quinta-feira, 29 de novembro de 2018

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 7


O fim do Sermão do Monte encontra-se registrado no capítulo 7 do Evangelho Segundo Mateus. O impacto das palavras proferidas por Jesus deixou as multidões maravilhadas [Mateus 7:28]. Duas expressões contidas em Mateus 7 revelam o impacto do ensinamento de Jesus.

A primeira dessas expressões, “estas minhas palavras”, contida nos versículos 24 e 26, faz referência direta a todo o ensino de Cristo no Sermão do Monte. Com relação a tais palavras Jesus afirma: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica” [Mateus 7:24]. Assim, o Sermão do Monte não é apenas uma teoria que informa os valores do Reino de Deus, mas um autêntico e poderoso ensinamento que serve de referência para a prática da vida cristã. Por consequência, o Sermão do Monte existe, não para ser apenas contemplado, mas deve ser cuidadosamente praticado. Muitas destas palavras soam a nós como se fossem impossíveis de serem praticadas pelo homem. Não podemos nos esquecer, porém, que todo mandamento divino encerra em si a promessa de que Deus nos oferecerá os meios necessários para o seu cumprimento. Do contrário, ou seja, se não pudéssemos cumprir os Seus mandamentos, toda ordem divina a nós destinada seria não apenas uma impossibilidade, como também uma porta para a nossa própria condenação, pois fatalmente incorreríamos em desobediência. Assim, estaríamos diante de uma implacável condenação. No entanto, cada mandamento carrega em si um sopro de esperança para nós, pois sua revelação vem carregada com a promessa de que seremos capazes de cumpri-lo.

A segunda expressão, “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa”, contida nos versículos 25 e 27, aplica-se, respectivamente, ao homem prudente e ao homem insensato. Isto aponta para o fato de que, ainda que tenhamos uma atitude voltada para a obediência aos mandamentos divinos, ainda assim estaremos sujeitos às intempéries da vida, pois, segundo o texto, a chuva caiu e os ventos sopraram e deram com ímpeto tanto contra a casa daquele que obedece aos mandamentos divinos como contra a casa daquele que não lhes prestou a devida obediência. Nossa obediência para com os mandamentos divinos deve ser um ato de amor [João 14:21], e não um comportamento a partir do qual pretendamos garantir absoluta proteção contra as intempéries da vida.
A. M. Cunha

terça-feira, 27 de novembro de 2018

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 6

O capítulo 6 do Evangelho Segundo Mateus revela-se como tendo um perfil profundamente prático. O capítulo 5 pode ser designado como a teoria do Reino de Deus. O capítulo 6, por outro lado, assume uma natureza mais prática acerca da justiça do Reino de Deus. Ao longo da sua narrativa, este capítulo apresenta um conjunto de condutas cristãs capacitantes, ou seja, são condutas que norteiam e capacitam os cristãos a se tornarem sal da terra e luz do mundo [Mateus 5:13-14].

A prática dessas condutas é extremamente importante para a vida cristã. Entre estas condutas capacitantes podemos destacar as seguintes:

[a]    A prática da ajuda comunitária: Esta conduta deve ser vivenciada sem o propósito de obter a glorificação dos homens [Mateus 6:2-4];

[b]   A prática da oração: Esta conduta deve assumir uma dupla perspectiva: Ser secreta [Mateus 6:5-8] e corporativa [Mateus 6:9-15]. Não deve ser apenas secreta ou apenas corporativa, mas ambas, pois aquele que, no silêncio do seu quarto desfruta da comunhão com Deus, também deve desfrutá-la na comunidade dos discípulos;

[c]    A prática do jejum: Esta conduta não deve ser praticado com o objetivo de se obter o reconhecimento humano, mas como uma expressão do íntimo relacionamento que aquele que jejua nutre para com o Pai a quem se jejua [Mateus 6:16-18];

[d]   A busca prioritária por riquezas celestiais: Esta conduta revela quão grandioso é o coração daquele que as persegue. É o coração que determina o tipo de tesouro que será buscado, pois o tesouro que se busca revela o caráter do coração [Mateus 6:19-21];

[e]     O domínio sobre a ansiedade: Esta conduta está vinculada à convicção [Fé] de que Deus é o bom e perfeito provedor. Aquele que se vê livre das algemas da ansiedade estará mais propício a buscar o Reino de Deus em primeiro lugar [Mateus 6:25-34].
A. M. Cunha

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 5


O capítulo 5 do Evangelho Segundo Mateus é o marco inicial do conhecido “Sermão do Monte”. O ensino desse sermão expressa as regras inerentes ao reino de Deus e aos seus súditos, os chamados discípulos de Cristo, os imediatos destinatários desse Sermão. A seguinte porção bíblica confirma o que ora se afirma: “aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los” [Mateus 5:1-2].

Os discípulos de Cristo, no entanto, não devem ser meros portadores da informação contida nesse Sermão. O propósito desses ensinamentos de Cristo é mais elevado, pois Ele almeja que os Seus seguidores, a partir da incorporação dos Seus ensinamentos em suas vidas, resplandeçam como luzeiros no mundo [Filipenses 2:15].

Observemos o que Jesus, em Mateus 5:14, disse a respeito dos Seus seguidores: “Vós sois a luz do mundo”. Assim, não faz o menor sentido sermos luz e ficarmos escondidos debaixo de um “alqueire”. Deus nos chamou para estarmos no “velador”. Estar num velador, porém, não significa que o nosso chamado é para sermos admirados pelas pessoas! Não foi para isso que Jesus nos chamou. Estar num velador é assumir uma posição de influência sobre todos os que estão a nossa volta, portando-nos como fiéis e dignos condutores da mensagem de Cristo. Quanto mais intimidade mantivermos com o Espírito Santo, que é a fonte de nossa luz, maior será o poder de Deus sobre nós e maior será a nossa esfera de influência sobre aqueles que estão a nossa volta.
A. M. Cunha

NOSSOS LÁBIOS DEVEM SER ABENÇOADORES



“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.”
Números 6:24-26 [NVI]

Que bênção! Por ela, o abençoador desejava proteção [O Senhor [...] te guarde], graça [o Senhor [...] te conceda graça] e paz [o Senhor [...] te dê a paz]. O povo deveria ser constantemente lembrado do fato de que Deus é um Deus que protege, exerce graça e concede paz!

As palavras de Números 6:23-24 eram diretrizes sobre como o povo deveria ser abençoado. Vemos isso quando lemos Números 6:23, que nos diz: “Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis:”.

Deus estava ensinando o povo a encher os lábios com bênção e, por consequência, retirar dos lábios quaisquer palavras que não promovam bênção. O apóstolo Paulo também recomendou essa prática ao ordenar: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” [Efésios 4:29].
A. M. Cunha

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

DÉCIMA OITAVA SEÇÃO – SALMO 119:144


Salmo 119:144 – “Eterna é a justiça dos teus testemunhos; dá-me a inteligência deles, e viverei.” O salmista mais uma vez exalta a eternidade da justiça dos Mandamentos do Senhor! É eterna a justiça que se requer para que se tenha paz com Deus [Romanos 5:1], tanto quanto é eterna a justiça que Deus atribui a todo aquele que crê [Romanos 4:6 e II Coríntios 5:21]. A Palavra de Deus anuncia que a justiça, quer seja a requerida, quer seja a atribuída, é imutável, perene e estável. Este Salmo é concluído com uma oração para que o salmista receba o entendimento necessário das Escrituras. Tal entendimento, finaliza o salmista, conceder-lhe-á vida! O que poderia dar-nos vida com excelência senão os Mandamentos do Senhor? Eles são justiça eterna! É por isso que se pode afirmar que a Escritura foi, é e sempre será plena em justiça!
A. M. Cunha

A BONDADE, O AMOR E FIDELIDADE DE DEUS


“Pois o Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações.”
Salmo 100:5 [Nova Versão Internacional]

O propósito do Salmo 100 é descrever o modo como o homem pode se apresentar diante de Deus. De acordo com o versículo 5, os cristãos têm, pelo menos, três motivações fundamentais para se apresentarem diante de Deus.

[a] A primeira delas é estar convicto de que o Senhor é bom. Quando se diz que o Senhor “é” bom, o foco é destacar que Ele é continua e invariavelmente bom! Dele jamais se pode dizer que um dia “já foi bom” ou que um dia “será bom”. Não, Ele é eternamente bom, ontem, hoje e sempre!

[b] A segunda motivação é a certeza de que o Seu amor leal é eterno! A expressão “amor leal” refere-se à misericórdia do Senhor para conosco, por meio da qual para sempre somos tratados por Ele com bondade, benignidade e longanimidade!

[c] Por fim, a terceira motivação é o fato de que Sua fidelidade permanece por todas as gerações! É comum que uma geração se modifique, tornando-se diferente de outra geração. Por vezes, essa modificação representa uma regressão de valores e qualidades existenciais. Porém Deus continua imutável em Sua fidelidade ainda que as gerações sofram drásticas modificações no seu modo de vida! A fidelidade de Deus é permanente!
A. M. Cunha

domingo, 25 de novembro de 2018

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MATEUS - Capítulo 4


Nem sempre compreendemos claramente a condução do Espírito Santo em nossas vidas. Por exemplo, o apóstolo Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de pregar o evangelho na Ásia e em Bitínia [Atos 16:6-7]. Não compreendemos muito bem isso, pois é próprio do Espírito Santo o impulso evangelístico. Essa, com certeza, foi uma estranha ordem do Espírito Santo! Logo a seguir, em Atos 16:9-10, temos uma clara compreensão daquilo que o Espírito Santo estava fazendo: Fazer da Macedônia uma porta para alcançar o mundo com o Evangelho! O capítulo 4 do Evangelho Segundo Mateus também possui uma estranha condução do Espírito Santo: “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” [Mateis 4:1]. Ser levado ao deserto, por si só, não nos parece ser uma boa orientação, ainda mais quando seu objetivo é “para ser tentado pelo diabo”.

Jesus acabara de ser batizado por João Batista [Mateus 3:16] e, em seus ouvidos, ainda estava fresca a doce voz do Pai Celestial que lhe havia dito: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” [Mateus 3:17]! Agora, Jesus, por direção do Espírito Santo, vê-se face a face com Seu opositor [Mateus 4:1]!

Observe que o maligno opositor, ao exercer sua tentação, fez referência ao fato de Jesus ser Filho de Deus, porém, promovendo uma “maligna omissão”, intencionalmente deixou de mencionar que Jesus era “o Filho amado”! No entanto, o Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada nessa maligna omissão! Em seu coração ainda ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”! Jesus, plenamente convicto de que Ele era amado pelo Pai, venceu o tentador fazendo uso da poderosa Palavra de Deus [Mateus 4:4, 7 e 10]!

Jamais devemos nos esquecer do amor do Pai para conosco! Não há nada que pratiquemos que fará com que o Pai nos ame menos do que Ele já nos ama hoje! De igual modo, não há nada que pratiquemos que fará com o que Pai nos ame mais do que Ele já nos ama hoje! O Pai nos ama e sempre amará! Deixemos que estas palavras inundem o nosso coração para sempre: “Nós somos filhos amados por Deus”!
A. M. Cunha