sábado, 21 de dezembro de 2019

NOSSO CHAMADO PARA UMA TERRA CELESTIAL



“Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;”
Gênesis 12:1


Observe a narrativa de Gênesis 12:1. Esta é a clássica passagem bíblica do chamado de Abrão. Este chamado possui uma dupla ordem: “sair de” e “ir para”. Este não é apenas o chamado de Abrão, mas é nosso chamado também, pois há uma “terra” da qual somos convocados a “sair”, a terra onde os homens são “egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” [2 Timóteo 3:2-4] e há uma “terra” para a qual somos convocados a “entrar”!

Tão importante quanto “sair de” é cumprir a parte de nosso chamado que nos ordena “ir para”, pois há uma “terra” que devemos perseguir com todas as nossas forças. Mesmo nunca tendo estado lá, misteriosamente Deus nos faz sentir saudades dessa “terra celestial”!

Por conseguinte, com perseverança em nosso coração, devemos continuamente “ir para” essa “outra terra”! Envolvamo-nos, portanto, nesse contínuo “ir para”, com o firme propósito de nos movermos entusiasticamente para essa “pátria futura”!

É confortante saber que estamos “deixando uma terra” para “chegarmos noutra terra” imensamente “superior”! Nessa “outra terra”, superior e celestial, todas as nossas lágrimas serão enxugadas, a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram [Apocalipse 21:4]. Nela nunca mais haverá qualquer maldição, pois nela estará o trono de Deus e do Cordeiro para sempre [Apocalipse 22:3-5]!
A. M. Cunha

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ORAR A DEUS, PENSANDO NO PRÓXIMO - UMA EXPRESSÃO DO AMOR CRISTÃO

A conhecida “Oração do Pai Nosso”, que particularmente prefiro chamar de “A oração dos Filhos”, encontra-se estruturada em duas partes principais: uma vinculada a Deus e a outra vinculada aos homens. A parte vinculada a Deus compreende as seguintes petições: [a] “santificado seja o teu nome”; [b] “venha o teu reino”; [c] “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. A parte relacionada com os homens contempla as seguintes petições: [a] “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”; [b] perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”; [c] “não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”. Assim como esta oração está dividida em duas partes, uma focada em Deus e a outra focada nos homens, assim também é com a nossa vida: de um lado, somos peregrinos nesta terra e, portanto, devemos estar profundamente vinculados a Deus [Salmo 119.19]; e de outro, somos luz do mundo e sal da terra e, portanto, devemos construir vínculos sólidos e abençoadores com os homens [Mateus 5.11-13]. Uma vida espiritualmente madura requer equilíbrio entre dois singulares focos: Deus e o próximo, numa autêntica expressão de obediência aos mandamentos de “amar a Deus” e “amar o próximo”
A. M. Cunha

VIGÉSIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:164


Salmo 119:164 – “Sete vezes no dia, eu te louvo pela justiça dos teus juízos”. A expressão “Sete vezes no dia” não pretende sugerir um caráter místico para o número sete. Seu uso aqui neste versículo, no entanto, pretende descrever um hábito do salmista, ou seja, uma conduta que ele praticava constante, repetida e frequentemente. Nunca é demais destacar que o hábito aqui descrito é virtuoso. Não é um hábito qualquer, mas o hábito de louvar a Deus. O motivo deste hábito era a justiça da Palavra de Deus! Ao referir-se à justiça da Palavra de Deus, o salmista referia-se ao fato de que a Escrituras manifestavam ética, correção, retidão e justiça. Tais atributos inerentes às Escrituras despertavam no salmista o virtuoso e edificante hábito do louvor!
A. M. Cunha

VIGÉSIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:163


Salmo 119:163 –Abomino e detesto a mentira; porém amo a tua lei. Este versículo possui duas importantes declarações acerca do salmista. A primeira revela sua abominação para com a mentira e a segunda, por outro lado, torna evidente o seu amor pela Palavra de Deus. Os vocábulos “Abomino” e “detesto” estão em oposição ao vocábulo “amo”. Em decorrência, pelo paralelismo hebraico típico dos escritos poéticos, o vocábulo “mentira” está em oposição à expressão “tua lei”. Estas duas declarações, portanto, por estarem em oposição, parecem sugerir que um poderoso antídoto contra a prática da mentira é o amor para com a Palavra de Deus.
A. M. Cunha