terça-feira, 20 de agosto de 2013

BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS

Como ler a Bíblia Sagrada? Eis uma pergunta de singular importância. Longe de tentar fornecer uma resposta exaustiva a esta pergunta, gostaria de fornecer uma das formas mais eficazes para que possamos obter uma aplicação das Escrituras ao nosso viver diário. Refiro-me à leitura acompanhada com algumas perguntas. Denomino tais perguntas de “perguntas aplicativas”. De fato, é muito importante fazermos perguntas ao texto bíblico. Jamais nos esqueçamos, porém, que nosso objetivo não pode ser dominar a Escritura, mas deixarmo-nos dominar por Ela. A seguir, apresentarei algumas perguntas que podem ser feitas ao texto bíblico, adotando como exemplo o texto de Mateus 6:33.

Meditação em Mateus 6:33, usando as seis perguntas aplicativas.

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”                  Mateus 6:33

1) O que o texto fala sobre Deus? O texto nos revela que o Senhor possui um reino! Neste reino Ele é soberano. O texto mostra, também, que o Senhor possui justiça. Estas duas posses do Senhor: seu reino e sua justiça, são posses que devemos buscar. Se podemos buscá-las, é porque o Senhor deixou um acesso para nós. Elas estão acessíveis a nós. Oh! O Senhor deixou disponíveis, para nós, o seu reino e a sua justiça. Qual o reino que faz isso? Qual a justiça que faz isso? O nosso Senhor é acessível, é Deus presente, é Deus conosco e nos deixou o seu reino e a sua justiça.

2) Qual é a vontade de Deus expressa no texto? O que devo fazer? A vontade de Deus revelada é que, primeiramente, acima de tudo, devo buscar o seu reino e a sua justiça. Na verdade, este é um caminho de sujeição. Buscar ao reino significa que devo sujeitar-me ao Rei. Buscar a justiça significa que devo sujeitar-me à justiça do Rei. Sujeitar-se significa negar a própria vontade. A minha vontade inexistirá quando eu morrer. Por isso devo morrer para mim mesmo e viver para Deus. Quando estou morto, já não sou em quem vive mas Cristo vive em mim: “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:19 e 20). Comida, bebida, vestimenta, sustento, são todas coisas necessárias. Entretanto, elas não devem ser objeto de nosso buscar diligente. Nossa maior diligência deve ser em buscar o Reino de Deus e a sua justiça. As outras coisas devem ser “o nosso José”. José quer dizer: O Senhor acrescenta. Devo ver estas coisas como acréscimo do Senhor. Assim, as minhas roupas, minha comida, minha bebida, meu sustento, tudo isto, é o meu José. É acréscimo do Senhor! José, representa Cristo. Devo ver que as “outras coisas” são um acréscimo de Cristo a mim. Quando vivo na plenitude de Cristo em minha vida, todas “outras coisas” são um acréscimo de Cristo e existem para a Glória dEle. Não devo colocar nelas o meu coração. O meu coração deve estar no reino de Deus e na justiça de Deus.

3) Quais são as promessas de Deus para mim, minha família e Igreja? Pensamos que a grande promessa é o acréscimo. Se eu penso assim, corro o risco de “pretender buscar o reino” tão somente para ter o acréscimo. Miserável homem serei se pretender isto. Não há barganha com o Senhor do Reino. Sempre que eu pensar assim, não estarei buscando o reino, na verdade, estarei buscando os acréscimos. Por isso, irmãos, a grande promessa é a acessibilidade do reino e da justiça. Glória ao Senhor Jesus! Estas coisas estão acessíveis a nós. Aleluia! Esta é a grande promessa. Que gloriosa promessa é esta!

4) Quais são os pecados apontados? O pecado revelado é a negligência no reino e na Justiça de Deus. Quando busco o reino, devo ser um súdito no reino. Sou escravo, sou servo. Estou no reino para servir, para morrer, para ir à cruz, para negar-me a mim mesmo. Isto é buscar o Reino! Quando busco a justiça do reino, devo entender que não sou eu que me incluo no reino. É o Pai que me aceita. Ele me torna justo. Ele me justifica, ou seja, coloca a sua vida em mim e me torna participante de seu reino, livre o poder da condenação do pecado. Pelo pecado, jamais poderíamos ser aceitos no reino. Mas Jesus, nos justificou para sermos aceitos pelo Pai no seu reino. Por isto, não posso ser negligente em buscar o reino.  A negligência é um grave pecado, devo abominá-lo. “Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que venha e chova a justiça sobre vós.”(Oséias 10:12).

5) Há um exemplo de vida a seguir? Jesus é o nosso exemplo. Quando buscou o reino, Ele se tornou um súdito, veio para servir. Lavou os pés dos seus discípulos. Orou por todos. Morreu para que a vida se manifestasse em nós. Ele veio para servir. Quando buscou a justiça, mesmo sem pecado, buscou o batismo de arrependimento. Somente após o seu “arrependimento em figura” foi que Ele começou o seu ministério. Em figura, Nosso Senhor Jesus se arrependeu para servir. Buscou a justiça para ser súdito no reino. Que glorioso exemplo o Senhor nos deixou!

6) Quais são as atitudes que devo mudar ou assumir em minha vida? A minha atitude deve ser buscar. Devo buscar o que está acessível. O Reino está acessível. A justiça está acessível. Devo buscar diligentemente. Devo buscar em primeiro lugar. Devo correr de cidade em cidade. Devo proclamar a todos os meus irmãos que devemos buscar ao Senhor. “E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do SENHOR, e buscar o SENHOR dos Exércitos; eu também irei.” (Zacarias 8:21)
Em Cristo e por seus interesses.

Ir. Arisvaldo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SOBRE O JULGAMENTO DAS PROFECIAS


“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.”
Romanos 14:10-13

A questão do julgamento nas escrituras deve ser mais bem compreendida por nós. Neste ponto, abordaremos especificamente a questão do julgamento das profecias. Precisamos lançar alguns pontos fundamentais, a saber:

1)     Não podemos desprezar as profecias (I Tessalonicenses 5:20);
2)     As profecias devem ser julgadas (I Coríntios 14:29).

As Escrituras dizem “Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus 7:1). Porém, outra porção das Escrituras afirma o seguinte: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.” (João 7:24). Então, as Escrituras não proíbem o julgamento, como tem sido divulgado. Elas proíbem o julgamento baseado na aparência e sem fundamento na reta justiça. O apóstolo Paulo lança luz acerca disso ao afirmar o seguinte: “Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.” (1 Coríntios 10:15). Observe que o julgamento aqui não está focado na pessoa, mas naquilo que a pessoa diz.

Quando à questão das profecias, devemos inicialmente observar o que nos diz o apóstolo Paulo em (1 Coríntios 14:32):E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.” O que este texto significa? De uma forma resumida concluímos que este texto aponta para o seguinte: O exercício do dom de profecia pode ser influenciado pelo próprio profeta. Em outras palavras, é possível que algumas interferências influenciem o exercício deste dom. O profeta pode receber uma mensagem e adotar algumas posturas, como por exemplo: a) é possível que ele não fale exatamente aquilo que Deus revelou; b) é possível que ele, ao transmitir a mensagem, fale além daquilo que Deus revelou; e c) é possível que ele não transmita nenhuma mensagem. Como fazer então? Vamos rejeitar o exercício deste dom? Não, a Escritura é muito clara ao afirmar “Não desprezeis as profecias.” (1 Tessalonicenses 5:20). O que fazer então? Devemos julgar as profecias! Quero destacar: julgar as profecias e não os profetas. Estaremos cometendo algum pecado se julgarmos as profecias? Não, pois a própria Escritura diz o seguinte: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.” (1 Coríntios 14:29).

Devemos observar algo muito importante aqui: Nenhuma profecia pode contrariar aquilo que Deus já revelou em Sua Palavra. Se isto acontecer, estamos diante de uma interferência no exercício deste dom. Assim, o conteúdo profetizado deve ser rejeitado, por uma razão muito simples: não se trata de uma profecia verdadeiramente bíblica!

Assim, irmãos, julguemos a profecia e não o profeta. Julguemos não segundo a aparência, mas segundo a reta justiça. Se seguirmos estes passos simples, o nosso julgamento das profecias não será um desprezo às profecias, mas um reconhecimento da Supremacia da Palavra de Deus.

Em Cristo.

Textos bíblicos de referência

  • E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 1 Coríntios 14:29
  • Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1
  • E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. 1 Coríntios 14:32
  • Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. João 7:24
  • Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo. 1 Coríntios 10:15
  • Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DEUS É O MODELO PATERNO

Dizem que somente conhecemos a paternidade quando nos tornamos pais. Este conhecimento é nobre, porém muito limitado. Permitam-me ir um pouco além: O adequado conhecimento da paternidade surge quando compreendemos a paternidade divina. Deus é supremo Pai – O Pai de pais. Portanto, é nEle que devemos nos espelhar para experimentarmos o verdadeiro padrão de paternidade. Assim, uma boa paternidade tem origem em Deus e aponta para Ele. Deus é, portanto, a fonte e o destino último da paternidade. A verdadeira paternidade humana é aquela que apresenta Deus aos filhos e os filhos a Deus.

Experimentem a paternidade divina, desfrutem-na intensamente e, a partir dela, assumam um novo modelo para exercerem a paternidade humana!

O texto de Gênesis 1:1-3 nos fornece uma maravilhosa narrativa acerca da criação de Deus. Dessa narrativa podemos extrair preciosas lições acerca da paternidade divina. Num certo sentido, podemos dizer que Deus é pai de toda a criação. Desse texto inicial das Escrituras, podemos perceber que o “modelo paterno é Deus”.

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz.”

Com o ato divino de criação aprendemos três lições que podem ser aplicadas à paternidade:

1. Estabelecer uma ordem de prioridades (v. 1): “os céus e a terra”. Em Sua obra de criação, Deus estabeleceu uma prioridade: primeiro “os céus”, depois a “terra”. Esta prioridade se manteve ao longo da Escritura como podemos observar em Mateus 6:33 que nos diz: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça”. Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para possa estabelecer aquilo que é espiritual como prioridade na prática da paternidade terrena. Todo pai deve viver priorizando aquilo que é espiritual e deve ensinar os seus filhos da viverem tendo aquilo que é espiritual como prioridade em suas vidas.

2. Perseverar apesar das circunstâncias (v. 2): “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas ...”. Deus tinha diante de Si uma terra que estava sem forma e vazia e havia abundância de trevas. Este quadro, por si só, já é suficiente para provocar a vontade de desistir. A terra sem forma e vazia e a abundância de trevas podem ser vistas como um grandioso obstáculo para o ato criador de Deus. Contudo, este estado de coisas não interrompeu o ato criador de Deus. Na verdade, o Espírito de Deus, apesar de uma terra sem forma e vazia e da abundância de trevas, repousou sobre a face das águas, e fez daquele estado de coisas uma rica oportunidade para manifestar o Seu poder criador! Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para, apesar das circunstâncias, superar as adversidades para que o exercício da paternidade não seja interrompido.

3. Entender que a criação é um ato da palavra (v. 3): “Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Deus nos ensina que é fundamental identificar a Sua Palavra como Palavra detentora de poder criador. Foi a partir de Sua Palavra que Deus criou o universo, conforme lemos em Hebreus 11:3. Todo pai humano deve inspirar-se no Pai Celestial para entender que somente a Palavra de Deus detém poder criador. Assim, o pai terreno deve saturar a sua alma com a Palavra de Deus, de modo que os seus filhos e a vindoura geração receba o ensino sobre “os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” Salmo 78:4.

O Pai Celestial é, portanto, modelo e referência de paternidade!
Em Cristo!

A. M. Cunha

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MÚTUA ADMOESTAÇÃO

“E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.”
Romanos 15:14

A Escritura claramente prescreve a necessidade de que os membros do Corpo de Cristo pratiquem a mútua admoestação. O critério eleito pela Escritura para esta aptidão é o seguinte: o discípulo de Cristo apto para admoestar deve ser “possuído de bondade” e “cheio de todo conhecimento”. Assim, o limite da admoestação é a bondade e o conhecimento. Não se deve promover admoestação se o coração não estiver motivado pela bondade, bem como, não se deve promovê-la além do conhecimento obtido, por uma dupla razão:

1) A admoestação sem bondade promoverá o surgimento de feridas e rupturas na comunhão cristã; e
2) A admoestação não será eficaz se for promovida sem o devido conhecimento.

Quanto ao limite da admoestação pelo conhecimento obtido, nunca é demais lembrar que a Escritura apresenta a busca do conhecimento de Deus como uma atividade contínua do discípulo de Cristo (Colossenses 1:10).

“Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;”
Colossenses 1:9-10

A busca pelo conhecimento é também uma busca pela verdade, de modo que pode deve ser considerada por todo discípulo de Cristo como uma expressão da vontade de Deus, conforme podemos observar em I Timóteo 2:3-4.

“Deus, nosso Salvador (...) deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
I Timóteo 2:3-4

A Escritura ordena que cresçamos no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ao ordenar ao povo de Deus o seguinte: “crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, conforme II Pedro 3:18.

Assim, a ausência de conhecimento não pode servir de desculpa para não promovermos a admoestação bíblica, pois o discípulo de Cristo é chamado a crescer no conhecimento. Portanto, o cristão não pode ser relapso na busca do conhecimento, caso contrário, não adquirirá a aptidão para admoestar e prejudicará o Corpo de Cristo.

O próprio apóstolo aplicava em sua vida estes dois limites; senão vejamos:

1) Paulo promovia sua admoestação a partir do conhecimento que obteve ao longo de sua jornada espiritual. É isto o que entendemos da leitura de Romanos 15:18, que nos diz o seguinte: “não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio”; e
2) Paulo promovia sua admoestação a partir de um coração cheio de bondade. É o que vemos em Romanos 15:1, quando Paulo afirma que “nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.”

O que é isto, senão a expressão de um coração cheio de bondade? Por fim, devemos alertar que tais limites não devem ser observados apenas por aquele que admoesta, mas também por aquele que recebe a admoestação.

Desta forma, a recusa em receber uma admoestação pode revelar a existência de um duplo problema na vida do discípulo de Cristo: 1) Ausência do domínio da bondade; e 2) Ausência de conhecimento.


Um coração bondoso e cheio de conhecimento está apto para receber a admoestação. É por isso que o apóstolo Paulo utiliza a expressão “uns aos outros”. A admoestação não deve apenas ser oferecida, ela deve ser recebida. Os limites são os mesmos (Estar “possuído de bondade" e "cheio de todo conhecimento”): seja para oferecê-la, seja para recebê-la.

terça-feira, 4 de junho de 2013

GLORIFICAR A DEUS: SALVANDO VIDAS E CUIDANDO DOS IRMÃOS

Cada cristão, genuinamente nascido de novo, tem uma missão: Glorificar a Deus, salvando vidas e cuidando dos irmãos.

Joel Beeke, em sua obra “Vivendo para a glória de Deus – Uma introdução à fé reformada” - editora Fiel, apresenta-nos uma fórmula bíblica capaz de garantir que tenhamos uma conduta cristã que glorifica a Deus. Sempre que estivermos hesitantes quanto a determinada ação, devemos fazer a nós mesmos as seguintes perguntas:

1.      Isto glorifica a Deus?
2.      Isto é coerente com o senhorio de Cristo?
3.      Isto é coerente com os exemplos bíblicos?
4.     Isto é lícito e benéfico para mim – no aspecto espiritual, mental e físico?
5. Isto ajuda os outros de modo positivo e não os prejudica desnecessariamente?
6.      Isto me coloca sob o domínio de qualquer poder escravizante?

Estas perguntas nos ajudam a ter uma conduta espiritualmente relevante neste mundo, bem como revestem o nosso testemunho de credibilidade, o que acaba por abrir portas para a salvação de vidas e o efetivo cuidado dos irmãos.

Salvar vidas e cuidar dos irmãos é a mais gloriosa missão do filho de Deus e, portanto, a forma mais efetiva de glorificarmos a Deus neste mundo.
A. M. Cunha

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A LEI APONTA PARA CRISTO

A teologia Paulina faz uma clara distinção entre os dois aspectos do Código de Leis de Israel: Vertical e Horizontal.
Em sua vertente horizontal, Paulo consigna o seguinte em sua carta aos Romanos: “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13:9-10).
No aspecto vertical, Paulo anuncia uma gloriosa sentença: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11:36). Nesta porção temos a todo-dependência do homem para com Deus, pois somos dEle (“Porque dele”), toda provisão vem dEle (“por meio dele”) e nosso destino e porto seguro é Ele (“para ele”).
Não há, portanto, revogação da lei. Paulo nos assegura isto ao afirmar: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Romanos 3:31).
A lei aponta para Cristo, uma vez que ela “nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gálatas 3:24). Como pode, pois a lei realizar tal papel? Ela o faz promovendo o “pleno conhecimento do pecado”(Romanos 3:20b). A lei serve para revelar a total insuficiência da natureza humana em aproximar-se redentoramente de Deus por obras, “visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Romanos 3:20a), de modo que “é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.” (Gálatas 3:11).
Quando temos um vislumbre de todas estas coisas, somos convocados pelas Escrituras ao maravilhoso desfrute das verdades espirituais, pois “tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4).
De modo que o discernimento espiritual destas coisas promove paciência e consolação que são provenientes das Escrituras. O maravilhoso desfecho destas coisas é a esperança que inunda o nosso coração.