sábado, 28 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Quatro


A Confissão Que Nos Reaproxima Do Pai


O Espírito de Deus tem uma poderosa obra a realizar em nós. O Apóstolo João nos mostra dois aspectos desta obra: 1) Convencer o mundo da justiça, do pecado e do juízo (João 16:8-11); 2) Guiar a toda a verdade (João 16:13). Como o Espírito atua em nossa vida para nos reaproximar do Pai Celestial? Ele revela a Palavra, nos concede graça para expormos a nossa vida diante das Escrituras e revela o nosso pecado. Desta forma, somos convencidos pelo Espírito de que precisamos urgentemente da confissão. A obra da confissão é o instrumento do perdão e da purificação (I João 1:9). Se o pecado nos distancia do Pai, a confissão nos reaproxima dEle. Este passo é maravilhoso! Assim, considerando o texto de Efésios 5:21, devemos nos prostrar diante do Senhor e confessar. Nosso único remédio é a confissão. É o momento de clamarmos: “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos;” Salmo 51:4. Nossa confissão nos conduzirá à purificação - “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.” Salmo 51:2.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Três

A Revelação Do Nosso Pecado
Este é um momento muito importante. Sem este passo não teremos a confissão e muito menos o arrebatamento(1). Não estamos falando em Revelação da Palavra, mas na revelação do pecado. No texto sugerido na parte dois desta série de mensagens, a Palavra revelou um padrão de vida marcado pela sujeição uns aos outros no temor de Cristo – Esta é a Revelação da Palavra. Muitos podem ler esse texto e alcançar a Revelação da Palavra, mas nunca poderão experimentar uma mudança pessoal, a menos que tenham suas vidas expostas diante da Palavra.
Quando a nossa vida é profundamente exposta à Palavra, o caminho mal é revelado (Salmo 139:23-24), ou seja, o pecado é manifestado. Devemos perceber a seriedade do momento em que alcançamos esta revelação e o pecado é desmascarado em nossa vida. O pecado faz separação entre nós e o nosso Deus (Isaías 59:1-2). Na verdade, a revelação do nosso pecado é a revelação de nossa separação. Oh! Isto deveria causar arrepios em nós! Quando a nossa vida é confrontada com o texto de Efésios 5:21, podemos ser surpreendidos com o fato de que o nosso relacionamento com os irmãos está desprovido da sujeição biblicamente recomendada. Esta constatação demonstra que há pecado em nós. Este pecado nos separa do Pai Celestial! Isto é tremendamente sério para a vida do Corpo de Cristo. Assim, o Espírito de Deus, mediante o confronto de nossa vida com a Palavra, revela o caminho mal. No entanto, nossa jornada em busca da prática da revelação bíblica não termina aqui, carecemos de penetrar no próximo passo para recuperarmos a nossa comunhão com nosso Senhor!

(1) A expressão “arrebatamento”, usada aqui, não se refere ao rapto da igreja quando da segunda vinda de Cristo, mas ao cumprimento de Romanos 6:14 na vida do cristão, quando o cristão é arrebatado do domínio do pecado. A revelação deste texto é experimentada quando conhecemos a verdade - João 8:32. Devemos conhecer a verdade objetiva e a verdade subjetiva. Verdade objetiva é a experiência da Palavra, como livro que expressa a Vida Divina e a Verdade subjetiva é a experiência de Cristo em nós (Colossenses 1:27), Cristo como a Palavra Viva, o verbo divino (João 8:32, 14:6 e 17:17).

sábado, 21 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Dois


A Exposição De Nossa Vida

A nossa vida deve ser exposta ao conteúdo revelado da Palavra. Diante do conteúdo bíblico que lemos, devemos ter uma mente disponível às lembranças de nossas práticas recentes ou mesmo aquelas mais distantes. Assim, quando nos deparamos, por exemplo, com o texto de Efésios 5:21, devemos realizar a exposição de nossa vida ao texto. O texto nos diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Após a leitura do texto, é importante criarmos um momento de exposição de nossa vida – o confronto de nossas atitudes diante da Revelação bíblica. Alguns pontos podem nos ajudar:

1) Devemos nos lembrar dos acontecimentos recentes de nossa vida;
2) À medida que nos lembramos destes acontecimentos, devemos formular algumas perguntas, tais como: Nesta situação, a minha resposta foi uma resposta de evidenciou sujeição? Quais foram os sentimentos que surgiram em minha vida em decorrência destes acontecimentos? Estes sentimentos influenciaram na maneira como reagi aos fatos? Quais são as pessoas às quais eu tenho maior dificuldade para praticar este versículo? Consigo ver algum motivo para isso?

Lendo a Palavra com esta atitude, seremos incluídos numa condição tal que permitiremos que a nossa vida seja exposta ao poderoso conteúdo da Palavra de Deus.

Podemos fazer isso com quaisquer textos, formulando estas ou outras perguntas, conforme o caso.

Este é o desafio posto diante de nós.


Na próxima postagem abordaremos o tema: A revelação do nosso pecado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Que É Necessário Para A Prática Da Revelação Bíblica - Parte Um

A revelação bíblica não é um conceito meramente teórico – a prática é o complemento da revelação. Assim, cada um é responsável pela prática daquilo que é revelado. Quando praticamos a revelação temos a restauração. Oh! grandioso é este mistério: a prática da revelação nos conduz à restauração!

Considerando o valor da prática da revelação para a obtenção de uma vida restaurada, cumpre-nos apontar alguns passos são fundamentais para que qualquer revelação bíblica seja praticada:

a) a exposição;
b) a revelação;
c) a confissão e;
d) o arrebatamento(1);

A igreja é a comunidade do reino e como tal, deve trilhar o caminho do arrependimento. Por isso, é importante que tenhamos o hábito de expor a nossa(2) vida diante das Escrituras. Esta exposição, conforme a obra do Espírito de Deus em nossas vidas, revelará o nosso pecado, nos convencerá dele e, mediante a confissão, nos arrebatará das suas mãos. Estes quatro passos: Exposição, revelação, confissão e arrebatamento nos farão conhecer o nosso Senhor numa dimensão especialmente profunda, pois, diante destes quatro passos alcançaremos a liberdade necessária para a prática da vida cristã autêntica.
Na próxima postagem abordaremos o tema: A exposição de nossa vida.

(1) A expressão “arrebatamento”, usada aqui, não se refere ao rapto da igreja quando da segunda vinda de Cristo, mas ao cumprimento de Romanos 6:14 na vida do cristão, quando o cristão é arrebatado do domínio do pecado. A revelação deste texto é experimentada quando conhecemos a verdade - Jo 8:32. Devemos conhecer a verdade objetiva e a verdade subjetiva. Verdade objetiva é a experiência da Palavra, como livro que expressa a Vida Divina e a Verdade subjetiva é a experiência de Cristo em nós (Colossenses 1:27), Cristo como a Palavra Viva, o verbo divino (João 8:32, 14:6 e 17:17).


(2) É importante notar que se trata da exposição da nossa vida. Devemos fugir à tentação de expor a vida dos demais irmãos – a vida que deve ser exposta é a nossa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EM BUSCA DA UNIDADE


Hoje me perguntaram se eu conhecia alguma oração na Bíblia que não foi respondida. Do outro lado da linha pude perceber um ar de surpresa com minha resposta. Sim, conheço uma oração sem resposta. Não se trata de uma oração qualquer. Não se trata de uma oração proferida por lábios manchados pelo pecado, por um coração egoísta, por uma mente tirana ou despótica. Esta oração não foi acompanhada por mãos sanguinárias sendo erguidas aos céus. Na verdade, esta oração foi proferida pelo Rei do Universo! Aqueles lábios acostumados a destilar o amor divino, agora sopravam ao céu uma súplica pelos muitos filhos de Deus que seriam gerados a partir da obra da cruz. Em sua súplica, o Senhor Jesus proferiu as seguintes palavras:

"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;"
João 17.20-22

No entanto esta súplica ainda não foi respondida. Basta olharmos para a cristandade espalhada pela terra para percebermos este angustiante fato. Sim, é lamentável como os cristãos são perseverantes na prática de condutas que violam a unidade. O apóstolo Paulo, compreendendo o valor da unidade e sua importância para o testemunho cristão, proferiu importantes recomendações aos discípulos de Cristo quando disse:

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.”
Efésios 4:1-6

Paulo fala de um andar humilde, manso e longânime. Ele apresenta o amor como suporte para a vida uns dos outros. A seguir, o apóstolo nos lança diante de uma importantíssima atividade: esforçar-se para preservar a unidade do Espírito. Em primeiro lugar, não se trata de nossa unidade. Não podemos falar em unidade de nosso gueto. A unidade é do Espírito. Ele dá a unidade e nós devemos preservá-la com diligência e esforço.

Sim, a oração de nosso Senhor não foi respondida. Não temos nos esforçado em preservar a unidade. Temos tudo para preservá-la, pois há um só corpo e um só Espírito. Fomos chamados numa só esperança. Oh! Temos tudo para preservar a unidade, pois há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus! Este Deus é Pai de todos, é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Por que insistimos na quebra da unidade?

Talvez os céus precisem bradar com inigualável fervor: A oração de Cristo que ainda não foi respondida é aquela em que Ele suplica que sejamos um. E esta resposta depende unicamente de nós!

A. M. Cunha

domingo, 1 de novembro de 2009

A CASA DO SENHOR


Esta mensagem foi proferida pelo autor deste site por ocasião do início do ano de 2008 aos irmãos que se reúnem na SAGS 915 Sul em Brasília. Esta mensagem apresenta posturas que devemos adotar para que nossa vida seja marcada por uma constante e vigorosa restauração.
O reinado de Acaz foi desastroso para Jerusalém, pois ele “não fez o que era reto perante o Senhor, como Davi, seu pai.” (II Crônicas 28:1). O rei Acaz foi tomado de grande angústia, porém, nestes dias, ele “cometeu ainda maiores transgressões contra o SENHOR; ele mesmo, o rei Acaz. Pois ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco, que o feriram, e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes oferecerei sacrifícios para que me ajudem a mim. Porém eles foram a sua ruína e a de todo o Israel. Ajuntou Acaz os utensílios da Casa de Deus, fê-los em pedaços e fechou as portas da Casa do SENHOR; e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém. Também, em cada cidade de Judá, fez altos para queimar incenso a outros deuses; assim, provocou à ira o SENHOR, Deus de seus pais.” II Crônicas 28:22-25). Entre as ruínas provocadas por Acaz, podemos citar o que está registrado em II Crônicas 29:7 - “Também fecharam as portas do pórtico, apagaram as lâmpadas, não queimaram incenso, nem ofereceram holocaustos nos santuários ao Deus de Israel.” Portanto, a maldade de Acaz foi marcada por quatro condutas:

1) Fechar as portas da Casa do Senhor;
2) Apagar as lâmpadas;
3) Não queimar incenso; e
4) Não oferecer holocaustos ao Deus de Israel.

Após a morte de Acaz, Ezequias, seu filho, reinaria em seu lugar. Seria possível que alguém, filho de um pai tão perverso pudesse governar bem? Normalmente olhamos para a origem das pessoas e pensamos: “este não será bom!” Mas Ezequias provou que Deus transforma as circunstâncias. A Bíblia diz que Ezequias fez “o que era reto perante o Senhor, segundo tudo quanto fizera Davi, seu pai.” (II Crônicas 29:2). “No primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da Casa do Senhor e as reparou.” (II Crônicas 29:3).
Logo no início do ano, Ezequias procurou demonstrar como seria o seu reinado. Irmãos, estamos iniciando um novo ano. Desejo que logo no início, possamos demonstrar como será nosso ano diante de Nosso Senhor. Você se lembra das quatro condutas de Acaz? Ezequias, ao contrário, restaurou todas as coisas. Assim, podemos concluir que a conduta de Ezequias foi contrária àquela adotada por Acaz. Vejamos então, as quatro condutas de Ezequias. Estas condutas são importantes, pois elas são orientações seguras para nossas vidas. Devemos adotá-las logo no começo deste ano que se inicia.

1) ABRIR AS PORTAS DA CASA DO SENHOR: Sabemos que, hoje, a casa do Senhor somos nós. (II Coríntios 3:16). Neste ano que se inicia, nossa vida precisa estar aberta para Deus e para os irmãos. Nosso coração precisa estar disponível. Precisamos participar mais de nossas reuniões. Precisamos ter uma vida aberta, ou seja, mais transparência. Nossos corações precisam ser compartilhados uns com os outros.

2) ACENDER AS LÂMPADAS: Sabemos que a lâmpada é um símbolo da Palavra de Deus (Salmos 119:105). Neste ano que se inicia, nossas vidas precisam estar voltadas para a Palavra de Deus. A Bíblia precisa ser nossa lâmpada e nossa luz. A Bíblia é a espada do Espírito, isto significa que o Espírito de Deus utiliza o estoque da Palavra de Deus que está em nós. Se tivermos pouco, pouco seremos usados. Se tivermos muito, muito seremos usados. Jamais nos esqueçamos que a Palavra de Deus é o combustível do Espírito Santo. Leiamos a Bíblia neste ano; estudemos Seu precioso conteúdo; meditemos nEla, dia e noite; desfrutemos Seu precioso sabor; amemos a Bíblia no próximo ano, muito mais do que A amamos neste ano.

3) QUEIMAR INCENSO: Sabemos que o incenso é um símbolo da oração (Apocalipse 5:8, Salmos 141:2). Queimar incenso significa que devemos assumir um sério compromisso de oração. A oração estimula nossa dependência para com Deus. Uma das maiores catástrofes da humanidade é sua insistência em ser independente de Deus. Quando oramos, buscamos o socorro do Senhor, isto significa que reconhecemos que Ele [e não nós] é o nosso socorro. Orar é demonstrar nossa dependência, é lançar sobre Ele todas as nossas ansiedades. Quando oramos, abrimos uma porta espiritual diante de nossa vida, nossa casa, nossa família, nossa profissão, nossos projetos. Orar é marcar nossos caminhos com a sombra do Todo-Poderoso!

4) OFERECER HOLOCAUSTOS: Nos temos bíblicos, a oferta de holocaustos era uma forma de tratar com o pecado (Levítico 1:1-17). Neste ano que se inicia, cada um de nós necessita confrontar seriamente o pecado. A maneira bíblica de confrontar o pecado é confessar e abandonar (Provérbios 28:13). A Bíblia diz que se “confessarmos o nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.” (I João 1:9). Abandonemos a raiz de amargura (Hebreus 12:15). Não nos deixemos dominar pela soberba (Tiago 4:6). Busquemos a santificação sem a qual, ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14). Apresentemos nossos “corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,” (Romanos 12:1). Não nos conformemos “com este mundo,” (Romanos 12:2). Não sejamos vagarosos no cuidado com os outros (Romanos 12:11). Partilhemos com os outros nas suas necessidades (Romanos 12:13). Não tornemos o mal com o mal (Romanos 12:17). Sempre que depender de nós, tenhamos paz com todos os homens (Romanos 12:18).

Talvez o ano que passou tenha sido um “ano de Acaz” para você. Sua expectativa para o próximo ano não é das melhores. Ouça, depois de Acaz, Deus levantou Ezequias. Sei em meu coração que o Nosso Deus transforma o mal em bem (Gênesis 50:20). Então, abra a sua vida, desperte para o próximo ano, pois Deus deseja presentear você com um “ano de Ezequias”.

Em Cristo, servindo os irmãos.

O SÁBADO É UMA PESSOA

Muito se discute acerca do sábado. Uma grande variedade de textos bíblicos são mencionados com o objetivo de justificar determinado ponto de vista. Sábado (gr. sabbaton) significa repouso, cessação, descanso. A Bíblia diz em Colossenses 1:16-17, que "ninguém vos julgue ... por causa dos dias de festa, ... ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo". Não pretendo alimentar a discussão acerca do sábado. Particularmente penso que não devemos ficar em discussões acerca do sábado. No entanto, em meu espírito vem o encargo de anunciar a seguinte percepção: A realidade do sábado está escrita em Mateus 11:28-29. Jesus disse: "Vinde a mim ... e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis DESCANSO para a vossa alma." O sábado irmãos, de acordo com esta percepção pessoal, não é um dia ... é uma pessoa: CRISTO JESUS!
Maravilhoso, maravilhoso!