quinta-feira, 22 de setembro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [13]

“ ... e não nos deixes cair em tentação ...” [Mateus 6:13]

O vocábulo originalmente utilizado pela Escritura e que foi traduzido para a língua portuguesa como “cair”, significa literalmente “trazer para dentro, introduzir”. Esta, porém, não é uma queda qualquer! Observe o complemento: “em tentação”. Esta palavra, “tentação”, originalmente significa “sedução ao pecado, seja originada pelos desejos ou pelas circunstâncias externas”. O alvo do clamor contido nesta oração é por livramento! A tentação sempre baterá à porta de nosso coração. O livramento, porém, impedirá que cedamos à tentação, pois se o fizermos, seremos introduzidos na realidade da prática do pecado. Qual a gravidade disto? O apóstolo Tiago já nos havia esclarecido: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” [Tiago 1:14-15].


A. M. Cunha

terça-feira, 6 de setembro de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [12]

“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores ...”
Mateus 6:12

A expressão “assim como” deve conduzir-nos a uma veemente reflexão. Jesus, ao ensinar aos filhos como orar, lança-os diante de uma singular petição por perdão. É digno de nota o fato de que, nesta oração, a súplica por perdão é condicional. O divino mestre condiciona o perdão suplicado à existência do perdão concedido. Havendo no coração do discípulo um estoque de concessão de perdão, igualmente haverá um estoque para recepção de perdão. Visto de outra forma, não havendo no coração do discípulo um estoque de perdão concedido, a súplica por perdão será, na verdade, uma súplica condenação.
A. M. Cunha

terça-feira, 30 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [11]


“ ... o pão nosso de cada dia dá-nos hoje ...” [Mateus 6:11]

A necessidade de pão deve ser objeto de súplicas. Duas observações, no entanto, devem ser apontadas aqui: [1] a súplica pelo pão deve ser para a necessidade imediata, e não para necessidades futuras; [2] a súplica pelo pão não deve ser realizada em prol de um só dos filhos de Deus. Novamente a coletividade é chamada a orar em harmonia, por isso se diz “o pão nosso”! Isto significa que o que possui pão como resposta de suas orações ao Pai Celestial, deve ter o seu coração inclinado a compartilhá-lo com o próximo!


A. M. Cunha

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [10]

“ ... faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu ...” [Mateus 6:10]


Novamente há uma confissão aqui, desta vez quanto à realidade de que a vontade de Deus não está sendo realizada nesta terra. Se por um lado os ímpios não praticam a vontade de Deus, por outro, os filhos de Deus são desafiados a serem um exemplo de conduta cristã que voluntariamente observa a vontade de Deus. Por que Deus condicionou a realização da Sua vontade à oração dos filhos? Não podemos saber ao certo a razão para isso, mas o texto indica que a realização da vontade divina está misteriosamente vinculada à oração! Considerando que Deus conferiu à oração dos Seus filhos essa tão singular importância, como deve ser o nosso compromisso com a prática da oração? 
A. M. Cunha

sábado, 27 de agosto de 2016

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [9]

“ ... venha o teu reino ...” [Mateus 6:10]

Este pedido é uma impetuosa confissão de que o reino de Deus ainda não é uma realidade nesta terra. Esta súplica pelo reino de Deus deve ser um profundo desejo dos “filhos” que oram. Se de um lado, este pedido revela que o reino ainda não é uma realidade, de outro, este pedido demonstra que a vinda do reino de Deus é uma possibilidade. Aqueles que suplicam pela vinda do reino devem fazê-lo tão intensamente quanto mais percebam sua inexistência nesta terra. O filho de Deus deve desejar a vinda do reino, pois a sua natureza não lhe permitirá encontrar satisfação, a menos que o reino seja uma realidade!
A. M. Cunha

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A MALIGNA OMISSÃO

Quando Jesus foi batizado, a voz paterna fez-se ecoar dos céus para anunciar: “Este é o meu Filho amado”! Quão doce e maravilhosa é a declaração de que Jesus é, não apenas o Filho, mas o Filho amado!
Na tentação suportada por Jesus, Seu maligno opositor fez referência ao fato de Jesus ser Filho de Deus, porém, em sua maligna omissão, intencionalmente deixou de mencionar que Jesus era o Filho amado! Você já havia observado este detalhe?
Não é exatamente esta a omissão que atualmente se repete na vida dos muitos filhos de Deus espalhados pelo mundo? Quantos destes filhos já bradaram sua voz fazendo ecoar a pergunta: Deus, Tu me amas?
O Filho Eterno de Deus, Jesus Cristo, jamais se deixou influenciar pela dúvida lançada na maligna omissão do Seu opositor! Em seu coração ardiam as chamas da declaração paterna: “Este é o meu Filho amado”!
Filhos de Deus, jamais se esqueçam do amor do Pai por vocês! Não há nada que vocês pratiquem que fará com que o Pai os ame menos do que Ele já os ama hoje! De igual modo, não há nada que vocês pratiquem que fará com o que Pai os ame mais do que Ele já os ama hoje! Vocês não são e jamais serão dignos do amor do Pai, mas Ele, mesmo assim, os ama e sempre amará!
Deixe que estas palavras inundem o Seu coração para sempre: Você é um filho amado de Deus!

A. M. Cunha

MEDITAÇÕES NA ORAÇÃO DOS FILHOS [8]

“ ... santificado seja o teu nome ...” [Mateus 6:9]

O vocábulo “santificado”, não significa que o nome de Deus tenha necessidade de que rituais sejam praticados para conferir-lhe santidade. Não, absolutamente! O sentido aqui é para o fato de que os filhos de Deus devem honrar o nome do Pai, conferindo-lhe a primazia que lhe é devida. A honra devida ao nome do Pai para ser verdadeiramente construída em nossa vida requer, não apenas nossas palavras, mas uma profunda harmonia entre o que falamos e o que praticamos!


A. M. Cunha