] Ausência de
conhecimento. Um coração bondoso e cheio de conhecimento está apto para receber
a admoestação. É por isso que o apóstolo Paulo utiliza a expressão “uns aos outros”. A admoestação não deve
apenas ser oferecida, ela deve ser recebida. O paradigma é o mesmo [Estar
“possuído de bondade” e “cheio de todo conhecimento”]; seja para oferecê-la,
seja para recebê-la.
A. M. Cunha




