segunda-feira, 13 de novembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:117

Salmo 119:117 – Sustenta-me, e serei salvo e sempre atentarei para os teus decretos. O desejo por manter a perseverança nos caminhos do Senhor tem sido uma constante súplica do salmista. Ele compreende claramente que sua salvação está diretamente vinculada com a sustentação espiritual o Senhor mesmo lhe concede. É como se o salmista dissesse: “Minha salvação depende do Senhor”. No entanto, ele não se mantém omisso quanto à tarefa que lhe cabe de manter-se fiel aos mandamentos divinos ao longo de sua jornada espiritual. Tendo isto em mente ele afirma: “sempre atentarei para os teus decretos”.
A. M. Cunha

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:116

Salmo 119:116 – “Ampara-me, segundo a tua promessa, para que eu viva; não permitas que a minha esperança me envergonhe.” Uma maravilhosa demonstração de humildade espiritual pode ser percebida neste versículo, pois o salmista reconhece que o seu amparo está unicamente na promessa de Deus. Ele não confia na força do seu braço para manter-se firme em sua jornada espiritual, pois a promessa de Deus é como uma ancora para a sua alma. Ao lançar-se tão avidamente nos braços da imutável promessa de Deus, o salmista acaba por encontrar esperança para o seu coração!
A. M. Cunha

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:115

Salmo 119:115 – “Apartai-vos de mim, malfeitores; quero guardar os mandamentos do meu Deus.” Sabendo que os malfeitores poderiam conduzi-lo à desobediência, o salmista percebe que não pode manter comunhão com suas atitudes, seus caminhos e seus conselhos. Não se trata de um desejar ausentar-se do convívio deles, por assumir um ar de superioridade ou por entender que eles não eram dignos de sua amizade e companheirismo. Trata-se, na verdade, do desejo de alguém que “não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” [Salmo 1.1].

A. M. Cunha

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:114

Salmo 119:114 – “Tu és o meu refúgio e o meu escudo; na tua palavra, eu espero.” Nossa comunhão com a Palavra abrirá nosso entendimento espiritual para percebermos que o Senhor é nosso refúgio e nosso escudo! É por isso que o salmista afirmou: “na tua palavra, eu espero”. Dois vocábulos merecem destaque neste versículo: refúgio e escudo. Conquanto ambos se referem à proteção, há uma singular distinção entre eles, a saber: [1] O refúgio é maior do que aquele que por ele é protegido. O refugiado nada faz para proteger-se além de manter-se dentro do refúgio; [2] O escudo, por outro lado, requer que aquele que por ele é protegido o manuseie para, enfim, obter a proteção por ele oferecida. Para o salmista, Deus é, a um só tempo, Aquele que, como um refúgio, o protege desde que ele, tão somente, se mantenha em Deus, bem como, Deus é Aquele que, como um escudo, igualmente o protege, desde que ele pratique conscientes ações de proteção, assim como um soldado manuseia seu escudo que o protege.
A. M. Cunha

terça-feira, 7 de novembro de 2017

DÉCIMA QUINTA SEÇÃO – SALMO 119:113

Salmo 119:113 – “Aborreço a duplicidade, porém amo a tua lei.” Neste versículo o salmista, a um só tempo, faz uma dupla declaração: [1] Em primeiro lugar, ele declara que o seu interior era tomado por indignação sempre que ele se deparava com a duplicidade na conduta do próximo. Portanto, ele reprovava pensamentos duplos, palavras duplas e atitudes duplas, pois não é confiável quem assim se comporta. [2] Em segundo lugar, ele declara seu amor para com a Palavra de Deus. O vocábulo “porém”, usado em contraposição com a palavra “duplicidade”, aponta para o fato de que a Lei do Senhor é confiável!
A. M. Cunha

DÉCIMA QUARTA SEÇÃO – SALMO 119:112

Salmo 119:112 – “Induzo o coração a guardar os teus decretos, para sempre, até ao fim.” A obediência aos Mandamentos divinos torna-se real na vida de quem “intencionalmente” inclina o coração para obedecê-los, independentemente das circunstâncias. O texto parece sugerir que o coração pretendia ir para uma direção contrária, porém sua vontade foi dobrada pela determinação do salmista em seguir os mandamentos de Deus. Quem assim procede, deliberadamente se recusa a permitir que as circunstâncias ditem os rumos da sua vida, por entender que as Escrituras exercem poderosa regência sobre a vida humana.
A. M. Cunha

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

DÉCIMA QUARTA SEÇÃO – SALMO 119:111

Salmo 119:111 – Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo, porque me constituem o prazer do coração.” É inevitável o fato de que o salmista considerava as Sagradas Escrituras muito mais preciosas do que os tesouros mais valiosos do mundo. O legado é o fruto do trabalho que os pais deixam como herança para os filhos. Assim também a Palavra de Deus é o precioso fruto que herdamos do trabalho que Deus realizou em nosso favor. Das palavras proferidas pelo salmista neste versículo é possível extrair o seguinte princípio espiritual: A Escritura torna-se um legado eterno para aquele cujo coração prazerosamente se dispõe a obedecer aos ensinamentos divinos nela contidos.
A. M. Cunha