segunda-feira, 2 de junho de 2014

RESGATANDO O DESEJO PELA FAMÍLIA PARA COM O SOLTEIRO

“O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.”

Romanos 13:10-11

 O TEXTO APRESENTA DUAS IMPORTANTES REALIDADES

1.      EXISTEM PESSOAS QUE CONHECEM O TEMPO

·        Volta do Senhor;
·        Necessidade de avivamento;
·        Importância de ganhar almas, etc.

2.     EXISTEM PESSOAS QUE ESTÃO DORMINDO

·        Apesar de existirem pessoas que conhecem o tempo, lamentavelmente, muitas destas pessoas estão dormindo. (A parábola das dez virgens).

NOSSAS FAMÍLIAS ESTÃO VIVENDO UM TENEBROSO SONO

Porque que é que eu posso apresentar esta afirmação? Minha resposta: Eu vejo a família sendo atacada e não consigo perceber movimentos que demonstrem qualquer reação contra tais ataques.

UM DUPLO ATAQUE CONTRA A FAMÍLIA

1.        O SISTEMA MALIGNO DA PRESENTE ERA

·        Estímulo à pornografia;
·        Estímulo à rebeldia;
·        Estímulo à falta de diálogo;
·        Estímulo à afeição exterior.
O ataque do sistema maligno desta era é um ataque de fora para dentro. No entanto, existe um segundo tipo de ataque, tão perigoso e agressivo quanto o primeiro, porém, sua origem não é exterior. Este segundo tipo de ataque tem sua origem dentro de nós.

2.       NOSSA OMISSÃO EM TRAZER O REINO DE DEUS PARA DENTRO DE NOSSOS LARES

Nossos lares estão cheios de pessoas fervorosas, que adoram, que pregam e que servem. Porém todas estas práticas ocorrem apenas no TEMPLO.

ENQUANTO NÃO RECONHECERMOS NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA COM O ESTADO ESPIRITUAL DE NOSSOS LARES, NÃO CONSEGUIREMOS MODIFICAR NADA.

SOMOS CONVOCADOS A TER DUAS IMPORTANTES ATITUDES

·        Uma nova leitura da Palavra de Deus;
·        Redescobrir os irmãos que vivem em nossa casa.

1.   PRIMEIRA ATITUDE: UMA NOVA LEITURA DA PALAVRA DE DEUS

Existem comportamentos em nossa vida que limitam nossa percepção da palavra de Deus. a) Salmo 1º, 23 e 91; b) Filipenses 4:13; e c) João 3:16, etc.

O fato é que, quando o assunto é vida familiar, nós não temos aplicado a Palavra à família. E onde está o problema? Em nosso modo de ler a Bíblia.

ALGUNS EXEMPLOS:

·        Gálatas 6:2 – Levar as cargas;
·        Romanos 12:10 – Amar cordialmente;
·        Efésios 4:2 – Suportar;
·        Efésios 5:21 – Sujeitai-vos uns aos outros.


2.  PRIMEIRA ATITUDE: REDESCOBRIR OS IRMÃOS QUE VIVEM EM NOSSA CASA


“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.”


Salmo 133:1-3

quinta-feira, 22 de maio de 2014

UM VISLUMBRE DA TEOLOGIA BÍBLICA DOS DONS ESPIRITUAIS


O texto de I Coríntios 14:26 parece sugerir o modo comum de uma reunião dos cristãos primitivos. Vejamos o que nos anuncia a mencionada porção das Escrituras:

“Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.”
I Coríntios 14:26

Extrai-se do texto que as reuniões propiciavam aos cristãos uma tríplice experiência: 1) Louvor e adoração; 2) Ensino; e 3) Manifestação dos dons espirituais. O louvor e adoração estão contidos no vocábulo “salmo”; o ensino, por sua vez, revela-se no vocábulo “doutrina” [quem sabe, até mesmo no vocábulo “revelação”]; e, por fim, a manifestação dos dons espirituais encontra-se prevista nos vocábulos “língua”, “interpretação” [quem sabe, até mesmo no vocábulo “revelação”].

De todo modo, é importante perceber que esta tríplice experiência não está restrita a apenas um membro do Corpo de Cristo, mas a uma pluralidade de membros. Isto pode ser percebido nos vocábulos “um”, “outro”, “este”, “aquele” e, “ainda outro”. Todos os membros têm sua função no Corpo de Cristo, como nos diz Paulo, “assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,” [Romanos 12:4]. Não se pode, no entanto, esquecer o propósito de tudo o que se vê no texto acima: “Seja tudo feito para edificação”. Assim, é possível perceber que os dons espirituais são importantes porque promovem a edificação da igreja. Em decorrência, devem ser cultivados numa perspectiva de edificação do Corpo de Cristo.

Nunca é demais lembrar que a disciplina prática para o exercício dos dons espirituais parece estar indicada nos capítulos 12, 13 e 14 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Estes três capítulos sugerem três importantes aspectos práticos para o bíblico exercício dos dons espirituais, a saber:

1) Capítulo 12 – A lista, muito provavelmente não exaustiva, de dons nele contida, aponta para a necessidade de conhecimento dos dons espirituais. Assim, este capítulo anuncia o primeiro aspecto prático acerca dos dons espirituais: a necessidade de conhecê-los;

2) Capítulo 14 – A narrativa contida neste capítulo é um veemente ensino acerca do modo como os dons devem ser exercidos. Desta forma, tal narrativa anuncia o segundo aspecto prático acerca dos dons espirituais: a forma como devem ser exercidos; e

3) Capítulo 13 – A descrição do amor, como aquele que permanece e que oferece sentido e substância aos dons, aponta para o amor como sendo a motivação do conhecimento dos dons espirituais e da forma como devem ser exercidos. Assim, este capítulo revela o terceiro aspecto prático acerca dos dons espirituais: a motivação para o seu conhecimento e exercício é o amor.

Por fim, a disciplina prática para o exercício dos dons espirituais não se restringe apenas à narrativa contida nos capítulos 12, 13 e 14 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Muitas passagens da Escritura apontam para esta disciplina de modo mais prático. Observemos, por exemplo, a seguinte orientação do apóstolo Pedro:

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
I Pedro 4:10

Esta narrativa bíblica nos oferece as seguintes diretrizes acerca da prática dos dons espirituais: 1) a quem servir; 2) como servir; e 3) com que qualidade servir. No item 1, vemos que a prática dos dons espirituais deve ser exercida com mutualidade. Tal conclusão decorre da expressão “uns aos outros”. No item 2, percebemos que a prática dos dons espirituais deve ser exercida conforme do dom recebido. Pelo item 3, por fim, percebemos que a prática dos dons espirituais deve ser exercida de tal modo que os servos de Deus se revelem “como bons despenseiro da multiforme graça de Deus”.

Todos estes textos apontam para a realidade de que a prática dos dons espirituais deve ser exercida num contexto de edificação da igreja.
A. M. Cunha

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A MUTUALIDADE NA VIDA DA IGREJA

Todas as pessoas, inclusive você, necessitam de amparo, ajuda, apoio, abraço, aceitação, compreensão. Todos necessitamos de cuidado! A Bíblia possui uma palavra que é muito importante para todos nós: “apascentar”. De acordo com as Escrituras o apascentar é uma das atividades de nosso Senhor. São dele as seguintes palavras: “Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor Deus.” [Ezequiel 34:15]. Uma importante realidade que devemos guardar em nosso coração é o fato de que, hoje, o Senhor apascenta o Seu rebanho por nosso intermédio.
Há um rebanho para ser apascentado: A igreja é este rebanho! Nós somos chamados para apascentar uns aos outros. Devemos, portanto, levar o rebanho a pastos verdejantes e a águas tranquilas, protegê-lo dos lobos vorazes e do inimigo. Apascentar é dar comida, água, proteção, cuidado e orientação ao rebanho, que é a igreja de Deus. A igreja é um ambiente onde o apascentar deve fluir em abundância.
No entanto, olhando para a nossa vida como igreja podemos perceber duas realidades. A primeira delas é que apenas alguns estão apascentando; e a outra, por outro lado, demonstra o fato de que muitos estão desejando ser apascentados. Porém, se continuarmos com estes dados, inquestionavelmente não será possível que todos sejam supridos com o apascentar. Quero, portanto, relatar o que está acontecendo conosco por causa desta forma com que a vida cristã tem sido vivenciada pelos cristãos de nossa era: Em primeiro lugar, percebemos que aqueles que assumem o compromisso de apascentar, não conseguem apascentar a todos. Por isso, estão sofrendo com um angustiante sentimento de culpa por acharem que não estão cumprindo sua tarefa no Corpo de Cristo. Noutra via, por causa do pequeno número de apascentadores, muitos daqueles que apenas desejam ser apascentados, não recebem o cuidado que precisam. Por isso, estão sofrendo com um sentimento de abandono e de solidão, sentindo-se desvalorizados como pessoas.
O quê está faltando então? A MUTUALIDADE. O Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa define mutualidade como: Qualidade ou estado do que é mútuo, reciprocidade, permutação, troca. Embora não seja fácil de praticar, tudo é muito simples: Devemos dar e receber. Assim, se todos estiverem dispostos a apascentar, todos serão cuidados mutuamente. Esta é a única forma que temos para, efetivamente, experimentar a mutualidade!
A. M. Cunha

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O DIVINO APASCENTAR DESPERTA UMA CONDUTA PRÁTICA NA VIDA DA OVELHA

O salmista, que se manteve passivo durante todo o Salmo 23, agora, no versículo 6, tendo o coração dilatado pelo divino amor, mostra sinais de uma ativa conduta em sua jornada ao lado do pastor divino. O amor destilado neste Salmo transborda na vida do salmista concedendo-lhe duas importantes perspectivas para sua peregrinação nesta terra: 1) a prática da bondade e da misericórdia; e 2) uma firme resolução de habitar na Casa do Senhor. Esta dupla perspectiva, fruto do divino apascentar, é o despertar de uma conduta prática na vida da ovelha.

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.
Salmo 23:6

A primeira perspectiva da jornada do salmista é a “prática da bondade e da misericórdia”:
O salmista anuncia que a “bondade e a misericórdia” certamente o seguirão. Não se fala aqui do salmista como destinatário da “bondade e da misericórdia”, mas como alguém, cuja peregrinação neste mundo deixará um rastro de “bondade e misericórdia”. Sim, o salmista, após desfrutar da doçura do divino apascentar, tem a sua alma inundada pela convicção de que ele mesmo praticará a “bondade e a misericórdia”. Nesta perspectiva, o salmista se dispõe a obedecer a ordem do Senhor anunciada pelo profeta Zacarias que assim fez ecoar a sua voz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (Zacarias 7:9).

A segunda perspectiva da jornada do salmista é a firme resolução de habitar na Casa do Senhor para sempre:
O salmista declara: “habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” De acordo com o Salmo 27:4, este habitar decorre de um pedido e de uma busca. O Salmo 27:4 registra a seguinte fala do salmista: “Uma coisa peço (pedido) ao Senhor, e a buscarei (busca): que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida”. Observe que não existe passividade aqui; ao contrário, o salmista, numa conduta marcantemente prática, “pede” e “busca” habitar na Casa do Senhor. O ato de “pedir” aponta para a existência de oração, e o ato de “buscar” aponta para a existência de um conjunto de atitudes práticas que se harmonizam com a oração.

O divino apascentar é um indicador de caminhos para a frágil ovelha que, de tanto ser amada e cuidada com a bondade e a misericórdia do divino pastor, sente-se encorajada a imitá-Lo, fazendo de sua própria peregrinação um rastro de “bondade e misericórdia”. Sua alma é fortemente dominada pelo desejo de habitar na Casa do Senhor, pois esta habitação é expressão de um singular desejo de inunda o seu coração: Estar, tanto quanto possível, perto do Senhor, para dEle continuar aprendendo os segredos de uma peregrinação que reproduza o Seu divino apascentar.

Bom desfrute a todos.


Em Cristo.