quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

SEXTA SEÇÃO – SALMO 119:43

Salmo 119:43 – “Não tires jamais de minha boca a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos.”. O salmista declara neste versículo, que a Palavra do Senhor está nos seus lábios. Não se pode perder de vista o fato de que esta Palavra, que emana dos lábios do salmista, foi-lhe concedida porque ele recebeu misericórdia e salvação do Senhor, conforme anunciado no versículo 41. O texto revela ainda que o salmista está cheio de esperança, por isso se diz: “tenho esperado nos teus juízos.”. Juízos aqui, nunca é demais lembrar, é um vocábulo que faz referência à Palavra de Deus. E quanto a nós, nossa esperança está na Palavra do Senhor? Como saber? O salmista demonstra um caminho formidável! Segundo ele, uma forma de saber, é identificar o que está sendo abundante em nosso falar. O princípio bíblico é claro: Quando a Palavra de Deus está em nossos lábios isto revela que Ela tem sido nossa esperança!

A. M. Cunha

SEXTA SEÇÃO – SALMO 119:42

Salmo 119:42 – “E saberei responder aos que me insultam, pois confio na tua palavra.”. No versículo anterior, o salmista clamava pela vinda da misericórdia e da salvação sobre sua vida. Agora, neste versículo, já tendo sido abençoado pela misericórdia divina e pela Salvação do Senhor, ele declara que terá condições de responder aos que o insultam! Ele fará isso, não porque confia nos seus atributos pessoais, mas porque sua confiança está pautada na Palavra do Senhor! Assim, o insulto não precisa ser a palavra final na vida de um servo de Deus, pois ele poderá fazer uso das declarações da Escritura como sua palavra final. Estando envolvidos pela misericórdia do Senhor e tendo nossa vida alcançada pela salvação divina, estará aberta a porta para lançarmos mão das Escrituras e fazermos Dela nossa palavra final diante dos insultos que sofremos.

A. M. Cunha

domingo, 4 de dezembro de 2016

SEXTA SEÇÃO – SALMO 119:41

Salmo 119:41 – “Venham também sobre mim as tuas misericórdias, Senhor, e a tua salvação, segundo a tua promessa.”. A misericórdia pode ser percebida como uma das consequências da graça, tanto quanto o é a salvação. Se por um lado, a graça pode ser resumidamente apresentada como o imerecido favor que o homem recebe de Deus, a misericórdia, por outro lado, é um ato libertador, pois por ela o homem torna-se livre de receber a merecida condenação. A ordem aqui apresentada pelo salmista não pode ser alterada: Primeiro as misericórdias divinas, depois a salvação, e isto conforme a promessa do Senhor! O salmista revela, portanto, não apenas conhecer a dinâmica da salvação, mas ora a partir desta compreensão, por isso ele diz: “Venham também sobre mim as tuas misericórdias [...] e a tua salvação”. Assim, devemos, não apenas compreendermos as doutrinas reveladas pela Escritura Sagrada, mas somos convocados a orarmos de acordo com estas doutrinas.
A. M. Cunha

sábado, 3 de dezembro de 2016

QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:39

Salmo 119:39 – “Afasta de mim o opróbrio, que temo, porque os teus juízos são bons.”O salmista nesta oração, assim como no versículo 22, pede ao Senhor que afaste dele o opróbrio, ou seja, qualquer circunstância que o envergue ou reprove ou dele zombe. Esta oração contém, não apenas um pedido, mas uma confissão, pois o salmista abriu o seu coração para confessar que sua alma achava-se dominada pelo medo de ser alcançado pelo opróbrio. Embora não seja identificado o opróbrio temido pelo salmista, este versículo apresenta a razão pela qual ele ora: “porque os teus juízos são bons”. Com tal expressão, o texto bíblico parece sugerir que o grande temor do salmista não era ser reprovado pelos homens, mas ser reprovado pelos juízos do Senhor. Diante de tal reprovação, diga-se de passagem, o homem não possui qualquer defesa, pois os juízos divinos são bons, ou seja, Deus jamais errará ao reprovar quem quer que seja!
A. M. Cunha

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:38

Salmo 119:38 – “Confirma ao teu servo a tua promessa feita aos que te temem.”Que oração elevada, pois o salmista não suplica nada além daquilo que o Senhor prometera aos que O temem! A expressão “Confirma ao teu servo a tua promessa” é um anúncio de que o temor do Senhor habita no coração do autor deste Salmo. Se há temor no coração, as súplicas que dele ecoarem estarão em harmonia com as promessas de Deus dirigidas àqueles que O temem. O salmista conhece o que Deus promete aos que O temem, e é exatamente pautado nestas promessas que as suas súplicas são apresentadas ao Pai Celestial.
A. M. Cunha

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:37

Salmo 119:37 – “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.”Muito daquilo que faz o nosso coração inclinar-se em sentido contrário aos desígnios divinos, tem sua origem naquilo que nossos olhos contemplam. Os olhos de Eva foram a sutil porta por meio da qual ela enveredou quando de sua desobediência ao Mandamento Divino, por isso o texto bíblico afirma: “Vendo a mulher que a árvore era [...] agradável aos olhos” [Gênesis 3:6]. Reconhecendo que seus olhos podiam fazê-lo apegar-se à vaidade, o salmista suplicou ao Senhor: “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade”! Este não foi, porém, o único pedido do salmista nesta oração. Ele ainda clamou ao Senhor: “vivifica-me”, em outras palavras, restaura a minha vida espiritual ou ainda, mantenha-me espiritualmente vivo. A expressão “no teu caminho” sugere que o salmista ansiava por experimentar a vivificação a partir da Palavra de Deus, pois o vocábulo “caminho”, utilizado neste Salmo é uma das palavras utilizadas para referir-se aos Mandamentos Divinos. O salmista, não se sentindo satisfeito com seu estado espiritual, ansiava por mais: Ele desejava experimentar uma restauração espiritual enquanto trilhava sua jornada de acordo com os caminhos do Autor da Vida!
A. M. Cunha

QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:36

Salmo 119:36 – “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça.”Sabendo que o seu coração pode tender a voltar-se para direções opostas aos caminhos indicados pela Palavra de Deus, o salmista suplica que o Senhor exerça influência em sua vida, dobrando-lhe a natural inclinação do coração! Somente o mais forte pode inclinar o mais fraco! E por que o salmista envereda-se por esta súplica? Porque ele sabe que a cobiça é profundamente contrária aos Testemunhos Divinos, pois, como nos diz o apóstolo Tiago, “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz [...] a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” [Tiago 1:14-15]. Em sua oração, o salmista reconhece duas verdades: a) o poder do Senhor, o único capaz de fazê-lo amar a Palavra de Deus; e b) a profunda fraqueza de suas habilidades naturais, que são incapazes de fazê-lo, por seus próprios méritos, amar os Estatutos Divinos! É como se o salmista clamasse: Senhor, dobra o meu coração, fazendo-o inclinar-se para os Teus Mandamentos, e afasta-o da cobiça, pois ela pode matar a minha alma!
A. M. Cunha