domingo, 25 de novembro de 2018

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 4


Nem sempre compreendemos claramente a condução do Espírito Santo em nossas vidas. Por exemplo, o apóstolo Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de pregar o evangelho na Ásia e em Bitínia [Atos 16:6-7]. Não compreendemos muito bem isso, pois é próprio do Espírito Santo o impulso evangelístico. Essa, com certeza, foi uma estranha ordem do Espírito Santo! Logo a seguir, em Atos 16:9-10, temos uma clara compreensão daquilo que o Espírito Santo estava fazendo: Fazer da Macedônia uma porta para alcançar o mundo com o Evangelho! O capítulo 4 do Evangelho Segundo Mateus também possui uma estranha condução do Espírito Santo: “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” [Mateis 4:1]. Ser levado ao deserto, por si só, não nos parece ser uma boa orientação, ainda mais quando seu objetivo é “para ser tentado pelo diabo”.

Jesus acabara de ser batizado por João Batista [Mateus 3:16] e, em seus ouvidos, ainda estava fresca a doce voz do Pai Celestial que lhe havia dito: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” [Mateus 3:17]! Agora, Jesus, por direção do Espírito Santo, vê-se face a face com Seu opositor [Mateus 4:1]!

Observe que o maligno opositor, ao exercer sua tentação, fez referência ao fato de Jesus ser Filho de Deus, porém, promovendo uma “maligna omissão”, intencionalmente deixou de mencionar que Jesus era “o Filho amado”! No entanto, o Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada nessa maligna omissão! Em seu coração ainda ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”! Jesus, plenamente convicto de que Ele era amado pelo Pai, venceu o tentador fazendo uso da poderosa Palavra de Deus [Mateus 4:4, 7 e 10]!

Jamais devemos nos esquecer do amor do Pai para conosco! Não há nada que pratiquemos que fará com que o Pai nos ame menos do que Ele já nos ama hoje! De igual modo, não há nada que pratiquemos que fará com o que Pai nos ame mais do que Ele já nos ama hoje! O Pai nos ama e sempre amará! Deixemos que estas palavras inundem o nosso coração para sempre: “Nós somos filhos amados por Deus”!
A. M. Cunha

sábado, 24 de novembro de 2018

DE ACORDO COM JESUS, O PERDÃO DEVE SER DIÁRIO


“[3] Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. [4] Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”
Lucas 17:3-4

A prática do perdão na vida cristã deve ser diária. E é assim porque ninguém pode afirmar que está imune de praticar o pecado [1 João 1:8]. O cristianismo é, por essência, um pacto de relacionamentos, onde muitos, que são vulneráveis à prática do pecado, são estimulados a conviverem com outros que, igualmente, são suscetíveis de o praticarem. Por vezes, o pecado causará, até mesmo diariamente, graves ranhuras nos relacionamentos. Observemos, no entanto, as seguintes palavras de Jesus: “Se teu irmão [...], por sete vezes no dia, pecar”. O pecado foi aqui colocado por Jesus como sendo uma possibilidade diária, e por mais de uma vez por dia! Observe agora, o que Jesus falou: “Se teu irmão [...] sete vezes, vier ter contido, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. De acordo com Jesus, o perdão também deve ser uma possibilidade diária, e por mais de uma vez! O perdão é, portanto, um remédio diário! Por que então, muitos cristãos têm feito da prática do perdão um regime de exceção na vida cristã? O perdão não é uma opção, e tampouco um sentimento. Jesus não afirmou: Perdoe se sentir vontade. Seu comando é específico: “perdoa-lhe”. Tal prática deve ser observada, ainda que não tenhamos vontade de praticá-la! De acordo com Jesus, o perdão deve ser diário!
A. M. Cunha

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

DÉCIMA OITAVA SEÇÃO – SALMO 119:143


Salmo 119:143 – “Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia, os teus mandamentos são o meu prazer.” As palavras tribulação e angústia referem-se, ambas, a dificuldades enfrentadas. Porém, o vocábulo “tribulação” parece referir-me mais especificamente às dificuldades em si, ao passo que a palavra “angústia”, parece mais destinada a expressar o efeito íntimo das dificuldades enfrentadas. Podem, em certo sentido, ser descritos como dificuldades de fora e dificuldades de dentro. Usadas em conjunto, as palavras “tribulação” e “angústia” descrevem a profunda aflição que acometeu o salmista. Em que pese tenha sido profundamente atingido pelas dificultadas que estava enfrentando, o salmista, ainda assim, deleitava-se nos mandamentos do Senhor! O salmista experimentava a Palavra de Deus como uma poderosa fonte de consolo e encorajamento!
A. M. Cunha


MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 3


O capítulo 3 do Evangelho de Mateus acha-se dividido em duas narrativas principais:

[a] A primeira delas refere-se a João Batista, que fez do deserto da Judeia o seu púlpito, de onde pregava a necessidade de arrependimento. Sua voz ecoava do deserto anunciando: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” [Mateus 3:1-2]. O âmago e a urgência de sua pregação deviam-se ao fato de que sem arrependimento não há como fugir da ira vindoura [Mateus 3:7-8]!

[b] A segunda narrativa refere-se a Jesus que voluntariamente foi ao encontro do pregador do deserto para ser batizado por ele [Mateus 3:13-17]. Muitos afirmam que o batismo de Jesus foi o marco do início do Seu ministério.

Digno de nota é o fato de que a voz do Pai se fez ouvir imediatamente após o Batismo de Jesus. O conteúdo do falar paterno de Deus foi o Seu próprio filho. A divina voz não se ocupou em declarar o que o Filho faria [quais seriam Suas ações] ou o que Ele falaria [quais seriam Suas palavras]. Tudo o que o Pai disse foi: Eu amo o meu Filho e tenho nEle prazer! Uma perspectiva extremamente útil para o início de um ministério é a plena convicção de que se é amado por Deus! Quem assim começa o ministério não carregará sobre si o peso de, inutilmente, se esforçar para conquistar o amor do Pai! Não há necessidade alguma de se realizar qualquer esforço para conquistar aquilo que já se possui por graça!
A. M. Cunha

DÉCIMA OITAVA SEÇÃO – SALMO 119:142


Salmo 119:142 – “A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade.” O salmista já havia declarado que “o Senhor é justo, ele ama a justiça” [Salmo 11:7]. Agora, a Lei do Senhor é percebida pelo salmista como justiça eterna. Sendo Deus um Deus justo e tendo a Lei do Senhor origem Nele, Sua Palavra não poderia ser, senão a exata expressão do Seu próprio caráter: Plena em justiça! Sendo Deus um Deus eterno e sendo a Lei do Senhor uma manifestação do Seu caráter, não estando, portanto, limitada aos insignificantes efeitos do tempo, Sua Palavra é então essencialmente eterna! Por isso o salmista declara: “A tua justiça é justiça eterna”! O salmista vai além em sua compreensão acerca da Lei do Senhor. Ele a percebe como sendo a própria verdade! A Lei do Senhor, aqui compreendida como justiça eterna, é a mais fiel expressão da verdade! O salmista anda de mãos dadas com o Senhor Jesus Cristo que séculos depois haveria de declarar: “a tua palavra é a verdade” [João 17:17]!
A. M. Cunha

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 2


Uma instigante pergunta surge logo no início do capítulo 2 do Evangelho Segundo Mateus: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?” [Mateus 2.2]. Por melhor que seja a pergunta, ela jamais será boa por si só, pois, uma vez sendo dirigida à pessoa errada, fechada estará a porta para a resposta certa. Os magos do Oriente foram a Jerusalém, cidade onde Herodes tomava assento como rei, procurando saber onde poderiam encontrar o Rei dos judeus. Os magos, portadores de uma importante pergunta, queriam conhecer o Rei dos judeus, ao passo que Herodes, o homem errado a quem a pergunta foi dirigida, queria matá-lo! Logo se descobriu onde o verdadeiro Rei dos judeus, Jesus Cristo, havia nascido: Em Belém, uma vila cerca de 10 km ao sul de Jerusalém! Aquele que é o pão da vida [João 6:48], não poderia ter nascido num lugar mais adequado, pois a palavra Belém, que decorre do vocábulo grego βηθλεεμ [Bethleem], significa “casa de pão”! O “pão da vida”, Jesus Cristo, nascido na “casa de pão”, Belém, tornou-se o mais precioso alimento para a humanidade faminta! São dele as seguintes palavras: “o que vem a mim jamais terá fome” [João 6:35].
A. M. Cunha