domingo, 5 de fevereiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 9

Servindo melhor a Deus com um crescimento espiritual equilibrado

 

A Bíblia demonstra que Jesus cresceu em graça diante de Deus – este é o crescimento a que denominamos de crescimento espiritual. Este aspecto do crescimento de Cristo revela o quanto Ele valorizava Sua comunhão com o Pai Celestial, pois Ele estava no Pai e o Pai estava nEle. Ele mesmo afirmou o seguinte: “Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim” [João 14:11]. Em Sua condição humana, Jesus decidiu crescer espiritual. É nosso dever tomarmos a mesma decisão!

O apóstolo Paulo, em sua Carta aos Efésios, afirmou o seguinte: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,” [Efésios 4:15]. É importante notar que, para “crescer em tudo”, será necessário seguir a verdade. Seguir é uma ação, uma atitude prática, é um agir constante. Por isso se diz “seguindo a verdade”. Assim, aqueles que são apenas expectadores na vida espiritual não alcançarão o crescimento. É preciso ser um agente, manter-se atuante, tornar-se um praticante. Jamais devemos nos esquecer que esta atitude prática é que nos fará crescer, em todas as dimensões, inclusive espiritualmente.

Ressaltamos que não existe uma regra mágica para que alcancemos o crescimento espiritual. Contudo, existe um caminho a seguir. Há uma jornada diante de nós. Qual é este caminho? A resposta está em Mateus 6:33 – BUSCAR O REINO DE DEUS EM PRIMEIRO LUGAR. É importante perceber que a busca do Reino de Deus implica fazer a Sua vontade. Portanto, fazer a vontade de Deus assume um papel fundamental para o nosso crescimento espiritual. Sabendo que Cristo é o nosso modelo, devemos saber como Ele lidou com a vontade de Deus, se quisermos experimentar um constante crescimento espiritual. Vejamos três momentos significativos nos quais Jesus lidou com a vontade de Deus:

·        Aos doze anos de idade, Jesus já sabia o Seu lugar e quem era o Seu verdadeiro Pai. Observemos o que Ele disse aos Seus pais terrenos quando O estavam procurando em Jerusalém: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” [Lucas 2:49]. De acordo com este texto, podemos compreender que Jesus estava consciente de que Sua vida seria governada pela Vontade do Pai Celestial. Pense nisso: Uma vida governada pela vontade do Pai Celestial – não deixe que estas palavras escapem de seu coração;

 

·        Com aproximadamente trinta anos de idade, Jesus continuava com o mesmo objetivo: Ser governado pela vontade do Pai Celestial. Jesus disse certa vez: “não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.” [João 5:30]. Noutra ocasião, Ele falou: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.” [João 6:38]. Portanto, podemos afirmar: Jesus continuava tendo Sua vida governada pela vontade do Pai! O Reino do Pai era uma prioridade para Ele;

 

·        Quando Jesus enfrentou um momento de extrema aflição em Sua vida – a angústia do Getsêmani, Ele não mudou o Seu comportamento para com a da vontade de Deus, pelo contrário, Ele decidiu continuar submisso a ela. Nessa ocasião, enquanto estava orando ao Pai Celestial, Ele disse o seguinte ao Seu Bondoso Pai: “não se faça a minha vontade, e sim a tua.” [Lucas 22:42].

 

A forma como Jesus se comportou para com a vontade do Pai Celestial, foi decisiva para o Seu crescimento espiritual! Ele buscou em primeiro lugar o Reino de Deus quando decidiu viver segundo a vontade do Pai.

Esta é a jornada que temos diante de nós: Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus! Isto não é uma regra mágica! Isto é uma decisão fundamental! Quando tomamos tal decisão, com um coração disposto a continuar firme, mesmo diante das mais difíceis circunstâncias, experimentaremos um constante e duradouro crescimento espiritual!

Gostaria de incentivá-lo a se lembrar que tudo o que estamos vendo nesta série de lições, têm como tema central o que nós chamamos de a humanização de Cristo. Já abordamos o fato de que, para que essa humanização se completasse, Jesus precisou nascer, crescer, viver e morrer. Até o presente momento, nós já estudamos o nascimento e o crescimento. Quanto ao crescimento, abordamos que as Escrituras apontam que Jesus cresceu em quatro dimensões: física, intelectual, social e espiritual. A partir da próxima lição, os nossos olhos estarão voltados para o modo como Jesus viveu. O modo como Jesus viveu deve ser o modelo para o nosso viver. Sem esse viver nossa humanização jamais suprirá a necessidade dos homens.

A. M. Cunha


domingo, 29 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 8

Servindo melhor a Deus com um crescimento social equilibrado

 

Quando esteve fisicamente entre nós, Jesus experimentou um maravilhoso e exemplar crescimento em quatro dimensões: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual!

A obra de Cristo proporcionaria a restauração da comunhão do homem com Deus e do homem com o seu semelhante! Portanto, numa certa medida, podemos perceber que a obra de Cristo foi eminentemente relacional.

Jesus havia proferido as seguintes palavras: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” [Mateus 22:37-39]. A natural consequência do amor é a construção e a manutenção de relacionamentos. É importante observar que Jesus não apenas falava de amor, Ele construía e mantinha os relacionamentos que naturalmente decorriam do amor.

Jesus vivenciou significativos relacionamentos com Deus [“Amarás o Senhor, teu Deus”] e com o próximo [“Amarás o teu próximo”].

Ele possuía um profundo relacionamento com o Pai Celestial: Jesus procurava estar em comunhão com o Pai, por meio da oração, e, em tudo o que Ele fazia e falava, Ele desejava honrar o Pai Celestial.

Além deste importantíssimo relacionamento com o Pai Celestial, Jesus também experimentou relacionamentos com as pessoas, e isto, por si só, já era uma forte evidência de que Ele experimentou um equilibrado crescimento social! Nestes relacionamentos com o próximo, Jesus era intencional e profundamente altruísta, pois Ele não construía relacionamentos com o propósito de receber algo em troca, porém, o Seu propósito era dar-se a Si mesmo ao próximo, objetivando tornar a vida do outro uma vida melhor!

O relacionamento de Jesus com as pessoas possuía duas importantes vertentes: instrução e transformação. A instrução decorria do intencional ensino que ele proporcionava quando estava vivenciado os Seus relacionamentos com o próximo. A transformação, por seu turno, era consequência dos milagres que Ele realizava em favor das pessoas!

Jesus, portanto, em Seu crescimento social, tocava a vida das pessoas fornecendo-lhes instrução e transformação! Ele foi intencionalmente estratégico em Seu crescimento social em relação aos Seus discípulos, pois, quando os escolheu, Jesus conviveu com eles algum tempo, preparando-os para que eles também construíssem relacionamentos com outras pessoas, sendo, desta forma Seus representantes nesta terra!

Noutras palavras, os discípulos de Jesus também devem ter um equilibrado crescimento social! E, igualmente como se deu com Jesus, o crescimento social dos discípulos de Cristo também deve possuir duas vertentes: instrução e transformação!

A. M. Cunha


domingo, 22 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 7

Servindo melhor a Deus com um crescimento intelectual equilibrado

O crescimento de Jesus foi algo muito significativo na narrativa bíblica. Como já falamos, a Bíblia esclarece que Ele cresceu em quatro dimensões: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual! Isso significa que Jesus cresceu na integralidade do Seu ser. Não podemos nos esquecer que a missão Dele era satisfazer a necessidade do homem, que, como já destacamos, foi a de restaurar a comunhão dos homens com Deus. Sua humanização tinha este objetivo, e para alcançá-lo, Ele precisava crescer em todas as dimensões do Seu ser. Tudo o que Cristo fez tinha este glorioso objetivo!

ALGUMAS ORIENTAÇÕES ACERCA DO CRESCIMENTO INTELECTUAL

I – O CRESCIMENTO INTELECTUAL É ALGO QUE DEVE SER BUSCADO: O texto de Provérbios 3:13 diz que o homem que acha sabedoria e adquire conhecimento é feliz! A Bíblia afirma que aquele que busca, encontra – Mateus 7:7. Eis a razão por que afirmamos que o crescimento intelectual deve ser buscado, pois não é algo que adquirimos sem esforço ou busca de nossa parte. É importante que tenhamos alguns hábitos de busca pelo crescimento intelectual, tais como: Leitura sadia; praticar a concentração e a reflexão; forçar a mente com atividades de crescimento intelectual, levar os estudos a sério, participar de diálogos construtivos, entre outras atividades dessa natureza.

Quando olhamos a vida de Jesus, podemos perceber que Ele buscou o crescimento intelectual. Por exemplo, de acordo com Lucas 2:46, em certa ocasião, Ele esteve assentado no meio dos doutores, no templo de Jerusalém, ouvindo-os e interrogando-os. Essa narrativa bíblica fica mais extraordinária quando descobrimos que Jesus, nessa ocasião, estava com apenas 12 anos de idade, conforme Lucas 2:42. Outra ocasião que revela a busca de Jesus pelo crescimento intelectual foi a tentação no deserto. De acordo com Lucas 4:1-13, Jesus enfrentou a tentação citando vários textos bíblicos que haviam sido memorizados por Ele. Se Ele possuía aqueles textos bíblicos memorizados, isto significava que Ele havia desenvolvido o hábito de ler e estudar as Escrituras. A revelação bíblica é, portanto, muito esclarecedora: Jesus havia buscado o conhecimento que Ele manifestava no seu dia a dia. Ele é o nosso exemplo, portanto, devemos segui-lo!

II – NÃO PODEMOS NOS APOIAR EM NOSSA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA: Jamais podemos nos esquecer que o crescimento intelectual de Jesus tinha o objetivo de satisfazer a necessidade do homem. Jesus, portanto, não buscava satisfazer a Si mesmo. É importante que chamemos a atenção para a seguinte realidade: Um dos maiores obstáculos para a construção do crescimento intelectual é o preconceito. Que preconceito é este? Muitos acham que o conhecimento intelectual está em oposição a uma vida espiritual de qualidade! Esse preconceito existe porque muitas pessoas que adquiriram o conhecimento intelectual, lamentavelmente tornaram-se arrogantes e orgulhosas, e muitas vezes, afastaram-se de Deus! Mas com Cristo não foi assim, Ele teve um intenso crescimento intelectual e, ao mesmo tempo, continuou mantendo uma comunhão intensa, profunda e insubstituível com o Pai Celestial. Jesus não se tornou arrogante nem orgulhoso. É perfeitamente possível experimentar um crescimento intelectual equilibrado, sem que nos tornemos orgulhosos ou arrogantes. Busquemos, pois o crescimento intelectual!

III – O CRESCIMENTO INTELECTUAL DEVE SER USADO PARA EDIFICAÇÃO DAS PESSOAS: Cristo cresceu intelectualmente e usou o Seu crescimento para trazer edificação para as pessoas! Ele jamais ofendia as pessoas com seu elevado conhecimento. Em tudo Ele buscava edificar e ajudar as pessoas. Devemos fazer o mesmo! Nós nascemos com uma missão: Satisfazer a necessidade da humanidade, para promover a restauração da sua comunhão com Deus! Por isso, ao crescermos intelectualmente devemos ter este objetivo em mente. Muitas vezes os homens usam o seu conhecimento para a destruição: Eles constroem bombas, armas, fabricam doenças biológicas, entre tantas outras coisas terríveis. Mas nós, que somos filhos da luz, devemos usar o nosso conhecimento para a edificação daqueles que estão a nossa volta. Cresçamos em tudo, inclusive intelectualmente, com a finalidade de servir melhor a Deus e ao próximo!

A. M. Cunha


domingo, 15 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 6

Servindo melhor a Deus com um crescimento físico equilibrado

 

O texto de Lucas 2:52, como já foi visto ao longo desta série, demonstra que Jesus cresceu em quatro dimensões, a saber: Dimensão física, dimensão intelectual, dimensão social e dimensão espiritual! O nosso Senhor Jesus Cristo cresceu na dimensão física. Existe um questionamento que precisamos responder: Por que Cristo precisava crescer fisicamente? Uma das possíveis respostas é a seguinte: Ele precisaria de um corpo fisicamente resistente e saudável para servir melhor a Deus!

A narrativa bíblica evidencia que Cristo possuía uma incrível resistência física. Podemos confirmar isso considerando a forma como Jesus conseguia suportar as longas horas de exposição ao sol para ensinar os seus seguidores, bem como, observando como Ele suportou o sofrimento decorrente das torturas a que foi submetido, desde sua condenação até o momento da Sua morte. Concluímos, portanto, que quanto melhor estivesse a saúdo do corpo físico de Jesus, mais intenso seria o serviço que Ele prestaria ao Pai Celestial!

Tal como nosso Senhor Jesus, nós também devemos ter um corpo fisicamente resistente e saudável para que possamos servir melhor a Deus. Por isso, é necessário que cuidemos adequadamente do nosso corpo. Paulo nos diz que “tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens. [...] A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;”Colossenses 3:23-24.

 

GOSTARIA DE CONVIDAR VOCÊ A REFLETIR UM POUCO NOS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS:

(Tudo isso é uma forma que o ajudará a cuidar melhor de seu corpo)

 

1)      Como está o seu repouso noturno? Sabemos o que acontece quando não desfrutamos de uma boa noite de sono: sentimo-nos mais estressados, emocionalmente exaustos e mais irritados do que o normal. Quando dormimos, ocasião em que não realizamos nenhum trabalho consciente, Deus miraculosamente recompõe as nossas energias, restaura o vigor das nossas células e promove uma verdadeira renovação cerebral. O sono é, sem dúvida, uma dádiva de Deus! Nossa melhor resposta para esta dádiva divina não poderia ser outra, a saber, organizarmos nossa agenda diária e as nossas prioridades para que tenhamos uma boa noite de sono!

2)      Você tem praticado exercícios físicos com regularidade? Para o cristão, a prática do exercício físico não pode ter por fundamento a exclusiva obtenção de uma boa estética, como tem sido pregado nesta era de supervalorização do corpo. A prática de exercícios físicos é uma atitude importantíssima para termos uma saúde equilibrada, e, por consequência, obteremos uma melhor qualidade de vida para servirmos a Deus com excelência!

3)      Você pratica a reeducação alimentar? Quando abordamos a necessidade de uma reeducação alimentar, partimos do pressuposto de que a nossa alimentação merece reparos. Tal afirmação está absolutamente correta. É por isso que precisamos eliminar hábitos alimentares que sejam nocivos para a saúde, substituindo-os por novos hábitos que estejam voltados para uma alimentação mais saudável.

4)      Você tem dedicado algum tempo para a prática de atividades que o ajudem a reduzir o stress do dia a dia? Sua qualidade de vida será muito melhor se você começar a viver assim. Algo que poderá ajudar muito é desenvolver o hábito de enxergar as coisas belas que existem na vida, mesmo que estejamos enfrentando situações problemáticas que nos causam angústia? Quando estamos focados apenas nos problemas, contribuímos para que estes mesmos problemas pareçam mais pesadas do que realmente são. Contudo, quando buscamos olhar para as coisas belas que a vida oferece, adquirimos mais força para enfrentarmos os problemas e isso contribui para a diminuição do stress em nossa vida.

Todas estas condutas poderão ajudar você a manter a saúde de seu corpo físico. Acredite, sua saúde melhorará muito se você praticar estas condutas! Assim, você proporcionará as condições adequadas para servir melhor a Deus com o seu corpo físico! Tudo isso será muito útil para nós, pois, como nos diz o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 6:19, o nosso corpo é santuário do Espírito Santo!

A. M. Cunha


domingo, 8 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 5

Quem nasceu de novo é encorajado a crescer

Nesta série de lições, quando estamos estudando os aspectos práticos da vida cristã, nós já tivemos oportunidade de perceber que, se desejamos produzir mudanças na vida das pessoas que estão ao nosso redor, será necessário sair de nosso mundo particular, com o propósito de interagir com a vida cotidiana das pessoas com as quais interagimos. Como visto, nós denominamos este conjunto de ações de humanização. Para que possamos, de fato, promover mudanças na vida dos outros, é imperioso que experimentemos mudanças em nossas próprias vidas. Como vimos, Cristo fez isso: para mudar a nossa vida Ele mudou a dEle! Em outras palavras, Ele vivenciou o que estamos denominando de humanização. O objetivo de Cristo em Sua humanização era satisfazer a necessidade da humanidade de ter restaurada a sua comunhão com Deus. Para concluir Seu processo de humanização, Cristo percorreu algumas etapas, a saber: nascer, crescer, viver e morrer.

A humanização de Cristo, como vimos, começou por Seu nascimento, e isso foi uma obra do Espírito, conforme já vimos em Mateus 1:20. Igualmente, a nossa humanização, que começa com o novo nascimento, é também uma obra do Espírito Santo, e nós já vimos isso em João 3:3-6. Portanto, é notória a importância da obra do Espírito Santo no processo de humanização, tanto a humanização de Cristo como a nossa humanização!

A segunda etapa do processo de humanização de Cristo foi o Seu crescimento. Para concluir Seu processo de humanização, além de nascer, Cristo, que havia assumido a condição humana, também experimentou o crescimento! Eis o questionamento que se põe diante de nós: Como se deu, então, o crescimento de Cristo?

O texto de Lucas 2:52 é revelador e aponta, de modo didático e resumido, como se deu o crescimento de Cristo! O citado texto das Escrituras afirma o seguinte: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. À luz desse precioso texto, Jesus cresceu em quatro dimensões: física, intelectual, social e espiritual.

A expressão: “E crescia Jesus em sabedoria”, corresponde ao crescimento intelectual; a expressão: “E crescia Jesus [...] em estatura”, corresponde ao crescimento físico; a expressão: “E crescia Jesus em [...] graça, diante de Deus”, corresponde ao crescimento espiritual e, por fim, a expressão “E crescia Jesus em [...] graça, diante [...] dos homens”, corresponde ao crescimento social.

Como já havíamos afirmado, o processo de humanização de Cristo é o paradigma para a nossa humanização. Nesse processo, Cristo, ao assumir a condição humana, precisou nascer e, como afirmamos, nós também experimentamos um nascimento espiritual, denominado de “novo nascimento”. Quando tal nascimento ocorreu conosco, nós recebemos a vida de Deus e esta vida nos impulsiona ao crescimento!

Uma vez que o texto de Lucas 2:52 demonstra que Cristo cresceu e, uma vez que Ele é o nosso paradigma, então podemos afirmar que nós somos vocacionados para o crescimento! E quanto a isto, ousamos dizer que o crescimento nos dará a estatura necessária para a complementação de nossa humanização. A vida divina que possuímos há de nos impulsionar ao crescimento!

Nos próximos episódios dessa série abordaremos as quatro dimensões do crescimento de Cristo e as implicações desse crescimento para o nosso viver diário, pois, como afirmamos, o crescimento de Cristo é o paradigma para o nosso crescimento!

A. M. Cunha


domingo, 1 de janeiro de 2023

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 4

O nascimento de Jesus Cristo foi o meio escolhido para que Deus habitasse entre os homens! Jesus nasceu com o propósito de suprir a real necessidade do homem, qual seja, experimentar uma profunda restauração na sua comunhão com Deus. Portanto, é possível concluir que o processo de humanização de Cristo somente se completou quando Ele, efetivamente, viabilizou o acesso da humanidade ao suprimento de sua mais real necessidade: Ter restaurada a sua comunhão com Deus! Como vimos nas lições anteriores, o Senhor Jesus viu a necessidade, compreendeu que a restauração da comunhão com Deus era, de fato, a real necessidade que pesava sobre a história humana e, por fim, supriu a necessidade da humanidade.

Apenas o nascimento de Cristo não seria suficiente para proporcionar o suprimento da necessidade humana. A humanização de Jesus Cristo, que teve o seu início com o Seu nascimento, somente se completou quanto Ele vivenciou outras três importantes etapas, as quais podem ser resumidas nas seguintes palavras: crescer, viver e, por fim, morrer. Portanto, estas quatro palavras – nascer, crescer, viver e morrer –, demonstram como a humanização de Cristo se completou. Somente quando estas quatro etapas foram concluídas é que se pode afirmar que a real necessidade humana foi efetivamente suprida.

A humanização de Cristo foi necessária para transformar a vida daqueles que, sem a obra de Cristo, estavam e permaneceriam separados de Deus para sempre! Aqueles que são discípulos de Cristo devem seguir os Seus passos. É por isso que se pode afirmar que os cristãos devem experimentar um processo de humanização semelhante ao que Cristo vivenciou, para que possam, enfim, atuar como auxiliares de Cristo na gloriosa tarefa de restaurar a comunhão dos homens com Deus!

Nosso objetivo a partir deste momento é apresentar uma breve análise acerca das quatro etapas da humanização de Cristo – nascer, crescer, viver e morrer –, e tudo com o propósito de aplicá-las ao nosso estilo de vida. Sem essa análise e, obviamente, sem essa aplicação, nós não teremos uma adequada compreensão da humanização de Cristo e dos seus efeitos na vida das pessoas com as quais convivemos.

Uma vez que Cristo nasceu para transformar a vida das pessoas para sempre, aqueles que são Seus seguidores devem também experimentar um nascimento com idêntica perspectiva do nascimento vivenciado por Cristo. Então vejamos em primeiro lugar: 

·        CRISTO NASCEU COMO OBRA DO ESPÍRITO DE DEUS: O nascimento de Jesus Cristo foi um acontecimento espiritual, como diz o texto bíblico, “o que nela foi gerado procede do Espírito Santo” [Mateu 1:20]. No princípio, o verbo estava com Deus e era Deus. Esta era a natureza até então conhecida de Cristo. No entanto, quando Cristo nasceu, ele manifestou a natureza humana! A vida do homem foi visivelmente introduzida em Cristo. Isto somente foi possível pela ação do Espírito Santo! 

·        O NOVO NASCIMENTO É OBRA DO ESPÍRITO DE DEUS: Cada um dos discípulos de Cristo, antes de terem nascido de novo, estavam separados de Deus como consequência do pecado. Cristo veio para que crêssemos nEle e, crendo, nos tornássemos filhos de Deus, conforme João 1:12. De acordo com 1 João 5:1, “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus”. Podemos concluir, portanto, que o novo nascimento é obra do Espírito de Deus! Desse modo, o novo nascimento, assim como o nascimento de Jesus, decorre da obra do Espírito Santo! 

O nascimento foi a primeira etapa da humanização de Cristo. Esse nascimento, como vimos, ocorreu como consequência da obra do Espírito de Deus! De igual modo, o novo nascimento, operado em nós, é também uma obra do Espírito Santo! Somos uma nova criação espiritual! Nossa humanização segue, portanto, os mesmos passos da humanização de Cristo.

Por conseguinte, o início de nossa humanização é espiritual e não poderia ser diferente. Concluímos, portanto, que as nossas qualificações ou habilidades pessoais não são suficientes para fazer com que nós experimentemos um processo de humanização similar ao que Cristo vivenciou. Isso somente poderá acontecer em nossa vida mediante uma poderosa ação do Espírito Santo! Ninguém jamais será semelhante a Jesus por seus próprios esforços, mas unicamente por obra do Espírito Santo de Deus!

A. M. Cunha


domingo, 25 de dezembro de 2022

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 3

Quando nos deparamos com alguém que está desanimado demais para prosseguir e cansado o bastante para continuar esperando, não raro costumamos dizer que a vida é um processo. Contudo, quantos de nós já paramos para verificar o que realmente significa a palavra “processo”?

Uma das definições que o Dicionário Michaelis apresenta para a palavra “processo” é a seguinte: “Sequência contínua de fatos ou fenômenos que apresentam certa unidade ou se reproduzem com certa regularidade; andamento, desenvolvimento. Noutras palavras, “processo” é o conjunto de fatos ou fenômenos que ocorre ao longo do tempo fazendo com que determinado resultado aconteça.

Nosso objetivo com a lição de hoje é compreender como aconteceu o processo de humanização de Cristo. Portanto, precisamos ter em mente que uma das nossas tarefas como discípulos de Jesus é reproduzir, em nosso viver cristão diário, um processo de humanização semelhante ao que Cristo experimentou! Como se processou a humanização de Cristo? Este é o questionamento que pretendemos responder nesta lição. Ousamos afirmar que o processo de humanização de Cristo foi concluído porque três importantes fenômenos ocorreram em sua biografia: A visão da necessidade, a convicção da necessidade e o suprimento da necessidade! Vejamos uma breve exposição de cada um desses fenômenos:

A VISÃO DA NECESSIDADE: Cristo contemplou a miserável situação da humanidade. O diagnóstico da Escritura é incisivo: Todos, sem qualquer exceção, pecaram e carecem da glória de Deus [Romanos 3:23]! Jesus Cristo teve a visão da necessidade humana. Ele não apenas contemplou o pecado, mas contemplou o efeito do pecado na vida humana.

De acordo com Isaías 59:1-2, o efeito imediato do pecado é a separação, o rompimento da comunhão entre o homem e Deus! Aos olhos de Cristo, a real necessidade da humanidade é a comunhão! Assim como Cristo, nós também devemos erguer os nossos olhos e contemplar esta necessidade. A grande necessidade da humanidade é viver em comunhão! As pessoas a nossa volta têm uma grande necessidade. E eu gostaria de reiterar aqui: A grande necessidade da humanidade é Comunhão.

Assim, por exemplo, quando alguém estiver enfrentando o desafio do sofrimento, o que elas mais necessitam é da nossa presença, muito mais do que das nossas palavras! A comunhão requer que a erva daninha da desunião seja eliminada. O apóstolo Paulo discorre sobre isso em 1 Coríntios 12:25-26, com as seguintes palavras: “para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros cooperem, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, todos os outros se alegram com ele.”.

O primeiro fenômeno, como vimos, foi a visão da necessidade. O segundo fenômeno é A CONVICÇÃO DA NECESSIDADE: Ao contemplar a necessidade humana e os nefastos efeitos do pecado na vida humana, Cristo assumiu o compromisso de apresentar um escape para a humanidade perdida. Eis a razão por que Cristo assumiu o compromisso de esvaziar-se a Si mesmo! Cristo viu a necessidade humana, mas não apenas isso, Ele estava plenamente convicto de que a restauração da comunhão com Deus era a real necessidade da humanidade! Por isso, Ele esvaziou-se a Si mesmo e veio a este mundo com o propósito de apresentar um escape para a necessidade humana!

Portanto, apenas a visão da necessidade não é suficiente para a manifestação de uma autêntica vida cristã. Será indispensável que aquele que contempla a necessidade esteja absolutamente convencido de que aquela necessidade é real e que algo precisa ser feito para que a necessidade seja suprida! Esse convencimento deve ser muito profundo, a ponto de provocar um forte e intransferível incômodo na vida na vida daquele que contempla a necessidade. Este incômodo, por sua vez, despertará a necessidade de que mudanças ocorram na vida daquele que contempla a necessidade, transformando-o num instrumento divino para que o necessitado tenha as suas necessidades finalmente supridas. Esta é uma poderosa dinâmica que fará com que a vida cristã autêntica saia da teoria e penetre no cotidiano dos relacionamentos humanos.

O terceiro fenômeno, por fim, é O SUPRIMENTO DA NECESSIDADE: Cristo não desistiu enquanto não apresentou o escape para a necessidade humana! O mecanismo utilizado pelo Senhor Jesus para desfazer a separação que havia entre o homem e Deus foi a promover a comunhão. Como Ele fez isso? Tornando-se homem! Isto somente foi possível, porque Ele experimentou mudanças no Seu estilo de vida: Ele esvaziou-se a Si mesmo, assumiu a forma de servo, tornou-se em semelhança de homens, foi reconhecido em figura humana e a Si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de Cruz! A humanidade estava devastada pelo pecado e irremediavelmente condenada a viver sem Deus, num eterno estado de sofrimento e dor! Cristo não ficou indiferente a esse estado de miséria humana! Usando a linguagem da parábola do bom samaritano, nós poderíamos dizer: Cristo não passou de largo em relação àquele que estava à beira do caminho da miséria. Ao contrário, Ele envolveu-se com o homem caído à beira do caminho – João 10:30-35.

Somente assim, a necessidade foi suprida. A humanização somente estará completa quando a necessidade for enfim suprida! Este foi o conjunto de fenômenos que Cristo vivenciou ao longo do tempo para providenciar o escape para a necessidade humana! Primeiramente, Ele viu a necessidade humana. Em seguida, Cristo compreendeu que a restauração da comunhão da humanidade com Deus era, de fato, a real necessidade que pesava sobre a história humana. Por fim, Ele agiu para suprir esta necessidade!

Ver a necessidade, convencer-se dela e, enfim, supri-la: Eis o caminho que devemos percorrer para experimentarmos o mesmo processo de humanização que Cristo experimentou! Deus deseja que vejamos a necessidade das pessoas que estão a nossa volta. O Espírito de Deus nos envolverá com uma poderosa convicção acerca da real necessidade das pessoas. O que elas mais precisam é ter a sua comunhão com Deus restaurada. Isso não ocorrerá sem que nos envolvamos com as pessoas e lhes apresentemos o Glorioso Evangelho de Jesus Cristo! De acordo com o texto de 2 Coríntios 5:20, nós falamos em nome de Cristo quando dizemos às pessoas: “Reconciliem-se com Deus!”.

Cristo experimentou a humanização para transformar a vida daqueles que estavam separados de Deus. Assim também nós devemos experimentar a humanização para que sejamos auxiliares de Cristo na gloriosa tarefa de restaurar a comunhão dos homens com Deus!

A. M. Cunha