terça-feira, 23 de agosto de 2016

A MALIGNA OMISSÃO

Quando Jesus foi batizado, a voz paterna fez-se ecoar dos céus para anunciar: “Este é o meu Filho amado”! Quão doce e maravilhosa é a declaração de que Jesus é, não apenas o Filho, mas o Filho amado!
Na tentação suportada por Jesus, Seu maligno opositor fez referência ao fato de Jesus ser Filho de Deus, porém, em sua maligna omissão, intencionalmente deixou de mencionar que Jesus era o Filho amado! Você já havia observado este detalhe?
Não é exatamente esta a omissão que atualmente se repete na vida dos muitos filhos de Deus espalhados pelo mundo? Quantos destes filhos já bradaram sua voz fazendo ecoar a pergunta: Deus, Tu me amas?
O Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada na maligna omissão do Seu opositor! Em seu coração ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”!
Filhos de Deus, jamais se esqueçam do amor do Pai por vocês! Não há nada que vocês pratiquem que fará com que o Pai os ame menos do que Ele já os ama hoje! De igual modo, não há nada que vocês pratiquem que fará com o que Pai os ame mais do que Ele já os ama hoje! Vocês não são e jamais serão dignos do amor do Pai, mas Ele, mesmo assim, os ama e sempre amará!
Deixe que estas palavras inundem o Seu coração para sempre: Você é um filho amado de Deus!

A. M. Cunha

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [8]

“ ... santificado seja o teu nome ...” [Mateus 6:9]

O vocábulo “santificado”, não significa que o nome de Deus tenha necessidade de que rituais sejam praticados para conferir-lhe santidade. Não, absolutamente! O sentido aqui é para o fato de que os filhos de Deus devem honrar o nome do Pai, conferindo-lhe a primazia que lhe é devida. A honra devida ao nome do Pai para ser verdadeiramente construída em nossa vida requer, não apenas nossas palavras, mas uma profunda harmonia entre o que falamos e o que praticamos!


A. M. Cunha

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [7]

“ ... que estás nos céus ...” [Mateus 6:9]

O Pai Celestial está nos céus! Quão doces são estas palavras, pois revelam quão elevado é o Deus Eterno! Ele reveste-se a Si mesmo de caráter real, sendo, portanto, detentor de toda a majestade celestial. Apesar de toda esta glória, os súditos do Reino de Deus não estão privados de manterem comunhão com o Supremo Rei Celestial! Por intermédio da oração, muito embora Deus esteja nos céus, os Seus filhos, que estão na terra, podem com Ele construir um significativo diálogo! Pela oração a alma encontra fôlego para existir e desfruta da dádiva de ser beijada pelo criador do universo!

A. M. Cunha

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [6]

“ ... nosso ...” [Mateus 6:9]
Há, no vocábulo “nosso”, um forte enfoque à oração corporativa. Aqui se transmite a ideia de que a oração deve ser comunitária, pois o texto sugere que não é apenas um que ora, mas uma coletividade formada por muitos filhos de Deus, por isso se diz “Pai nosso”. O texto faz reverberar, ainda, o anúncio acerca da fertilidade de Deus, pois Ele, Deus, possui não um, mas muitos filhos. Os “muitos filhos de Deus” possuem uma identidade paterna que os mantém unidos, de modo que a necessidade que um deles tem de orar é a necessidade de todos. A singularidade desta oração está no fato de que não é apenas um que ora, mas a coletividade dos filhos de Deus.

A. M. Cunha

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [5]

“ ... Pai ...” [Mateus 6:9]
Que magnífico início para uma oração tão singular! Esta oração tem o seu início com o vocábulo “Pai”! Toda oração deve ter este foco: O Pai Celestial! Este vocábulo, “Pai”, pressupõe, por sua essência, uma relação de paternidade. Numa ponta desta relação existe o “Pai” e, na outra, existem os “filhos”. Não apenas filho, mas filhos, pois o “Pai” é qualificado aqui como “nosso”! Isto significa que a possibilidade de assim orar está aberta somente para aqueles que são filhos de Deus. E como nos tornamos filhos de Deus? A Escritura apresenta a seguinte resposta a esta indagação: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;” [João 1.12]. Somente numa relação pessoal com Jesus Cristo, mediante a qual o homem, pela fé, O tenha recebido como Senhor, é que este homem torna-se filho de Deus!

A. M. Cunha

domingo, 14 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [4]

“orareis assim:” [Mateus 6:9]
Observe que a oração não é uma faculdade em relação à qual o discípulo de Jesus deve recorrer somente quando desejar fazê-lo. Assim como não esperamos ter o desejo de respirar para enfim respirarmos, assim também não devemos esperar ter vontade de orar para enfim orarmos. A oração não é apenas uma importante atividade cristã, ela é vital para a manutenção da vida espiritual. No mundo natural, a ausência de respiração significa a ausência de vida. Assim também, a ausência de oração pode significar ausência de vida espiritualmente significativa.
A. M. Cunha

sábado, 13 de agosto de 2016

REALINHAMENTO ESPIRITUAL

“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.”
II Crônicas 7:14

Quão maravilhosas são as ações divinas descritas neste texto: [1] ouvir dos céus a oração do Seu povo que se chama pelo Seu nome. Isto representa um realinhamento da comunicação de Deus com o Seu povo; [2] Liberação de perdão de pecados. Isto significa um realinhamento na comunhão de Deus com o Seu povo; e [3] tornar saudável a terra onde o Seu povo habita! Isto significa um realinhamento do poder de influência do povo de Deus sobre todas as áreas da existência humana.
De outro lado, por um mistério que só compete aos céus, estas ações divinas decorrem diretamente das seguintes ações humanas: [1] O povo que se chama pelo nome do Senhor deve humilhar-se. Isto significa um realinhamento da glória que somente pode ser devida a Deus; [2] Este povo deve estar envolvido numa profunda e intensa atmosfera de oração. Isto significa um realinhamento dos mecanismos pelos quais este povo pode tocar e influenciar o mundo; [3] Este povo deve buscar o Senhor, que é muito mais do que orar, é deixar queimar no seu coração o que queima no coração de Deus. Isto significa um realinhamento do fervor espiritual; e [4] Este povo deve converter-se dos seus maus caminhos, ou seja, deve promover um realinhamento de sua caminhada, fazendo-a imediatamente convergir para a vontade de Deus, tão logo seja identificado o menor sinal de este povo esteja trilhando caminhos estranhos à vontade divina.
Esta porção das Escrituras sugerem uma convergência espiritual, de modo que um poderoso realinhamento seja realizado na vida do Povo de Deus. Como visto, este realinhamento é divinamente provocado e humanamente perseguido! Quão profundo deve ser o nosso anseio por este realinhamento!

A. M. Cunha