domingo, 4 de maio de 2014

A ALMA ENCONTRA REFRIGÉRIO E DIREÇÃO

Prosseguindo minha jornada de meditação e oração a partir da leitura do Salmo 23, deparei-me, em 4 de maio de 2014, com a narrativa contida no versículo 3, que nos diz: “refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” Refrigério e Direção, eis o que o pastor do Salmo nos oferece!


Minha mente foi então conduzida para as seguintes palavras do apóstolo Paulo acerca dos últimos dias:

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”
II Timóteo 3:1-5

Duas coisas são muito necessárias na jornada espiritual dos filhos de Deus: 1) o refrigério da alma; 2) ser guiado pelas veredas da justiça. Nestes tempos difíceis, como nos anuncia o apóstolo Paulo em II Timóteo 3:1-5, quando os homens são "egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus", torna-se emergencialmente urgente que nossas almas encontrem refrigério.

Nestes mesmos tempos de dificuldade, os filhos de Deus devem nutrir uma tão íntima comunhão com o Senhor, a ponto de serem pessoal e permanentemente guiados por Ele pelas veredas da justiça. Os tempos difíceis são tempos de carência de refrigério para a alma e de prática da justiça. Somente Deus, por amor do Seu nome, pode suprir tais necessidades.

Bom desfrute a todos.

Em Cristo!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A MÃO CONDUTORA DO SENHOR DESPERTA DESEJOS ELEVADOS NA ALMA

Depois de desfrutar do cuidadoso pastoreio do soberano Deus, conforme se observa na expressão “O Senhor é o meu pastor”, o Salmo 23 nos apresenta mais uma graciosa perspectiva deste majestoso apascentar: O Senhor faz despertar na alma dos Seus discípulos desejos espirituais que, de outra sorte, jamais seriam despertados. O salmista não promove, por si mesmo, o surgimento destes desejos espirituais.

Observe a doçura da expressão “Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso.” (Salmo 23:2). Note a passividade que pode ser percebida na conduta do salmista:

O salmista não realiza esforços pessoais para repousar em pastos verdejantes. O Senhor é que o faz repousar. O desejo do salmista para repousar nos pastos verdejantes não brota de si mesmo, mas o Senhor promove o surgimento deste desejo. O homem, em sua natureza caída, não detém a natural aptidão para desejar coisas celestiais. Tal desejo decorre de uma profunda infusão da graça divina na vida humana.

O salmista, por si mesmo, não caminha para junto das águas de descanso. O Senhor é que o conduz para esta zona de refrigério. Nenhum homem, em sua natural condição, deseja estar próximo das águas de descanso do Espírito de Deus. Tal desejo é despertado pelo próprio Senhor.

Estes desejos estão vinculados a duas importantes esferas na vida do discípulo de Cristo: a) A esfera da alimentação espiritual, pois os “pastos verdejantes” apontam para a Palavra de Deus como alimento para a alma faminta; b) A esfera da comunhão do Espírito Santo, pois as “águas de descanso” apontam para o Espírito Santo como descanso para a alma cansada.

Os traços da soberana presença de Deus podem ser vistos no versículo 2 deste gratificante Salmo. Dele: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”.

Bom desfrute a todos.

GETSÊMANI – UM LUGAR ONDE REINOS SE ENCONTRAM

Os lugares sempre nos trazem recordações. O mesmo ocorre com os lugares bíblicos. Pense um pouco nos seguintes lugares: Sinai, Egito, Belém, Nazaré, Jerusalém. Se você tem um razoável conhecimento bíblico, posso imaginar que um turbilhão de pensamentos inundou a sua mente, à medida que você pensava nestes lugares. O Getsêmani é um destes lugares que fazem a nossa mente ser inundada por vários pensamentos e indagações. Neste lugar, dentre tantas percepções que podemos ter, é possível discernir que ali ocorreu o encontro de dois reinos: O Reino das Trevas e o Reino de Deus. Esta importante narrativa pode ser conferida em Mateus 26:36-56.

O Reino das trevas encontrou no Getsêmani um terreno fértil para se manifestar. Vejamos uma pequena demonstração da expressão deste reino do Getsêmani:

a)  Este jardim foi um lugar onde os discípulos fugiram, no exato momento em que Jesus fora preso. Observe a narrativa contida em Mateus 26:56, que nos diz: “Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.

b)  Este jardim foi um lugar de angústia e tristeza. A totalidade do peso da pecaminosidade humana fora lançada sobre Cristo, em decorrência do que um ambiente de angústia e tristeza tornava-se palpável e agudamente agressivo. De acordo com Mateus 26:27 podemos observar o seguinte: “e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.

c)   Este jardim foi um lugar de traição. O beijo, que sempre foi uma demonstração de afeto e carinho, foi duramente transformado num símbolo de traição. Foi assim que Judas traiu Jesus neste jardim. De acordo com Mateus 26:48, vemos que “o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o.”

d)    Este jardim foi um lugar onde a força humana tornou-se o recurso para a defesa da fé. De acordo com Mateus 26:51, Pedro “estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.” a)     A espada utilizada aqui foi a espada do homem e não a espada do Espírito, conforme vemos em Efésios 6:17.

e)   Este jardim foi um lugar onde as pessoas não conseguem orar. Muito embora tenham sido convocados por Jesus para orar e vigiar com Ele (Mateus 26:38), Pedro, Tiago e João não conseguiram orar. Observemos, em Mateus 26:40-41, a oportuna constatação de Cristo e sua firme orientação aos seus discípulos, com as seguintes palavras: “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Este é um triste quadro que pode ser verificado na jornada de muitos de nós. Assim, nossa vida torna-se um ambiente onde o reino das trevas parece prevalecer. Que o Senhor nos ajude a discernir os sutis ataques e as ocultas ciladas deste reino de trevas. Apesar de todas essas negativas constatações, Jesus não abandonou sua jornada para a Cruz. Ele presenciou estas expressões do reino das trevas na vida de Seus discípulos, mas isso não lhe retirou Seu foco.

Sigamos o exemplo do divino mestre! Assim como Ele não abandonou o Seus discípulos, nós não devemos abandoná-lO! Ainda que vejamos rastros do reino das trevas em nossa vida, perseveremos em seguir a Cristo, pois neste mesmo Jardim, vemos a divina centelha do reino de Deus manifestando Sua luz na vida destes mesmos discípulos. Cristo é nosso supremo exemplo, pois naquele jardim, Ele manifestou o Reino de Deus!

Aquele jardim foi também um lugar onde podemos ver sinais do Reino de Deus. Vejamos estes sinais:

a)     Este jardim foi um lugar onde Jesus preferiu estar presente com os Seus discípulos a abandoná-los. Apesar de toda a trágica conduta dos Seus discípulos, Jesus não os abandonou. Notemos a presença do Senhor nas seguintes palavras: “foi Jesus com eles (...) disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui (...) e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu” Mateus 26:36-37. O jardim é um lugar onde não seremos abandonados pelo Senhor!

b)    Este jardim foi um lugar de confissão de angústias. É maravilhoso perceber que, mesmo diante de homens falhos e sem compromisso com a oração, o Senhor os achou dignos de compartilhar suas angústias. Notemos, em Mateus 26:38, as seguintes palavras do Senhor: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” a)     O jardim é um lugar onde podemos compartilhar nossas angústias!

c)   Este jardim foi um lugar onde podemos estar submissos à vontade de Deus. O Senhor Jesus deixou evidente Sua submissão à vontade do Senhor. Devemos fazer o mesmo. Observemos, em Mateus 26:39, 42 e 44, as seguintes palavras do Senhor: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. (...) Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. (...) Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.”

d)    Este jardim foi um lugar onde podemos chamar de amigo aquele que nos traiu. Este é uma das mais profundas aptidões que o Senhor confere aos Seus discípulos. Ele viveu assim, nós, por pertencermos a Ele, também podemos viver com tal qualidade de vida. De acordo com Mateus 26:50, o brilho deste comportamento de Cristo pode ser percebido nas seguintes palavras: “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.” a)     Esta é uma nítida e profunda resposta que os filhos do Reino devem dar ao reino das trevas. Vivamos esta vida com qualidade celestial.

Bom desfrute a todos.

Em Cristo!

AS BÊNÇÃOS DECORRENTES DA PALAVRA “SENHOR”

Na manhã do dia 02/05/2014, enquanto meditava no Salmo 23, especificamente na palavra “Senhor”, meus olhos foram postos nas páginas abertas de minha Bíblia, as quais compreendiam os capítulos 23 a 26 do livro dos Salmos.
Pude ver as poderosas implicações que emanam da preciosa palavra “Senhor”.

Vejamos algumas destas maravilhosas implicações:

Um dia habitaremos na casa do Senhor para todo o sempre (Salmo 23:6). A ele “pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1). Ao mesmo tempo, somos confrontamos com uma inquietante pergunta: “Quem subirá ao monte do Senhor?” (Salmo 24:3). Como é maravilhoso perceber que o Senhor é quem nos concede a bênção e a justiça (Salmo 24:5)! O Senhor, forte e poderoso, ele é o Rei da Glória! (Salmos 24:8).

Que graciosa oportunidade nos oferece o Senhor, pois podemos elevar a Ele a nossa alma! (Salmo 25:1). Ele nos faz conhecer os Seus caminhos e nos ensina as Suas veredas (Salmos 25:4), pois Ele é bom e reto, na medida em que aponta o caminho da vida para os pecadores (Salmos 25:8). É exatamente por causa do nome do Senhor que as nossas iniquidades, que são grandes, podem ser perdoadas! (Salmos 25:11).

Quão grandiosa é a promessa para os que temem ao Senhor! Eles serão instruídos no caminho que devem escolher, a prosperidade repousará sobre a sua alma! (Salmos 25:12-13). O Senhor reserva Sua intimidade para os que O temem, pois a estes Eles “dará a conhecer a sua aliança.” (Salmos 25:15).

Podemos, sem temor, pedir ao Senhor que nos examine, que nos prove, que sonde o nosso coração e os pensamentos (Salmos 26:2), por uma valiosa razão: a benignidade do Senhor está perante os nossos olhos e o nosso coração está inclinado a andar na verdade do Senhor (Salmos 26:3).

O Senhor coloca em nosso coração o precioso amor por Sua habitação e pelo lugar onde a Sua glória assiste! (Salmos 26:8)! Deus mesmo firma os nossos pés em terreno plano, de modo que na congregação do povo de Deus podemos livremente bendizer ao Senhor (Salmos 26:12).

Bom desfrute a todos.


Em Cristo!

domingo, 27 de abril de 2014

UMA NOVA PASSAGEM

“Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”
I João 3:14-18

É maravilhosa a conexão que existe entre o Evangelho de João e a Primeira Carta de João. Por exemplo, o Evangelho nos fala sobre “passar da morte para a vida”, com a seguinte afirmação:

“Em verdade, em verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”
João 5:24

Existem três importantes afirmações que são feitas com relação àquele que ouve a Palavra de Jesus e crê em Deus que O enviou: 1) Tem a vida eterna; 2) Não entra em juízo; e 3) Passou da morte para a vida.

O anúncio contido nestas palavras proferidas por Jesus é esclarecedor, na medida em que se mostra revelador da realidade de que toda a humanidade encontra-se em estado de morte. A Bíblia afirma em Romanos 5:12, que  “a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Em decorrência, percebemos que o pecado foi responsável pela passagem da morte a todos os homens.

Agora, porém, o Senhor Jesus nos oferece “uma nova passagem”, desta vez, da “morte para a vida”.

O apóstolo João nos apresenta uma realidade muito prática destinada a responder à seguinte pergunta: “Como podemos saber que já passamos da morte para a vida?” O amor é erguido como um poderoso veículo para responder a esta pergunta, a partir da seguinte perspectiva: “Amar os irmãos é a segura evidência de que passamos da morte para a vida.” Por via de consequência, “aquele que não ama permanece na morte.”

O apóstolo João nos assegura que “aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (I João 4:20). Amar reclama atitudes profundamente práticas, tais como “dar nossa vida pelos irmãos.” (I João 3:16) e abrir o coração sempre que “seu irmão padecer necessidade” (I João 3:17).

Não podemos passar pelo caminho de fecharmos o nosso coração para as necessidades de nossos irmãos (sejam eles da família natural, da família espiritual ou de ambas as famílias). Fechar o coração para as necessidades de nossos irmãos é uma evidência de que o amor de Deus não permanece em nós, conforme I João 3:17.


Em decorrência disto, o apóstolo João encerra suas orientações com respeito à passagem da morte para a vida com a seguinte afirmativa: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (I João 3:18).

sábado, 26 de abril de 2014

MEU ENCONTRO COM DEUS

Pode parecer pouco, mas para os que pretendem iniciar uma dinâmica de encontro diário com Deus, recomendo que se pratique o M. E. D. Trata-se de uma importante ferramenta, desde que seja utilizada de modo contínuo, comprometido e dedicado. O objetivo pretendido é a formação do hábito de encontrar-se com Deus. Que Deus seja com você, estimulando-o a praticar o "Meu Encontro com Deus - M. E. D.".

Objetivo: Desenvolver um modelo mínimo de encontro semanal com Deus. O propósito é que, pelo menos, de segunda a sexta-feira, o discípulo tenha um encontro com Deus para ler a Bíblia e orar.

Dicas: Escolha um lugar e um horário específicos para praticar o "M. E. D.".

O que fazer: Ler e orar. Mínimo de 5 minutos para ler e 5 minutos para orar.

DIAS DA SEMANA:

Segunda: leitura e oração silenciosa;
Terça: leitura e oração em voz alta;
Quarta: leitura e oração com fundo musical;
Quinta: leitura e oração da Palavra: A particularidade desta oração é o emprego das próprias palavras da Escritura em sua oração;
Sexta: leitura e oração - escolha uma das maneiras acima.

ORIENTAÇÕES:

A leitura e a oração silenciosas ajudam o discípulo a desenvolver uma maior concentração e torna a oração uma prática mais reflexiva;

A leitura e a oração em voz alta ajudam e preparam o discípulo para perder o medo de orar e ler a Bíblia em público;

A leitura e a oração com fundo musical ajudam o discípulo a mergulhar com maior intensidade na oração e na leitura bíblica. Estes tipos de leitura e oração podem ser praticados silenciosamente ou em voz alta;

A leitura e a oração da Palavra devem ser executadas com a seguinte dinâmica: O discípulo lê a Escritura com a intenção de compreender o sentido de cada palavra e/ou da passagem como um todo, buscando promover uma aplicação em sua vida pessoal. A leitura bíblica deve ser intercalada com orações que utilizem as palavras e as conclusões extraídas da leitura do próprio texto bíblico como meio para falar com Deus. Este tipo de leitura com oração ajuda o discípulo a desenvolver uma atitude de meditação diante do texto bíblico.

A. M. Cunha

Gravura extraída de: http://obreirosuniversal.com.br/wp-content/uploads/2014/02/49_BannerEvento.jpg

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O CENTRO DA MENSAGEM CRISTÃ

A mensagem da cruz é o centro da mensagem cristã. O apóstolo Paulo define o evangelho como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Sem a obtenção da salvação já não resta escape algum, eis a razão pela qual a epístola aos Hebreus faz ecoar a seguinte pergunta: “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3). Por tais afirmativas, pode-se concluir que a cruz detém importância crucial na missão da igreja (com o perdão do trocadilho).

A ressurreição segue igual caminho. Como visto acima, a salvação possui vínculo profundo com a fé (Romanos 1:16). A Escritura diz “Quem crer [...] será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Marcos 16:16). O apóstolo Paulo nos apresenta duas importantes revelações com relação à ressurreição de Cristo: 1) sem a ressurreição a pregação e a fé são absolutamente vãs (I Coríntios 15:14); 2) sem a ressurreição ainda permanecemos nos nossos pecados (I Coríntios 15:17).

Não me parece haver outro caminho para o resgate das doutrinas da cruz e da ressurreição de Cristo, senão mediante a pregação fundamentada nas Escrituras. Não meramente mencioná-las, mas, a partir delas, extrair e expor veemente e consistentemente suas doutrinas reveladas implícita e explicitamente.

Ademais, não se pode estar limitado a meramente reproduzir os mandamentos das Escrituras, mas “apontar caminhos, construir pontes para que todo aquele que vem a Cristo tenha um seguro caminho para obedecer todas as coisas que o Senhor Jesus ordenou em Sua Palavra.

Para uma compreensão da atividade de ensino contida na Grande Comissão, recomendo a leitura do “Compreendendo a Grande Omissão”, disponível em http://arimarinho.blogspot.com.br/2014/03/compreendendo-grande-omissao.html

Em Cristo.