segunda-feira, 11 de julho de 2011

SOBRE A NOSSA PURIFICAÇÃO

Todos aqueles que se rendem a Cristo como Senhor tornam-se filhos de Deus. O evangelho de João possui um versículo que revela esta verdade.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”

João 1:12

O apóstolo João, em sua primeira carta, no capítulo três, nos apresenta especiais verdades sobre a vida espiritual, nos seguintes termos:

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.”

I João 3:1-3

O texto nos diz que somos filhos de Deus e o mundo não nos conhece, exatamente por isso. Quando olhamos a nossa vida, percebemos que o mundo realmente não nos conhece: O mundo não compreende nossas prioridades, não entende porque nos dedicamos tanto a Deus, em servi-lo, adorá-lo, a ter comunhão com os muitos filhos de Deus. Sim, o mundo não compreende estas coisas. O mundo não consegue entender o porquê de insistimos tanto em nossa luta contra o pecado, o porquê de nos privarmos dos chamados “prazeres deste mundo”. Somente quem tem a natureza divina pode compreender estas coisas.

O apóstolo João fala ainda de uma esperança muito maravilhosa: Ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sim, um dia, quando estivermos diante de Deus nós compreenderemos e seremos o que haveremos de ser. Algo glorioso Deus tem para nós.

Mas João nos diz mais ainda. Ele nos diz que “todo o que nele tem esta esperança” passa por um processo de purificação intencional. Sim, olhamos não apenas para o tempo presente, mas para a eternidade. Por isso, lutamos contra nossa carne, nossas inclinações humanas e renunciamos todas as coisas que nos afastam de Deus, pois, aquilo que nos afasta de Deus neste tempo presente, poderá afastar-nos dEle no tempo eterno.

Como penetramos nesta purificação? Vivendo e praticando alguns pilares na vida cristã:

1) Leitura, estudo e memorização da Palavra de Deus;
2) Oração, jejum e adoração;
3) Comunhão com outros irmãos – neste aspecto, a leitura, o estudo e a memorização da Palavra de Deus são compartilhados com outros irmãos. O mesmo acontece com a oração, o jejum e a adoração.

Estas coisas, intencionalmente praticadas fornecerão as ferramentas necessárias para a nossa purificação. Não nos esqueçamos: “a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança”.

Um grande abraço.

terça-feira, 24 de maio de 2011

UM MODELO DE VIDA CRISTA

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Colossenses 3:12-17

Quando Paulo nos diz que devemos nos revestir de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, ele está dizendo o seguinte: pratiquem, com profunda afeição, a misericórdia, a bondade, a humildade, a mansidão e a longanimidade. Faríamos muito bem se meditássemos no significado destas palavras. Faríamos melhor se experimentássemos em nosso viver diário o que estas palavras significam. O caminho para a prática destas verdades passa, necessariamente, pelas seguintes atitudes: suportar uns aos outros e perdoar mutuamente. Todas estas coisas devem estar debaixo do governo do amor. Paulo recomenda que a paz de Cristo deve ser o árbitro em nosso coração. Todas estas coisas, porém, somente fluirão com liberdade se a Palavra de Cristo habitar ricamente em “nosso” coração. Destaquei a expressão “nosso” para deixar claro que se trata de uma habitação corporativa, ou seja, a comunidade cristã deve ter a prática de fazer habitar a Palavra de Cristo em seu viver. Não pode ser uma tarefa de um ou de apenas alguns membros do Corpo de Cristo, mas deve ser uma tarefa corporativa. Ao final, nossas atitudes devem ser executadas em nome do Senhor Jesus e para Sua exclusiva glória!

A. M. Cunha

UMA ORAÇÃO DE PAULO

“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11

Que conteúdo elevado desta oração! Oh! Que nosso amor aumente. Na verdade, este amor originariamente não é nosso! Ele foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado! (Romanos 5:5) Recebemos o Espírito e o amor! Temos tudo! Graças a Deus. Paulo nos estimula ao amor aumentado em pleno conhecimento. Lembrei-me das Palavras do apóstolo João que nos diz: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade: (I João 3:18). Carecemos amar experimentalmente e com ampla percepção. Esta é a excelência no amor com os olhos fixos no Dia de Cristo. Como é elevado o conteúdo desta oração! Caminhemos para uma vida cheia do fruto de justiça! Mas não nos esqueçamos: O fruto de justiça que praticamos, não é decorrente de nossos esforços e de nossa diligência, esta justiça decorre de Jesus Cristo, e para a glória de Deus. Que maravilhosa porção da Palavra!

A. M. Cunha

sábado, 12 de fevereiro de 2011

TODO MANDAMENTO É UMA PROMESSA


De acordo com Mateus 22:36-38, o grande mandamento da Lei Divina é “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e do todo o teu entendimento.”
Quando olhamos para a nossa imperfeição e para a parcialidade de nossos sentimentos, sentimos como se este mandamento nos acusasse constantemente. Nossos sentimentos são parciais, eles expressam o que se pode chamar de amar-receber. Amamos de acordo com o que recebemos.
Noutras vezes, amamos de acordo com a relação de experiência que temos. A mãe tem uma profunda relação de experiência com o filho, pois o filho provém das suas entranhas. A relação de experiência entre mãe e filho é tão intensa que, não raro, detectamos uma mãe amar tão intensamente o filho, mesmo que ele não lhe dê retorno algum.
Como é possível amar a Deus, de todo o coração, alma e entendimento? Para muitos, Deus não passa de uma idéia, uma noção abstrata. Por isso, muitos amam com mais facilidade aquilo que é concreto e palpável, reservando para Deus a rasa possibilidade de apenas respeitá-lo ou temê-lo.
Deixemos de focar a nossa imperfeição e a parcialidade dos nossos sentimentos e encaremos este mandamento com novo olhar. Um fascinante desafio surge diante de nós: Seria o mandamento divino, tão somente um mandamento? Destina-se o mandamento a criar, diante de nós, apenas uma atmosfera de obediência?
Uma nova percepção se abre diante de nós. Deus não nos daria uma ordem que não pudéssemos cumprir. Fazê-lo seria o mesmo que nos lançar diante de uma implacável condenação. Poderia o criador ordenar algo que não pudéssemos cumprir? Tal atitude não revelaria justiça de Sua parte. A Bíblia nos diz o seguinte: “Compassivo e justo é o Senhor; o nosso Deus é misericordioso.” (Salmo 116:5). Oh! A justiça de Deus se une com Sua compaixão e Sua misericórdia! Sim, Deus é justo. De modo algum nos daria uma ordem que não pudéssemos cumprir!
E é exatamente aqui que surge um novo foco diante de nós: O mandamento de Deus não é apenas um mandamento. Nele encontramos uma promessa! Sim! Todo mandamento é, por essência, uma promessa de que receberemos a ajuda divina para o Seu cumprimento. Oh! Todo mandamento é uma preciosa promessa!
Nossa imperfeição e a parcialidade de nossos sentimentos perderão a capacidade de incutir em nós medo e pavor diante dos mandamentos divinos. Com este novo foco, cada mandamento será o sopro de uma esperança, pois sua revelação vem carregada com a promessa de que somos capazes de cumpri-lo. Assim, diante do mandamento divino constante em Mateus 22:36-38 surge em nós uma doce esperança: Amaremos o Senhor de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. Maravilhosa revelação divina!

A. M. Cunha

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A ARCA, NOSSO PORTO SEGURO

Gênesis 7:7 constitui uma rica narrativa bíblica. O texto diz: "Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos". Valiosas lições podem ser extraídas desta singular narrativa. A Arca não foi construída apenas para Noé. Aquela era uma Arca Familiar. Uma figura maravilhosa da igreja – a igreja família que o Senhor edifica ao longo da história.
No entanto, focalizemos apenas a expressão: “entrou Noé na arca”. De acordo com o ponto de vista que adotemos, este pode ser o fim ou o início de uma história. Seguramente, ao entrar na arca, Noé inaugurava um novo começo para a sua vida. Mas se encararmos esta entrada como um fim, somos conduzidos a um conjunto de episódios que ocorreram antes desta entrada. Este é o nosso foco de hoje: Os episódios que antecederam a entrada de Noé na arca. Vejamos, resumidamente, quais foram estes episódios:

[1] Deus revelou sua vontade histórica: Deus disse: “Resolvi dar cabo de toda carne” (Gênesis 6:13). Algo surpreendente ocorre neste texto. Deus não apenas revela sua vontade histórica, ele revela a razão de ser de Sua vontade histórica. Eis a revelação divina: “porque a terra está cheia da violência dos homens” (Gênesis 6:13). Sempre que a vontade de Deus é revelada, Ele aquieta o coração humano revelando os motivos pelos quais Sua vontade surgiu.

[2] Deus revelou o caminho a ser percorrido pelo homem para o cumprimento de Sua vontade: Após revelar Sua vontade ao homem, Deus revela o caminho a ser percorrido para o cumprimento de sua vontade. O Senhor diz: “Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás com betume por dentro e por fora” (Gênesis 6:14). O Senhor diz que o caminho para o cumprimento de Sua vontade é a construção de uma arca.

[3] Deus revelou o papel do homem para o cumprimento de Sua vontade: O homem é elevado à condição de construtor, tornando-se, desta forma, parceiro de Deus no cumprimento de Sua vontade. Este é o papel a ser exercido pelo homem quando o assunto é a vontade de Deus. Por isso o Senhor diz: “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gênesis 6:18).

É interessante notar o potencial interior para a obediência que Noé possuía. A Bíblia diz: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gênesis 6.22). Em decorrência de sua obediência, quando o dilúvio chegou Noé tinha um lugar seguro para entrar, não apenas sozinho, mas com toda a sua família.

Um grande princípio que extraímos desta narrativa bíblica é: Noé construiu a Arca, por isso ele tinha para onde correr quando o dilúvio chegou! Nossa vida é uma constante corrida. Se formos bons construtores, sempre teremos para onde correr. De um lado, Cristo é nossa arca, não precisamos construí-lo, pois Ele é o edificador de Sua igreja. De outro, cooperamos com Ele para edificarmos um porto seguro para a nossa vida. Cristo é nossa Arca Eterna e nosso porto seguro. Um dia, nosso Senhor se levantará no barco da vida e acalmará toda a tempestade.
Em Cristo.
A. M. Cunha

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AQUELE QUE SABE QUE É AMADO PELO SENHOR


No dia 11/09/2010 li algo sobre o amor de Deus no livro de James Bryan Smith: "Experimentando o profundo amor de Deus: aceitação, perdão e cuidado". O autor nos revela um amor diante do qual somos aceitos, perdoados e cuidados pelo próprio Deus. Um amor que nos convida a estendermos suas tendas de aceitação, perdão e cuidado a nós mesmos. Por fim, um amor que nos estimula a aceitar, perdoar e cuidar dos outros.
Enquanto meditava nestas coisas, eu me vi recitando um poema. Comecei a escrevê-lo, no entanto, ele ainda não está concluído. Deste poema que está em mim, mas ainda não no papel, eu extraí o seguinte salmo:

Compreenda, ó minha alma, o quanto és amada pelo SENHOR.
Permaneça vigilante contra os ardis do teu próprio coração.
Que não haja em ti choro de aflição por não ter retribuído ao SENHOR por Seu imenso amor por ti.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Que teu leito não tenha o cheiro do tormento por não te perdoar no tempo oportuno.
Aceita, ó minha alma, quem tu és e cuida de ti enquanto vives na terra dos viventes.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Que teu leito não se banhe nas lágrimas da indiferença.
Aceita o teu próximo, perdoa o teu próximo, cuida do teu próximo.
Permaneça vigilante, ó minha alma, contra os ardis do teu próprio coração.
Bem-aventurado o homem que compreende o quanto é amado pelo SENHOR.


Em Cristo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

APRENDENDO COM O ESTUDO DA BÍBLIA

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração."
Hebreus 4:12


Para um melhor aproveitamento desta mensagem sugerimos a leitura dos seguintes textos bíblicos: Hebreus 4:12; Joã0 16:13 e 17:17; II Timóteo 2:16-17 e Salmo 119:11.

A Bíblia é um doce livro. Devemos praticar Sua leitura diária. Suas palavras vão ao lugar mais profundo de nossa alma, conforme podemos ler em Hebreus 4:12.
A Bíblia é a Palavra de Deus. Portanto, ela é a verdade. Leia as Palavras de Jesus em João 17:17. Você precisa saber que Deus fala pela Bíblia. Uma verdade espiritual não pode ser compreendida a menos que o Espírito Santo a revele. O Espírito Santo é o Espírito da verdade e Ele nos guiará a toda a verdade – João 16:13. Quando lemos a Bíblia, temos a oportunidade de ouvir o falar divino. Logo abaixo, apresentamos uma seqüência que mostra como Deus fala com você pela Bíblia:

1) Você lê a Palavra de Deus – Bíblia;
2) O Espírito de Deus usa a Bíblia para revelar uma verdade enquanto você lê;
3) Você realiza os ajustes necessários em sua vida para se enquadrar na verdade revelada. Isto é feito quando você obedece à verdade descoberta;
4) Deus atua em você, transformando-o num instrumento vivo para realizar Seu propósito Eterno.

É importante compreender três coisas acerca da Bíblia: inspiração, utilidade e propósito. Um dos melhores textos que nos mostra isso é II Timóteo 3:16-17. Veja o que esse texto nos diz:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

A Bíblia é inspirada por Deus, isto significa que Deus é Sua fonte, Sua origem. Todo o conteúdo revelado nas Escrituras tem sua origem em Deus. A Bíblia é útil para o ensino, para a repreensão e para a educação. O ensino divino nos indica o caminho a seguir. A repreensão Celestial corrige nossa trajetória conduzindo-nos novamente ao caminho adequado. A Bíblia educa na justiça divina. Nosso padrão de justiça é, muitas vezes, equivocado. A Bíblia nos educa na justiça divina. Desta forma compreenderemos o sentido da vida. A Bíblia revela Seu propósito: tornar o homem perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. Como é preciosa a Palavra de Deus! Por tudo isto podemos dizer que:

A Bíblia foi inspirada por Deus, ou seja, foi por Ele soprada. Deus é a fonte da Bíblia. A Bíblia tem a utilidade de ensinar a verdade e a maneira certa de viver, condenar o erro e corrigir as faltas. Tudo com o propósito de preparar o cristão para a prática de boas ações.

Em Cristo.