sábado, 12 de fevereiro de 2011

TODO MANDAMENTO É UMA PROMESSA


De acordo com Mateus 22:36-38, o grande mandamento da Lei Divina é “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e do todo o teu entendimento.”
Quando olhamos para a nossa imperfeição e para a parcialidade de nossos sentimentos, sentimos como se este mandamento nos acusasse constantemente. Nossos sentimentos são parciais, eles expressam o que se pode chamar de amar-receber. Amamos de acordo com o que recebemos.
Noutras vezes, amamos de acordo com a relação de experiência que temos. A mãe tem uma profunda relação de experiência com o filho, pois o filho provém das suas entranhas. A relação de experiência entre mãe e filho é tão intensa que, não raro, detectamos uma mãe amar tão intensamente o filho, mesmo que ele não lhe dê retorno algum.
Como é possível amar a Deus, de todo o coração, alma e entendimento? Para muitos, Deus não passa de uma idéia, uma noção abstrata. Por isso, muitos amam com mais facilidade aquilo que é concreto e palpável, reservando para Deus a rasa possibilidade de apenas respeitá-lo ou temê-lo.
Deixemos de focar a nossa imperfeição e a parcialidade dos nossos sentimentos e encaremos este mandamento com novo olhar. Um fascinante desafio surge diante de nós: Seria o mandamento divino, tão somente um mandamento? Destina-se o mandamento a criar, diante de nós, apenas uma atmosfera de obediência?
Uma nova percepção se abre diante de nós. Deus não nos daria uma ordem que não pudéssemos cumprir. Fazê-lo seria o mesmo que nos lançar diante de uma implacável condenação. Poderia o criador ordenar algo que não pudéssemos cumprir? Tal atitude não revelaria justiça de Sua parte. A Bíblia nos diz o seguinte: “Compassivo e justo é o Senhor; o nosso Deus é misericordioso.” (Salmo 116:5). Oh! A justiça de Deus se une com Sua compaixão e Sua misericórdia! Sim, Deus é justo. De modo algum nos daria uma ordem que não pudéssemos cumprir!
E é exatamente aqui que surge um novo foco diante de nós: O mandamento de Deus não é apenas um mandamento. Nele encontramos uma promessa! Sim! Todo mandamento é, por essência, uma promessa de que receberemos a ajuda divina para o Seu cumprimento. Oh! Todo mandamento é uma preciosa promessa!
Nossa imperfeição e a parcialidade de nossos sentimentos perderão a capacidade de incutir em nós medo e pavor diante dos mandamentos divinos. Com este novo foco, cada mandamento será o sopro de uma esperança, pois sua revelação vem carregada com a promessa de que somos capazes de cumpri-lo. Assim, diante do mandamento divino constante em Mateus 22:36-38 surge em nós uma doce esperança: Amaremos o Senhor de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. Maravilhosa revelação divina!

A. M. Cunha

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A ARCA, NOSSO PORTO SEGURO

Gênesis 7:7 constitui uma rica narrativa bíblica. O texto diz: "Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos". Valiosas lições podem ser extraídas desta singular narrativa. A Arca não foi construída apenas para Noé. Aquela era uma Arca Familiar. Uma figura maravilhosa da igreja – a igreja família que o Senhor edifica ao longo da história.
No entanto, focalizemos apenas a expressão: “entrou Noé na arca”. De acordo com o ponto de vista que adotemos, este pode ser o fim ou o início de uma história. Seguramente, ao entrar na arca, Noé inaugurava um novo começo para a sua vida. Mas se encararmos esta entrada como um fim, somos conduzidos a um conjunto de episódios que ocorreram antes desta entrada. Este é o nosso foco de hoje: Os episódios que antecederam a entrada de Noé na arca. Vejamos, resumidamente, quais foram estes episódios:

[1] Deus revelou sua vontade histórica: Deus disse: “Resolvi dar cabo de toda carne” (Gênesis 6:13). Algo surpreendente ocorre neste texto. Deus não apenas revela sua vontade histórica, ele revela a razão de ser de Sua vontade histórica. Eis a revelação divina: “porque a terra está cheia da violência dos homens” (Gênesis 6:13). Sempre que a vontade de Deus é revelada, Ele aquieta o coração humano revelando os motivos pelos quais Sua vontade surgiu.

[2] Deus revelou o caminho a ser percorrido pelo homem para o cumprimento de Sua vontade: Após revelar Sua vontade ao homem, Deus revela o caminho a ser percorrido para o cumprimento de sua vontade. O Senhor diz: “Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás com betume por dentro e por fora” (Gênesis 6:14). O Senhor diz que o caminho para o cumprimento de Sua vontade é a construção de uma arca.

[3] Deus revelou o papel do homem para o cumprimento de Sua vontade: O homem é elevado à condição de construtor, tornando-se, desta forma, parceiro de Deus no cumprimento de Sua vontade. Este é o papel a ser exercido pelo homem quando o assunto é a vontade de Deus. Por isso o Senhor diz: “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gênesis 6:18).

É interessante notar o potencial interior para a obediência que Noé possuía. A Bíblia diz: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gênesis 6.22). Em decorrência de sua obediência, quando o dilúvio chegou Noé tinha um lugar seguro para entrar, não apenas sozinho, mas com toda a sua família.

Um grande princípio que extraímos desta narrativa bíblica é: Noé construiu a Arca, por isso ele tinha para onde correr quando o dilúvio chegou! Nossa vida é uma constante corrida. Se formos bons construtores, sempre teremos para onde correr. De um lado, Cristo é nossa arca, não precisamos construí-lo, pois Ele é o edificador de Sua igreja. De outro, cooperamos com Ele para edificarmos um porto seguro para a nossa vida. Cristo é nossa Arca Eterna e nosso porto seguro. Um dia, nosso Senhor se levantará no barco da vida e acalmará toda a tempestade.
Em Cristo.
A. M. Cunha

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AQUELE QUE SABE QUE É AMADO PELO SENHOR


No dia 11/09/2010 li algo sobre o amor de Deus no livro de James Bryan Smith: "Experimentando o profundo amor de Deus: aceitação, perdão e cuidado". O autor nos revela um amor diante do qual somos aceitos, perdoados e cuidados pelo próprio Deus. Um amor que nos convida a estendermos suas tendas de aceitação, perdão e cuidado a nós mesmos. Por fim, um amor que nos estimula a aceitar, perdoar e cuidar dos outros.
Enquanto meditava nestas coisas, eu me vi recitando um poema. Comecei a escrevê-lo, no entanto, ele ainda não está concluído. Deste poema que está em mim, mas ainda não no papel, eu extraí o seguinte salmo:

Compreenda, ó minha alma, o quanto és amada pelo SENHOR.
Permaneça vigilante contra os ardis do teu próprio coração.
Que não haja em ti choro de aflição por não ter retribuído ao SENHOR por Seu imenso amor por ti.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Que teu leito não tenha o cheiro do tormento por não te perdoar no tempo oportuno.
Aceita, ó minha alma, quem tu és e cuida de ti enquanto vives na terra dos viventes.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Que teu leito não se banhe nas lágrimas da indiferença.
Aceita o teu próximo, perdoa o teu próximo, cuida do teu próximo.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Bem-aventurado o homem que compreende o quanto é amado pelo SENHOR.


Em Cristo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

APRENDENDO COM O ESTUDO DA BÍBLIA

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração."
Hebreus 4:12


Para um melhor aproveitamento desta mensagem sugerimos a leitura dos seguintes textos bíblicos: Hebreus 4:12; Joã0 16:13 e 17:17; II Timóteo 2:16-17 e Salmo 119:11.

A Bíblia é um doce livro. Devemos praticar Sua leitura diária. Suas palavras vão ao lugar mais profundo de nossa alma, conforme podemos ler em Hebreus 4:12.
A Bíblia é a Palavra de Deus. Portanto, ela é a verdade. Leia as Palavras de Jesus em João 17:17. Você precisa saber que Deus fala pela Bíblia. Uma verdade espiritual não pode ser compreendida a menos que o Espírito Santo a revele. O Espírito Santo é o Espírito da verdade e Ele nos guiará a toda a verdade – João 16:13. Quando lemos a Bíblia, temos a oportunidade de ouvir o falar divino. Logo abaixo, apresentamos uma seqüência que mostra como Deus fala com você pela Bíblia:

1) Você lê a Palavra de Deus – Bíblia;
2) O Espírito de Deus usa a Bíblia para revelar uma verdade enquanto você lê;
3) Você realiza os ajustes necessários em sua vida para se enquadrar na verdade revelada. Isto é feito quando você obedece à verdade descoberta;
4) Deus atua em você, transformando-o num instrumento vivo para realizar Seu propósito Eterno.

É importante compreender três coisas acerca da Bíblia: inspiração, utilidade e propósito. Um dos melhores textos que nos mostra isso é II Timóteo 3:16-17. Veja o que esse texto nos diz:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

A Bíblia é inspirada por Deus, isto significa que Deus é Sua fonte, Sua origem. Todo o conteúdo revelado nas Escrituras tem sua origem em Deus. A Bíblia é útil para o ensino, para a repreensão e para a educação. O ensino divino nos indica o caminho a seguir. A repreensão Celestial corrige nossa trajetória conduzindo-nos novamente ao caminho adequado. A Bíblia educa na justiça divina. Nosso padrão de justiça é, muitas vezes, equivocado. A Bíblia nos educa na justiça divina. Desta forma compreenderemos o sentido da vida. A Bíblia revela Seu propósito: tornar o homem perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. Como é preciosa a Palavra de Deus! Por tudo isto podemos dizer que:

A Bíblia foi inspirada por Deus, ou seja, foi por Ele soprada. Deus é a fonte da Bíblia. A Bíblia tem a utilidade de ensinar a verdade e a maneira certa de viver, condenar o erro e corrigir as faltas. Tudo com o propósito de preparar o cristão para a prática de boas ações.

Em Cristo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

APRENDENDO COM AS REUNIÕES - II


“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.”
Hebreus 11:6

Para um melhor aproveitamento desta mensagem, recomendamos a leitura dos seguintes textos da Palavra de Deus: Mateus 13:58, 18:20; Romanos 10:17; Colossenses 3:16; Atos 10:38 e Efésios 3:20.

PRODUZINDO FÉ EM NOSSAS REUNIÕES
O texto de Mateus 18:20 nos garante a presença de Cristo todas as vezes que nos reunimos em Seu nome. No entanto, Mateus 13:58 é um importante texto para compreendermos o papel da fé como veículo de liberação do Poder de Cristo. O texto nos diz que Jesus “não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.” Sempre que estivermos reunidos em nome do Senhor Jesus, devemos tomar a firme decisão de CRER que o Senhor “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” – Efésios 3:20.
Devemos nos empenhar na produção de fé em nossas reuniões, pois quando a fé brota em nossos corações, o poder de Cristo é liberado. A Bíblia diz como a fé é produzida: “A fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” – Romanos 10.17 – [NVI – Nova Versão Internacional]. Como podemos ouvir a Palavra? De várias formas: Pregações, ensinos, fitas, cânticos, etc. No entanto, ouvir, não é apenas uma questão de audição, mas de obediência. Devemos atender ao conteúdo da Palavra, ou seja, ter o firme propósito de praticá-la em nosso viver.
As reuniões do povo de Deus são as melhores oportunidades para ouvirmos a Palavra de Deus, pois lá a Palavra é ensinada, pregada, exemplificada, compartilhada, etc. A cada reunião somos confrontados com a Palavra. Mas isso só é possível se as pessoas que estiverem presentes nas reuniões forem participativas. O que é uma pessoa participativa? Não é apenas uma pessoa que tem algo a ensinar, mas que tem algo a compartilhar. Podemos compartilhar desde uma grande revelação bíblica a uma grande necessidade de nossa vida. O certo é que todas as vezes que compartilhamos algo, estamos dando oportunidade para que a Palavra seja ouvida. E quando a Palavra é ouvida, a fé começa a ser produzida. Conseqüentemente, o glorioso PODER DE CRISTO SERÁ LIBERADO! Oh! Amados irmãos! Devemos entender este processo! Ele é fundamental para que tenhamos reuniões poderosas!

Quais são as reuniões que você participa com regularidade? Como você pode ser mais ativo nestas reuniões?

PARA PENSAR: Como tem sido o seu compartilhar nas últimas reuniões que participou? Após ler esta mensagem, você não se sente estimulado a firmar um pacto de amor com seus irmãos em Cristo, de modo a se tornar mais ativo nas reuniões? Ore a este respeito durante esta semana e compartilhe com os seus irmãos o que Deus falar ao seu coração. O nosso compromisso de fé acionará o PODER DE CRISTO! Amém!
Em Cristo.

APRENDENDO COM AS REUNIÕES - I

A PRESENÇA DE CRISTO E A LIBERAÇÃO DO SEU PODER

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”
Efésios 2:19-22
Para um melhor aproveitamento desta mensagem, recomendamos a leitura dos seguintes textos da Palavra de Deus: Efésios 1:15, 2:19; Mateus 13:58, 18:20; Atos 10:38.

A PRESENÇA DE CRISTO

A igreja é a família de Deus, conforme podemos ler em Efésios 2:19. Deus constituiu a igreja como Sua expressão na terra. É maravilhoso perceber que fomos escolhidos para sermos a expressão de Deus! O livro de Efésios nos diz que Cristo é a imagem do Deus invisível – Efésios 1:15. Veja como é maravilhoso: De um lado, a igreja é a expressão de Deus; de outro, Cristo é a imagem de Deus! Como pode a igreja conseguir expressar Deus na terra? Isto somente é possível através de Cristo, pois Ele é a exata imagem de Deus! A Bíblia diz que “onde estiverem dois ou três reunidos” em nome de Cristo, Ele estará no meio deles – Mateus 18:20. Este versículo é maravilhoso, pois revela o PODER DA REUNIÃO! A igreja é um povo que se reúne! A cada reunião o Senhor é manifestado! Magnífico! Este é o poder da reunião! Quando dois ou três irmãos se reúnem a presença de Cristo é manifestada.

TAREFA DA SEMANA: Você deve se esforçar um pouco para memorizar o texto de Mateus 18:20. Leia este versículo várias vezes, procurando entender cada palavra! Pense nas ocasiões em que o povo de Deus se reúne. Você tem amado as reuniões? Você tem buscado perceber a presença de Cristo em cada uma delas? Como tem sido a sua participação nas reuniões? Cristo é quem mais valoriza as reuniões do povo de Deus. Você já pensou nisso?

Às vezes eu me pergunto: Realmente temos valorizado as reuniões do povo de Deus? Todas as vezes que o povo de Deus se reúne em nome de Cristo Jesus, Ele mesmo se faz presente. O quê Cristo é capaz de fazer no local onde Ele está presente? Oh! Devemos considerar estas coisas! Agora, leia o texto de Atos 10:38. Pense em quantas coisas Cristo pode realizar em nossas reuniões! Deus não apenas deseja que sejamos um povo que se reúne, mas deseja que sejamos um povo de poderosas reuniões.

A LIBERAÇÃO DO PODER DE CRISTO

O texto de Mateus 18:20 garante a presença de Cristo em nossas reuniões. Mas, o que garante a liberação do poder de Cristo em nossas reuniões? A Bíblia diz que Cristo esteve numa cidade, Nazaré, e não fez ali muitos milagres. Note, Cristo esteve presente, mas não fez milagres. Eles tinham a presença de Cristo, mas não tinham a liberação do poder de Cristo. Por quê? Esta é uma importante pergunta. Leia o texto de Mateus 13:58. Isto é muito importante. Eu e você, quando estivermos reunidos em nome de Cristo, precisamos tomar uma importante decisão: CRER. O texto de Mateus 13:58 revela que a fé garante a liberação do poder de Cristo. Magnífico! Magnífico!

Precisamos ter consciência não apenas da presença de Cristo, mas da liberação do Seu poder.


Para um pouco: Procure lembrar-se dos textos bíblicos lidos. Numa atitude de profunda quietude procure enumerar as descobertas mais importantes que você fez com esta mensagem.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A VISÃO DA IGREJA


UMA IGREJA EM NOSSA CASA
“também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” 1 Pedro 2:5

Constitui sutil engano de pensar que a igreja é o edifício de tijolos construído pelos homens. Este engano produz um recorrente equívoco: Confunde-se igreja com templo. Devemos perceber que a igreja é o edifício de Deus, construído com pedras vivas (I Pedro 2:5). Assim, a igreja é um grupo de pessoas regeneradas que se reúnem em nome do Senhor Jesus (Mateus 18:20).
Outro engano que se comete é pensar que a “vida espiritual” somente acontece quando a igreja está reunida no templo. Pensamos assim, pois a cultura moderna da cristandade nos faz acreditar que as celebrações, as reuniões de oração e de ensino da Palavra somente acontecem no templo. A Bíblia menciona que a igreja se reunia nas casas. O que significa isso? Significa que a “vida espiritual” também acontecia nas casas. No entanto, quando se “pratica” a vida espiritual somente nas reuniões da igreja no templo as famílias sutilmente são conduzidas a “não viverem a espiritualidade” no ambiente do lar. O Senhor tenha misericórdia de nós! Que nos faça despertar deste perigoso sono. Olhemos para as nossas casas. A vida espiritual está acontecendo lá? Provavelmente não! Oh! Lamentável realidade. Por quê? ... Um dos fatores é que, para nós, a vida espiritual somente acontece no templo. Quando é que viveremos a realidade de Romanos 16:5: "...saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles."? No templo somos “espirituais”: ministramos aos irmãos, oramos, dedicamos textos bíblicos, abraçamos, aconselhamos, confortamos. Oh! Quanta coisa fazemos no templo! No entanto, algumas perguntas devem ser enfrentadas por nós: Temos consciência de que em nossa casa há uma igreja (nossa família) que se reúne todos os dias? A vida espiritual tem acontecido nesta igreja familiar? Qual é o nosso dever para com esta igreja? Não nos esqueçamos de uma coisa: A nossa casa é a igreja!
Como seria bom, se em nossos lares a oração fluísse espontaneamente! O pai orando pelo filho, a esposa pelo esposo, o filho pela mãe, etc! Maravilhoso, não!?! Seria tão bom, se em nossos lares ocorresse ministração espontânea, perdão voluntário, consolo mútuo, temperança, e tantas outros aspectos práticos da vida cristã! Seria bom se o nosso lar, na prática, fosse o que na verdade deve ser: igreja!
Como tratamos nossos familiares? Como lidamos com os problemas em nosso lar? Temos esquecido que em nossos lares existem, não somente, o pai, a mãe e os filhos, mas irmãos em Cristo. Como trataríamos uns aos outros em nosso lar, se estivesse firme, em nós, a convicção de que somos irmãos em Cristo? O Senhor nos chamou para que a nossa casa se torne uma igreja. Esta é a visão da igreja que o Senhor deseja gerar dentro de nós. Com um propósito firme, pensemos e busquemos estas coisas até que possamos dizer: “Há uma igreja que se reúne em minha casa”!

Em Cristo.