sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O CARÁTER INDISPENSÁVEL DA EVANGELIZAÇÃO

John Piper escreveu que existem três tipos de pessoas envolvidas na obra da evangelização: o enviado, o que envia e o desobediente!

A ordem de Jesus Cristo foi clara: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” [Marcos 16:15]. Nessa singular passagem bíblica encontramos: [1] A conduta necessária – “ir” e “pregar”; [2] A abrangência dos destinatários – “todo o mundo [...] toda criatura”; e [3] A exclusividade da mensagem – “o evangelho”.

Esses três vocábulos – conduta, destinatários e mensagem – apontam para o caráter indispensável da evangelização para a presente geração! Conquanto um dia a evangelização não mais será necessária, hoje ela é contundentemente indispensável!
A. M. Cunha

A VITÓRIA FINAL DE CRISTO

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”.
João 1:1-5

Tudo o que conhecemos e o que ainda vamos conhecer acerca de todas as coisas criadas tiveram o Seu início em Cristo, descrito nestes versículos como o “Verbo Divino”. Nas palavras iniciais do Evangelho Segundo João, temos o prenúncio de que a vitória final de Cristo não é uma mera perspectiva futura, mas é algo que vividamente já aconteceu, pois “as trevas não prevaleceram” contra a luz inerente ao Verbo Divino! É, portanto, no início deste Evangelho que somos apresentados à imutável convicção de que o Verbo Divino triunfará definitivamente sobre as trevas!
A. M. Cunha

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A PARÁBOLA DOS FILHOS PERDIDOS - LUCAS 15:11-32

O capítulo 15 do Evangelho Segundo Lucas contem a narrativa de três parábolas proferidas por Jesus, cujo pano de fundo contemplava a insatisfação dos fariseus e escribas contra a atitude de Jesus de receber pecadores e publicanos que se aproximavam Dele [Lucas 15:1-2]. As parábolas são as seguintes:

[1] A parábola da ovelha perdida – Lucas 15:3-7;

[2] A parábola da dracma perdida – Lucas 15:8-10;

[3] A parábola dos filhos perdidos – Lucas 15:11-32.

Tais parábolas fornecem-nos valiosas lições, dentre as quais destacamos a seguinte: Nossa conduta no Reino de Deus deve ser uma conduta caracterizada pela “busca” e pela “espera”. Buscar e esperar, eis uma das atitudes que o Reino de Deus requer de nós.

As duas primeiras parábolas evidenciam a busca persistente, pois tanto o homem que perdeu uma de suas ovelhas, como a mulher que perdeu uma de suas dracmas, buscam diligentemente o que se havia perdido até que seja encontrado!

A terceira parábola, no entanto, contém a narrativa de um homem que tinha dois filhos. Contrariamente ao título contido em muitas versões bíblicas que denominam essa parábola de “O filho pródigo” – [o que sugere que apenas um dos filhos havia se perdido] – preferimos denomina-la de “A parábola dos filhos perdidos], pois se percebe que ambos estavam perdidos. Um deles perdeu-se porque saiu de casa do pai, o outro, conquanto estivesse na casa do pai, igualmente estava perdido. Nessa terceira parábola não se vê a busca diligente, mas a espera determinada, pois o pai narrado na parábola “esperou” o regresso do filho perdido, tanto quanto “esperou” a reconciliação do filho que estava em sua casa. Conquanto ambos estivessem perdidos, o pai esperava com determinação o retorno de ambos, pois o seu desejo era que ambos fossem encontrados. Era o desejo do pai que a festa pelo regresso do filho que se perdeu fora da casa, fosse a festa para ambos os filhos, como uma vibrante manifestação da alegria de terem sido encontrados.
A. M. Cunha

PROSPERIDADE SEM GENEROSIDADE É INIQUIDADE


De fato, não se deve apenas ler a Escritura, deve-se, concomitantemente com a leitura, deixar-se ser lido por Ela. O profeta Ezequiel fez uma incisiva leitura acerca da infidelidade de Jerusalém, comparando-a com a iníqua cidade de Sodoma.

Em suas palavras o profeta afirmou o seguinte acerca de Sodoma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” [Ezequiel 16.49].

Eis a leitura que a Escritura faz acerca daqueles que se apegam às riquezas: Prosperidade sem generosidade é iniquidade! O apóstolo Paulo, discorrendo sobre essa iniquidade, afirmou: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” [1 Timóteo 5:8].

Quanto a essa iniquidade, o apóstolo João expressa contundente advertência da Escritura com as seguintes palavras: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” [1 João 3:17].

Sem dúvida, prosperidade sem generosidade é iniquidade, pois “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” [1 Timóteo 6:10]!
A. M. Cunha

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

REMOVA A PEDRA ANTES DO MILAGRE ACONTECER


A GRAÇA DE DEUS, A FONTE DO CORAÇÃO PURO E DO ESPÍRITO INABALÁVEL


“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito”
Salmo 51:10-11

O Senhor é o único capaz de nos oferecer esta íntima e dupla benção: “coração puro” e “espírito inabalável”. Observe-se, porém, que o salmista reconhece que nele não havia e, portanto, deveria ser “criado”, um “coração puro”. Por outro lado, em sua súplica ele busca obter, não a criação, mas a “renovação” de um “espírito inabalável”, o que sugere o reconhecimento de que, noutro tempo, ele já possuíra tal disposição interior.

O Novo Testamento faz alusão a essa “pureza de coração” com as seguintes palavras: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” [Mateus 5:8]. A pureza de coração, portanto, relaciona-se com a comunhão com Deus. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais tomamos consciência da nossa indignidade e do fato de que só nos é possível ter comunhão com Ele por Sua inefável graça e grandiosa misericórdia!

O “espírito inabalável” é tratado no Novo Testamento como uma alusão à estabilidade desfrutada por todo aquele que verdadeiramente está em Cristo. A estes, reserva-se o direito de permanecerem inabaláveis, mesmo após terem enfrentado as adversidades do dia mau! As seguintes palavras do apóstolo Paulo descrevem esta condição: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” [Efésios 6:13].

Seja uma coisa, “pureza de coração”, ou outra, “espírito inabalável”, nenhuma delas se obtém sem a graça de Deus! Como somos dependentes do Senhor! Nossa boa vontade e nossas boas intenções não são capazes de nos conceder tal bênção, pois somente pela graça do Senhor podemos obtê-la! O salmista ora por tais bênçãos, reconhecendo que somente o Senhor pode concedê-las! Por isso, é tão importante orar. Ele expressa sua oração com os seguintes dizeres: “Cria em mim, ó Deus [...] renova dentro de mim”.
A. M. Cunha

A DINÂMICA DO APRENDIZADO NA GRANDE COMISSÃO


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”
Mateus 28:19-20

A Grande Comissão não é um comando para meramente reproduzir o que Jesus ordenou, como se fosse uma ordem para apenas “ensinar todas as coisas que Ele nos ordenou”. Embora soe como correto, não foi este o ensinamento do Divino Mestre.

Seu comando foi mais além, comprometedoramente mais além, pois Ele não nos ordenou a meramente ensinar todas as coisas que Ele ordenou, mas a “ensinar a guardar todas as coisas que Ele ordenou”!

É comprometedor, pois se trata de coisas que Ele ordenou. Não são sugestões, opiniões ou conselhos. São ordens! É comprometedor porque nenhuma delas pode ficar de fora do ensino. Tudo, absolutamente tudo o que Cristo ordenou é vital para a vida dos Seus discípulos! É comprometedor porque a tarefa da igreja vai além de uma simples reprodução de todas as coisas ordenadas por Cristo, pois ela deve apontar caminhos e construir pontes para que todo aquele que vem a Cristo tenha uma segura trajetória para obedecer todas as coisas que o Senhor Jesus ordenou em Sua Palavra.

Assim, o discípulo de Cristo ouve e aplica para si as ordens de Cristo. Isso, porém, não é suficiente, pois é necessário que esse discípulo ensine outros discípulos a também ouvirem e aplicarem para si as ordens que também ouviram de Cristo!
A. M. Cunha