quinta-feira, 30 de março de 2017

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:84

Salmo 119:84 – “Quantos vêm a ser os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem?” A angústia e o sofrimento dominam o salmista com tal intensidade, a ponto de fazer com que ele acrescente a este estado de dor a aflição de perceber que os seus dias estão passando rapidamente sem que o livramento lhe sobrevenha! A ansiedade provocada pela demora do livramento pode, por vezes, acrescentar mais dores àquele que já está sofrendo! O salmista, porém, não faz desta ansiedade um alimento para a murmuração diante das outras pessoas, ao contrário, ele a transforma em oração, lançando, desta forma, sua ansiedade aos cuidados do Senhor!
A. M. Cunha

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:83

Salmo 119:83 – “Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos.” O Salmista, sufocado por angústias e sofrimentos, contempla sua vida como “um odre na fumaça”. Esta figura literária é o retrato da vida cotidiana dos peregrinos, os quais se utilizavam de odres para levarem água e vinho em suas peregrinações. Porém, a expressão “odre na fumaça” era muito utilizada para descrever um odre que já estava prestes a ser descartado pelo peregrino. Muito embora tal descrição fosse um reflexo de sua aflição, o salmista declara que se mantinha fiel aos mandamentos divinos. Esta declaração de fidelidade demonstra que os sofrimentos e as angústias suportados pelo salmista não arranharam em nada a sua fidelidade para com a Palavra de Deus!
A. M. Cunha

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:82

Salmo 119:82 – “Esmorecem os meus olhos de tanto esperar por tua promessa, enquanto digo: quando me haverás de consolar?” Neste versículo, a angustiante expectativa do salmista é transformada numa vibrante oração: “quando me haverás de consolar?”. O salmista espera o livramento de Deus, mesmo quando seus olhos acham-se esmorecidos de tanto esperar. Mas esta não é uma espera inativa, acomodada, sem comprometimento ou inoperante, pois ele clama ao Senhor enquanto espera o Seu livramento!
A. M. Cunha

DÉCIMA PRIMEIRA SEÇÃO – SALMO 119:81

Salmo 119:81 – “Desfalece-me a alma, aguardando a tua salvação; porém espero na tua palavra.” Os versículos de 81 a 88 do Salmo 119 são uma autêntica declaração da fidelidade do salmista que, mesmo enfrentando uma sufocante perseguição e um angustiante sofrimento, aguardava fielmente o livramento do Senhor! No versículo 81, o salmista realiza uma dupla declaração: [1] Em primeiro lugar, ele abre o seu para afirmar que sua alma está desfalecendo de tanto aguardar o livramento de Deus; [2] Em segundo lugar, mesmo achando-se em estado de desfalecimento, ele anuncia que se mantém firme, esperando na Palavra do Senhor!
A. M. Cunha

terça-feira, 28 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:80

Salmo 119:80 – “Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos, para que eu não seja envergonhado.” O salmista reconhece a importância de ter um coração profundamente submisso aos mandamentos do Senhor. Ele está consciente da vergonha que espera aqueles cujo coração
Não se mantém fiel à Palavra de Deus. À parte de Deus, não há na existência humana qualquer habilidade que lhe assegure obediência aos mandamentos divinos. Deus é a fonte desta obediência, por isso o salmista clama: “Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos”.
A. M. Cunha

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:79

Salmo 119:79 – “Voltem-se para mim os que te temem e os que conhecem os teus testemunhos.” Ser alvo da atenção daqueles que temem ao Senhor e conhecem a Palavra de Deus é uma singular experiência, por proporcionar um ambiente de extrema comunhão espiritual. Tal experiência é, na verdade, um encontro poderoso, pois, o Senhor estará presente “onde estiverem dois ou três reunidos” em Seu nome; [Mateus 18.20]. O salmista está plenamente convencido dos incontáveis benefícios espirituais que obterá caso mantenha comunhão com aqueles que temem ao Senhor e conhecem a Palavra de Deus. E é exatamente a partir desta convicção que o salmista clama pelo desejo de ter comunhão com eles. Nossas orações, por vezes, serão provocadas por nossas convicções espirituais.
A. M. Cunha

sábado, 18 de março de 2017

DÉCIMA SEÇÃO – SALMO 119:78

Salmo 119:78 – “Envergonhados sejam os soberbos por me haverem oprimido injustamente; eu, porém, meditarei nos teus preceitos.” Por vezes, sentimo-nos oprimidos como consequência de nossos atos irrefletidos. Porém, noutras ocasiões, a opressão tem sua origem nas cruéis ações de pessoas soberbas que intentam nos destruir severamente. Se formos fracos, a maldade dos soberbos poderá nos derrubar, destruir ou mesmo nos lançar para longe dos caminhos do Senhor. Contudo, se formos fortes em Deus, e pela força de Deus, nos dedicarmos, com intensidade ainda maior, à Palavra do Senhor, nossos inimigos serão envergonhados, pois a sua conduta maldosa não nos afastará dos caminhos do Senhor! A expressão “meditarei nos teus preceitos” revela uma profunda e intensa dedicação do salmista à Palavra de Deus. Quem medita na Palavra de Deus ama o Senhor e tem um senso de urgência em obedecer aos Seus mandamentos. Quem age assim, está próximo da Palavra de Deus, está trilhando os caminhos do Senhor! Não está longe, nem destruído, nem derrubado, mas em pé, vitorioso e triunfante!
A. M. Cunha