quarta-feira, 17 de julho de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE JOÃO – Capítulo 16


É extremamente importante desenvolver um adequado relacionamento com a verdade e com Cristo e um apropriado afastamento para com o pecado! Mas, será se existe em nós, e a partir de nós, alguma habilidade natural que nos capacite e habilite a nos relacionarmos adequadamente com a verdade e com Cristo e um apropriado afastamento para com o pecado? A resposta é um sonoro e eloquente não! Nenhuma habilidade inata poderá capacitar-nos e habilitar-nos a desenvolvermos um adequado relacionamento com a verdade e com Cristo e um apropriado afastamento para com o pecado! Jesus, no entanto, nos aponta o caminho, ou melhor, a Pessoa responsável por nos conceder tais capacidades e habilidades: O Espírito Santo! Ele já fora apresentado no Capítulo 14 do Evangelho Segundo João. Agora, no capítulo 16, Jesus novamente anuncia a pessoa do Espírito Santo, desta vez para apresentar Sua missão, da qual extraímos três aspectos: O primeiro deles dá-se quanto ao pecado [João 16.8-11]; o segundo, quanto à verdade [João 16.13] e o terceiro, quanto à pessoa de Cristo [João 16.14].

[1] Sua missão quanto ao pecado é assim descrita por Jesus: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado [...] porque não crêem em mim;” [João 16.8-9];
[2] Sua missão quanto à verdade possui a seguinte configuração: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” [João 16.13];
[3] Sua missão quanto à pessoa de Cristo é assim descrita: “Ele me [Jesus] glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” [João 16.14].

Nesta linha de argumentação, é possível afirmar que o modo adequado de nos relacionamos com a verdade e com Cristo e de nos afastarmos do pecado pode ser assim delineado:

[1] Pecado: Devemos estar convencidos, pela ação do Espírito Santo em nós, de que o pecado é terrivelmente cruel para a nossa vida espiritual, razão porque devemos nos manter seriamente afastados dele;
[2] Verdade: Devemos ser guiados, pelo Espírito Santo, a toda verdade no que diz respeito à vida espiritual;
[3] Cristo: Devemos, mediante a influência do Espírito Santo, assumir uma postura de glorificação a Cristo em todos os aspectos de nossa vida.

Percebemos, portanto, que o Espírito Santo é quem nos capacita e habilita a nos relacionarmos adequadamente com a verdade e com Cristo e nos afastarmos do pecado. Tudo o que se disse até agora pode ser resumido no seguinte mandamento apostólico: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” [Gálatas 5.25].
A. M. Cunha

sexta-feira, 12 de julho de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE JOÃO – Capítulo 15


Manter-se conectado a Cristo para manter-se vivo e produtivo no Reino de Deus, este é o precioso conteúdo divulgado pelo capítulo 15 do Evangelho Segundo João. Não há habilidade humana que seja capaz de conferir a qualquer pessoa, por mais admiráveis que sejam suas habilidades naturais, a condição de se manter vivo e produtivo no Reino de Deus. A origem desta condição é unicamente divina! A figura bíblica apresentada por Jesus ao expressar tão singular verdade possui os seguintes elementos:

[a] Cristo é a videira verdadeira, ou seja, a vida está Nele, pois Ele, unicamente Ele, é a origem da vida espiritual [João 15:1]; [b] O homem, se e somente se tiver experimentado o novo nascimento, é o ramo desta videira, devendo, portanto, manter-se verdadeiramente conectado a Cristo para se manter vivo e produtivo no Reino de Deus. O ramo, assim sendo, deve manter-se plenamente consciente de que, à parte de Cristo, jamais haverá vida e produtividade [João 15:5]; [c] O Pai Celestial é o agricultor, Aquele que realiza o “corte” e a “poda” dos ramos.

O princípio é bem simples e direto: O ramo sem fruto, e que, portanto, não está verdadeiramente conectado à árvore, deve ser cortado fora. Por outro lado, o ramo com fruto, deve ser podado “para que produza mais fruto ainda” [João 15:2]. Há, como afirmado acima, um importante princípio espiritual revelado neste capítulo: Estar verdadeiramente conectado a Cristo é um intransferível e insubstituível requisito para se manter vivo e produtivo no Reino de Deus. Jesus resume a essência deste princípio nas seguintes palavras: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim” [João 15:4].
A. M. Cunha

quinta-feira, 11 de julho de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE JOÃO – Capítulo 14

As telas do cinema mundial fizeram ecoar, pela boca do “tio Ben”, a memorável frase dita para o seu sobrinho Peter Parker, o homem aranha: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Alguns anunciam que esta frase reverbera o pensamento do filósofo Augusto Comte, um defensor da chamada responsabilidade social, cujo cerne parece ter sido: ao detentor de alguma forma de poder impõe-se o dever de agir, não para usufruir, por si e para si, das benesses inerentes ao poder, mas para benefício da sociedade. O capítulo 14 do Evangelho Segundo João inaugura os discursos de Jesus acerca do Espírito Santo, apresentando-O como o Supremo Doador de poder para os filhos de Deus. Por que tão grande poder é dispensado para os filhos de Deus? Resposta: Porque a eles foi incumbida uma grande responsabilidade: Propagar o Evangelho do Reino de Deus a toda criatura! [Marcos 16:15]. Sob a perspectiva do Evangelho, a frase do “tio Ben” assume a seguinte configuração: “É necessário um grande poder para que uma grande responsabilidade possa ser cumprida”. O capítulo 14 do Evangelho Segundo João assim descreve o poder que o Espírito Santo dispensa aos filhos de Deus: “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” [João 14:26]. A transformação da sociedade, como um dos necessários reflexos da missão primária dos discípulos de Jesus, requer que os filhos de Deus promovam um poderoso e impactante compartilhamento do Evangelho, sob a necessária, soberana e direta influência do Espírito Santo! Por quanto tempo o Espírito Santo estará com os discípulos de Jesus? O Evangelho assim responde a esta pergunta: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” [João 14:16]! O Consolador garante presença eterna na construção da biografia daqueles cujas ações, por serem espiritualmente relevantes e transformadoras, têm reflexos eternos!
A. M. Cunha

quarta-feira, 10 de julho de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE JOÃO – Capítulo 13


Três perguntas podem abrir o caminho para que uma pessoa compreenda a razão para estar vivo: De onde vim, para onde vou e qual a origem do potencial que me habilita a cumprir a minha missão? Uma honesta resposta a estas três perguntas pode revelar o “Estado de Consciência” de uma pessoa a respeito da sua missão.  O estado de consciência de Jesus era extremamente elevado. O versículo 3 do capítulo 13 do Evangelho Segundo João contem um trio de afirmações, aptas para oferecer uma singular resposta para as três perguntas acima mencionadas e, portanto, aptas para revelar o acurado estado de consciência de Jesus com respeito à sua missão para com a humanidade: “sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus” [João 13.3]. O estado de consciência de Jesus, portanto, pode ser assim delineado:

[1] Ele estava plenamente consciente de Sua origem divina, por isso o texto bíblico afirma: “sabendo este [...] que ele viera de Deus”;

[2] Ele estava plenamente consciente de que o cumprimento de Sua missão terrena estava próximo, por isso se diz: “sabendo este que [...] voltava para Deus”; e

[3] Ele estava plenamente consciente de que possuía autoridade para realizar a Sua missão terrena e que esta autoridade estava pautada no supremo poder que recebera do Pai, de modo que a fonte deste poder era absolutamente divina, por isso se diz: “sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos”.

Num ato de extrema humildade, Jesus, na mais acurada expressão do Seu estado de consciência, “levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido” [João 13.4-5]. A prática de atos de humildade não desqualifica aquele que está consciente de sua missão, ao contrário, expressa sua habilidade para despertar outros para viverem sob o mesmo senso de missão! O céu não era nem o destino final nem a origem de Cristo, mas Cristo é a gênese primária do céu! As realidades do céu, porém, claramente pautaram todos os atos de Cristo nesta terra, por meio dos quais Ele cumpriria a Sua missão terrena para com a humanidade.
A. M. Cunha

sábado, 6 de julho de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE JOÃO – Capítulo 12

Eu fui, por volta dos meus 20 anos de idade, locutor de rádio de um programa evangélico em Brasília, Distrito Federal. Se naquela época Luís Lombardi Neto, o mesmo Lombardi que anunciava produtos e quadros no Programa Silvio Santos, concorresse comigo, eu não teria a menor chance. Com certeza absoluta ele seria escolhido. O capítulo 12 do Evangelho Segundo João nos apresenta uma reunião singular cuidadosamente preparada para Jesus. Além de Jesus e de Judas Iscariotes, três personagens são protagonistas nesta história: Lázaro, Marta e Maria. Destes três últimos, se eu tivesse que escolher quem deveria atuar mais ativamente naquela reunião, este seria Lázaro! Pense comigo: Ele havia sido poderosamente ressuscitado há poucas horas! Quantas coisas maravilhosas ele poderia compartilhar naquela reunião? Mas o texto bíblico limita-se a dizer o seguinte: “sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa.” [João 12.2]. Se eu estivesse lá, e com poder de decisão, muito provavelmente Lázaro, além de Jesus, é claro, seria a única pessoa cuja atividade seria registrada, e provavelmente, eu teria pedido que ele fizesse uma exposição sobre quais experiências ele havia desfrutado no exato momento em que foi ressuscitado por Jesus! Ele não ficaria apenas sentado. Ainda bem que eu não estava lá, do contrário, não teríamos a inspirada oportunidade de vermos o registro de duas importantes atividades que aconteceram naquela reunião! [1] A primeira delas foi o serviço de Marta. Quão importante foi esta atividade [João 12.2]!; e [2] A segunda delas foi a adoração de Maria [João 12.3] que, “tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos”! Com essa atitude, “encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. O fato é que, se Lázaro não se assentasse à mesa para ser servido pelas irmãs, ele jamais teria desfrutado do banquete oferecido por Marta e do perfume derramado por Maria. Sim, entre todos os nascidos de homem e mulher que estavam naquela reunião, Lázaro era o mais habilitado a oferecer um grandioso testemunho acerca de Jesus. Mas ele permaneceu assentado à mesa, e com isto, Marta e Maria foram liberadas para prestarem o seu serviço! Que o nosso viver cristão seja amorosa e intencionalmente marcado pela atitude de permitirmos que nossos irmãos prestem, nos encontros da comunidade dos discípulos de Cristo, o seu valioso e indispensável serviço cristão.
A. M. Cunha