sexta-feira, 28 de agosto de 2020

ORAÇÃO NO CAMINHO DA ESCRITURA - SALMO 121:3

“O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra”

Salmo 121:2

Graças de Te dou Senhor, pois há um socorro destinado a mim. Tua graça me permite dizer: “O meu socorro”! Reconheço, sem dúvidas, que sou limitado, frágil e débil, pois sem Ti nada sou, nada tenho e nada posso fazer! Louvado seja o Teu nome, pois há um socorro que está vindo em minha direção! O meu escape não virá de homem algum, ou de poder terreno algum! O meu socorro vem de Ti! Tu és, portanto, a origem do meu socorro! É maravilhoso saber que o meu socorro vem do Senhor! Esta palavra, “Senhor”, descreve com especial riqueza quem, de fato, Tu és! Louvado seja o Teu nome, pois Tu és absolutamente independente de qualquer outro para ser o que és, fazer o que fazes, pensar o que pensar, estar onde estás e falar o que falas! O Senhorio absoluto pertence a Ti! Tenho a honra, por graça e misericórdia, de receber o socorro que Tu tens para mim! O que me conforta é saber que Tu fizeste o céu e a terra, e com o mesmo poder Tu providenciarás o meu socorro! Louvado seja o Teu nome! Amém!

A. M. Cunha

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A ANGÚSTIA NÃO NOS PRIVA DO PODER DE CLAMAR AO SENHOR

O vocábulo hebraico צַר [tsar] tem sido usado para designar aquilo que é estreito [Números 22:26], outras vezes para descrever ambientes e circunstâncias que geram angústia [Deuteronômio 4:30], bem como, têm sido usadas para designar um adversário [Gênesis 14:20], inimigo [Números 24:8] ou opressor [Salmo 27:2]. O uso desse vocábulo pode significar a ruína e a destruição de um lugar ou de uma pessoa. Neste Salmo, o vocábulo צַר [tsar] é usado por 4 (quatro vezes), nos versículos 6, 13, 19 e 28. Em todos estes usos, a angústia vem acompanhada de uma magnífica e esperançosa atitude: clamar ao Senhor! Portanto, por mais avassaladora que seja a angústia, por mais que ela se destine a arruinar e destruir uma pessoa ou um lugar, aqui, neste Salmo, fica mais que evidente que a angústia não é a palavra final. Mesmo que a alma esteja dominada e sob a influência de um dilacerante estado de angústia, ainda assim ela encontrará a força suficiente para clamar ao Senhor! A angústia, por mais cruel e intensa que pareça ser, não possui o poder para privar os filhos de Deus da capacidade de clamar ao Senhor! Se a angústia sufoca, o clamor é libertador!

A. M. Cunha

sábado, 22 de agosto de 2020

DEUS É O NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA

[1]Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. [2]Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;”

Salmo 46:1-2


Os arranjos linguísticos são cruciais para que se diga o que, de fato, se quer dizer. Para isso, o adequado uso dos vocábulos torna-se uma tarefa fundamental para que ideias sejam adequadamente transmitidas. Estes dois preciosos versículos bíblicos, inevitável e decididamente, fazem a alma, imersa em suas muitas aflições e conturbações, desfrutar de um poderoso estado de confiança. Tal estado de inabalável confiança emerge do primeiro versículo que apresenta uma singular descrição biográfica acerca de quem Deus é: Ele é refúgio e fortaleza para alma atribulada!

Se o primeiro versículo está focado em Deus, o segundo, por outro lado, conquanto também seja uma descrição, está focado, não em fazer uma exposição que caracterize o Ser de Deus, mas se concentra em construir uma maravilhosa descrição de como a alma que confia em Deus reage diante das circunstâncias da vida.

O vocábulo “Portanto” mostra-se como importante elemento de conexão entre estes dois versículos. Sua função gramatical busca detalhar que tudo o que é descrito no segundo versículo decorre, necessariamente, de tudo o que é afirmado no primeiro. Conclui-se, portanto, que o estado de confiança descrito no segundo versículo decorre de tudo o que se diz sobre o Ser de Deus no primeiro versículo, não sendo, portanto, resultado de nada do que a alma humana possa fazer.

O princípio que se extrai destes dois versículos pode ser assim resumido: A alma que verdadeiramente crê que Deus é seu refúgio, e que está absolutamente convencida de que toda a sua força vem Dele, desfrutará de uma sobrenatural confiança que lhe permitirá enfrentar as mais cruéis circunstâncias da vida!

A. M. Cunha

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O ESPÍRITO SANTO E A MISSÃO: OBEDIÊNCIA, PERSEVERANÇA E UM LUGAR

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto [...] Então, Jesus, no poder do Espírito Santo, regressou para a Galileia, e a sua fama correu por toda circunvizinhança. [...] O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.”

Lucas 4:1, 14 e 18

 

 

O registro da missão de Jesus, conforme o evangelista Lucas, está repleto de descrições acerca do Espírito Santo. Quatro importantes expressões acerca do Espírito Santo aparecem no capítulo 4 do Evangelho Segundo Lucas: [1] “cheio do Espírito Santo”, [2] “guiado pelo mesmo Espírito”, [3] “no poder do Espírito” e [4] “O Espírito do Senhor está sobre mim”. As três primeiras expressões estão vinculadas a um lugar: A primeira faz referência ao Jordão, o lugar do batismo de Jesus. A segunda, por sua vez, menciona o deserto, o lugar onde Jesus venceu a tentação. A terceira, por fim, refere-se à Galileia, o lugar onde Jesus iniciou o Seu ministério e que foi chamado por Mateus de “Galileia dos gentios”: lugar de trevas onde a luz resplandeceu [Mateus 4:15-16].

A quarta dessas expressões, ao contrário das três primeiras, não faz referência a lugares, mas à missão de Jesus: “evangelizar os pobres; [...] proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, [...] por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”.

Se prosseguirmos em nossa análise, poderíamos sugerir o seguinte: O Jordão, o lugar do batismo, aponta para a obediência. O deserto, o lugar da tentação, aponta para a perseverança. A Galileia, o lugar de trevas, aponta para o lugar da missão.

Sendo a quarta expressão uma descrição da missão de Jesus, poderíamos dizer que as três primeiras são uma descrição dos requisitos necessários para o cumprimento da missão. Assim sendo, a missão requer obediência, perseverança e um lugar onde a missão deve ser executada.

Não podemos nos esquecer, no entanto, que existe um elemento em comum nas mencionadas quatro expressões, qual seja, o Espírito Santo. Seguindo a maravilhosa descrição do evangelista Lucas, chegamos à conclusão de que o seguro e eficaz caminho para o cumprimento da missão exigirá que o Espírito Santo esteja sobre o discípulo de Jesus, o que permitirá que o seguidor de Cristo seja cheio da pessoa do Espírito, submeta-se a ser guiado por ele e viva em constantes manifestações do poder do Espírito.

A. M. Cunha

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

PEDRO DESCE DO BARCO PARA ESTAR ONDE JESUS ESTAVA

O Novo Testamento possui duas passagens nas quais Jesus acalmou a tempestade no Mar da Galileia. A diferença significativa entre elas é o fato de que numa delas Jesus não estava no barco com os discípulos.

A primeira delas está registrada em Mateus 8:23-27. Nessa ocasião Jesus estava no barco, entretanto Ele dormia. Porém, tendo-se levantado “repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança” (Mateus 8:26).

Na segunda ocasião, porém, Jesus não estava no barco com os discípulos quando a tempestade os alcançou. Isso está registrado em Mateus 14:22-33. Nessa ocasião, Pedro, atendendo ao convite do mestre, desceu do barco. Sair do barco, naquele contexto, não significava deixar o lugar onde Jesus estava, ao contrário, considerando que Jesus estava “andando por sobre o mar”, significava deixar o lugar onde Jesus não estava para estar com Ele, mesmo que para isso, fosse necessário enfrentar as bravias ondas do mar. Pedro mostra-nos, portanto, um exemplo a seguir. Isso não significa, porém, que o caminho a seguir, para aquele que desce do barco, será apenas de triunfo. Notemos que Pedro, tão logo atentou para a força do vento, começou a submergir (Mateus 14:30). Nada está perdido, porém, quando se está no lugar onde Jesus está! Pedro clamou e o Mestre o socorreu! Assim, de mãos dadas com o mestre, Pedro subiu no barco e, diz a Escritura em Mateus 14:32, “cessou o vento”. É misteriosa a jornada que aguarda aquele que decide “descer do barco” para se encontrar com Cristo.

A. M. Cunha

O APONTADOR CELESTIAL



Para ser útil e deixar um registro nas páginas brancas, o lápis precisa ser desgastado. Quanto mais desgastado for o lápis, menor será o seu tamanho e maior poderá ser a história dos seus registros. O apontador que o “mata”, ou seja, que o desgasta, é o mesmo que o torna útil e profícuo em deixar importantes registros na história. Sem a “morte” do lápis, ou seja, sem o desgaste intencional e propositado, não haveria alguma para o lápis deixar seus registros história. O apontador, que rasga a celulose e dilacera o grafite, parece ser um insensível e algoz parceiro, que faz o lápis gemer antes de tornar-se útil para fazer os seus registros.

O apóstolo Paulo, em relação aos crentes da igreja em Corinto, era como um lápis registrador. Este fato pode ser comprovado com a seguinte descrição: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma.” [II Coríntios 12:15]. Os crentes de Corinto, em prol dos quais Paulo experimentava o desgaste de si mesmo, eram as páginas em branco sobre as quais ele deixava o registro do evangelho. A esse respeito o texto sagrado afirma: “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens” [II Coríntios 3:2].

Cada cristão deve ser como um lápis nas mãos de Deus que é o grande “apontador celestial”. Aceitemos o agir do divino apontador para desgastar a nossa alma, pois com isto nos tornaremos úteis para o registro do evangelho nas almas de todos os homens.
A. M. Cunha

domingo, 9 de agosto de 2020

JESUS, O VERDADEIRO CAMINHO

“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores [...]”

I Timóteo 1:15

O homem moderno enveredou-se numa jornada de autoconhecimento, afastando-se de Deus e, por vezes, contra Deus, tanto quanto lhe foi permitido percorrer, o que promoveu o surgimento de uma via paralela, porém oposta, ao caminho da redenção. Em decorrência dessa nefasta jornada, o homem acabou por conceber uma percepção de Deus como um ser inacessível e, por vezes, inexistente. Essa nova jornada é radicalmente oposta ao caminho da história da redenção percorrido por Deus. Pela história da redenção, Deus vem ao mundo dos homens para resgatá-los e com eles relacionar-se. Pela via paralela, por outro lado, os homens reservaram para Deus, ou um lugar exclusivo no “andar de cima”, onde jamais poderiam se relacionar com Ele, ou um lugar no “espaço inexistente”, onde a ideia da existência de Deus não passa de um devaneio. Concluo afirmando que o homem deve, urgente e definitivamente, retornar para o caminho da história da redenção sob pena de, caso se mantenha resoluto em sua jornada pela via paralela, quedar-se irremediavelmente sem esperança quanto a sua vida espiritual.

A. M. Cunha