quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:135

Salmo 119:135 – “Faze resplandecer o rosto sobre o teu servo e ensina-me os teus decretos.” O salmista invoca para si um dos elementos da bênção com que o sacerdote Arão e seus filhos abençoavam os filhos de Israel. Este modelo abençoador está registrado em Números 6:24-26, que registra o seguinte: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”. A expressão “resplandecer o rosto” é equivalente a “resplandecer a luz divina”. A luz somente pode brilhar e exercer todo o potencial de sua influência sobre aquilo ou o que está próximo. Esse clamor do salmista evidencia o seu desejo pela presença de Deus. Sua alma anelava por comunhão com Deus, pois ele sabia que somente estando próximo a Deus é que a luz divina resplandeceria sobre si. Uma vez iluminado pela divina luz, sua alma estaria aberta para a Palavra de Deus. É por isso que ele clama: “ensina-me os teus decretos”. Eis aqui um homem, cuja alma estava sedenta, não apenas pela Palavra de Deus, mas também pelo Deus da Palavra!

A. M. Cunha

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O ARREPENDIMENTO APROXIMA QUEM ESTÁ LONGE


“Certo homem tinha dois filhos”, é assim que se inicia a conhecida parábola do Filho Pródigo. O título “filho pródigo” tem o efeito de nos fazer ficar focados em apenas um dos filhos, “o mais moço”. Os olhos do texto bíblico, porém, estavam focados nos dois filhos: no “mais moço” e no “mais velho”.

Do mais moço se diz que ele, após ter recebido sua parte da herança, “ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante” e, após ter gastado tudo e começado a passar necessidade, voltou novamente para a casa do pai.

Do mais velho se diz que ele, após mais um dia de atividade no campo, retornou para a casa do pai. Deparou-se, no entanto, com a notícia de que o seu irmão havia retornado e sido muito bem recebido pelo pai. Contudo, o seu coração não tinha espaço para a compaixão paterna, por isso “Ele se indignou e não queria entrar”.

O mais moço, arrependido, após retornar de uma terra distante, desejava entrar novamente na casa do pai. O mais velho, indignado, após retornar do campo, não desejava entrar na casa do pai.

O que se percebe da narrativa acerca desses dois filhos? O mais moço estava longe, mas o arrependimento o aproximou. O mais velho estava perto, mas sua indignação o distanciou! Ambos necessitavam de arrependimento: O mais moço porque havia estado longe e o mais velho porque havia se indignado! Para ambos, somente o arrependimento poderia aproximá-los novamente!

A. M. Cunha

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A PORTA DOS LÁBIOS É O CORAÇÃO!


“Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”
Filipenses 2:14-15

Há um filtro interior que deve reger tudo o que desejamos ou realizamos. Seria realmente um ato de amor o fato de realizarmos algo com um coração dominado pela murmuração e repleto de íntimas contendas? O texto bíblico é imperativo: Tudo o que fazemos deve ser feito sem murmurações nem contendas!

Oremos como o salmista orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” [Salmo 141:3]. Não nos esqueçamos, porém, que a porta dos lábios é o coração! Esta afirmação é confirmada pela Bíblia que diz: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” [Marcos 7:21-23]. Eis uma das razões pelas quais a Escritura nos adverte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” [Provérbios 4:23].

Quando realizamos algo sem murmuração nem contendas, expressamos um vigoroso caráter cristão que fará com que a presente geração, pervertida e corrupta, perceba que somos irrepreensíveis, sinceros e inculpáveis filhos de Deus. Esta é uma gloriosa forma de resplandecermos como luzeiros no mundo!
A. M. Cunha

domingo, 2 de setembro de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:134

Salmo 119:134 – “Livra-me da opressão do homem, e guardarei os teus preceitos.” Aqueles que se acham sob a cruel influência da opressão humana, por vezes, percebem um arrefecimento de sua disposição em obedecer aos preceitos da Palavra de Deus. O salmista reconhece nesse versículo que sua obediência para com a Palavra de Deus é uma prática que decorre da libertação que Deus promove em sua vida. O princípio aqui revelado é bem específico: Deus nos liberta da opressão e nós abraçamos a obediência como uma forma de gratidão pela liberdade que Deus nos concedeu!
A. M. Cunha

domingo, 19 de agosto de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:133

Salmo 119:133 – “Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine iniquidade alguma.” O salmista reconhece que Deus, o autor da Palavra, é suficientemente poderoso para firmar os seus pés nos Mandamentos do Senhor. A expressão “Firma os meus passos na tua Palavra” equivale a dizer o seguinte: Que a Palavra de Deus exerça firme influência sobre a minha vida, de modo que os meus pensamentos, as minhas palavras e as minhas atitudes estejam pautadas nas orientações da Palavra de Deus. Por meio da expressão “e não me domine iniquidade alguma”, o salmista estava reconhecendo que um dos alvos da iniquidade era, e continua sendo, dominar a vida humana, tornando-se, portanto, num grave obstáculo para que a alma humana viva sob a influência da Palavra de Deus! Quando a alma humana firma-se em sua própria força, ela é dominada pela iniquidade, quando, porém, ela reconhece que o Senhor, e somente Ele, é a sua força, todos os seus passos estarão firmados na Palavra de Deus!
A. M. Cunha

terça-feira, 31 de julho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:132


Salmo 119:132 – “Volta-te para mim e tem piedade de mim, segundo costumas fazer aos que amam o teu nome.” Observe esse clamor do salmista. Essa súplica, num certo sentido, tem um duplo fundamento: [1] o primeiro fundamento tem origem no fato de que o salmista observava atentamente o modo como as pessoas a sua volta viviam; e [2] o segundo fundamento originava-se no diagnóstico que o salmista realizou com respeito ao que ocorre com as pessoas como consequência ao modo como elas viviam. Ele percebeu que algumas pessoas que amavam o nome do Senhor eram por Ele tratadas com graça e misericórdia. Ao olhar para a sua própria vida, o salmista percebia que o seu coração estava cheio de amor pelo nome do Senhor. A partir dessa conclusão, ele suplicou que Deus o tratasse do mesmo modo como tratava os que amavam o Seu nome!
A. M. Cunha

sábado, 21 de julho de 2018

DÉCIMA SÉTIMA SEÇÃO – SALMO 119:131

Salmo 119:131 – “Abro a boca e aspiro, porque anelo os teus mandamentos.” O vocábulo aspirar foi traduzido do hebraico שׂאפּ [sha'aph], que aqui possui o sentido de estar ofegante ou suspirar com desejo, ansiar por ou estar ávido por. A ideia que aqui se transmite não poderia ser mais direta, pois o salmista declara que sua alma deseja firmemente viver de acordo com as verdades contidas na Palavra de Deus. Assim como um faminto filhote de águia mantém-se ofegante e com os seus bicos abertos esperando receber o alimento de sua mãe, assim também o salmista colocava-se diante do Senhor com o coração aberto, desejoso por receber os ensinamentos divinos como alimento para a sua alma faminta.

A. M. Cunha