quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O AMOR E A BENIGNIDADE DE DEUS DESFAZEM O DOMÍNIO DA VELHA NATUREZA


“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”
Tito 3:4-6

O versículo 3 da Carta de Paulo a Tito é um preciso diagnóstico de como era a vida dos filhos de Deus antes de se renderem a Cristo: “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”. Isso é o que se pode chamar de “vida da velha natureza”. Tal espécie de vida não poderia continuar! Nunca será agradável a experiência de ser e continuar sendo néscio, desobediente, desgarrado, escravo de toda sorte de paixões e prazeres, inundado em malícia, cheio de inveja e consumido pelo ódio!
Graças a Deus porque, em Cristo, sempre poderemos encontrar um “Quando, porém”! O que poderia ser avassaladoramente tão forte a ponto de por um fim no domínio da velha natureza? A resposta que encontramos no texto bíblico é especialmente maravilhosa: A manifestação da benignidade de Deus e do Seu amor para conosco foi, é, e continuará sendo absolutamente capaz de desfazer o domínio da velha natureza sobre nós! É a poderosa ação do Espírito de Deus que nos lava, regenera e renova!
A. M. Cunha

domingo, 24 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS - Capítulo 9

O sol entra sorrateiramente em minha sala enquanto medito nas Escrituras. Há pouco menos de duas horas, nesta mesma sala, o sol não irradiava a sua luz. O ambiente estava tomado pela escuridão. A vida é repleta destes encontros de opostos: alegria e tristeza, saúde e doença, riqueza e pobreza, entre tantos outros. Até mesmo no ambiente da espiritualidade estes opostos podem ocorrer. O capítulo 9 do Evangelho do Evangelho Segundo Marcos revela-nos um destes encontros, quando um pai, aflito com seu filho possesso por um espírito mudo, procura Jesus. Tomado por cruéis angústias, aquele pai disse a Jesus: “Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam.” [Marcos 9:18]. Após fazer um breve relato sobre o tempo e as condições suportadas pelo jovem desde a possessão, o aflito pai dirigiu a Jesus as seguintes palavras: “se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” [Marcos 9:22]. Em resposta, Jesus lhe disse: “Se podes! Tudo é possível ao que crê.” [Marcos 9:23]. Foi exatamente neste ponto que o Pai exclamou, em lágrimas: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” [Marcos 9:24]. É como se ele dissesse: “Eu creio, mas não o bastante”! Aquele pai somos nós, pois, por vezes, a nossa existência sofre o impacto da descoberta de que “cremos, mas falta-nos fé”! Eis o paradoxo: Promover uma declaração de fé, desprovida de fé! Calma, é confuso mesmo! É paradoxo, é luz e trevas, é dia e noite! Somos assim mesmo: nossos lábios podem declarar uma fé que não temos! Resta-nos, portanto, uma coisa: Achegarmo-nos a Cristo e clamar: Ajuda-me na minha falta de fé! O glorioso Cristo, pleno em ternura e amor há de nos socorrer!
A. M. Cunha

sábado, 23 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS - Capítulo 8


Uma das marcas características dos milagres de Jesus era o fato de serem instantâneos! Expressões como “no mesmo instante” eram características dos milagres que Jesus realizava, tais como: “No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo” [Marcos 1:42] e “Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos” [Marcos 2:12]. O capítulo 8 do Evangelho de Marcos, no entanto, reserva-nos um milagre singular. Um cego foi apresentado a Jesus em Betsaida. Jesus tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia, aplicou-lhe saliva aos olhos e impôs-lhe as mãos. Enfim, Jesus perguntou: “Vês alguma coisa?” [Marcos 8:23]. A resposta daquele cego, pelo menos aos nossos olhos, foi inesperada para aquele tipo de ocasião. Ele disse: “Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando” [Marcos 8:24]. Ele via, isto é fato, mas não via bem, isto também é fato. Homens não são como árvores e árvores não andam! Diante destes fatos, o texto bíblico nos diz: “Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos” [Marcos 8:25]. Somente após este “segundo toque” é que se diz: “e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido” [Marcos 8:25]! Por mais que possa ser inicialmente estranho aos nossos olhos, este milagre não nos deveria causar estranheza, principalmente a nós, pois sempre, e todos os dias, precisamos de um segundo toque de Cristo! Permitamos que o Senhor nos toque uma segunda vez e assim nossa visão será plenamente restaurada!
A. M. Cunha

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS - Capítulo 7


O que pode contaminar o homem? O capítulo 7 do Evangelho Segundo Marcos oferece-nos uma resposta. Jesus afirma em Marcos 7:15, que nada “há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar”. Obviamente Jesus não estava falando em termos fisiológicos, por exemplo, pois sabemos que o homem pode ser contaminado quando microrganismos [bactérias, fungos, leveduras, vírus, entre outros], entram em contato com seu organismo. A contaminação anunciada por Jesus não é aquela decorrente do que entra no homem, mas a que é decorrente daquilo que sai do homem, pois o “que sai do homem, isso é o que o contamina” [Marcos 7:20]. Para que não restem dúvidas sobre o que contamina o homem, Jesus oferece o seguinte diagnóstico conclusivo: “O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” [Marcos 7:20-23]. Tal diagnóstico parece-nos a sentença final de todo homem. Porém, resta-nos uma gloriosa promessa: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra” [Ezequiel 36:26]! Busquemos, pois, em Deus, a dádiva deste novo coração!
A. M. Cunha

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

MEDITAÇÕES NO EVANGELHO DE MARCOS - Capítulo 6


Instigante, esta é, muito provavelmente, uma especial maneira de se referir ao capítulo 6 do Evangelho de Marcos; pois ele aponta para um provocante princípio: O exercício da misericórdia desafia o nosso direito de descansar! Jesus convida Seus discípulos a terem um pouco de repouso num lugar deserto, porque eles, devido às muitas tarefas de serviço ao povo, não tinham tempo sequer para comer [Marcos 6:31]. Jesus, acompanhado dos Seus discípulos, foi para um lugar solitário, com o firme propósito de descansar. O versículo 33, porém, reserva um curioso acontecimento, pois “Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá”. É exatamente neste momento que a compaixão desafia o descanso de Jesus. O texto bíblico afirma que ao “desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor” [Marcos 6:34]. A narrativa bíblica continua: “E passou a ensinar-lhes muitas coisas”! Jesus, mesmo cansado, não descuidou de Sua responsabilidade para com aquele povo, seguiu o fluxo de Sua vocação para servi-los, pois a compaixão que O movia, como dito acima, desafiou o Seu direito de descansar!
A. M. Cunha