domingo, 11 de dezembro de 2022

ASPECTOS PRÁTICOS DA VIDA CRISTÃ - EPISÓDIO 1

A vida cristã é um extraordinário convite à prática das virtudes anunciadas pelo Evangelho de Jesus Cristo! Descobrir quais são estas virtudes é algo muito bom, contudo, colocá-las em prática é algo extraordinariamente melhor! O apóstolo Tiago disse certa vez: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos” [Tiago 1:22]. De fato, sem a prática da Palavra de Deus, tudo o que teremos será engano. Na ótica de Jesus, a ausência de prática da Palavra significava que os alicerces, nos quais a vida foi construída, não serão capazes de garantir a estabilidade espiritual que somente pode ser obtida por uma criteriosa e perseverante prática das Escrituras!

A Grande Comissão, por exemplo, é extremamente pedagógica quanto a este aspecto. Em suas Palavras, Jesus nos ordenou o seguinte: “fazei discípulos de todas as nações [...] ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” [Mateus 28:19-20]. Observe cuidadosamente as palavras destes versículos: Jesus não nos deu um mandamento para ensinarmos “todas as coisas que Ele ordenou”, mas para “ensinarmos a guardar” todas as coisas que Ele ordenou. Embora pareça insignificante, há uma diferença crucial entre estas duas expressões!

A primeira delas, qual seja, “ensinar todas as coisas”, reproduz o comando de meramente ensinar o que Jesus ordenou. A segunda, a saber, “ensinar a guardar todas as coisas”, por outro lado, possui a seguinte essência: Ensinar a guardar! Em outras palavras, “ensinar a obedecer”! Essa segunda ordem requer muito mais do que uma mera reprodução das coisas que Jesus ensinou, pois, tal ordem, por outro lado, requer que pontes sejam construídas pela igreja para que os seguidores de Cristo, aprendam a ir além de meramente ouvir sobre o que Jesus ordenou. Noutro giro, os seguidores de Cristo devem ser profundamente encorajados a obedecer as coisas ensinadas por Jesus no Seu Evangelho!

Voltemos novamente para as orientações do apóstolo Tiago. De acordo com Tiago, se apenas ouvirmos a Palavra sem colocarmos em prática os Seus ensinamentos, enganaremos a nós mesmos! Há uma sutil tentação que tem assolado o povo de Deus: Ser apenas ouvinte da Palavra! Muitos dos seguidores de Cristo estão sendo tentados a apenas ouvirem a Palavra de Deus, sem, contudo, colocá-la em prática! Este comportamento tem provocado grandes males para a espiritualidade do povo de Deus! E tudo isso tem ocorrido muito em função desse sutil engano. Jamais deveríamos nos esquecer que Satanás é a fonte do engano. Foi isso que ele fez com Eva no sagrado solo do Paraíso: Ele a enganou distorcendo as palavras que Deus lhe havia proferido! E agora, de acordo com o apóstolo Tiago, somos orientados no sentido de que, se formos apenas ouvintes da Palavra, sem, contudo, praticá-la, seremos enganados, assim como Eva foi enganada.

O engano causará um profundo esfriamento em nossa vida espiritual, até que sejam completamente destruídos! Contudo, se conhecermos a verdade, seremos libertados, pois, de acordo com Jesus em João 8:32, se conhecermos a verdade ela nos libertará!

Uma grande questão que devemos responder é a seguinte: Como as Verdades do Evangelho chegaram até nós? A primeira ação, por meio da qual tudo o que conhecemos acerca das verdades do Evangelho tornou-se possível, foi a Encarnação de Jesus Cristo! Nesta série, chamarei a encarnação de Jesus Cristo de “A humanização de Cristo”. Noutras palavras, tudo o que sabemos sobre as Verdades do Evangelho somente foi possível porque Cristo, que é Deus preexistente, tornou-se homem e habitou entre nós! O evangelista João assim descreve esse momento: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” [João 1:14].

Nesta série de reflexões bíblicas, nosso propósito será olhar para a Humanização de Cristo, e tentar identificar algumas posturas adotadas por Ele e, a partir destas posturas, extrair algumas lições que possam orientar qual deve ser a nossa postura nesta vida! Uma vez que somos seguidores de Cristo, é crucial e indispensável seguirmos os Seus passos! Assim, para compreendermos adequadamente quais são os aspectos práticos da vida cristã, será fundamental seguirmos os passos de Cristo, pois Ele é, indiscutivelmente, o supremo modelo para a nossa vida cristã!

Portanto, nesta série, denominada de “Aspectos Práticos da Vida Cristã”, tentaremos percorrer algumas posturas adotadas por Cristo, tudo com o propósito de identificarmos qual deve ser a nossa postura cristã durante o tempo em que estivermos nesta terra, vivendo como seguidores de Cristo!

A. M. Cunha


domingo, 4 de dezembro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 16

O capítulo 16 do Evangelho Segundo Marcos reserva uma especial ordem dada por Jesus aos Seus discípulos: “Vão ao mundo inteiro, e anunciem as boas-novas a todos.” [Marcos 16:15]. Esta ordem, conhecida como “A Grande Comissão”, é a ordem final contida neste Evangelho. Antes dela, mais precisamente no início da caminhada espiritual dos discípulos de Jesus, outra ordem impactaria suas vidas para sempre: “Venham! Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de gente.” [Marcos 1:17]. O mandamento “Venham” precedeu o mandamento “Vão”! Sempre será assim, para “ir” é preciso primeiro “vir”! Esta primeira ordem pode ser chamada de “O Grande Chamamento”. Ao lhes dar esta ordem, Jesus estava convidando os Seus discípulos para uma “imersão”: [a] primeiramente, uma imersão nas verdades inerentes ao Reino de Deus; [b] depois, uma imersão numa jornada de íntima comunhão com Ele; e [c] por fim, uma imersão num extraordinário treinamento prático quanto aos ensinamentos e ao poder inerentes ao Reino de Deus! Num certo sentido, pode-se dizer, portanto, que eles foram imersos na “Cultura do Reino de Deus”.

Quando a “Cultura do Reino de Deus” tornou-se a essência de suas vidas, aqueles discípulos foram, por fim, alvos de um novo mandamento: “A grande Comissão”. Este último mandamento não foi uma ideia de última hora do Filho de Deus, pois ele já integrava o âmago do “Grande Chamamento”, como se pode observar nas palavras: “e eu farei de vocês pescadores de gente” [Marcos 1:17]. “Ser um pescador de homens” era, portanto, o embrião do mandamento que viria a ser conhecido como “A Grande Comissão”. Se o “Grande Chamamento” foi um convite para que os discípulos de Jesus fossem “imersos” na “Cultura do Reino de Deus”, a “Grande Comissão” veio a ser um convite para que eles “compartilhassem” a “cultura do Reino de Deus” com um mundo perdido e afastado dos valores verdadeiramente espirituais!

A. M. Cunha

domingo, 27 de novembro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 15

Assim como na língua portuguesa, a língua grega também possui um verbo de ligação que significa “ser” ou “estar”: Trata-se do verbo εἰμί [aimi]. O presente do indicativo deste verbo, relativamente à terceira pessoa do singular é ἐστί [esti], que significa “ele é” ou “ele está”. No tempo imperfeito, este verbo é conjugado na terceira pessoa do singular da seguinte forma: ἦν [ein], cujo significado é “ele era” ou “ele estava”.

No capítulo 15 do Evangelho Segundo Marcos, o centurião, que presenciou o exato momento da morte de Jesus, fez uso do verbo εἰμί no tempo imperfeito para declarar algo a respeito de Jesus. Ele disse: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.” [Marcos 15:39]. Esta, embora seja uma linda declaração, não revela toda a essência de Jesus Cristo. E por que faço esta afirmação? Justifico afirmando que, à luz da declaração daquele centurião romano, Jesus era o Filho de Deus e deixou de ser, pois a morte o destituiu desse atributo!

No entanto, as Escrituras afirmam algo extraordinariamente maravilhoso a respeito do Messias divino que estava diante daquele centurião romano. As Escrituras dizem: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.” [Hebreus 13:8]! À luz dessa porção das Escrituras, Jesus é, foi e continuará sendo o Filho de Deus! A morte não poderia destituí-lo deste glorioso atributo! Provavelmente, o centurião tenha usado o verbo εἰμί no tempo imperfeito, quando se referiu a Jesus, porque até então não lhe havia sido revelado que a morte jamais seria a palavra final na história do Filho de Deus, pois a ressurreição de Jesus romperia “os grilhões da morte”, numa veemente declaração de que “não era possível fosse ele retido por ela.” [Atos 2:24]. Definitivamente, Jesus não apenas era o Filho de Deus. Ele era, é e sempre será o Eterno Filho de Deus!

A. M. Cunha


domingo, 20 de novembro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 14

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Este foi um maravilhoso convite que Jesus fez a Pedro e seu irmão André, conforme Marcos 1:17. Durante um considerável período de sua peregrinação com Cristo, o apóstolo Pedro andou bem em sua tarefa como discípulo de Jesus. Contudo, o capítulo 14 do Evangelho Segundo Marcos revela uma negra página na história desse apóstolo, que culminou com o momento em que Pedro negou Jesus.

Quem nunca deslizou? Quem nunca, ainda que por um breve momento, deixou de atender adequadamente o convite de Jesus? Assim que Jesus foi preso, Pedro, talvez por medo de ter o mesmo destino, inaugurou uma nova forma de desobediência: uma desobediência sutilmente disfarçada de obediência! O texto bíblico anuncia que Pedro ainda continuava seguindo Jesus, porém, ele O estava seguindo de longe [Marcos 14:54]! Seguir a Jesus de longe era uma sutil forma de desobediência! Aparentava obediência, pois ele ainda estava seguindo o mestre. Contudo, a forma como Pedro passou a seguir Jesus naquela ocasião, era, na verdade, uma clara demonstração de desobediência!

Esta sutil desobediência traria suas consequências para a vida de Pedro! Toda desobediência, ainda que sutil, tem o seu custo! Pedro negou Jesus três vezes, este foi o custo! Seguir a Jesus de longe faz com que o “seguidor” experimente um esfriamento do seu amor para com Cristo. Aquele que segue a Cristo de longe não estará verdadeiramente comprometido com o Divino Mestre! Por conta dessa falta de comprometimento, o apóstolo Pedro negou Jesus três vezes [Marcos 14:72]. Numa dessas ocasiões em que ele negou Jesus, Pedro começou a praguejar e a jurar, afirmando veementemente que não conhecia Jesus [Marcos 14:71]!

Felizmente, assim que ouviu o galo cantar, Pedro se arrependeu! Diz o texto bíblico que ele, “caindo em si, desatou a chorar” [Marcos 14:72]! É óbvio que o choro nem sempre significa arrependimento, mas aquele choro sim, pois a Escritura, ao registrar o choro de Pedro, menciona uma gloriosa expressão: “E, caindo em si”! Esta é uma declaração que revela arrependimento, a mesma expressão utilizada para o “filho pródigo” [Lucas 15:17]. O arrependido filho teve um novo começo para sua vida. Idêntico recomeço, estava reservado para Pedro, pois o arrependimento é o único remédio para os momentos em que deslizamos em nossa fé!

A. M. Cunha


domingo, 13 de novembro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 13

O primeiro versículo do capítulo 13 do Evangelho Segundo Marcos contém uma expressão muito interessante: “Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos”. Uma espiritualidade superficial poderá ser capaz de nos preparar para sabermos o que devemos fazer quando entramos no templo. Contudo, uma importante, crucial e instigante pergunta deve ser cuidadosamente enfrentada pelos discípulos de Cristo: Realmente sabemos o que devemos fazer quando saímos do templo?

Os versículos de 3 a 36 do capítulo 13 do Evangelho Segundo Marcos contém um conjunto de revelações proféticas que foram proferidas quando Jesus saiu do templo. O que se espera, como uma condição de normalidade da vida espiritual, é a existência de revelações que são proferidas quando entramos no templo! O texto de hoje, contudo, mostra que um importante conjunto de revelações proféticas foi proferido por Jesus assim que Ele saiu do templo. A narrativa do capítulo 13 do Evangelho Segundo Marcos possui um conteúdo profético muito interessante, cujo propósito era preparar os discípulos para o que eles haveriam de enfrentar no futuro. Naquela ocasião, Jesus anunciou aos Seus seguidores que os últimos dias seriam o palco para os seguintes acontecimentos:

 

[Em primeiro lugar] O surgimento de falsos mestres, cujo propósito será enganar sorrateiramente os seguidores de Cristo, fazendo com que eles se desviem do caminho reto e sejam dominados pelo erro e pelo pecado [versículos 6, 21 e 22];

[Em segundo lugar] O surgimento de guerras e rumores de guerras, terremotos e fome [versículos 7 e 8];

[Em terceiro lugar] O surgimento de uma implacável perseguição contra os seguidores de Cristo, inclusive no ambiente familiar [versículos 9, 11 a 13];

[Em quarto lugar] O surgimento de sinais extraordinários nos céus [versículos 24 e 25]; e, por fim;

[Em quinto lugar] O retorno de Cristo! Isto mesmo, Cristo voltará novamente [versículos 26 e 27]!

 

Todas estas coisas foram profeticamente anunciadas por Jesus. O evangelista Marcos registra as seguintes palavras de Jesus: “Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito” [Marcos 13:23].

Voltemo-nos, agora, à pergunta anteriormente formulada: Realmente sabemos o que devemos fazer quando saímos do templo? O texto bíblico responde de forma contundente: “vigiai e orai” [Marcos 13:33]. Oração e vigilância espiritual não são tarefas que devem ser praticadas unicamente quando estamos no templo. Também devemos praticá-las quando estamos fora do templo, e isso, com mais intensidade e com um acurado sentimento de perseverança!

Há, porém, algo revelado nas entrelinhas deste precioso capítulo que revela algo mais que devemos fazer: Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.” [Marcos 13:10]. Assim, temos uma magnífica revelação acerca do que devemos fazer quando saímos do templo: pregar, orar e vigiar! Esta prática promoverá um extraordinário impacto em nossa geração!

Contudo, devemos ter especial atenção, pois pregar envolve muito mais do que falar; envolve viver o que é pregado, tão intensamente quanto possível e nas mais variadas circunstâncias da vida! As verdades do evangelho de Jesus Cristo devem ser o objeto de nossa pregação e o modelo a partir do qual nós devemos expressar a vida cristã!

Assim, sob a luz das Escrituras, nós devemos viver conforme as diretrizes do Evangelho de Jesus Cristo, de modo que possamos afirmar: Nós vivemos como vivemos porque o Evangelho aponta o caminho, ele inspira o nosso estilo de vida! Quem vive conforme o fluxo do Evangelho, nada pode pregar senão o próprio Evangelho, pois o Evangelho de Jesus Cristo é, a um só tempo, o marco teórico da nossa pregação e a diretriz final para o nosso estilo de vida!

A. M. Cunha

domingo, 6 de novembro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 12

“Débito ou crédito?”, “Vai comer aqui ou vai levar?”, estes são alguns exemplos de perguntas que estão sendo costumeiramente realizadas, nesta era de rasos relacionamentos. Esta é a forma como o amado irmão e pastor Davi Lago tem alertado sobre a superficialidade das perguntas atuais. Perguntas superficiais podem, invariavelmente, apontar para diálogos superficiais.

O capítulo 12 do Evangelho Segundo Marcos, no entanto, contém a narrativa de um diálogo muito profundo. Um escriba faz a seguinte pergunta para Jesus: “Qual é o principal de todos os mandamentos?” [Marcos 12:28]. Se a pergunta é profunda, muito provavelmente o diálogo que dela emergirá será igualmente profundo. Este é o caso do diálogo entre Jesus e aquele escriba, conforme podemos observar na narrativa apresentada pelo evangelista Marcos.

Em Sua resposta, Jesus aprofunda o discurso para apontar, não apenas um mandamento, mais dois mandamentos: O principal: Amar o Senhor Deus, de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força [Marcos 12:29-30]; e O segundo: Amar o próximo como a si mesmo [Marcos 12:31].

Jesus afirma que não “há outro mandamento maior do que estes” [Marcos 12:31]. O escriba, por sua vez, seguindo o aprofundamento proposto por Jesus, afirma que estes dois mandamentos excedem “a todos os holocaustos e sacrifícios” [Marcos 12:33]. De fato, o amor para com Deus e o próximo está infinitamente além do que quaisquer dos rituais articulados pela religiosidade! Este diálogo foi finalizado com a afirmação de que as palavras do escriba revelaram sabedoria! Eis o modo como o evangelista Marcos destaca esta passagem: “Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus.” [Marcos 12:34]!

Que maravilha, pois quem faz uma pergunta profunda desfrutará de um diálogo profundo! Lembre-se: Perguntas profundas anunciam um diálogo profundo! E quando tais perguntas são dirigidas ao Soberano Senhor do Universo, Jesus Cristo, as respostas não serão apenas profundas, mas transformadoras!

A. M. Cunha

domingo, 30 de outubro de 2022

EVANGELHO SEGUNDO MARCOS - CAPÍTULO 11

Molha-se quem constrói pontes no mar. Com esta pequena frase tenho a intenção de apontar para o fato de que, a construção de uma ponte no mar requer que os construtores se molhem. O Evangelho Segundo Marcos, no seu capítulo 11, revela-nos um intrigante princípio espiritual acerca do perdão: Quem deseja obter perdão, deve tornar-se um perdoador! Assim como se molha quem constrói uma ponte no mar, assim também, quem deseja receber perdão, deve tornar-se um perdoador! Observemos as palavras do Senhor Jesus sobre este tema: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.” [Marcos 11:25].

Alguém já disse, talvez se inspirando em William Shakespeare, que “não perdoar é como tomar veneno e esperar que o outro morra”. Jesus foi enfático ao afirmar: “se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [...], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” [Mateus 6:14-15]. Aquele que deseja ser perdoado deve molhar-se no mar dos perdoares, pois perdoar constrói pontes no mar da vida para aquele que necessita ser perdoado!

A. M. Cunha