quinta-feira, 19 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [2]

“Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.”
Jonas 1:3

O profeta Jonas rejeitou o chamamento divino. Observemos que esta rejeição foi conceituada como “fugir da presença do Senhor” [Jonas 1.3]! Rejeitar o chamado não é meramente a rejeição de uma missão, pois no seu âmago está a conduta de rejeitar aquele que chama! Por consequência, Jonas experimentou um abrupto estado de descida em sua vida. Notemos as descidas: [1] “E descendo a Jope”; e [2] “e desceu para dentro dele [do navio]”. Toda rejeição é uma “descida”! Aquele que rejeita o chamamento divino afasta-se da presença do Senhor. Façamos uma acurada investigação em nosso coração para que avaliemos se nossa jornada espiritual não tem tido um curso descendente. Que não haja em nós uma atitude de rejeição ao chamamento divino, pois toda rejeição é uma “descida”.

A. M. Cunha

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MEDITAÇÕES NO PROFETA JONAS [1]

“E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Jonas 1:1, 2

A aguçada maldade dos ninivitas fez com que o profeta Jonas fosse acionado por Deus para clamar contra Nínive. O texto de 2 Timóteo 3.1 alerta-nos acerca dos últimos dias, nos quais os tempos serão trabalhosos. A natureza dos homens destes últimos dias, de acordo com 2 Timóteo 3:2-5, será caracterizada por uma aguçada maldade. De acordo com esse texto bíblico, “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. Não serão estes os tempos nos que Deus, à semelhança dos dias de Nínive, acionará o clamor dos Seus profetas? Que Deus aguce nossa percepção espiritual para não sermos descuidados quando o Senhor acionar o nosso clamor profético!

A. M. Cunha

domingo, 15 de maio de 2016

SALVOS PELA GRAÇA!

Quão grandiosa é a graça de Deus! Por ela somos salvos mediante a fé [Efésios 2:8]! Isto significa que a salvação requer a junção da graça de Deus com a fé humana no sacrifício de Jesus! Tanto uma [a graça] quanto a outra [a fé] constituem dons de Deus. Toda a humanidade, por conta do pecado, está destituída da glória de Deus [Romanos 3:23], ou seja, está separada de Deus, não podendo, por seus próprios méritos, desenvolver um relacionamento com Ele.
Mas Deus provou o Seu amor, manifestando Sua graça para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores [Romanos 5:8]! Quando acreditamos que o sacrifício de Cristo por nós é o único caminho de salvação e O recebemos como Senhor em nossa vida, recebemos o dom gratuito de Deus, que é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor [Romanos 6:23]. Isto é a graça de Deus por nós!

É por isso que se pode afirmar:
A graça de Deus é grandiosa e sublime, e ainda que Deus nada mais fizesse em nosso favor, Ele já teria feito tudo pelo simples fato de ter manifestado Sua graça para conosco!
A. M. Cunha

sexta-feira, 22 de abril de 2016

UMA AVENIDA CELESTIAL

Quando um povo, que se identifica como povo do Senhor, dele se aproxima, humilhando-se, assumindo uma postura de intensa oração e incessante busca pela face do Senhor, com disposição para, renunciando a tudo o que possui e é, converter-se dos seus maus caminhos, abre-se uma avenida celestial, que nos permite discernir que não mais existe distância entre o céu e a terra, de modo que o clamor deste povo, proferido na terra, torna-se audível no céu, o perdão emerge como um vigoroso algoz do pecado e a terra, adoentada e ferida, é enfim sarada pelo poder de Deus.
[Paráfrase de 2 Crônicas 7:14]
A. M. Cunha

“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.”

2 Crônicas 7:14

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O AMOR E A INIQUIDADE


A disposição mandamental de Deus com respeito ao amor, conforme Mateus 22.37-40, reveste-se de uma veemente bilateralidade, que impõe aos homens o dever de amar a Deus [o outro Supremo] e ao próximo [o outro semelhante]. Por outro lado, a advertência bíblica quanto ao fenecimento do amor, que, como nos anuncia Mateus 24.12, decorre do acirramento da iniquidade, deve fazer-nos perceber que tal fenecimento sorrateiramente alcança a mencionada bilateralidade, de modo que tanto o amor para com Deus quanto o amor para com o próximo são maculados em sua intensidade. E esse é um terrível engano que assola a humanidade, pois por esse fenecimento, passa-se a amar menos aqueles a quem deveríamos amar intensamente.
Não sejamos, pois, descuidados com a peçonha mortal produzida pela iniquidade. Requer-se de cada um de nós, portanto, a firme consciência de que, uma vez existindo em nossas entranhas o arrefecimento do amor, seja para com Deus, seja para com o próximo, inevitavelmente estaremos sendo tocados, em alguma medida, pela peçonha mortal da iniquidade.
A. M. Cunha

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
Mateus 22:37-40

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.”
Mateus 24:12


IGREJA - INFLUÊNCIA OU MERA SOBREVIVÊNCIA?

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
Mateus 5:14-16

A igreja deve exercer influência na geração para a qual foi chamada a servir. Não há mérito em apenas existir e, ao final dos anos, afirmar que apenas sobreviveu às intempéries. O galardão não foi destinado a meros sobreviventes. A igreja é chamada a influir a vida divina para um mundo que dela é carente. Seu papel requer o exercício pleno e efetivo de uma conduta curativa em relação a uma comunidade que, inconscientemente, vocifera gemidos de quem suporta a angústia de estar afastada de Deus. O poder do evangelho que Deus compartilhou com a igreja deve ser exercido com amor e graça, para que a igreja exerça influência na presente geração. Se o sal vier a se tornar insípido, é porque ele já está destituído de todos os atributos que lhe permitiram ser identificado como sal. Se uma cidade edificada pode ser escondida, é porque seus fundamentos não foram fincados no monte. Se a candeia está debaixo do alqueire, é porque a chama que nela ardia apagou-se ou nunca foi acessa. A luz divina, que por um breve espaço de tempo pode ser chamada de “nossa luz”, deve brilhar diante dos homens, e isto se torna possível quando a igreja transforma sua convicção teológica em prática teológica. O coração do mundo glorificará a Deus quando seus olhos contemplarem as “boas obras” da igreja que transforma a sua mensagem na sua prática.

A. M. Cunha

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ORANDO COM OS SALMOS [10]

Querido Deus, abra os meus olhos para que eu conheça as minhas transgressões, e perceba que o meu pecado está sempre diante de mim [Salmos 51:3]. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado [Salmos 51:2]. Ajuda-me a esconder a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti [Salmos 119:11]. Amado Deus, é bom saber que é bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto [Salmos 32:1].

A. M. Cunha