"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1:17)
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
ORAÇÃO NO CAMINHO DA ESCRITURA - SALMO 121:3
Salmo
121:2
Graças de Te dou Senhor, pois há um socorro destinado a mim. Tua graça me permite dizer: “O meu socorro”! Reconheço, sem dúvidas, que sou limitado, frágil e débil, pois sem Ti nada sou, nada tenho e nada posso fazer! Louvado seja o Teu nome, pois há um socorro que está vindo em minha direção! O meu escape não virá de homem algum, ou de poder terreno algum! O meu socorro vem de Ti! Tu és, portanto, a origem do meu socorro! É maravilhoso saber que o meu socorro vem do Senhor! Esta palavra, “Senhor”, descreve com especial riqueza quem, de fato, Tu és! Louvado seja o Teu nome, pois Tu és absolutamente independente de qualquer outro para ser o que és, fazer o que fazes, pensar o que pensar, estar onde estás e falar o que falas! O Senhorio absoluto pertence a Ti! Tenho a honra, por graça e misericórdia, de receber o socorro que Tu tens para mim! O que me conforta é saber que Tu fizeste o céu e a terra, e com o mesmo poder Tu providenciarás o meu socorro! Louvado seja o Teu nome! Amém!
A.
M. Cunha
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
A ANGÚSTIA NÃO NOS PRIVA DO PODER DE CLAMAR AO SENHOR
O vocábulo hebraico צַר [tsar] tem sido usado para designar aquilo que é estreito [Números 22:26], outras vezes para
descrever ambientes e circunstâncias que geram angústia [Deuteronômio 4:30], bem como, têm sido usadas para designar um
adversário [Gênesis 14:20], inimigo
[Números 24:8] ou opressor [Salmo 27:2]. O uso desse vocábulo pode
significar a ruína e a destruição de um lugar ou de uma pessoa. Neste Salmo, o
vocábulo צַר [tsar] é usado por 4 (quatro vezes), nos versículos 6, 13, 19 e 28.
Em todos estes usos, a angústia vem acompanhada de uma magnífica e esperançosa
atitude: clamar ao Senhor! Portanto, por mais avassaladora que seja a angústia,
por mais que ela se destine a arruinar e destruir uma pessoa ou um lugar, aqui,
neste Salmo, fica mais que evidente que a angústia não é a palavra final. Mesmo
que a alma esteja dominada e sob a influência de um dilacerante estado de
angústia, ainda assim ela encontrará a força suficiente para clamar ao Senhor!
A angústia, por mais cruel e intensa que pareça ser, não possui o poder para
privar os filhos de Deus da capacidade de clamar ao Senhor! Se a angústia sufoca,
o clamor é libertador!
A.
M. Cunha
sábado, 22 de agosto de 2020
DEUS É O NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA
Salmo 46:1-2
Os arranjos
linguísticos são cruciais para que se diga o que, de fato, se quer dizer. Para
isso, o adequado uso dos vocábulos torna-se uma tarefa
fundamental para que ideias sejam adequadamente transmitidas. Estes dois
preciosos versículos bíblicos, inevitável e decididamente, fazem a alma, imersa
em suas muitas aflições e conturbações, desfrutar de um poderoso estado de
confiança. Tal estado de inabalável confiança emerge do primeiro versículo que
apresenta uma singular descrição biográfica acerca de quem Deus é: Ele é
refúgio e fortaleza para alma atribulada!
Se o primeiro versículo está focado em Deus, o segundo, por outro lado, conquanto também seja uma descrição, está focado, não em fazer uma exposição que caracterize o Ser de Deus, mas se concentra em construir uma maravilhosa descrição de como a alma que confia em Deus reage diante das circunstâncias da vida.
O vocábulo “Portanto”
mostra-se como importante elemento de conexão entre estes dois versículos. Sua
função gramatical busca detalhar que tudo o que é descrito no segundo versículo
decorre, necessariamente, de tudo o que é afirmado no primeiro. Conclui-se,
portanto, que o estado de confiança descrito no segundo versículo decorre de
tudo o que se diz sobre o Ser de Deus no primeiro versículo, não sendo,
portanto, resultado de nada do que a alma humana possa fazer.
O princípio que se
extrai destes dois versículos pode ser assim resumido: A alma que
verdadeiramente crê que Deus é seu refúgio, e que está absolutamente convencida
de que toda a sua força vem Dele, desfrutará de uma sobrenatural confiança que
lhe permitirá enfrentar as mais cruéis circunstâncias da vida!
A. M. Cunha
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
O ESPÍRITO SANTO E A MISSÃO: OBEDIÊNCIA, PERSEVERANÇA E UM LUGAR
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto [...] Então, Jesus, no poder do Espírito Santo, regressou para a Galileia, e a sua fama correu por toda circunvizinhança. [...] O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.”
Lucas 4:1, 14 e 18
O registro da
missão de Jesus, conforme o evangelista Lucas, está repleto de descrições
acerca do Espírito Santo. Quatro importantes expressões acerca do Espírito
Santo aparecem no capítulo 4 do Evangelho Segundo Lucas: [1] “cheio do Espírito
Santo”, [2] “guiado pelo mesmo Espírito”, [3] “no poder do Espírito” e [4] “O
Espírito do Senhor está sobre mim”. As três primeiras expressões estão
vinculadas a um lugar: A primeira faz referência ao Jordão, o lugar do batismo
de Jesus. A segunda, por sua vez, menciona o deserto, o lugar onde Jesus venceu
a tentação. A terceira, por fim, refere-se à Galileia, o lugar onde Jesus
iniciou o Seu ministério e que foi chamado por Mateus de “Galileia dos gentios”:
lugar de trevas onde a luz resplandeceu [Mateus 4:15-16].
A quarta dessas
expressões, ao contrário das três primeiras, não faz referência a lugares, mas
à missão de Jesus: “evangelizar os pobres; [...] proclamar libertação aos
cativos e restauração da vista aos cegos, [...] por em liberdade os oprimidos,
e apregoar o ano aceitável do Senhor”.
Se prosseguirmos
em nossa análise, poderíamos sugerir o seguinte: O Jordão, o lugar do batismo, aponta
para a obediência. O deserto, o lugar
da tentação, aponta para a perseverança.
A Galileia, o lugar de trevas, aponta para o lugar da missão.
Sendo a quarta
expressão uma descrição da missão de Jesus, poderíamos dizer que as três
primeiras são uma descrição dos requisitos necessários para o cumprimento da
missão. Assim sendo, a missão requer obediência, perseverança e um lugar onde a
missão deve ser executada.
Não podemos nos
esquecer, no entanto, que existe um elemento em comum nas mencionadas quatro
expressões, qual seja, o Espírito Santo.
Seguindo a maravilhosa descrição do evangelista Lucas, chegamos à conclusão de
que o seguro e eficaz caminho para o cumprimento da missão exigirá que o Espírito Santo esteja sobre o discípulo
de Jesus, o que permitirá que o seguidor de Cristo seja cheio da pessoa do Espírito, submeta-se
a ser guiado por ele e viva em
constantes manifestações do poder do
Espírito.
A. M. Cunha






