terça-feira, 24 de dezembro de 2019

NA MANJEDOURA HAVIA UM REI SOBERANO


“O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
Lucas 2:10-11

O consolo angelical concedido aos pastores na vigília daquela grande noite foi imediato e revelador. O anjo lhes anunciou não apenas que o Salvador nasceu, mas que Ele nasceu para nós, por isso se disse: “é que hoje vos nasceu”! O Salvador Supremo, o arquiteto da história, não nasceu para Si mesmo, mas para a humanidade caída. A angelical mensagem anuncia que o recém-nascido Rei dos judeus não apenas é “Cristo”, mas é também “Senhor”.
A. M. Cunha

QUEM SE ENCONTRA COM CRISTO DESCOBRE UM NOVO CAMINHO

“Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra”
Mateus 2:12

Todo aquele que tem um verdadeiro encontro com Cristo sempre encontrará um novo caminho para retornar a sua casa. É necessário retornar a casa, pois os que nela se encontram também precisam deste majestoso encontro. Aquele que retorna para casa, não apenas encontra um novo caminho, mas o percorre sendo uma nova pessoa.
A. M. Cunha

A MANJEDOURA E A SOMBRA DE UMA CRUZ


“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”
Mateus 1:21

Em sonho, um anjo apareceu a José e declarou-lhe o propósito pelo qual Cristo veio a este mundo: Jesus veio para salvar o Seu povo dos pecados deles. A narrativa dessa fala angelical mostrou-se extremamente poética. O apóstolo Paulo afirmou que “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” [1 Timóteo 1:15]. Este é o propósito da vinda de Cristo. A doçura dessa descrição poética, no entanto, não pode fazer com que nos esqueçamos do modo como a anunciada salvação ocorreria. O texto de 1 Coríntios 15:3 revela-nos o modo como tão preciosa salvação ocorreria: “Cristo morreu pelos nossos pecados”. Portanto, mesmo na doçura do leito angelical de onde colhemos a narrativa bíblica do nascimento de Jesus já era possível ver a sombra de uma cruz. A manjedoura estava presente do cenário do nascimento de Jesus. Mas em Cristo, mesmo sendo ele ainda uma criança, já se podia ver a sombra de uma cruz, pois nela a Sua morte haveria de se tornar o modo como a salvação se tornaria possível a todo aquele que crê.
A. M. Cunha

O NASCIMENTO DE JESUS SEMPRE FOI UMA INICIATIVA DIVINA

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”
Mateus 1:18

A grande obra do nascimento de Cristo, não pode ser percebida, tão somente, como um evento histórico. É certo que sua historicidade garante a veracidade da narrativa bíblica. Mas obtemos ganho ainda mais extraordinário quando percebemos as lições espirituais que podemos extrair destas narrativas. O que descobrimos neste texto é que toda obra relativa ao nascimento de Cristo foi uma iniciativa divina, por isso se diz: “achou-se grávida pelo Espírito Santo”.
A. M. Cunha

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A VINDA DO SENHOR E TRÊS ADVERTÊNCIAS PARA A IGREJA

No texto de Mateus 25:1-13, que narra a parábola das dez virgens, Jesus apresenta três importantes advertências para a igreja. O versículo 1 é, por assim dizer, o sonho de igreja que todo pastor gostaria de possuir, pois neste versículo, todos os integrantes daquela parábola, tomam a suas lâmpadas e saem ao encontro do noivo!

No entanto, o diagnóstico daquela comunidade começa a se abrir diante de nossos olhos a partir do versículo 2. Ali haviam cinco virgens néscias e cinco, prudentes. O que se diz das virgens néscias no versículo 1 é que elas tomaram as suas lâmpadas. O versículo 3, no entanto, aponta para o fato de que elas foram descuidadas quanto ao azeite.

Outro aspecto do diagnóstico daquela comunidade está descrito no versículo 5. Lá se diz que todas, inclusive as virgens prudentes, “[...] foram todas tomadas de sono e adormeceram”. No entanto, é por demais óbvio que o peso das advertências recaiu mais intensamente sobre as virgens néscias.

Passemos, então, às advertências proferidas por Jesus. Considerando que o pano de fundo da parábola é a volta de Jesus, as advertências serão listadas considerando este aspecto escatológico:

[1] O Senhor vem, portanto, mantenham comunhão com o Espírito Santo – versículo 3: Não é de agora que os intérpretes consideram o azeite como símbolo do Espírito Santo. O fato de não terem levado azeite, revela que as virgens néscias foram descuidadas quanto a este componente indispensável ao fiel funcionamento das lâmpadas. Analogamente, os servos de Deus devem manter comunhão com o Espírito Santo, tanto mais quando se aproxima o dia em que o Senhor voltará;

[2] O Senhor vem, portanto, sejam perseverantes na fé – versículo 5: O sono, conquanto seja importante componente para a restauração do vigor físico, foi empregado nesta parábola para descrever o desleixo das dez virgens que foram descuidadas quanto ao dever de esperar diligentemente o noivo. O sono é um estado de vulnerabilidade. Analogamente, o sono, no sentido espiritual, é um estado de vulnerabilidade espiritual. O apóstolo Paulo faz veemente advertência: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos” [Efésios 5:14];

[3] O Senhor vem, portanto, não deixem para compartilhar suas necessidades tarde demais – versículo 8: Uma das maiores dádivas da vida cristã é a liberdade que temos para compartilhar nossas necessidades. Por sermos “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” [Romanos 12:5], temos liberdade para suplicarmos a ajuda dos membros do Corpo de Cristo tão logo as necessidades assolem a nossa vida. O problema com a virgens néscias é que elas deixaram para suplicar ajuda tarde demais, pois não havia azeite suficiente para as lâmpadas de todas as virgens, bem como não tinham tempo suficiente para conseguirem um pouco mais de azeite.

Observemos cuidadosamente as advertências de Cristo ao Seu povo: Em todo tempo, comunhão com o Espírito Santo, na demora, perseverança diligente e na necessidade, súplica imediata.
A. M. Cunha