quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

VIGÉSIMA SEÇÃO – SALMO 119:157

Salmo 119:157 – “São muitos os meus perseguidores e os meus adversários; não me desvio, porém, dos teus testemunhos”. Mesmo tendo muitos perseguidores e adversários, o salmista mantém-se fiel em ter a Palavra de Deus como bússola para sua vida. Isso sugere que o salmista mantem uma relação de intimidade com as Escrituras, consultando-as sempre para obter orientação para sua vida. Nem mesmo as frustrações, os temores e a insegurança que surgem da cruel ação dos perseguidores e dos adversários são capazes de afastá-lo da Lei do Senhor, pois ele sabe a Palavra de Deus é a fonte que o manterá em segurança ainda que sejam muitos os seus perseguidores e adversários!
A. M. Cunha

LEVANTAR-SE, EIS UMA URGENTE NECESSIDADE DA IGREJA


Existem, pelo menos, quatro relatos distintos que descrevem diferentes situações em relação às quais a Escritura diz que Pedro “levantou-se”.

[1] A primeira delas, contida em Lucas 24:12, registra que, logo após a ressurreição de Cristo, Pedro levantou-se para ir ao sepulcro e conferir a anunciada ressurreição. Este “primeiro levantar-se” de Pedro relaciona-se com a fé, pois, como diz a Escritura, “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” [1 Coríntios 15:17].

[2] A segunda delas, conforme Atos 1:15-26, ocorreu quando os discípulos estavam no cenáculo, reunidos em oração. Naquela ocasião, Pedro levantou-se no meio dos irmãos para apontar, diante de todos os discípulos, a necessidade de se cumprir a Escritura no que se refere à escolha do sucessor de Judas. Este “segundo levantar-se” de Pedro relaciona-se com a Palavra de Deus, pois sua atitude foi fundamental para reconhecer que a Palavra de Deus deve prevalecer e o homem deve realizar tudo o que está em suas mãos para submeter-se ao senhorio das Escrituras.

[3] Logo após o pentecostes, Pedro, interpretando a história no que se refere ao cumprimento da profecia do profeta Joel que acontecia diante dos seus olhos, levantou-se para anunciar o evangelho de Cristo com autoridade e ousadia, de modo que quase três mil pessoas converteram-se a Cristo, conforme Atos 2:14-41. Este “terceiro levantar-se” de Pedro relaciona-se com a evangelização, pois foi naquele momento que Pedro, interpretando a história que se desenrolava diante de todos, discerniu que a maior necessidade daquelas pessoas era de salvação.

[4] Por fim, Pedro levantou-se para acompanhar dois estranhos que lhe haviam sido enviados pelo centurião Cornélio que desejava que Pedro lhe anunciasse a Palavra de Deus, conforme Atos 10:23. Pedro, acompanhando aqueles estranhos, partiu para Cesaréia. O apóstolo começou a anunciar-lhes a Palavra de Deus e enquanto “falava estas coisas caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” [Atos 10:44]. Este “quarto levantar-se” de Pedro relaciona-se com o alargamento da visão, pois o Evangelho não é uma exclusividade de um grupo específico de pessoas, mas de todos quantos o Senhor chamar, mesmo aqueles que aos nossos olhos são indignos dele.
A. M. Cunha

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

NOSSA RESPOSTA À DIVINA VOZ DEVE SER IMEDIATA


“Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a tua presença.”
Salmo 27:8

Este versículo é uma clara evidência de que a voz divina fala ao íntimo do coração dos filhos de Deus. Neste Salmo o salmista torna evidente que, no íntimo do seu ser, ele anelava pela presença de Deus! Este não era apenas o seu desejo, mas sua urgente necessidade! A divina voz, por vezes, ecoa no íntimo de nosso coração convocando-nos a buscar a Sua presença, glorificando-o com esta atitude! O falar divino que ecoa na intimidade do nosso coração é, muitas vezes, a exata expressão de uma necessidade específica em nossa vida. Não apenas devemos ouvi-la, mas devemos oferecer a Deus uma resposta imediata, assim como fez o salmista. A voz divina ordenava: “Buscai a minha presença”. A imediata resposta do salmista declarava: “buscarei, pois, Senhor, a tua presença”! O anelo pela presença de Deus, como descrito no versículo 4: “que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”, não era apenas um desejo do salmista, mas sua íntima, contundente e urgente necessidade! É assim que atua divina voz: Ela torna evidente, esclarece e elucida nossa íntima, contundente e urgente necessidade! Seremos efetivamente sábios, e nos comportaremos como filhos da obediência, se a nossa imediata resposta seguir fielmente as comandos da divina voz!
A. M. Cunha

domingo, 15 de dezembro de 2019

DUAS PERGUNTAS E OS DOIS GRANDES MANDAMENTOS


A pergunta: “Onde estás?” (3:9), juntamente com a pergunta “Onde está Abel, teu irmão?” (4:9) formam a síntese da ação humana na terra e suas inevitáveis consequências.

A primeira pergunta, “Onde estás?”, é a imediata resposta divina ao comportamento humano que, por ato de deliberada e consciente independência, enveredou-se pelos caminhos da desobediência. A inevitável consequência foi a separação entre o homem e Deus. A pergunta “Onde estás?” é o angustiante diagnóstico de que a comunhão, outrora amável e graciosamente instituída entre Deus e o homem, fora cruel e drasticamente interrompida. Essa pergunta divina é, a um só tempo, um cruel diagnóstico acerca da situação humana e uma vigorosa declaração de que Deus continua tomando as iniciativas de se manter em comunhão com a humanidade!

A segunda pergunta, “Onde está Abel, teu irmão?”, é, igualmente, a imediata resposta divina ao comportamento humano que, inevitavelmente, estende os efeitos da sua desobediência, voltando-se, não apenas contra Deus, mas contra o seu semelhante. A pergunta “Onde está Abel, teu irmão?” é o terrível diagnóstico de que a comunhão que outrora existia entre o homem e o seu semelhante fora seriamente afetada. De igual modo, a segunda pergunta é, a um só tempo, o nefasto diagnóstico acerca do relacionamento entre o homem e seu semelhante e, poderosamente, uma centelha de esperança quanto ao fato de que Deus continua inclinando Sua vontade para ver a comunhão entre os humanos restabelecida.

Há uma impressionante conexão entre essas duas perguntas e os “Dois Grandes Mandamentos” descritos em Mateus 22:36-40, a saber, “Amar a Deus” e “Amar o próximo”. A pergunta “Onde estás?” revela a necessidade de amar a Deus, ao passo que a pergunta “Onde está Abel, teu irmão?” aponta para a necessidade de amar o próximo. Portanto, no cumprimento do propósito divino, o homem deve amar a Deus e ao próximo. As perguntas contidas em Gênesis 3:9 e 4:9 demonstram que Deus sempre toma a iniciativa em ver o mandamento do amor efetivamente praticado entre nós. Afinal, como nos diz o Apóstolo João, “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” [1 João 4:19].
A. M. Cunha